O que diz a oposição ao Sind-UTE/MG perante os ataques da direita feitos ao nosso sindicato?

Nessa semana, a direita atacou o Sind-UTE/MG, dizendo que nosso sindicato faz oposição light ao governo Pimentel, como se o Pimentel realizasse o mesmo tratamento com o sindicato, a exemplo dos doze anos de governo do PSDB. Do mesmo modo, a mesma direita desferiu ironias caluniosas contra a Coordenadora Geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira. Vindo da direita golpista PSDBista no estado, é compreensível o desejo desses setores reacionários em atacar o Sind-UTE/MG, pois somos uma grande força social, que além das lutas e conquistas específicas para a categoria, travamos uma grande luta, em Minas Gerais, nesse ano, contra a Reforma da Previdência, contra a Reforma Trabalhista e contra o GOLPE DE ESTADO perpetrado por esses senhores direitistas. A direita tenta desmoralizar o Sind-UTE/MG perante a opinião pública, pois sabe que nossa voz política pode interferir e muito nas possíveis eleições de 2018. Digo possíveis, porque em um cenário de GOLPE, não se pode ter certeza de muita coisa em se tratando da política nacional, muito menos estadual.

Pois bem, dito isso acerca dos ataques deferidos pela direita, o interessante é o oportunismo do setor que faz oposição à direção do sindicato, ligado ao CONLUTAS/PSTU. Vendo a repercussão dos ataques da direita na imprensa burguesa, contra o Sind-UTE/MG e à sua direção, esse setor, que faz oposição à direção do sindicato, correu para pegar carona e concordar com a direita. Faltou eles dizerem: “sim, a direita do PSDB tem razão, a direção do Sind-UTE/MG faz oposição light ao governo Pimentel”.

É preciso lembrar que essa mesma oposição foi a que disse que a derrubada de Dilma Rousseff não iria alterar nada nas condições de vida da classe trabalhadora brasileira, pois se tratava de um governo burguês comum e qualquer. Quem tem um pouquinho de leitura crítica sabe que o GOLPE, colocando o poder nas mãos de Temer e seus asseclas golpistas, piorou e muito as condições de vida da classe trabalhadora brasileira e esses golpistas ainda vão atacar muito mais.

Isso posto, vamos à fórmula oposicionista do CONLUTAS/PSTU, de pegar carona com a direita para atacar a direção do Sind-UTE/MG. Para esse setor, tudo que conquistamos, com nossa luta, no governo Pimentel, é nada. Dizem que o governo Pimentel não cumpre o Piso, pois já teria falsificado a Lei Nacional do Piso desde seu início, pois o Piso seria para profissionais da educação apenas com ensino médio. Isso é verdade, o primeiro nível da carreira, conforme a Lei Nacional do Piso, parte de quem tem ensino médio. Entretanto, a oposição CONLUTAS/PSTU silencia e não fala uma vírgula sobre o fato de que a Lei Nacional do Piso também diz que este deve ser pago para uma jornada de 40 horas, e não por uma jornada de 24 horas, conforme negociamos com o governo Pimentel. Nos governos do PSDB, eles diziam que pagavam o Piso, obviamente, porque tomavam a Lei Nacional do Piso ao pé da letra, e aí, proporcionalmente às 40 horas, o subsídio equivalia ao Piso.

Ora, o que quero mostrar com isso? Que foi uma grande conquista do Sind-UTE/MG, fazer o governo Pimentel aceitar o conceito de Piso dentro da nossa jornada de 24 horas semanais. Outro ponto que a oposição CONLUTAS/PSTU não menciona é que, no acordo assinado com o atual governo do estado, o PISO é extensivo a todas as carreiras da educação, e não apenas ao professor, como reza a Lei Nacional do Piso. Tanto é assim, que os abonos, as incorporações, o reajustes que tivemos durante o governo Pimentel foram extensivos a todos os trabalhadores em educação, sem exceção. Essa paridade tão importante para nossa categoria, que é uma grande conquista e que vai além da Lei Nacional do Piso, também a oposição não menciona, porque o que querem é passar uma visão falsa de que o sindicato não obteve conquistas no governo Pimentel.

Outra falácia oportunista é dizer que o sindicato abandonou o trabalhador da lei 100. Os adoecidos foram todos protegidos, fruto das demandas do Sind-UTE/MG. E mais, os trabalhadores da lei 100, muitos deles, que tinham feito concurso público, entraram como efetivo, nas mais de 30 mil posses que o sindicato conquistou, e ainda temos novo concurso público no cenário, o que pode permitir que algum professor que ainda não conseguiu se efetivar possa fazê-lo. Quanto aos ex-lei 100 do setor de ASBs, todos estão contemplados em contratos nas escolas, porque a regra de tempo de serviço os coloca como prioritários no momento de obter a vaga. Historicamente os ASBs são um setor que há muitos anos não tem concurso público: essa reivindicação segue sendo feita pelo sindicato. Mas falar em “abandono” como faz a oposição é fazer coro com as associações teleguiadas pela direita, que omitem o fato de que a lei 100 foi uma sacanagem criada pelo PSDB, e que não foi o Sind-UTE/MG que derrubou essa lei, mas o próprio STF, face à sua inconstitucionalidade, sabida pelos tucanos, mas usada como forma de manipulação eleitoral, enquanto foi conveniente.

Outra questão é a síndrome de caranguejo da oposição, usando de subterfúgios políticos para fazer oposição. Obviamente que o PSDB nos impôs uma derrota, ao destruir nosso plano de carreira, e impor o subsídio como forma de remuneração, quando aquele governo juntou todas nossas vantagens, que o PSDB chamava de penduricalhos, para chegar a um PISÃO sem PROMOÇÃO. Com o subsídio, todos se lembram, os mais jovens na profissão aumentaram o salário, mas os mais antigos ficaram com o salário congelado.

Nesse sentido, a conquista do ADVEB, tendo para isso de criar um projeto de lei na ALMG, para se voltar a ter 5% de adicional na carreira, não é uma conquista pífia, como diz o CONLUTAS/PSTU, é uma possibilidade de reconstruir a nossa carreira tão maldosamente destruída pela direita. Transferir para o Sind-UTE/MG ou mesmo para o governo do Pimentel o ônus de uma destruição feita no passado, por um governo tucano inimigo da educação, é apenas manobra discursiva para achar pelo em ovo, ou seja, uma desculpa para atacar e justificar a posição de ser oposição à direção do sindicato.

Ora, diferentemente do CONLUTAS/PSTU, que não sabe reconhecer as conquistas que tivemos no governo do Pimentel, fruto da luta do sindicato, eu fico com o exemplo de minha própria vida. Minha vida econômica, enquanto profissional da educação, melhorou, fruto das lutas e cobranças do Sind-UTE/MG. Convido a todos os trabalhadores em educação a fazer o mesmo, olhar o próprio contracheque. Para um trabalhador, 400, 500, 600, 800 reais faz um tremenda diferença no nosso salário. Isso é um bom motivo para não querermos de volta o PSDB no estado. Mais de 30 mil posses, num momento de 13% de desemprego em âmbito nacional, se também não for conquista, não sei o que seria. Para quem vive como trabalhador, em um mundo capitalista cruel, nossas conquistas, mesmo que pequenas, são o que nos permitem continuar vivos e lutando. E me orgulho de ser membro da Direção do Sind-UTE, lutando e buscando conquistas para nossa classe.

Obviamente, seguiremos lutando e cobrando do governo do estado, Pimentel, que cumpra todo o acordado com o Sind-UTE/MG. Não há desculpa que aceitaremos para não se pagar o PISO, conforme acordo assinado. Que os ricos paguem pela crise e não os trabalhadores, essa segue sendo nossa plataforma de luta, contra as reformas e contra o GOLPE.

Quanto à oposição, todo o direito de sê-lo. Mas pegando carona com o senso comum da direita, sabemos a que serve: serve para pavimentar o terreno para a volta dos tucanos no estado. E isso determinantemente, enquanto membro da Direção Estadual do Sind-UTE, eu REJEITO, com todas as minhas forças.

Por: Gílber Martins Duarte – Militante SOCIALISTA LIVRE – Dirigente estadual do Sind-UTE/MG e da Subsede Uberlândia – Doutor em Análise do Discurso/UFU – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais –EDITOR DO BLOG www.socialistalivre.wordpress.com

 

Sobre socialistalivre

Esse Blog está a serviço da Luta pelo Socialismo. Defendemos a plena liberdade do ser humano, mas somos radicalmente contra a liberdade de explorar, como a burguesia faz, e contra a liberdade de oprimir como os machistas fazem, os racistas fazem, os homofóbicos fazem, os praticantes de bullying fazem, os preconceituosos fazem, os possessivos fazem e os autoritários de plantão fazem. Assim, defendemos que cada corpo-consciência deve ter liberdade de ser o que ESCOLHE SER, desde que esta liberdade não oprima e explore os outros! Defendemos a plena liberdade de postura crítica e a plena democracia operária, todos devem ter o direito de expressar o que pensam! Defendemos a Revolução Socialista e a necessidade de libertação da classe trabalhadora do jugo do capitalismo. No entanto,somos contra comandos de hierarquias políticas ou de figuras públicas mais poderosas no seio dos lutadores que travam a batalha pelo socialismo. Defendemos que cada militante deve ousar pensar por si mesmo, cada militante deve ter o direito de concordar, mas também de discordar daquilo que julga equivocado, por isso nos definimos como Socialistas Livres e esse Blog está a serviço dos que desejam militar de acordo com essa concepção. Convidamos a todos a conhecerem nosso jeito diferente de entender e de praticar a política socialista, com liberdade, democracia operária, direito de crítica e respeito ao diferente. Saudações Socialistas Livres.
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2 respostas para O que diz a oposição ao Sind-UTE/MG perante os ataques da direita feitos ao nosso sindicato?

  1. Thiago joel disse:

    Será que é somente esse povo do PSTU que está insatisfeito com o posicionamento do Sindicato, vc está totalmente equivocado.

    • Insatisfeitos sempre existem. A questão é que estamos arrancando conquistas, só muito pouca boa vontade política não enxerga essas conquistas em um cenário de crise e de golpe. Só esse mês, 7% de abono e 5% de ADVEB. Chegamos a 30 mil posses em um cenário de 13% de desemprego no Brasil. Isso é ou não é conquista? É disso que estamos falando. Os insatisfeitos devem continuar na luta, mas não podem tapar os olhos para os passos dados, porque isso sim é um grande equívoco.

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