Escândalo: a sede de mais-valia rejeita idosos nos planos privados de saúde!

Reportagem exibida na Rede Globo, no Bom Dia Brasil, apesar da emissora não dizer o que vamos dizer aqui, exemplifica o escândalo da lógica capitalista praticada pelos planos privados de saúde, qual seja, idosos com mais de 60 anos estão com dificuldades de contratar planos privados de saúde sem antes passar por uma perícia para ver se possuem doenças preexistentes ou crônicas. Em outras palavras, não é interesse dos planos privados de saúde vender serviços para idosos que de fato vão precisar consumir a mercadoria comprada.

Que capitalismo selvagem é esse que rejeita os idosos na hora de contratar planos privados de saúde? Exatamente o velho capitalismo denunciado por Karl Marx e que coloca a extração da mais-valia, a extração do lucro acima da necessidade das pessoas, transformando em mercadoria até a saúde das pessoas. E que mercadoria é essa vendida pelos planos privados de saúde? Justamente a mercadoria que promete, em seu consumo, “a manutenção da saúde físico-psicológica dos seres humanos” que, sentindo-se desprotegidos pelo sistema de saúde público-estatal, escolhem pagar um plano de saúde que lhes dê uma relativa segurança. Assim, os consumidores da mercadoria “manutenção da saúde físico-psicológica” produzida pelos trabalhadores-médicos pagam, para satisfazer suas necessidades, planos privados de saúde, mas os idosos, que ficam mais doentes, têm encontrado em sua frente apenas a sede de lucro do capital.

Qual a jogada dos planos privados de saúde? Ora, conforme dissemos, no capitalismo não se produz uma mercadoria para de fato satisfazer as necessidades das pessoas, o valor de uso da mercadoria (satisfação de necessidades) é só uma desculpa para o capitalista. Produz-se, portanto, uma mercadoria para vendê-la e na venda obter lucros. E o que permite uma mercadoria dar lucro? Justamente o fato de, em seu valor de troca, que é igual o “tempo de trabalho social gasto para produzir dada mercadoria” conter uma parcela de mais-valia, ou seja, uma parcela de trabalho não pago aos trabalhadores que produziram essa mercadoria. Como os planos privados de saúde aumentam, então, a fatia de mais-valia da mercadoria “manutenção da saúde físico-psicológica dos seres humanos”, ou seja, como aumentam a fatia de trabalho não pago dessa mercadoria, dando lucro aos donos do negócio? Simples. Os trabalhadores médicos do plano privado de saúde ganham conforme trabalham. Se realizam 5 consultas, recebem uma comissão x por cada consulta. Se realizam 5 cirurgias, recebem uma comissão x por cada cirurgia. Os funcionários e enfermeiros ganham salário fixo. As máquinas do hospital tem um custo x facilmente calculado.

Quem paga o trabalho do trabalhador médico e dos demais trabalhadores, incluindo estrutura física do hospital privado? Justamente os consumidores do plano privado de saúde que vende a mercadoria “manutenção da saúde físico-psicológica dos seres humanos”. Na mensalidade de cada plano pago pelos consumidores já está previsto o quanto de dinheiro que vai ser usado para pagar o salário do trabalhador médico, os gastos com as máquinas dos hospitais e outros funcionários e o quanto vai sobrar de lucro para o empresário dono do plano privado de saúde. O lucro é garantido, porque as mensalidades dos planos privados de saúde são caras e calculadas de forma a não dar prejuízo para os donos desse negócio. Mas os planos privados de saúde descobriram um jeito de obter também uma mais-valia relativa dos próprios consumidores. Como? As mensalidades são as mesmas para todos os usuários do plano, certo? Mas vejam bem, muitos compram a mercadoria “manutenção da saúde físico-psicológica dos seres humanos” por intermédio desses planos, pagam as mensalidades rigorosamente, mas, não ficando doentes, não usufruem dos serviços ofertados pelo plano. Assim, se há menos procura pelos serviços ofertados pelo plano privado de saúde, menos a empresa vai gastar com o salário comissionado dos trabalhadores médicos, por exemplo. Assim, vai sobrar-lhes uma quantia maior de trabalho não pago, uma quantia maior de mais-valia, e a venda dessa mercadoria vai dar mais lucro. O consumidor paga mensalmente pela promessa de “manutenção da sua saúde físico-psicológica”, mas não necessariamente vai ao plano requisitar o serviço. O trabalho não pago aos trabalhadores médicos é, nesse caso, garantia de maior lucro para os donos dos planos privados de saúde.

Entenderam por que os idosos, com problemas de saúde, estão com maior dificuldade de comprar esses planos privados? É que os idosos de fato vão precisar consumir mensalmente e talvez diariamente a mercadoria “manutenção da saúde físico-psicológica dos seres humanos”. E aí a empresa vai gastar mais com o trabalho dos trabalhadores médicos e vai sobrar menos trabalho não pago para os capitalistas da saúde, vai sobrar menos mais-valia para os donos dos planos privados de saúde que, no fundo, apenas pensam em lucro e estão se lixando para a “manutenção da saúde” dos seus clientes.

Ora, em nossa opinião, saúde teria de ser 100% estatal e 100% de qualidade. Saúde não poderia ser tratada como MERCADORIA. Exigimos 10% do orçamento para a saúde pública já! 30 de Agosto todos às ruas exigindo saúde pública de qualidade. Abaixo a SEDE DESENFREADA DE LUCRO dos planos privados de saúde!

Por: Gílber Martins Duarte – Socialista Livre – Conselheiro do Sind-UTE / MG e diretor da subsede do Sind-UTE em Uberlândia – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Doutorando em Análise do Discurso/UFU – Membro da CSP-CONLUTAS.

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17 respostas para Escândalo: a sede de mais-valia rejeita idosos nos planos privados de saúde!

  1. Concordo com a crítica sobre os planos de saúde privados. Mas nas entrelinhas novamente técnicas nefastas e funestas do Marxismo “da lógica capitalista praticada pelos planos privados de saúde” Primeiro o Brasil esta longe de ser capitalista. O Brasil não passa de um pais com desenvolvimento sustentado. A começar que regime capitalista ele pune severamente seus corruptos. O Comunismo não é a fraternidade: é a invasão do ódio entre as classes. Não é a reconciliação dos homens: é a sua exterminação mútua.

    No Brasil, muitas pessoas ditas socialistas feito você Gílber enxergam o capitalismo como um monstro feroz e faminto pronto para engolir e destruir tudo por onde passa. Mas quem procura estudar com mais dedicação as suas características, tem a nítida impressão de que este sistema econômico parece na verdade bastante frágil e que precisa de condições mínimas para que funcione corretamente. Vamos discorrer sobre 3 destas condições:

    1- Proteção à propriedade privada:
    Imagine que você, Gílber, abriu uma empresa. Você acorda todos os dias, começa a trabalhar e obter o seu merecido lucro, Então, um ladrão passa a roubar a sua empresa todos os dias. Dia após dia o ladrão leva embora o teu dinheiro e mercadorias (às vezes este ladrão pode ser o governo ao cobrar pesados impostos das empresas). Ora, a consequência lógica disto é que a tua empresa vai à falência em breve. Agora imagine esta situação acontecendo com todos os empresários do país! Pois é caro Gílber, sem a devida proteção à propriedade privada, as empresas quebram e o capitalismo começa a morrer. É por este motivo que se algum país quiser que sua economia cresça, o governo e as empresas devem investir pesado em segurança. Nos países africanos, o respeito à propriedade privada é muito baixo, isso explica porque eles ainda são tão pobres. E some a isto o fato de que esses países sofrem com governos totalitários e guerras tribais com seus respectivos saques. A garantia de proteção à propriedade privada é, sem dúvida, o item mais importante para o bom desenvolvimento da economia capitalista em qualquer país. O Socialismo prega o contrário.

    2- Livre concorrência:
    A livre concorrência entre as empresas é benéfica para o consumidor, pois aquelas que tiverem pouco lucro irão baixar seus preços para atrair os clientes e suas rivais serão forçadas a fazer o mesmo. As empresas entram numa queda de braço para baixar os preços e conseguir atrair os consumidores. Esta disputa entre elas faz o preço dos produtos desabar a tal ponto de tornarem-se o mais populares possíveis. Sem a livre concorrência entre as empresas o que temos é o monopólio. E já discuti o problema do monopólio aqui.

    3- baixos impostos:
    Os baixos impostos são importantes, pois eles indicam que a maior parte do dinheiro do consumidor ficará com ele mesmo e não com o governo. Desta forma, ele pode comprar o máximo de produtos que desejar para o seu bem estar pessoal. No Brasil, a maior parte dos impostos incide sobre os bens de consumo , o que faz com que estes produtos fiquem caros demais, impedindo ou dificultando o acesso desses bens aos consumidores, causando assim um empobrecimento e péssima qualidade de vida a todos. Os altos impostos impedem também que as empresas cresçam e gerem mais emprego e renda à população que está desempregada.

    Durante meus estudos sobre capitalismo , eu percebi que estas são as condições mínimas indispensáveis, sem as quais a economia capitalista vai à ruína. É óbvio que existem outras condições que favorecem ainda mais. No entanto, discutir sobre elas foge ao objetivo deste pequeno texto.

    Mas realmente é um absurdo como nossos governantes tratam da saúde. Uma vergonha. A corrupção que é a verdadeira culpada.

  2. Governo Dilma deixa de aplicar R$ 17 Bilhões na Saúde, mas gasta R$ 16 Bi em Publicidade.
    Os gastos com propaganda do governo federal nos dois primeiros anos da gestão de Dilma Rousseff, incluindo estatais, é 23% maior, na média, do que nos oito anos de mandato de seu antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva. A presidente também vem gastando mais – cerca de 15% -, na média, na comparação com o segundo mandato de Lula.

    Ao todo, em dez anos de governo petista foram desembolsados, incluindo todos os órgãos da administração, cerca de R$ 16 bilhões, em valores corrigidos pela inflação, segundo levantamento inédito do Estado

    Ministro da Saúde Alexandre Padilha deixa de aplicar R$ 17 BI
    UMA VERGONHA GÍLBER.
    O PT é, sim, gramsciano. Chegou lá? É o Moderno Príncipe, ainda que tropicalizado? Não. Luta para sê-lo e deu passos importantes nessa direção. Volto aos “ideólogos” de que fala Claudio de Moura Castro. A educação brasileira foi corroída pela tal perspectiva dita “libertadora” e anticapitalista. Ela não é ruim porque falta dinheiro, mas porque deixa de ensinar português e matemática e prefere libertar as crianças do jugo capitalista com suas aulas de “cidadania”. O proselitismo se estende ao terceiro grau e fabrica idiotas incapazes de ver o mundo fora da perspectiva do Moderno Príncipe.

    Gramsci também falava de um certo “bloco histórico”, uma confluência de aspectos políticos, econômicos e culturais que, num dado momento, formam uma plataforma estável, que dá fisionomia a um país. Esse partido que busca essa hegemonia, que pretende ser o “imperativo categórico”, está na contramão do mundo contemporâneo e das próprias virtudes da economia brasileira, que lhe permitem governar com razoável estabilidade. Por isso, não consegue executar o seu projeto. Mas o país também não sai do impasse: nem naufraga nem se levanta. A exemplo de um organismo tomado pela verminose, vê consumida boa parte de suas energias e de suas chances de futuro alimentando os parasitas. Enquanto isso, os gramscianos vão nos prometendo que ainda ocuparemos o troninho da “ca-sa do Pe-drrri-nho”.

    • O PT não tem nada de Socialista, Gladimir. O PT é outro partido, à semelhança de PSDB, PMDB, DEM, PDT, PSB, PV, etc que governa para o capitalismo. Você se engana ao dizer que o PT tem política socialista. O PT tem uma política de beneficiar os grandes capitalistas, inclusive os capitalistas da saúde privada. Criar uma saúde pública de qualidade, 100% estatal, seria uma política socializante e seria uma pá de cal na mercadorização da saúde, como os planos privados de saúde fazem. Não houve governo no Brasil ainda para fazer isso. Defendemos de imediato 10% do orçamento em saúde pública. Basta deixar de pagar os juros exorbitantes da dívida externa e interna que tem dinheiro para a saúde pública. Mas os governos não vão romper com os banqueiros, sem pressão popular.

  3. Prezado Professor Gílber!
    Seguindo seu “EXEMPLO” de bom moço, e mantendo o nível ( só quis que vc aloprasse, consegui, missão cumprida e comprida risos) abaixo um texto espero que o Sr. leia até o final, sem paixões, apesar de ser longo. Prometo que só vou comentar seus textos, aqueles que tiverem a palavra chave de Marxista risos. .

    Vou usar a teoria de Mises como ele explicaria a realidade do SUS?
    Um leitor que acabou de descobrir nosso site pede-nos para fazermos uma “análise profunda do SUS (sistema socialista de saúde do país) à luz da extraordinária teoria de Mises”.

    Curiosamente, ao se analisar o funcionamento do SUS à luz da teoria misesiana, conclui-se que o real desafio está em perceber como uma medicina socializada afeta a oferta de serviços de saúde privados. No caso do Brasil, o desafio é perceber como o SUS afeta o funcionamento dos serviços fornecidos pelos planos de saúde privados, e como as regulamentações impostas pelo governo sobre as seguradoras de saúde ajudam a piorar todo a serviço de saúde do país.

    No que concerne ao funcionamento específico do SUS, ele em nada difere de qualquer outro serviço socializado. Falar sobre questões ligadas aos serviços de saúde é algo que desperta grandes paixões, pois, por algum motivo, parte-se do princípio de que saúde é um direito do cidadão (de quem é o dever é algo que não se comenta), e que, por conseguinte, a oferta de serviços de saúde deve ser ilimitada.

    Infelizmente, porém, a realidade econômica não nos permite tais devaneios, e o fato de que vivemos em um mundo de escassez é uma verdade válida também — e principalmente — para os serviços de saúde. Infelizmente. Se a escassez pudesse ser extinta por meio do simples decreto governamental — como acreditam os socialistas —, então estaríamos já há muito tempo de volta ao Jardim do Éden.

    Logo, voltemos à realidade.

    Quando se deixa as paixões ideológicas de lado e busca-se apenas a verdade por meio da razão e, consequentemente, da aplicação da genuína ciência econômica, nenhum resultado é surpreendente. Mais especificamente, o interesse aqui é discutir como a ciência econômica explica os problemas inerentes a uma medicina socializada, sem fazer qualquer juízo de valor. Afinal, economia não funciona de acordo com sentimentalismos, e serviços médicos funcionam exatamente da mesma maneira que qualquer outro setor de serviços na economia, por mais que as pessoas se deixem levar pela emoção.

    Os libertários seguidores da doutrina dos direitos naturais — que dizem que cada indivíduo tem o direito de não lhe tirarem a liberdade, a propriedade e a vida — diriam que a medicina socializada não só é economicamente maléfica como também é moralmente indefensável, pois baseia-se no roubo da propriedade alheia para o financiamento dos serviços médicos. Embora seja indiscutível que a medicina socializada baseia-se no roubo da propriedade alheia, somente essa argumentação não é muito promissora, pois a própria existência do governo baseia-se no roubo. Logo, por coerência, pedir o fim da medicina socializada implicaria também pedir a abolição do governo. Embora seja esse o desejo dos anarcocapitalistas, é preciso reconhecer que tal postura não faria ninguém vencer um debate econômico.

    Logo, argumentações puramente econômicas são necessárias para explicar por que nenhuma medicina socializada pode ser de qualidade duradoura. (E, de fato, nenhum país que hoje possui medicina socializada apresenta serviços de saúde invejáveis. Canadenses e britânicos que o digam, para não citar os cubanos).

    O princípio do SUS é igual ao de qualquer medicina socializada

    Serviços de saúde socializados são defendidos e ofertados de acordo com o princípio de que a saúde é um direito básico e indelével do cidadão, principalmente dos mais pobres. Logo, o acesso aos serviços de saúde deve ser gratuito ou quase gratuito, pois só assim os pobres podem ter saúde em abundância.

    O problema é que até aí estamos apenas no terreno dos desejos, e não da realidade econômica. É indiscutivelmente bonito posar de defensor dos pobres e oprimidos, exigindo saúde gratuita para eles. Porém, infelizmente, a realidade econômica sempre insiste em se intrometer. E a realidade econômica é que, sempre que algo passa a ser ofertado gratuitamente, a quantidade demandada desse algo passa a ser infinita. No caso específico da saúde, sempre que serviços de saúde passam a ser gratuitos, a quantidade desses serviços que as pessoas passam a querer consumir torna-se praticamente infinita. E não poderia ser diferente. De novo, trata-se de uma lei econômica, e não de sentimentalismos.

    A medicina socializada é um caso clássico de intervenção que necessita de intervenções cada vez maiores para ser mantida, até o momento em que tudo se esfacela em decorrência da total imobilidade do setor regulado. Mises foi pioneiro em explicar a mecânica de tal fenômeno, e é em sua explicação que vou me basear.

    Falando especificamente do SUS, caso o governo apenas se limitasse a financiar — via impostos extraídos da população — a oferta de serviços de saúde, a demanda por consultas de rotina, testes de diagnósticos, procedimentos, hospitalizações e cirurgias tornar-se-ia explosiva. Logo, caso o governo nada fizesse, os custos gerados por tal demanda iriam simplesmente estourar o orçamento do governo.

    É aí que a realidade econômica se impõe.

    Como os recursos para a saúde não são infinitos, mas a demanda é (pois a oferta é “gratuita”), o governo logo se vê obrigado a impor vários controles de custo. Os burocratas estabelecem um teto de gastos na saúde que não pode ser superado. Porém, apenas estabelecer um limite de gastos não é o suficiente para reduzir a demanda. Assim, embora os custos estejam agora limitados, a demanda por consultas, pedidos de testes de diagnósticos, hospitalizações e cirurgias segue inabalada. Consequentemente, com oferta limitada e demanda infinita, ocorre o inevitável: escassez. Ato contínuo, começam a surgir filas de espera para tratamentos, cirurgias, remédios e até mesmo consultas de rotina.

    O agravamento de tais ocorrências faria com que o sistema inevitavelmente entrasse em colapso. É aí que o governo passa, então, a impor mais controles. No caso, ele passa a controlar a demanda. Mais especificamente, ele começa a “limitar” — por meio de várias burocracias insidiosas — o número de visitas ao médico, o número de testes de diagnósticos, o número de hospitalizações, cirurgias etc. Por exemplo, em alguns casos, um paciente é atendido apenas quando um determinado conjunto de sintomas é perceptível. Em outros, uma hospitalização ou cirurgia ocorre apenas se o paciente estiver acima de certa idade ou se estiver grávida de um bebê deficiente. Em inúmeros casos, o paciente simplesmente é rejeitado — popularmente, ficará na fila esperando até desistir.

    Outra consequência inevitável do processo de controle de custos aparece nos salários e nas compensações que o governo paga aos médicos do SUS, algo que é refletido diretamente na qualidade dos serviços prestados. Afinal, profissionais mal remunerados simplesmente não têm incentivos para trabalhar corretamente.

    A medicina socializada, portanto, baseia-se no mesmo princípio do controle de preços: a oferta torna-se limitada e a demanda, infinita. Como consequência, a qualidade dos serviços decai, os hospitais tornam-se degradados e a escassez de objetos passa a ser uma inevitabilidade — em alguns casos, faltam até sabonetes. (Tal realidade explica, por exemplo, os constantes escândalos de funcionários de hospitais públicos extorquindo pacientes, cobrando por fora em troca de remédios ou de pronto atendimento).

    Tratamentos ou atendimentos bem feitos ou mesmo satisfatórios tornam-se exceções em um sistema socializado de saúde.

    Seguradoras

    Nesse ponto, o leitor mais iniciado pode estar pensando: “ora, dado esse cenário, o governo deveria incentivar a medicina privada, pois ela desafogaria grande parte dessa demanda pela saúde pública. No mínimo, os mais endinheirados não mais estariam demandando os serviços do SUS.”

    Tal raciocínio está parcialmente certo. De um lado, é fato que o governo, ao contrário do livre mercado, sempre vê o consumidor como algo aborrecedor. Ao passo que, no livre mercado, as empresas estão sempre ávidas por consumidores para os quais vender seus produtos, no setor público, o consumidor é apenas um irritante demandante, um usuário esbanjador de recursos escassos. No livre mercado, o consumidor é o rei, e os ofertantes estão sempre se esforçando para ganhar mais consumidores, com os quais poderão lucrar caso forneçam bons serviços. No setor público, cada consumidor é visto como alguém que está utilizando um bem em detrimento de outra pessoa. No livre mercado, todos os envolvidos em uma transação voluntária ganham, e as empresas estão sempre ávidas para oferecer seus produtos ao consumidor. No setor público, o consumidor é apenas uma chateação para os burocratas.

    E é justamente por essas características do livre mercado que o governo não pode permitir um genuíno livre mercado nos serviços de saúde. Para entendermos o motivo, basta novamente utilizarmos a razão e aplicarmos a genuína ciência econômica.

    Assim, o que ocorreria em um arranjo em que há contínua deterioração dos serviços de saúde e os salários dos médicos são controlados pelo governo? A resposta é óbvia: os médicos iriam querer fugir de tal sistema e passar a lidar diretamente com seus pacientes, sem amarras burocráticas e sem regulamentações. Ou seja, haveria uma fuga de médicos para a medicina totalmente privada, em um arranjo de livre mercado.

    Em tal arranjo, obviamente, os médicos não apenas poderiam ganhar maiores salários, como também teriam a liberdade de tratar seus pacientes de acordo com seus próprios critérios médicos, o que iria lhes render ainda mais clientes e, consequentemente, mais dinheiro. Na medicina pública permaneceriam apenas os ruins e incapazes, algo péssimo para qualquer democracia, um sistema em que políticos precisam de votos.

    Sendo assim, o governo fica numa encruzilhada. Ao mesmo tempo em que deve desafogar o setor público de saúde, ele não pode permitir que o setor privado crie grandes incentivos, sob pena de perder seus melhores profissionais e, consequentemente, permitir a total deterioração da medicina pública. Logo, ele precisa criar um meio termo.

    E é assim que o governo entra em cena estipulando pesadas regulamentações sobre o setor de planos de saúde, fazendo com que os serviços médicos fornecidos por seguradoras sejam quase tão ruins quanto os do SUS.

    Apenas pense: o mercado de seguro-saúde é totalmente regulado pelo governo. Não há livre concorrência. Não é qualquer empresa que pode entrar no mercado e ofertar seus serviços. Houvesse livre entrada no setor, as seguradoras que oferecessem melhores condições para os médicos conveniados certamente teriam os melhores profissionais para seus clientes. Porém, como é o governo quem decide quem entra no mercado (o que aniquila a livre concorrência) e como é o governo quem estipula várias regras para o funcionamento do setor, o que temos hoje são planos de saúde caros e que remuneram muito mal os médicos conveniados. Há situações em que ser médico da rede pública — geralmente de sistemas estaduais ou, em alguns casos, municipais — é ainda melhor do que ser médico conveniado de alguma seguradora.

    Logo, temos a seguinte situação:

    1) O sistema público de saúde é ruim, sofre de escassezes e os médicos são mal pagos.

    2) O sistema privado de saúde é controlado pelas seguradoras, um ramo fortemente regulado pelo governo, dentro do qual a concorrência é mínima. Logo, os médicos são mal remunerados pelas seguradoras e os planos de saúde são caros e cobrem cada vez menos eventualidades. Para ter maiores benefícios, é necessário pagar apólices muito altas.

    3) O domínio das seguradoras obviamente criou um “mercado paralelo”, em que médicos particulares atendem diretamente seus clientes sem a intermediação de seguradoras — e, consequentemente, cobrando bem mais caro, justamente por causa dos incentivos criados pelas regulamentações sobre o setor de seguros. Tais médicos, entretanto, precisam ter grande renome e boa reputação para obter sua clientela cativa, algo trabalhoso e demorado. Desnecessário dizer que tal arranjo só é acessível para os mais ricos.

    4) Consequentemente, o sistema privado não se torna, para boa parte dos médicos da rede pública, um sistema substantivamente mais atraente que o sistema público, exatamente a intenção do governo.

    5) Tal arranjo contém o êxodo de médicos da rede pública, o que impede o esfacelamento do sistema.

    6) Apenas os realmente ricos conseguem contornar tais empecilhos, e geralmente fazem suas consultas, internações e cirurgias sem o uso de seguradoras, lidando diretamente com os médicos, sempre os melhores. Estes, por sua vez, cobram caro justamente pelos motivos delineados no item 3, a saber: porque não possuem concorrência para suas qualidades e também porque sabem que possuem uma clientela cativa, composta daquelas poucas pessoas que podem se dar ao luxo de não utilizar planos de saúde para pagar suas cirurgias.

    No final, quem realmente perde são os mais pobres, justamente aqueles a quem os amorosos defensores da saúde pública querem proteger. A medicina socializada destrói a qualidade dos serviços médicos e, por causa das regulamentações estatais, encarece o acesso à medicina privada. Os mais pobres — aqueles que mais pagam impostos em relação à sua renda — ficam privados de bons serviços médicos, serviços estes pelos quais eles pagaram a vida inteira. Caso tivessem podido manter esse dinheiro para si, certamente poderiam hoje estar usufruindo um melhor serviço de saúde.

    Muitas vezes um pobre tem seu acesso ao sistema público de saúde negado porque os burocratas que controlam o sistema determinaram que outras pessoas estão mais necessitadas do que ele; logo, estas têm mais direito àqueles serviços que ele próprio ajudou a financiar via impostos.

    A ciência econômica mostra, portanto, que defender a medicina socializada é uma perversidade.

    Conclusão

    Ainda mantendo-nos fieis à ciência econômica, fica claro que o arranjo que melhor atenderia a todos os necessitados seria justamente um arranjo de livre mercado. As pessoas seriam liberadas dos impostos, podendo agora manter consigo boa parte daquilo que são obrigadas a dar para o governo a fim de financiar um sistema de saúde que não presta serviços decentes.

    O setor de seguros de saúde deve ser totalmente desregulamentado, havendo livre entrada no mercado e, consequentemente, livre concorrência. Os preços dos planos de saúde cairiam e os médicos agora passariam a ser remunerados de acordo com sua competência. Principalmente: haveria a livre negociação entre médicos e pacientes, sem intromissões governamentais — algo que hoje só ocorre entre médicos e pacientes ricos. A medicina socializada não mais teria motivos para existir (como nunca teve, aliás).

    Por fim, e ainda mais importante: nunca é demais enfatizar que a saúde é responsabilidade de cada indivíduo, de cada família, sendo que todos devem ter o direito de manter para si os frutos de seu trabalho e de poderem utilizar seu dinheiro da forma que quiserem, tendo a liberdade de escolher os serviços médicos que desejarem, e com a responsabilidade de encarar as consequências de suas escolhas.

    Não há nada de radical ou novo nisso: afinal, esse é exatamente o princípio que seguimos hoje quando escolhemos e compramos alimentos, roupas, carros, computadores, celulares, iPads, iPods, iPhones, passagens aéreas, apartamentos e tudo o mais. E, pelo menos até agora, tal princípio vem funcionando com enorme sucesso. O fato de esse princípio (em outras palavras, liberdade) ter sido abandonado na saúde e principalmente na educação apenas mostra as tragédias que ocorrem quando nos desviamos dele.

    Serviços médicos funcionam exatamente da mesma maneira que qualquer outro setor de serviços, por mais que as pessoas se deixem levar pela emoção. Ademais, pela lógica socialista, não faz sentido pedir intervenção em serviços médicos e deixar, por exemplo, o setor alimentício por conta do livre mercado. Afinal, existe algo mais essencial do que comer? Porém, é exatamente por causa do livre mercado que temos comida sempre disponível, para todos os gostos. Não importa a que horas você vá ao supermercado, você sempre tem a certeza de que tudo estará ali. Tanto para pobres quanto para ricos. Isso não é fascinante?

    Sempre que você quiser serviços de alta qualidade a preços baixos, você tem de ter um livre mercado, uma livre concorrência. Não há nenhuma outra opção. Quem acha que ofertar bens gratuitamente, criar uma montanha de regulamentações e impor controles de preços é a receita para bons serviços, deve se preparar para uma grande decepção. Isso nunca funcionou em lugar nenhum do mundo.

    Quem realmente quer serviços médicos de qualidade para os pobres (e quem não quer?) tem de defender um livre mercado nos serviços de saúde. Não há outra opção.

    A verdadeira ciência econômica explica.

    • Professor Gilber!
      Agora minha opinião a respeito do comentário acima que extraí de um Site, de uma faculdade séria do curso de economia( capitalista risos) .

      A questão é o que fazer com as pessoas que não se adaptam ao sistema competitivo , é nisso que se baseá os coletivistas e retórica acima???

      Coletivistas e socialistas frequentemente incitam nas pessoas o medo com esses argumentos. O que é muito fácil, porque como vivemos em um país com muitos pobres, paira no ar o terror de “ser abandonado à própria sorte”, “ficar pra trás”, etc. o que leva as pessoas (principalmente a classe média, a mais aterrorizada com a pobreza) a buscar o Estado como provedor da celebrada “rede de segurança”, uma magra garantia que se cairmos durante essa luta competitiva não iremos direto pro chão.

      Esse raciocínio é falho em diversos aspectos: Primeiro, a miséria que nos aflige é causada pela mesma instituição que deveria supostamente nos salvar – o ESTADO paternalista. A maior parte das pessoas até reconhece que o Estado é a chave que explica nossa condição, mas acredita que tal coisa se dá porque não conseguimos fazê-lo “funcionar direito”, quando na verdade o problema é simplesmente a sua onipresença. É a forma como essa instituição aleija nossa capacidade de produzir, comercializar, inovar, que cria uma massa de pessoas dependentes, que não podem arcar com suas necessidades básicas de educação, saúde, etc. Isso, lógico, confere a eles mais poder.

      Ademais, essa obsessão com competição é coisa de neoclássico. Basta dar uma olhada mais cuidadosa que é possível perceber que o funcionamento intrincado e complexo de uma economia livre só é possível porque existe uma dimensão de cooperação tão importante quanto a de competição.

      Quando bens que são por definição escassos (no caso, serviços e produtos de saúde) passam a ser ofertados gratuitamente, além de não haver qualquer racionalidade na alocação destes recursos, não haverá também nenhuma restrição na demanda. Por que pagar por consultas, testes de diagnósticos, procedimentos, hospitalizações e cirurgias se você pode ter tudo gratuito?

      Utilizar o fator tempo como definidor da gratuidade de um bem pode levar a erros notáveis. Por exemplo, o governo poderá nacionalizar a distribuição de alimentos, casas e roupas, distribuindo tudo gratuitamente sob a crença de que a demanda por esses bens sempre será contida, uma vez que as pessoas precisarão alocar tempo para ir buscar esses bens. Logo, em tese, a oferta sempre seria suficiente. Não faz sentido.

      Por fim, esse exemplo acima ajuda a entender por que a gratuidade de um bem levaria a uma demanda infinita. Afinal, por que incorrer na desutilidade do trabalho para obter renda se você pode simplesmente obter tais bens “gratuitamente”?

      Os exemplos do que vem ocorrendo na medicina da Grã-Bretanha e do Canadá comprovam isso. Mesmo países ricos, com grande disponibilidade de capital, já estão sendo obrigados a racionar dramaticamente a oferta de serviços de saúde. A demanda é infinita em relação à oferta.

      O que equilibra oferta e demanda é o sistema de preços. Se algo possui demanda garantida e inevitável — como serviços de saúde –, e sua oferta (que por natureza é escassa) passa a ser gratuita, então é inevitável que haja um grande descompasso entre oferta e demanda.

      Quando se diz que a demanda será infinita, não se está dizendo que todo mundo sairá correndo pra fazer um transplante de coração, obviamente. Está-se dizendo, isso sim, que não há mais qualquer mensurador para racionar a demanda por algo. Seja uma aspirina para dor de cabeça ou um transplante de rim, se a oferta de ambos é gratuita, não haverá limites para a demanda por eles. A oferta será estritamente rígida, mas a demanda será inacabável.

      Assim como a demanda por pão seria infinita se ele fosse “tornado gratuito”, a demanda por serviços médicos também será infinita caso seja totalmente gratuita — guardadas, é claro, as devidas proporções entre demanda por transplantes e engessamento de membros e demanda por pão. Se o pão fosse gratuito, todos correriam para as padarias hoje; se os serviços médicos fossem gratuitos, obviamente não seriam todas as pessoas do país que correriam para os hospitais; porém, no longo prazo, todas as pessoas tenderiam a utilizar os serviços gratuitos de saúde para qualquer eventualidade. É nesse sentido que a demanda seria infinita. Quanto tempo ela demoraria para se manifestar é o de menos. O que a teoria diz é que tal demanda infinita irá se manifestar.

      Fraternais abraços meu amigo!

      • Gladimir, risos. Você adora as teorias que defendem o capitalismo. Li o artigo. Usa de uma pretensa “ciência econômica” como argumento de autoridade para defender a mercadorização da saúde. Esse texto que postei mostra bem a falácia dessa teoria, os idosos não seriam atendidos no mercado livre de saúde, sem fiscalização do Estado. Os idosos não dão lucro. Sinto muito decepcioná-lo, risos, mas o marxismo continua correto inclusive na questão da saúde. A saúde pública poderia funcionar, dando poder para a própria população fiscalizá-la em caso de falhas e é claro, colocando dinheiro. Nos próprios países europeus capitalistas, baseados no wel fare state possuem sistemas de saúde públicos avançados. Esse artigo é bem tendencioso em defesa da mercadorização da saúde. Defende uma tese oposta à minha: e minha tese é de que saúde não pode ser tratada como mercadoria. O dia que de fato a vida for um extremo valor, saúde pública será um gesto de cuidar uns dos outros com respeito e generosidade. Quando as relações são baseadas na cultura do “me cuida que eu pago”, a manutenção da saúde não será uma celebração da vida humana, com medicina preventiva, alimentação de qualidade, redução da jornada de trabalho para evitar estresse e aumentar a qualidade de vida o que implica na diminuição de doenças, etc. A saúde melhora 100% aumentando a qualidade de vida da população. Não é natural existir pobres e ricos.

      • Gílber!
        Sim adoro as teorias, esqueceu que você esta me tornando um Socialista Livre. Inclusive ontem sonhei que era um Socialista livre, que pesadelo né amigo. risos
        Mas dizer que a demanda é infinita é um exagero de linguagem ou é mesmo infinita?
        Mas faço-lhe uma pergunta: quem é que proíbe — ou, no mínimo, dificulta enormemente — que os pobres tenham renda suficiente para comprar determinados bens e serviços?

        Quem é que confisca 40% da renda do brasileiro, redirecionado os espólios deste assalto para seus compadres e comparsas? Quem é que confisca o salário do povo retendo INSS e FGTS? Quem é que cobra 15% de IRPJ, mais uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor, mais CSLL de 12%, mais PIS de 1,65%, mais COFINS de 7,6%, fazendo com que a alíquota efetiva do IRPJ no Brasil chega a 46,25% e, consequentemente, impedindo que as empresas possam algum dia pagar salários bons aos seus empregados?

        Resposta: o governo — exatamente a instituição que você diz ser a única salvadora e benfeitora do povo.

        A instituição que espolia o povo é justamente aquela que você garante ser a “protetora dos seus direitos essenciais”. E ainda diz que a culpa de tudo é dos supermercados, que não “asseguram o direito essencial de comer para milhões de indivíduos no mundo”.

        É engraçada sua visão de mundo: quem rouba o dinheiro do povo é o salvador; já quem distribui comida barata a qualquer hora do dia é o vilão. Pela sua lógica, Sarney é um anjo e o dono da mercearia da esquina é alguém que poderia muito bem estar na cadeia, pois não está distribuindo comida de graça para o povo.

        Hora de sair da Matrix e conhecer a realidade do mundo.

        Gílber, se você quer um estado que seja um “mal necessário” e que tenha a função de “prover e regular não somente serviços relativos à seguridade social, como também transporte, segurança, etc.”, beleza. Queira isso à vontade. Você tem esse direito, pois ainda vivemos numa democracia, ainda né?? Mas então não reclame que as pessoas não têm dinheiro farto para comprar produtos básicos.

        O que você quer é uma impossibilidade econômica: um estado obeso cuidando de tudo e, ao mesmo tempo, pessoas com alto poder aquisitivo, como se estas vivessem em uma dimensão paralela, sem ter de arcar em nada com o financiamento deste ente obeso que a todos deve prover. Ou você defende um estado provedor e regulador ou você defende pessoas com dinheiro no bolso. Ter as duas coisas ao mesmo tempo é uma impossibilidade econômica.

        Tão logo você decida o que realmente defende, certifique-se de que irá apontar os culpados corretamente. Em sua primeira tentativa, inverteu tudo.

        Abraços!

  4. Severo disse:

    Globo não é uma emissora golpista? Como confiam nas informações fornecidas por esta gente?

    • A Globo mostra alguns fatos escandalosos, o problema é que não explica porque esses escândalos acontecem da forma como acontecem. Obviamente, a Globo não denuncia que o próprio capitalismo que ela defende é que é o causador de tamanhas contradições sociais.

      • Gílber!
        Eu te avisei, palavras Marxista tem a crítica. Risos….
        Pois começa assim…”todos tem direito a vida, por isso é justo que EU force VOCÊ a trabalhar para salvar a vida dele”. Depois vem “todos tem direito a educação, por isso é justo que novamente EU force VOCÊ a pagar a educação dos outros”. “Todos tem direito a sorvete de casquinha com cobertura de caramelo, por isso…”

        E no fim temos uma escravidão estabelecida pela (pretensão) da nobreza…

        Responda você. Como você se organizaria para ajudá-lo? Venderia seus bens? Privaria seus filhos de algo? A sociedade não é “responsável” por salvar ninguém. As doenças existem e para as curas é preciso muito dinheiro. Para haver dinheiro para salvá-lo, alguém tem que dar. Você daria o seu? Se sim, e o seu amigo resolvesse não dar o dinheiro dele (“não, eu não troco um mês de trabalho meu para salvar o Fulano”), você obrigaria seu amigo a trabalhar de graça para ajudar o outro, ou o obrigaria a se desfazer de algum bem para isso? É o que o estado faz.

        Agora o grande segredo, não conta pra ninguém, tá? Bem baixinho: O estado faz isso e ainda, pasme, deixa o Fulano morrer! Não é o máximo aquilo que você defende? Seu amigo, mesmo não querendo ajudar a salvar o outro, é obrigado, perdendo bens e dias de trabalho pra isso (o que é o mesmo que trabalho escravo), e o outro, depois de tudo, ainda morre! Esse seu modelo de “justiça” é mesmo o máximo!

        Quer saber outro segredo, aqui, bem baixinho também? Lá vai: Sabe por que é tão caro salvar a vida do Fulano? Sabe por que não é bem mais barato a ponto de ele poder se virar com o próprio dinheiro ou conseguir a quantia de que precisa facilmente entre amigos? Porque o estado, ao participar do arranjo todo chamado “saúde”, criando demanda por produtos e remédios infinita, bem como dizendo, na hora de pagar a conta, que “dinheiro não é problema” (afinal seu amigo está sendo obrigado a dar o dele), é justamente quem faz o “preço” do salvamento do Fulano ser tão absurdo. Mas não espalha pra ninguém não, tá? Lógica não combina com massa doutrinada e ignorante, você vai acabar criando inimizades (inclusive com Fulano).

      • As horas de trabalho dadas, em forma de impostos, para o Estado prover saúde de qualidade é o jeito mais justo de prover saúde, do contrário, você pegaria o seu já parco salário e dele ainda teria que desembolsar para ter a saúde como mercadoria. Você se esqueceu que no capitalismo não tem pleno emprego, já que a lógica é explorar mais-valia? Então, pensa baixinho: uma multidão de trabalhadores ficariam sem assistência à saúde caso o sistema fosse 100% privado como vc propõe. É como nas outras relações capitalistas: casa 100% privada é para poucos, cinema 100% privado é para poucos, livro 100% privado é para poucos, transporte 100% privado de qualidade é para poucos, eletrodomésticos 100% privado e de ponta é para poucos… e assim vai… pensa baixinho…

  5. Gílberzinho paz e amor!
    Pense alto agora, risos. Não existir um serviço de saúde oferecido pelo estado não significa a total ausência de saúde gratuita. Uma coisa muito comum(em ambientes minimamente livres) são hospitais mantidos por instituições filantrópicas, normalmente igrejas, que oferecem serviços hospitalares para pessoas carentes.
    As pessoas só ficam sem acesso à saúde quando o estado é o provedor desse bem.
    Gílber, a sociedade se organizaria. As pessoas são incrivelmente caridosas:
    exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/jovem-arrecada-na-web-dinheiro-para-cirurgia

    Hoje há diversas organizações de caridade, apesar de o estado já ter tomado para ele todas as atividades clássicas da filantropia(moradia, saúde, educação etc). Essas poderiam ser ainda maiores, caso o estado se retirasse dessas áreas e cortasse o equivalente em impostos, pois mais pessoas se sentiriam com vontade a ajudar e teriam mais dinheiro para isso.

    Acho um exemplo fantástico a história da Santas Casas de Misericórdia, na época do Brasil colônia, onde o país era paupérrimo, já atendia a mulheres e crianças em diversas unidades. Vale uma pesquisa nos antigos livros de história, não os atuais do PT.
    O Severo, colocou nos dois no bolso, em relação de inteligência. Você usou fontes de uma emissora podre feito a globo, o neurótico “burgues”, “capitalistas e outros pejorativos aqui caiu na pilha. risos… Agora taxar a globo de capitalista, ai você realmente é um piadista. Repito o Brasil dos oriundos do Socialismo (PT e PSDB) esta longe de ser capitalista. O Brasil não passa de um pais com desenvolvimento sustentado. Negar isso, é não ter o mínimo de conhecimento de economia, ou os sem lógica feito os Marxistas. Exemplo disso, são as estatais, as universidades públicas, dinheiros a rodo para os sindicatos, bolsas, etc….Agora a respeito da Globo, ela sim é um pelego feito os dirigentes dos sindicatos brasileiro. Vamos recordar, Roberto Marinho apoiou a ditadura militar, apoiou Sarney (lembra as chamadas do JN, no início eles anunciavam com toda a pompa o rendimento da poupança de 100% e no finalzinho timidamente e rapidinho que a inflação era de 100%, essa técnica é de quem mesmo???), Elegeu, Collor e Dilma…. enfim eles recebem milhões para cala bocas. Ao todo, em dez anos de governo petista foram desembolsados, incluindo todos os órgãos da administração, cerca de R$ 16 bilhões, em valores corrigidos pela inflação. Fora os mensalões.
    No Brasil, muitas pessoas ditas socialistas feito você Gílber enxergam o capitalismo como um monstro feroz e faminto pronto para engolir e destruir tudo por onde passa. Mas procura estudar com mais dedicação as suas características, tem a nítida impressão de que este sistema econômico parece na verdade bastante frágil e que precisa de condições mínimas para que funcione corretamente.
    Hora de sair da Matrix e conhecer a realidade do mundo, amigo Gílber.
    Tenha um ótimo dia de Gílberzinho paz e amor.
    Fraternais abraços

    • A Rede Globo não é capitalista, Gladimir? Você sonhou, não é? Outra coisa, Gladimir: você quer que o mundo se divida entre o carente e o caridoso? Que sociedade filantrópica mais contraditória. Ninguém é coitadinho de mim para viver de esmolas de “caridosos ou filantrópicos”. O dinheiro do Estado é dinheiro do trabalho coletivo dos trabalhadores. O Estado é que tem de prover saúde, educação, moradia, segurança para todos e de qualidade. A burguesia nunca trabalhou, a burguesia vive do trabalho alheio. Tem de pagar muito imposto para que os trabalhadores tenha vida digna: são os trabalhadores que constroem as riquezas do mundo.

  6. Gílber!
    Com certeza o grande vilão por detrás desse problema é o Estado gigantesco e totalitário.
    Um estado social é uma aberração,pois depender de uma burocrata para resolver nossos problemas é uma porcaria.Mas maior aberração é ver que a sociedade não pode resolver-se a si própria.
    Certifique-se sempre de que você realmente entende o básico sobre um assunto (e não apenas os surrados chavões que são ditos) antes de fazer pontificações a respeito. Ter vivenciado a realidade também é importante.
    É visível a demanda infinita. Pode ser observada no seu dia a dia.
    Nas filas do sistema público uma boa parte (senão a maioria) está lá por qualquer dor de barriga, afinal pode render um atestado para faltar ao trabalho é grátis e você ainda terá um minuto de atenção do “Dotô”. apenas constatando quem já não ouviu dizer: – O Povo adora ir ao médico?
    No sistema de seguros privados acontece algo similar. Pessoas marcam consulta e exigem exames clínicos por qualquer dor no dedão. Já presenciei isso com conhecidos e quando questionados a resposta é:-Eu pago eu tenho esse direito. Não se dão conta de que essa atitude é mais uma que encarece os planos. Mais ainda, é provado que mais de 30% dos resultados de exames clínicos não são retirados nos laboratórios.
    Funcionários públicos em geral, professores e médicos entre eles, reclamam da má remuneração, mas pedir demissão e encarar o mercado quantos fazem isso? Resposta:Nenhum. O Estado não exige eficiência nem comprometimento nem esforço continuado de produtividade e consequentemente maiores ganhos. No fim do mês está lá garantido “for life” seja você bom ou mau profissional.
    A Economia Austríaca é tão simples que o mesmo arcabouço teórico pode ser usado para explicar uma ampla gama de distorções inventadas pelo Estado-Papai. Como exercício de lógica, leia novamente o texto que transcrevi do site substituindo “saúde” por “educação pública”.

    Aqui ainda tá bom. No Reino Unido(considerado o melhor sistema de saúde do mundo), a medicina estatal já chegou à sua perfeição: bebês doentes estão sofrendo eutanásia compulsória.

    Sem recursos (que inesperado!), os hospitais do NHS (National Health Service) estão simplesmente cortando a alimentação deles, que são deixados à míngua até morrerem.

    Estatistas — que são obcecados com controle populacional — até salivam quando lêem coisas assim.

    http://www.dailymail.co.uk/news/article-2240075/Now-sick-babies-death-pathway-Doctors-haunting-testimony-reveals-children-end-life-plan.html

    Gílber, antes de fazer perguntas sobre como funcionaria um potencial arranjo, você primeiro tem de fornecer explicações dos motivos pelos quais o atual arranjo que você defende não funciona.

    No atual sistema de saúde pública, os pobres pagam sim — e muito caro — pelos serviços de saúde. Pesquise a fatia da renda de um pobre que é abocanhada pelos impostos. Logo, você tem de explicar sua defesa desse atual sistema: o que há de tão humano em fazer os pobres pagar tão caro e, em troca, receber serviços de qualidade sub-humana? Por que você defende isso?

    Perceba que nem se trata de ideologia nem nada. O artigo do que transcrevi do site, explica por meio de argumentos puramente econômicos por que um sistema público de saúde tende à saturação e à ineficiência. Logo, de nada adianta vir com afetações de coitadismo e efusões de bom-mocismo. Trata-se de uma questão real que não pode ser resolvida no gogó.

    Por outro lado, caso os impostos fossem reduzidos acentuadamente — por meio de uma drástica redução do estado — e o governo permitisse a livre concorrência no setor de saúde, sem garantir privilégios a operadoras de planos de saúde e nem reservas de mercado a conselhos de medicina, os preços cairiam ou aumentariam? Os pobres estariam em pior situação ou em melhor situação?

    • Gladimir, você está certo em dizer que os impostos são pagos pelos trabalhadores. Está se tornando um marxista, hein? Mas está errado em dizer que a saúde não pode ser estatal. Sabe qual o problema dos impostos pagos com o dinheiro do trabalhador? Com o dinheiro do trabalhador mesmo, porque burguês não trabalha, burguês vive do trabalho do trabalhador. Enfim, o problema é que os governos transferem os impostos vindos do trabalho do trabalhador para os banqueiros, para as suas dívidas externas e internas e não devolve os impostos para prestar serviço de qualidade à população, como saúde, educação, moradia popula, transporte público com tarifa zero, etc. Não funciona porque no capitalismo, os governos beneficiam os ricos em primeiro plano. Você sabia que o governo do PT, à semelhança dos governos burgueses anteriores do PSDB, continuo destinando 40% do PIB para dívida externa e interna aos banqueiros? É por isso que não tem dinheiro para investir em saúde, inclusive em uma educação para saúde, porque a saúde se cultiva com boa alimentação, com exercício físico, com redução da jornada de trabalho do trabalhador para evitar estresse.

  7. Pingback: Escândalo: a sede de mais-valia rejeita idosos nos planos privados de saúde! | florencio1

  8. Gílber!
    Eu me tornando Marxista? Como crítico oposto a Marx talvez! Não vou me atrever comentar o último texto A BASE DA PIRÂMIDE (meu comentário abaixo, também serve para o mesmo assunto), escrito por um professor de história. Esses professores são socialistas ferrenhos, e não gostam de ser criticados. Ao contrario de você perco sim meu tempo lendo tudo do seu site. Não sei se você lê o que escrevo, Porque suas respostas as vezes… Voltando ao assunto inesgotável de sua ideologia de época e ultrapassada, pois não passa de uma utopia.
    O socialista livre sempre se arrogou a função de protetor dos “pobres”. Está é uma de suas principais reivindicações morais para adquirir poder político. Porém, qual a real veracidade desta alegação?

    É verdade que líderes socialistas livres em vários países adotaram políticas assistencialistas que permitem aos pobres viverem mais confortavelmente em sua pobreza. Mas isso nos leva a uma questão fundamental: quem realmente são “os pobres”?

    Se você se baseia em uma definição de pobreza inventada por burocratas, como aquela que inclui um número de indivíduos ou de famílias abaixo de algum nível de renda arbitrariamente estipulado pelo governo, então realmente é fácil conseguir estatísticas sobre “os pobres”. Elas são rotineiramente divulgadas pela mídia e gostosamente adotadas por políticos. Mas será que tais estatísticas têm muita relação com a realidade?

    Houve um tempo em que “pobreza” tinha um significado concreto — uma quantidade insuficiente de comida para se manter vivo, ou roupas e abrigos incapazes de proteger um indivíduo dos elementos da natureza. Hoje, “pobreza” significa qualquer coisa que os burocratas do governo, que inventam os critérios estatísticos, queiram que signifique. E eles têm todos os incentivos para definir pobreza de uma maneira que abranja um número suficientemente alto de pessoas, pois isso justifica mais gastos assistencialistas e, consequentemente, mais votos e mais poder político.

    Em vários países do mundo, não são poucas as pessoas que são consideradas pobres, mas que, além de terem acesso a vários bens de consumo que outrora seriam considerados luxuosos — como televisão, computador e carro —, são também muito bem alimentadas (em alguns casos, até mesmo apresentam sobrepeso). No entanto, uma definição arbitrária de palavras e números concede a essas pessoas livre acesso ao dinheiro dos pagadores de impostos.

    Esse tipo de “pobreza” pode facilmente vir a se tornar um modo de vida, não apenas para os “pobres” de hoje, mas também para seus filhos e netos.

    Mesmo quando esses indivíduos classificados como “pobres” têm o potencial de se tornar membros produtivos da sociedade, a simples ameaça de perder os benefícios assistencialistas caso consigam um emprego funciona como uma espécie de “imposto implícito” sobre sua renda futura, imposto este que, em termos relativos, seria maior do que o imposto explícito que incide sobre o aumento da renda de um milionário.

    Em suma, as políticas assistencialistas defendidas por você GÍLBER, tornam a pobreza mais confortável ao mesmo tempo em que penalizam tentativas de se sair da pobreza. Exceto para aqueles que acreditam que algumas pessoas nascem predestinadas a serem pobres para sempre, o fato é que a agenda do socialista livre é um desserviço para os mais pobres, bem como para toda a sociedade. Ao contrário do que outros dizem, a enorme quantia de dinheiro desperdiçada no aparato burocrático necessário para gerenciar todas as políticas sociais não é nem de longe o pior problema dessa questão.

    Se o objetivo é retirar pessoas da pobreza, há vários exemplos encorajadores de indivíduos e de grupos que lograram este feito, e nos mais diferentes países do mundo. Eu sou um exemplo disso, passei fome na minha adolescência.

    Milhões de “chineses expatriados” emigraram da China completamente destituídos e quase sempre iletrados. E isso ocorreu ao longo dos séculos. Independentemente de para onde tenham ido — se para outros países do Sudeste Asiático ou para os EUA —, eles sempre começaram lá embaixo, aceitando empregos duros, sujos e frequentemente perigosos.

    Mesmo sendo frequentemente mal pagos, estes chineses expatriados sempre trabalhavam duro e poupavam o pouco que recebiam. Era uma questão cultural. Vários deles conseguiram, com sua poupança, abrir pequenos empreendimentos comerciais. Por trabalharem longas horas e viverem frugalmente, eles foram capazes de transformar pequenos negócios em empreendimentos maiores e mais prósperos. Eles se esforçaram para dar a seus filhos a educação que eles próprios não conseguiram obter.

    Já em 1994, os 57 milhões de chineses expatriados haviam criado praticamente a mesma riqueza que o bilhão de pessoas que viviam na China.

    Variações deste padrão social podem ser encontradas nas histórias de judeus, armênios, libaneses e outros emigrantes que se estabeleceram em vários países ao redor do mundo — inicialmente pobres, foram crescendo ao longo de gerações até atingirem a prosperidade. Raramente recorreram ao governo, e quase sempre evitaram a política ao longo de sua ascensão social.

    Tais grupos se concentraram em desenvolver aquilo que economistas chamam de “capital humano” — seus talentos, habilidades, aptidões e disciplina. Seus êxitos frequentemente ocorreram em decorrência daquela palavra que a esquerda raramente utiliza em seus círculos refinados: “trabalho”.

    Em praticamente todos os grupos sociais e étnicos, existem indivíduos que seguem padrões similares para ascenderem da pobreza à prosperidade. Mas o número desses indivíduos em cada grupo faz uma grande diferença para a prosperidade ou a pobreza destes grupos como um todo.

    A agenda do socialista livre — promover a inveja e o ressentimento ao mesmo tempo em que vocifera exigindo ter “direitos” sobre o que outras pessoas produziram — é um padrão que tem se difundido em vários países ao redor do mundo.

    Esta agenda raramente teve êxito em retirar os pobres da pobreza. O que ela de fato logrou foi elevar o socialista livre a cargos de poder e a posições de autoexaltação — ao mesmo tempo em que promovem políticas com resultados socialmente contraproducentes.

    A arrogância dos Marxistas.

    É difícil encontrar um socialista que ainda não tenha inventado uma nova “solução” para os “problemas” da sociedade. Com frequência, tem-se a impressão de que existem mais soluções do que problemas. A realidade, no entanto, é que vários dos problemas de hoje são resultado das soluções de ontem.

    No cerne da visão de mundo dos socialistas livres jaz a tácita presunção de que pessoas imbuídas de elevados ideais e princípios morais — como os socialistas — sabem como tomar decisões para outras pessoas de forma melhor e mais eficaz do que estas próprias pessoas.

    Esta presunção arbitrária e infundada pode ser encontrada em praticamente todas as políticas e regulamentações criadas ao longo dos anos, desde renovação urbana até serviços de saúde. Pessoas que nunca gerenciaram nem sequer uma pequena farmácia — muito menos um hospital — saem por aí jubilosamente prescrevendo regras sobre como deve funcionar o sistema de saúde, impondo arbitrariamente seus caprichos e especificidades a médicos, hospitais, empresas farmacêuticas e planos de saúde.

    Uma das várias cruzadas internacionais empreendidas por intrometidos socialistas livres é a tentativa de limitar as horas de trabalho de pessoas de outros países — especialmente países pobres — em empresas operadas por corporações multinacionais. Um grupo de monitoramento internacional se autoatribuiu a tarefa de garantir que as pessoas na China não trabalhem mais do que as legalmente determinadas 49 horas por semana.

    Por que grupos de monitoramento internacional, liderados por socialistas livres, imaginam ser capazes de saber o que é melhor para pessoas que são muito mais pobres do que eles, e que possuem muito menos opções, é um daqueles insondáveis mistérios que permeiam a inteligencia.

    Na condição de alguém que saiu de casa aos 17 anos de idade, sem ter se formado no colégio, sem experiência no mercado de trabalho, e sem habilidades específicas, passei vários anos de minha vida aprendendo da maneira mais difícil o que realmente é a pobreza. Um dos momentos mais felizes durante aqueles anos ocorreu durante um breve período em que trabalhei 60 horas por semana — 40 horas entregando telegramas durante o dia e 20 horas trabalhando meio período em uma oficina de usinagem à noite.

    Por que eu estava feliz? Porque antes de encontrar estes dois empregos eu havia gasto semanas procurando desesperadamente qualquer emprego. Minha escassa poupança já havia evaporado e chegado literalmente ao meu último cruzeiro quando finalmente encontrei o emprego de meio período à noite em uma oficina de usinagem.

    Passei vários dias tendo de caminhar vários quilômetros da pensão em que morava até a oficina de usinagem, e tudo para poupar este último cruzeiror para poder comprar pão até finalmente chegar o dia de receber meu primeiro salário.

    Quando então encontrei um emprego de período integral — entregar telegramas durante o dia —, o salário somado dos dois empregos era mais do que tudo que eu já havia ganhado antes. Foi só então que pude pagar a pensão, comer e utilizar o ônibus para ir ao trabalho e voltar.

    Além de tudo isso, ainda conseguia poupar um pouco para eventuais momentos difíceis. Ter me tornado capaz de fazer isso era, para mim, o mais próximo do nirvana a que já havia chegado. Para a minha sorte, naquela época não havia nenhum intrometido socialista livre querendo me impedir de trabalhar mais horas do que eu gostaria.

    Havia um salário mínimo, mas, seu valor já havia se tornado insignificante em decorrência da inflação. Por causa desta ausência de um salário mínimo efetivo, era apenas uma fração do que viria a ser até mesmo durante os anos mais prósperos desde a década de 1970 até hoje.

    À medida que os moralmente ungidos passaram a elevar o salário mínimo, a partir da década de 1950, o desemprego entre os adolescentes disparou. Hoje, já estamos tão acostumados a taxas tragicamente altas de desemprego neste grupo, que várias pessoas não fazem a mais mínima ideia de que as coisas nem sempre foram assim — e muito menos que foram as políticas socialistas livres intrometida que geraram tais consequências catastróficas.

    Não sei o que teria sido de mim caso tais políticas já estivessem em efeito em 1975 e houvessem me impedido de encontrar um emprego antes de meu último cruzeiro ser gasto.

    Minha experiência pessoal é apenas um pequeno exemplo do que ocorre quando suas opções são bastante limitadas. Os prósperos intrometidos socialistas livres estão constantemente promovendo políticas — como encargos sociais e trabalhistas — que reduzem ainda mais as poucas opções existentes para os pobres. Quando não reduzem empregos, tais políticas afetam sobremaneira seus salários.

    Parece que simplesmente não ocorre aos intrometidos que as corporações multinacionais estão expandindo as opções para os pobres dos países do terceiro mundo, ao passo que as políticas defendidas pela socialistas estão reduzindo suas opções.

    Os salários pagos pelas multinacionais nos países pobres normalmente são muito mais altos do que os salários pagos pelos empregadores locais. Ademais, a experiência que os empregados ganham ao trabalhar em empresas modernas transforma-os em mão-de-obra mais valiosa, e fez com que na China, por exemplo, os salários passassem a subir a porcentagens de dois dígitos anualmente.

    Nada é mais fácil para pessoas diplomadas do que imaginar que elas sabem mais do que os pobres sobre o que é melhor para eles próprios. Né professor GÍLBER??? Porém, como alguém certa vez disse, “um tolo pode vestir seu casaco com mais facilidade do que se pedisse a ajuda de um homem sábio para fazer isso por ele”.
    Gilber, no cerne da visão de seu mindinho de socialista livre jaz a tácita presunção de que pessoas imbuídas de elevados ideais e princípios morais — como os socialistas — sabem como tomar decisões para outras pessoas de forma melhor e mais eficaz do que estas. próprias pessoas.
    SANCTE MICHAEL ARCHANGELE
    Sancte Michael Archangele, defende nos in prælio; contra nequitiam et insidias diaboli esto præsidium.Imperet illi Deus, supplices deprecamur: tuque, Princeps militiæ cælestis, Satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute in infernum detrude. Amen.
    O SOCIALISMO É O MEIO MAIS RÁPIDO DE TOMAR O PODER.
    A política é uma guerra sem derramamento de sangue, e a guerra uma política com derramamento de sangue.
    Pax et bonum.

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