ENTREVISTA com Maria da Consolação (PSOL): candidata a Deputada Federal por Minas Gerais

Nossa posição, nas eleições (2014), é de apoiar criticamente os candidatos da esquerda socialista nos marcos do PCB, PCO, PSOL e PSTU. Nesse sentido, estamos entrevistando alguns candidatos desses partidos como forma de destacar-apoiar esses lutadores socialistas-marxistas da classe trabalhadora que, propositalmente e infelizmente, são apagados pela grande IMPRENSA BURGUESA. Nessa oportunidade, apresentamos a candidatura de Maria da Consolação aos nossos leitores.

Socialista Livre: Candidata Maria da Consolação, muito obrigado por nos conceder essa entrevista. Pediríamos que você explicasse para os leitores do Blog www.socialistalivre.wordpress.com quais foram os principais motivos que a levaram a se candidatar a Deputada Federal pelo PSOL em Minas Gerais?

Maria da Consolação (PSOL): Em primeiro lugar é necessário destacar que a legislação eleitoral brasileira, a exemplo de outros países, objetiva manter no poder aqueles que lá se encontram, sem falar que o parlamento é um instrumento de poder das classes dominantes, composto em sua maioria por grupos dessa classe.  As candidaturas de esquerda representam projetos de poder alternativos e a perspectiva permanente de construção da sociedade socialista. A nossa candidatura se insere neste contexto. Temos um projeto coletivo partidário anticapitalista e nos movimentamos na disputa institucional também neste caminho. Sabemos dos limites do parlamento, mas devemos usá-lo como espaço de denúncia e de confronto entre as propostas populares e aquelas que visam manter as diferenças entre pobres e ricos.

Socialista Livre: Maria da Consolação, sabemos que você atua profissionalmente como professora. Em sua opinião, quais as principais medidas que o Congresso Nacional deveria tomar para construir, em Minas Gerais e no Brasil, uma educação verdadeiramente pública, gratuita e de qualidade?

Maria da Consolação (PSOL): A educação deve ser transformadora, por isso devemos iniciar a luta para que tenhamos mais recursos para educação, inicialmente pelo menos a aplicação dos 10% do PIB para a educação pública. O segundo ponto é a valorização dos profissionais. É preciso investir na formação permanente, pagar salários minimamente decentes, a começar pela efetivação do pagamento do piso em toda federação, sem discriminação por nível e/ou modalidade de ensino. Temos que investir também na estrutura, que em diversos lugares do país é uma vergonha. Por fim, a construção coletiva de uma proposta educacional e pedagógica que desperte o desejo pelo conhecimento socialmente construído, cuja função de divulgação compete à escola, bem como a construção de uma escola que dialogue com o seu tempo.

Socialista Livre: Quais problemas de gestão política que prioritariamente você está colocando em discussão nessas eleições?

Maria da Consolação (PSOL): Na campanha tenho discutido algumas prioridades, entre elas a própria educação, conforme refletimos acima. Um segundo setor, e que hoje as nossas cidades clamam: uma Reforma Urbana, que possibilite uma nova política de moradia e transporte. A questão do campo, que exige o confronto com o agronegócio e investir na reforma agrária; e as liberdades individuais, começando pela garantia de direitos básicos mínimos, pela não violência contra as mulheres e por políticas públicas dirigidas aos seguimentos LGBT, negros/as, infância, juventude e idosos.

Socialista Livre: Em sua opinião, o que de mais urgente precisa mudar no país?

Maria da Consolação (PSOL): Nós temos muitos problemas econômicos e sociais, mas deveríamos começar por uma outra forma de representação política neste país. Não é tolerável o atual parlamento com duas instâncias e que ambas não cumprem o seu papel. É necessário formas de participação direta da população. Somente a participação efetiva de cada pessoa na construção das políticas públicas pode transformar nosso país.

Socialista Livre: Em sua avaliação, qual a importância para a classe trabalhadora de se elegerem candidatos da esquerda socialista?

Maria da Consolação (PSOL): Eleger candidatos comprometidos com a maioria da população servirá às nossas lutas de rua, pois podemos transformar esses mandatos das Assembleias e Câmaras Federal e Municipais em caixa de ressonância das reivindicações populares.

Socialista Livre: Essa pergunta, fazemos a todos os nossos entrevistados. Por que o PSOL?

Maria da Consolação (PSOL): O PSOL ainda é um partido novo, tem muitos problemas em sua construção, mas surgiu num momento de declínio do PT e, em 2005, serviu de guarda-chuva para muitos militantes de esquerda continuar o debate sobre qual o melhor caminho para construirmos a sociedade socialista. As raízes do PSOL valorizam a pluralidade de pensamentos e isso sem dúvida é um grande atrativo para a militância. Assim como foi no início da construção do PT. Cabe destacar que o programa do PSOL tem como centro a ruptura com o Regime Capitalista. É um partido a serviço da revolução.

Socialista Livre: Quais as lutas que você encaminharia em defesa da mulher trabalhadora e contra o machismo ainda reinante no país?

Maria da Consolação (PSOL): Sou uma militante feminista, me formei na luta das mulheres, por isso valorizo muito a auto-organização das mulheres, mas não tenho dúvidas que neste momento a violência deve ser a nossa principal luta, seguida da garantia das mulheres sobre o seu próprio corpo. Neste sentido, o fim da criminalização do aborto é um passo necessário.

Socialista Livre: Em sua argumentação, por que os eleitores deveriam votar em sua candidatura a Deputada Federal?

Maria da Consolação (PSOL): Acredito que em primeiro lugar pelo nosso programa, pelo que defendemos. A nossa candidatura é fruto de um trabalho coletivo, que ao longo dos últimos anos envolveu muitos lutadorxs sociais e inúmeros movimentos de rua. O segundo motivo, é que hoje precisamos ter companheiras/os que nos representem e sejam porta-vozes de nossas lutas, neste sentido me considero apta a cumprir esta tarefa.

Socialista Livre: Qual o número de sua candidatura, para que os eleitores possam votar em você?

Maria da Consolação (PSOL): O meu número é bastante fácil: Maria 5050

Socialista Livre: Como as pessoas podem se integrar e apoiar a sua campanha?

Maria da Consolação (PSOL): A nossa campanha é modesta, mas oferece várias formas de participação, que vão desde a realização de reuniões entre amigxs e vizinhxs que estamos chamando de COMÍCIOS DOMÉSTICOS. Participação nas panfletagens e nas agendas de atividades. Ajudar na comunicação virtual, ampliando a campanha para os amigxs nas redes sociais e no interior fazendo a campanha. Quem desejar participar é só entrar em contato conosco que enviamos os materiais de campanha.

Com a nossa campanha você pode comunicar através da página no Facebook: Maria por Dignidade; WhatsApp 31:8879 8950. Para pegar material: Comitê Coletivo PSOL – Rua da Bahia, 573 sala 704. Quem for do interior é só enviar o endereço que encaminhamos o material via correio.

Agradeço novamente a oportunidade na certeza de que não estamos sozinhxs na multidão.

Para esta e outras discussões, acessem nosso Blog: www.socialistalivre.wordpress.com

Socialistas Livres II

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Sobre socialistalivre

Esse Blog está a serviço da Luta pelo Socialismo. Defendemos a plena liberdade do ser humano, mas somos radicalmente contra a liberdade de explorar, como a burguesia faz, e contra a liberdade de oprimir como os machistas fazem, os racistas fazem, os homofóbicos fazem, os praticantes de bullying fazem, os preconceituosos fazem, os possessivos fazem e os autoritários de plantão fazem. Assim, defendemos que cada corpo-consciência deve ter liberdade de ser o que ESCOLHE SER, desde que esta liberdade não oprima e explore os outros! Defendemos a plena liberdade de postura crítica e a plena democracia operária, todos devem ter o direito de expressar o que pensam! Defendemos a Revolução Socialista e a necessidade de libertação da classe trabalhadora do jugo do capitalismo. No entanto,somos contra comandos de hierarquias políticas ou de figuras públicas mais poderosas no seio dos lutadores que travam a batalha pelo socialismo. Defendemos que cada militante deve ousar pensar por si mesmo, cada militante deve ter o direito de concordar, mas também de discordar daquilo que julga equivocado, por isso nos definimos como Socialistas Livres e esse Blog está a serviço dos que desejam militar de acordo com essa concepção. Convidamos a todos a conhecerem nosso jeito diferente de entender e de praticar a política socialista, com liberdade, democracia operária, direito de crítica e respeito ao diferente. Saudações Socialistas Livres.
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7 respostas para ENTREVISTA com Maria da Consolação (PSOL): candidata a Deputada Federal por Minas Gerais

  1. Monsenhor Friedrich disse:

    Uma homilia para todo cristão, independente da religião que professa.

    Uma homilia profética, corajosa, que diz a verdade sobre a situação política do nosso pais e incentiva o povo cristão a reagir em massa.

    “A audácia dos maus se alimenta da covardia e da omissão dos bons”. – Papa Leão XIII

  2. Monsenhor Friedrich disse:

    Dia 05 de outubro de 2014 é o dia de mudar o destino do Brasil e tirar o PT do governo para sempre !

    E tem gente que vai votar no PT.
    Quem votar é conivente com tudo isto!
    Quem votar no PT é cúmplice destes crimes !!!!!!
    Desvios do “Petrolão” seriam equivalentes a 33 “mensalões”
    A se confirmar a “comissão” de 3%, só a área de abastecimento da Petrobras teria desviado mais de 3 BILHÕES de reais aos políticos envolvidos no caso.
    O Petrolão, escândalo da Petrobras cujos envolvidos foram recentemente delatados por Paulo Roberto Costa, pode ter custado aos cofres públicos o equivalente a 33 mensalões. Segundo levantamento realizado pelo Valor, a área de Abastecimento da empresa investiu R$ 112,39 bilhões entre maio de 2004 e abril de 2012. Desse montante, 3% teriam sido desviados.
    Uma fatia de 3% referente à suposta comissão cobrada sobre esse valor chega, portanto, à cifra de R$ 3,37 bilhões. Segundo declaração de Costa à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF), esse seria o percentual da propina paga a políticos por empreiteiras e empresas sobre os valores dos contratos firmados com a Petrobras.
    Sobre o PT, ele afirmou que o operador encarregado de fazer a ponte com o esquema era o tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, cujo nome já havia aparecido nas investigações como personagem de negócios suspeitos do doleiro Alberto Youssef.
    Alberto Youssef, que tem muitas conexões no meio político, é investigado na operação Lava Jato, que desbaratou um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que, de acordo com a Polícia Federal, movimentou cerca de R$ 10 bilhões. Paulo Roberto Costa também é investigado na operação sob a acusação de receber propina do esquema à época que era diretor da Petrobras.
    Reportagem veiculada no programa Fantástico, em 13 de abril, mostrou o conteúdo de uma das planilhas da Costa Global apreendidas pela PF. Os documentos mostram que o ex-diretor mantinha um controle detalhado de todas operações que ele intermediava entre a Petrobras, empreiteiras e fornecedores. Numa das planilhas obtidas pelo Fantástico, aparece ao lado do nome das empresas a porcentagem que o ex-diretor da Petrobras receberia caso conseguisse contratos para elas. Em muitos casos, a comissão é de 50%.
    Ao saber da delação premiada de Costa, a presidente Dilma tentou fazer pouco do que ele teria a dizer, afirmando que a estatal “é muito maior que qualquer agente dela” e “está acima” de falhas de conduta de seus funcionários.
    “Não se pode confundir as pessoas com as instituições. A Petrobrás é muito maior que qualquer agente dela, seja diretor ou não, que cometa equívocos, crimes – ou, se for julgado, que se mostre que foi condenado. Isso não significa uma condenação da empresa”, disse Dilma.
    Após a revelação dos nomes, Dilma disse ainda que a divulgação dos depoimentos é apenas “especulação”, já que o processo está criptografado dentro de um cofre, de onde só sairá para ir ao Supremo.
    “Eu gostarei de saber direitinho quais são as informações prestadas nessas condições e te asseguro que tomarei as providências cabíveis. Não com base em especulação. Eu quero as informações. Acho que elas são essenciais e são devidas ao governo, porque, caso contrário, a gente não pode tomar medidas efetivas”, disse Dilma.
    Quando a capa da Veja veio a público há uma semana, muito se especulou que este seria “apenas” mais um escândalo daqueles soltos milimetricamente em período eleitoral para direcionar os votos aos não atingidos. Mas o desenrolar da operação entrega que ela segue sua busca por justiça independentemente do que pretende vender o horário eleitoral. A própria iniciativa de criptografar os depoimentos buscando minimizar os vazamentos prova que não há intenção de se fazer uso político do caso da parte dos investigadores. O que, claro, não impede que alguns envolvidos comentem do pouco que sabem com os mais próximos e isso de alguma forma chegue à imprensa. Fato é que já são 42 horas de depoimentos da parte do “delator”. Para tudo isso ser mentira, seria preciso uma imaginação fora do comum agindo na cabeça de Paulo Roberto Costa.

  3. Sargento Gílber de Souza Mattos disse:

    Podridão nos alicerces da estrutura estatal
    * Manuel Cambeses Júnior

    Há algum tempo a imprensa tem, sistematicamente, dado destaque a algumas revelações verdadeiramente escandalosas sobre o envolvimento de políticos, empresários e autoridades governamentais em atos desairosos e denunciado o enriquecimento ilícito de maus patriotas no exercício da função pública.
    Se adicionarmos a estes lamentáveis casos as denúncias e investigações que envolvem, em diferentes oportunidades, funcionários do setor administrativo, inclusive colaboradores diretos da Presidência da República, chega-se à conclusão de que a maré de anomalias, torpezas e suspeitas está profundamente enraizada nos três poderes do Estado.
    Constatamos, com imensa tristeza, no atual cenário político nacional, inumeráveis e lamentáveis fatos que vêm sistematicamente ocorrendo, envolvendo autoridades públicas – especialmente ministros de Estado e funcionários do primeiro escalão governamental – que o nosso país se encontra em avançado processo de putrefação moral.
    E se esse processo deletério não for estancado, a curto prazo, a projeção que podemos fazer para o futuro é dramática. Portanto, algo deve ser feito para estancar, de imediato, com todos esses desatinos.
    Os fatos, ao longo dos últimos anos, mostram que os detentores do poder, urdiram um plano diabólico para, paulatinamente, desmontar o poder de reação da sociedade brasileira para perpetuarem-se no poder e manterem o perverso e abominável status quo.
    Mas, bem sabemos, tal processo deletério não muda – apenas – com promessas, com palavras ou com intenções. Só ações efetivas, tomadas por pessoas de têmpera forte e com qualidades de liderança, poderão transformar as esperanças em decisões e, consequentemente, em ações.
    Ações que irão debelar essa pletora inominável de desvios de conduta de mentes doentias e mentirosas que, os fatos, sempre eles, mostram, comprovam, e vêm dominando, nestes últimos anos, o nosso país, em todos os seus quadrantes.
    Portanto, só com ações efetivas poderá ser saneada a contaminação que tomou conta do Brasil. Um país onde muitas prefeituras contam com prefeitos e vereadores corruptos e corruptores. O mesmo acontece com governadores, deputados distritais, estaduais, federais, senadores e até mesmo os que deveriam zelar pela manutenção e a aplicação da lei: os juízes.
    E esse quadro devastador se estende, segundo os fatos tão alardeados, até aos pontos mais elevados da estrutura de poder nacional. Um absurdo inominável! Urge, pois, que medidas efetivas e saneadoras sejam tomadas para resgatar a saúde moral de nosso país. Para que sejamos, um dia, de fato, uma Nação.
    E, afinal, qual será o futuro se esse processo continua? Se todas as aves de rapina continuam livres e a esbulhar o país? Com tantos privilégios e com essa brutal excrescência denominada “foro privilegiado”. Assim, o que está em jogo é o futuro de todos nós, e, em especial, de nossos filhos e nossos descendentes.
    E, por último, mas não menos importante, o que podem os cordeiros contra os lobos? Nada! Cordeiros sem proteção são e serão, por certo, presa fácil nas mãos predadoras de todos esses que aí estão a esbulhar, livremente, o patrimônio brasileiro. Patrimônio que foi criado e acumulado com o trabalho, a luta, o denodo, o vigor, o sofrimento e o sangue de nossos pais e nossos ascendentes.
    Uma história de lutas que, agora, assistimos impotentes, se perder nas mãos insidiosas e espúrias de todos esses lobos que saqueiam o país e nos tratam, a todos, como marionetes.
    E, tragicamente, além de roubarem o próprio país eles não pensam duas vezes em se submeter e entregar as riquezas de nosso solo, aos algozes de sempre e que têm seus atos de dominação tão bem registrados e consubstanciados na História Mundial.
    É muito difícil para a opinião pública assimilar o caudal de informações deprimentes que golpeiam, diariamente, a sensibilidade dos cidadãos, sem que seja experimentado um profundo desalento moral e observado, com um fundo de incredulidade, o funcionamento das instituições sobre as quais repousa a ordem republicana.
    Ante esta dura realidade é imprescindível criar-se, o quanto antes, as condições que permitam reconstruir o prestígio da Organização Estatal, hoje fortemente afetado pela sordidez desses maus brasileiros.
    Uma sociedade que não confia em suas instituições dificilmente poderá caminhar com passo firme na direção de metas perduráveis de progresso, justiça e bem-estar. A honorabilidade dos homens públicos, qualquer que seja o nível e a natureza de sua função, é um oxigênio insubstituível para o desenvolvimento da capacidade criativa do corpo social, que dificilmente mobilizará, com profundidade, suas energias espirituais e materiais, se considerar que o fruto de seu esforço será aproveitado, desavergonhadamente, pela voracidade, ambição, vileza e falta de escrúpulos de uns poucos.
    À imprensa lhe corresponde uma missão fundamental nessa empreitada de reconstrução nacional. Na maioria das vezes tem sido a mídia o instrumento de denúncia de manejos ilícitos por quem exerce o poder (seja de quem tenha chegado à função pública pelo voto popular ou de quem desempenha cargo de confiança em virtude de nomeação).
    É alarmante imaginar quantos focos de corrupção teriam permanecido ocultos se os profissionais de imprensa não lhes houvesse focado a luz. Daí ressalta-se o valor estratégico da liberdade de expressão como pilar da ordem constitucional.
    Frente à onda de seguidos fatos e focos de corrupção que ameaçam erodir os alicerces do Estado, toda a sociedade brasileira deve pôr-se de pé, para exigir que os atos ilícitos identificados e denunciados pela imprensa – desde que devidamente comprovados – sejam punidos exemplarmente, e que os controles do sistema democrático funcionem com eficácia e em plenitude, na salvaguarda da transparência moral, que é a virtude suprema da República.

    * O autor é Coronel-Aviador Reformado da Força Aérea Brasileira; membro emérito do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e conselheiro do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica.

  4. Sargento Gílber de Souza Mattos disse:

    LULA TEM PLANO “B” PARA A DERROTA DA DILMA

    Rio – O brasileiro precisa estar atento para o que vai acontecer a partir de janeiro de 2015 caso o PT seja derrotado nas eleições deste ano. Com o estado aparelhado, os petistas em represália vão tentar desestabilizar o país porque ainda são o partido mais organizado. Comanda as centrais de trabalhadores e milhares de sindicatos, portanto, têm como liderar greves e incentivar à massa a ir às ruas contra o novo governo. Os petistas não vão dar trégua porque, ressentidos com a derrota, tentarão de todas as formas inviabilizar o sucessor. Além disso, resistirão a abandonar os cargos para não perder os salários milionários sem antes boicotar o serviço público e paralisar as atividades afins do estado.

    É assim que opera o PT. E foi assim que a cúpula do partido agiu nos primeiros anos do governo Collor, quando estimulou a paralisação da máquina estatal, criou CPI’s, quebrou o sigilo fiscal de autoridades do governo, fabricou escândalos e levou às ruas milhares de jovens (os caras pintadas) para derrubar o primeiro presidente eleito pelo voto direto depois da ditadura. O PT não se contentou com a derrota do Lula e organizou suas bases (sindicatos e centrais) para confrontar o novo governo. Criou núcleos de espionagem dentro dos órgãos federais infestados de seus militantes e simpatizantes e em pouco tempo derrubou o Collor, que já estava na corda bamba pelo governo medíocre que fazia com denúncias de corrupção pipocando por todos os lados.

    Na oposição a partir de janeiro, caso a Dilma não se reeleja, os petistas vão infernizar a vida de quem assumir o governo. Quatorze anos administrando a máquina pública, eles aparelharam o estado e agora conhecem como funciona a estrutura por dentro. Para desalojá-los do poder, o presidente eleito certamente gastará boa parte do mandato na assepsia das estatais onde os petistas estão infiltrados independente da qualificação profissional.

    Lula está acompanhando com lupa a campanha da Dilma. Anunciou inclusive que estará na linha de frente dos trabalhos da reeleição da sua presidente. Acontece, porém, que ele hoje já tem dúvidas quanto ao êxito do sucesso dela e analisa prognósticos desfavoráveis a sua candidata. Por isso começou a trabalhar com outro cenário político: aumentar as bancadas petistas na Câmara e no Senado Federal.

    A estratégia consiste em dominar o Congresso Nacional no caso do PT não conseguir reeleger a Dilma. Perde-se, portanto, o governo, mas em compensação ganha-se o parlamento submetendo o novo presidente às ordens petistas, leia-se lulista. Nos estados onde o PT não desponta como favorito ao governo, Lula tem estimulado uma aliança independente de ideologia para aumentar o número de parlamentares, o que permitiria o partido ter maioria no Senado e na Câmara e indicar os presidentes.

    É assim que o ex-presidente quer permanecer soberano na política. Lula sabe que a Dilma estaria definitivamente fora da política se perder a reeleição porque não teria condição de se eleger nem a síndico de prédio. A dificuldade dela de se manter na política deve-se a sua falta de base eleitoral em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul os dois estados que abraçou para viver. Lula sabe também por experiência própria que num regime presidencialista como o nosso, manter a presidência das duas Casas é dominar o destino político do país como fazem alguns partidos, a exemplo do PMDB de Sarney, de Renan e Michel que mantêm o Executivo sob seu jugo.

    Não à toa, Lula não demonstra nenhum apetite para ocupar o lugar da Dilma. Conhece como ninguém a incompetência da sua presidente para administrar o país e do fracasso que ronda o setor econômico em 2014. Assim, previne-se ao entregar os anéis para preservar os dedos: quer a Câmara e o Senado para transformar o Executivo refém do seu partido, no caso de uma reeleição frustrada da Dilma.

    FIQUE ATENTO PORQUE CAVALO NÃO SOBE E NEM DESCE ESCADA.

  5. Wilson disse:

    Olá LIXO SOCIALISTA-COMUNISTA, estamos aqui para te ofertar uma passagem só de ida para CUBA-QUE-PARIU, VENEZUELACUBANA, COREIA DO NORTE e algum país africana que é governado por Socialistas-Comunistas. Estamos fazendo esta caridade para que você possa viver feliz em algum país SOCIALISTA-COMUNISTA onde mora os seus sonhos, já que para você o REGIME POLÍTICO DEMOCRÁTICO onde não tem DITADORES que ficam no poder para sempre até morrer não é bom e aceitável.

    • Romeu Tuma disse:

      a esquerda caviar tupiniquim – a “nata” de intelectuais, músicos, artistas e demais comunistas de vitrine daqui do Brasil – só se exila em Londres, Paris, etc… Ir para a ilha da fantasia de titio Fidel, ou para a a Coréia do menino maluquinho, ninguém quer, né?

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