Greve da Educação no Rio de Janeiro: entre o ultraesquerdismo, o oportunismo e o governismo!

Começar uma greve é simples. Heroicamente, os trabalhadores e trabalhadoras em educação do Rio de Janeiro iniciaram mais uma greve para cobrar do governo seus direitos. Houve muita luta e muita resistência, mas eis que começam os momentos difíceis de toda greve: Como terminá-la? Quando terminá-la? Por que terminá-la?

Na prática, a greve dos educadores do Rio de Janeiro não passa de 10%, ou seja, a greve já está acabada. Mas… os diversos grupos políticos que compõem a vanguarda do movimento grevista não tem sensibilidade de enxergar que é hora de recolher o exército. De um lado, alguns grupos independentes e anarquistas assumem uma política ultraesquerdista de “greve até a morte”, sem fazer uma análise fria da realidade de que a greve já acabou na prática. Transformam a greve, que é uma tática pontual de luta para tentar obter ganhos para uma classe, em uma estratégia permanente de luta, ou seja, a greve passa a ser um objetivo em si e por si, desconsiderando todas as possibilidades concretas de se obter vitórias e, por sua vez, esses grupos chamam de “pelegos” todos aqueles que fazem uma análise dialética da realidade.

Por outro lado, alguns grupos como PSTU, PSOL, dirigentes do sindicato, capitulam ao ultraesquerdismo para não ficar mal com a vanguardinha ultraesquerdista radicalizada, ou seja, esquecem-se de que a greve é uma tática de luta para tentar obter vitórias para o conjunto dos trabalhadores em educação do Rio de Janeiro, e, por oportunismo, ficam fingindo junto à vanguarda que a greve tem alguma chance de vitória, só para não perder suas possibilidades de captar militantes radicalizados para seus grupos. Em nome desse oportunismo político que não quer perder as regalias do aparato sindical, deixam de dizer a VERDADE para os lutadores e encaminham a greve para um desastre completo.

Já as correntes do PT e do PC do B nunca quiseram, de verdade, a greve dos educadores no Rio de Janeiro. Por quê? Eles só pensam em proteger a candidatura de Dilma e tudo que arranhar suas alianças eleitorais em nível nacional não pode. Ou seja, trazem sua política governista para dentro do movimento sindical.

Nós, militantes socialistas livres do CSL-CAEP, não caímos nessa onda ultraesquerdista ou oportunista ou governista. Nosso compromisso é com a VERDADE. E a verdade é uma só: é possível atualmente arrancar conquistas com uma greve de apenas 10% da categoria no Rio de Janeiro? A resposta é NÃO. Por isso, a tática da greve deve ser suspensa imediatamente na assembleia da categoria, preparando a categoria para os próximos enfrentamentos. No mais, temos de ser cuidadosos para não seguir as direções ultraesquerdistas, as direções oportunistas e as direções governistas que sempre nos conduzem para imensos erros.

Por: Mauro Nunes e Gílber Martins Duarte – Militantes Socialistas Livres do CSL-CAEP

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2 respostas para Greve da Educação no Rio de Janeiro: entre o ultraesquerdismo, o oportunismo e o governismo!

  1. Explicador disse:

    Cheguei chegando, galera!! Me manda daí, que eu explico daqui!!
    http://www.oexplicador.com.br

  2. Questões Relevantes disse:

    A comparação não é direta, mas é oportuna:
    PARA EXTREMISTAS, NÃO INTERESSA QUEM MORRE, INTERESSA QUEM É O ALGOZ.
    http://questoesrelevantes.wordpress.com/2014/07/04/para-extremistas-nao-interessa-quem-morre-interessa-quem-e-o-algoz/

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