As falsas promessas da democracia representativa!

Nossa formação econômico-jurídico-ideológico-social tem educado os seres sociais para delegarem poder aos outros. Delegamos poder ao síndico para pensar e resolver nossos problemas de moradia; delegamos poder aos professores para pensarem e resolverem os problemas de educação que abstemos de dar aos nossos filhos; delegamos poder ao médico para que ele decida sozinho sobre a saúde do nosso corpo; delegamos poder aos diretores do sindicato para que eles pensem e resolvam nossos problemas salariais e trabalhistas; delegamos poder ao vereador para que ele faça as leis por nós, inclusive, sem nos consultar se são essas leis que queremos ver no mundo; delegamos poder ao prefeito, ao deputado, ao governador, ao presidente da república para que eles decidam soberanamente aonde vai ser aplicado o dinheiro dos impostos que pagamos ao Estado; delegamos à polícia e aos tribunais o poder de protegerem nossas vidas contra as violências e as supostas injustiças. Enfim, poderíamos multiplicar os exemplos, mas a grande questão é que transferimos aos outros, na figura dos DIVERSOS REPRESENTANTES SOCIAIS, o poder de decidirem sobre os rumos de nossas vidas. Essa opção político-social está correta? Ora, em nosso ponto de vista, ao delegar poder aos outros para que solucionem nossos problemas, estamos embarcando em uma falsa promessa. Logo, é preciso investigar em cada setor da vida econômico-jurídico-social até que ponto a ideologia da REPRESENTAÇÃO não se transforma em uma grande ilusão e em um grande entrave para mudanças efetivas.

Parto de um exemplo simples: a REPRESENTAÇÃO SINDICAL. Os trabalhadores sindicalizados costumam pensar que basta eleger seus representantes sindicais e as questões salariais e trabalhistas dos trabalhadores estão resolvidas. Doce ilusão. Qualquer representante, seja sindical ou não, tem o seu limite jurídico-político-social, pois esbarra em uma série de adversidades que emperram a concretização dos projetos de um dado setor social. Quem espera que o representante, por si só, dará conta do trabalho de solucionar todos os problemas está redondamente enganado. Na verdade, delegar pleno poder aos representantes e esperar por si só que estes descubram soluções mágicas para os problemas da vida econômico-político-jurídico-social é uma grande ilusão. Contudo, como essa ideologia da representação está bem arraigada em nossa formação econômico-jurídico-ideológico-social, a tendência é simplificar a questão e achar que o problema da falta de solução dos problemas está simplesmente na ineficácia dos representantes. Isso é falso. Se o representante não é cobrado, vigiado e se as classes sociais representadas não agem juntamente com os representantes para exigir mudanças concretas na vida econômico-jurídico-social, apenas se perpetuarão os problemas, pensando-se que a questão resume-se em trocar os representantes. É mentiroso o discurso que diz: “não deu certo esse, a gente escolhe outro representante”! Claro que podemos e devemos trocar os nossos representantes, mas as mudanças necessárias e sonhadas apenas existirão quando todos fizerem sua parte na exigência-proposição de solução dos problemas, ao invés de ficar esperando que um representante iluminado resolva os problemas da vida coletiva ou individual.

No mais, é preciso dizer que interessa aos representantes burocratas que o povo e os indivíduos não participem diretamente das tomadas de decisões políticas e nas exigências de mudanças políticas, assim, os representantes burocratas perpetuam seus mesquinhos poderes e passam a viver de altos salários e altos privilégios pagos pelos representados para encenarem o teatro social de que para “SOLUCIONAR OS PROBLEMAS DA VIDA” basta votar nos representantes x ou y.

Portanto, não é difícil concluir que esse mito da democracia representativa tem servido para manutenção do status quo. O dia em que cada um for à luta para concretizar as mudanças que quer ver no mundo, novas realidades poderão ser vistas. Então, se você espera que algum representante mágico resolva todos os seus problemas sociais, sinto muito, você é mais um que caiu na falsa promessa da DEMOCRACIA REPRESENTATIVA. Vale lembrar que a aposta na democracia representativa não é uma aposta natural, própria da essência dos homens, ao contrário, trata-se de uma prática social, historicamente construída, como forma de afastar o povo das decisões econômico-jurídico-político-sociais. Desconfiemos, pois, da democracia representativa: tem muito engodo escondido nesse mato.

Por: Gílber Martins Duarte – Militante Socialista Livre do CSL/CAEP – Sind-UTE/Uberlândia/MG – Doutor em Análise do Discurso/UFU – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Membro MEOB – CSP-CONLUTAS.

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Sobre socialistalivre

Esse Blog está a serviço da Luta pelo Socialismo. Defendemos a plena liberdade do ser humano, mas somos radicalmente contra a liberdade de explorar, como a burguesia faz, e contra a liberdade de oprimir como os machistas fazem, os racistas fazem, os homofóbicos fazem, os praticantes de bullying fazem, os preconceituosos fazem, os possessivos fazem e os autoritários de plantão fazem. Assim, defendemos que cada corpo-consciência deve ter liberdade de ser o que ESCOLHE SER, desde que esta liberdade não oprima e explore os outros! Defendemos a plena liberdade de postura crítica e a plena democracia operária, todos devem ter o direito de expressar o que pensam! Defendemos a Revolução Socialista e a necessidade de libertação da classe trabalhadora do jugo do capitalismo. No entanto,somos contra comandos de hierarquias políticas ou de figuras públicas mais poderosas no seio dos lutadores que travam a batalha pelo socialismo. Defendemos que cada militante deve ousar pensar por si mesmo, cada militante deve ter o direito de concordar, mas também de discordar daquilo que julga equivocado, por isso nos definimos como Socialistas Livres e esse Blog está a serviço dos que desejam militar de acordo com essa concepção. Convidamos a todos a conhecerem nosso jeito diferente de entender e de praticar a política socialista, com liberdade, democracia operária, direito de crítica e respeito ao diferente. Saudações Socialistas Livres.
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23 respostas para As falsas promessas da democracia representativa!

  1. Professora Magda Wernersbach Ziemann disse:

    Parabéns professor, você acabou de descrever o malefício do Estado.
    Agora só falta repensar o luxo.
    Os ataques contra o luxo vêm ocorrendo há pelo menos 2.500 anos, e sempre forneceram uma espécie de “estímulo intelectual” a vários pensadores (bem como aspirantes a pensadores), desde meninos ricos e mimados que se rebelam contra sua condição a filósofos de todos os matizes e credenciais, passando por revolucionários igualitaristas.

    No entanto, fica a pergunta: o que realmente é o luxo e por que ele gera tanto ódio de quando em vez? Um dicionário define luxo como “qualquer coisa dispendiosa ou difícil de se obter, que agrada aos sentidos sem ser uma necessidade”. Outro define como “o que é supérfluo, que passa os limites do necessário”. E outro define como “magnificência, ostentação, suntuosidade; aqueles bens, acomodações, manufaturas, obras de arte e demais objetos que excedem o necessário”.

    Em comum, todos recorrem a uma variação da expressão “além do necessário”. Mas o que é isso de “necessário”? Há sempre algum intelectual empedernido dizendo que o necessário para viver são apenas “alimentos, roupas e moradia”, e que qualquer coisa além disso não passa de “ostentação”.

    O problema é que tal definição é incrivelmente retrógrada: além de negar todo o processo de criação de riqueza produzido pelos homens, ela reduz os seres humanos às suas mais puras necessidades biológicas (energia e proteção perante as intempéries). Em outras palavras, ela reduz os seres humanos exclusivamente ao seu lado animal.

    Vale uma observação: o luxo só pode ser definido de forma relativa. O luxo só é luxo dentro de algum contexto específico.

    Pense em um sanduíche de presunto obtido em qualquer birosca de qualquer bairro da sua cidade. Sem dúvidas, ele seria uma delicatessen no Sudão, um país extremamente atrasado e pobre. No entanto, se formos para a Suíça ou para a Noruega, o sanduíche que come um pedreiro parecerá uma delicatessen — tomando por base seus ingredientes — se comparado aos sanduíches vendidos nos bairros pobres das cidades do Brasil, do Equador, do Peru ou da Bolívia. Por isso, o luxo sempre se dá dentro de um contexto específico.

    Para nossos antepassados da era paleolítica, qualquer moradia com dois recintos seria uma mansão. Cada filho de uma família ter suas próprias roupas e sapatos, em vez de herdá-los de seus irmãos mais velhos, é algo que, há não muito tempo, era visto como um luxo “dos ricos”. O mesmo ocorreu com o automóvel, com o computador, com o telefone celular, com o relógio de pulso e com uma infinidade de outros bens.

    Que os mais prósperos ou criativos busquem adornar suas vidas com luxos não representa nenhuma ameaça para o resto de nós. Pelo contrário: representa um sistema de erros e acertos em termos de gostos, cujos resultados o resto de nós poderá usufruir, mais futuramente, sem nenhum prejuízo.

    Os luxos de hoje são os bens triviais de amanhã. O capitalismo tende, com o auxílio da produção em larga escala, a eliminar o notável contraste que há entre o modo de vida de uma elite afortunada e o modo de vida de todo o resto da população de um país.

    O abismo que separava o homem que podia viajar de carruagem e o homem que ficava em casa porque não tinha o dinheiro para a passagem foi reduzido à diferença entre viajar de avião e viajar de ônibus.

    • A insistência da igualdade econômica dos socialistas é deprimente.
      Pessoas livres não são iguais, e pessoas iguais não são livres.
      Indivíduos livres são indivíduos intrinsecamente diferentes entre si, de modo que não deveria ser surpresa nenhuma o fato de que eles terão rendas distintas. Nossos talentos e nossas capacidades não são idênticos. Nem todos nós trabalhamos com o mesmo afinco, com a mesma dedicação e com a mesma qualidade.
      Cada um de nós nasceu em famílias distintas, sendo que cada família possui suas vantagens e suas desvantagens. Também nascemos em diferentes vizinhanças, somos cercados por diferentes tipos de pessoas, recebemos diferentes tipos incentivos e temos diferentes graus de oportunidade.
      É até compreensível que, perante esse ponto de partida desigual, os progressistas queiram remediar a situação implantando políticas governamentais “corretivas”. O que eles realmente não entendem é que a cura que eles propõem é muito pior do que doença. Qualquer tentativa de corrigir desequilíbrios nas famílias e nas vizinhanças irá gerar outras desigualdades que podem ser piores do que as originais.
      Thomas Sowell certa vez disse que “Tentativas de se equalizar os resultados econômicos geram desigualdades maiores e mais perigosas de poder político”. Ou, como concluiu Milton Friedman, “Uma sociedade que coloca a igualdade à frente da liberdade terminará sem as duas. O uso da força para alcançar a igualdade irá destruir a liberdade, e a força, introduzida com bons propósitos, irá terminar nas mãos de pessoas que irão utilizá-la para promover seus próprios interesses”.
      Pessoas obcecadas com igualdade econômica — ou, para empregar um termo mais clínico, com o igualitarismo — tendem a fazer coisas estranhas. Elas se tornam invejosas. Elas passam a cobiçar o que é dos outros. Elas dividem a sociedade em dois grupos: vilões e vítimas. Elas gastam mais tempo e energia tentando derrubar e destruir uma pessoa bem sucedida do que se esforçando para se aprimorar, para se tornar uma pessoa melhor e, com isso, subir na vida. São pessoas ressentidas e rancorosas, e não é nada divertido estar perto delas. Quando tais pessoas eventualmente conseguem chegar ao poder, os estragos que elas fazem podem ser irreversíveis.
      Sempre que você vir ou ouvir uma pessoa parolando sobre desigualdade, faça a si mesmo a seguinte pergunta: será que ela está genuinamente preocupada com os pobres ou está apenas indignada com os ricos? Eis uma maneira de descobrir a diferença: sempre que alguém reclamar sobre a desigualdade de renda, pergunte a ela se aceitaria que os ricos ficassem ainda mais ricos se isso, no entanto, significasse condições de vida melhores para os mais pobres.
      Se a resposta for “não”, então ela está admitindo que está importunada apenas com o que os ricos têm, e não com o que os pobres não têm. Já se a resposta for “sim”, então a tal desigualdade de renda é irrelevante. Em outras palavras, a preocupação deveria ser com a pobreza absoluta, e não com a pobreza relativa.

      • Evellyn disse:

        Neste semestre eu estou tendo aulas com um professor assumidamente comunista e ele estava nos contando como Ford explorava o trabalhador: alienando seu trabalho, reduzindo sua jornada de trabalho, e dobrando os seus salários, como ele disse “até operário anda podendo comprar carro” juro que eu pensei que ele estava sendo sarcástico, mas dai ele perguntou: “E quem ganhou com tudo isso?” eu não me aguentei e respondi: “todos” e ele retrucou: “mas Ford ganhou muito mais”.. então percebi que o grande problema dos comunistas não é em diminuir a pobreza e sim impedir a riqueza, pura inveja, na verdade é a gestão da inveja..

      • Virginia disse:

        É vergonhoso ver que ainda se discute “como vamos criar uma sociedade economicamente igualitária” nas aulas de filosofia em universidades no Brasil.
        “Pessoas livres não são iguais, e pessoas iguais não são livres.”

        vou tatuar isso

      • Zica Amâncio disse:

        A tal ‘desigualdade social’ a qual os socialistas se referem não passa de maquiagem psicológica para ocultar a verdade: eles estão na verdade falando de ‘desigualdade econômica’. Tentam justificar o roubo por um artifício psicológico.

        E certamente seria mais difícil convencer a todos de que é necessário dar uma de ‘Robin Hood’ para resolver os problemas da atual civilização. Mesmo porquê ‘Robin Hood’ foi um fora-da-lei, para começar. E segundo: os ‘pobres’ a quem ‘Robin Hood’ redistribuía o saque eram os seus “cumpanheiros” de bando.

      • Major Marco Aurélio disse:

        Vamos brincar um pouco.
        Abra o seu Microsoft Word.
        Digite tudo em maiúscula, dessa forma:

        SOCIALISMO
        COMUNISMO
        LENIN
        STALIN
        ADOLF HITLER
        HUGO CHÁVEZ
        LULA
        DILMA
        PARTIDO DOS TRABALHADORES

        Troque a fonte para wingdings. Veja a mágica acontecer. Interprete. Ria um pouco. Repasse para seus amigos e coloque sugestões de frases ou palavras nos comentários!

    • z disse:

      Senhores do concelho. Solicito vosso rico conhecimento. Vejo que nos posts de vcs que enfatizam muito uma luta contra a esquerda.
      Gostaria de saber se por isso, o libertarianismo poderia ser considerado de direita. E caso não, porque apenas enfatizam a briga contra esquerda?

    • Olavo Cavazzola disse:

      Se na minha casa ou na minha empresa tem desperdício, o problema é meu. Sou eu quem perde o dinheiro. Se o Estado desperdiça, ele joga o meu dinheiro fora. Se a minha empresa é mal administrada, ela pode eventualmente fechar e me deixar com uma baita conta. Se uma empresa estatal é mal administrada (pleonasmo???), ela não vai fechar e vai me passar uma baita conta. Isso é a merda de Estado. Socialismo é uma merda.

    • Quem não leu, deveria ler “Maquiável Pedagogo” de Pascal Bernardin.
      A nova ética não é outra coisa senão uma sofisticada reapresentação da utopia comunista. O ministério da reforma psicológica. Publicado originalmente na França em 1995.
      Introdução: Quais são as razões da profunda crise na escola? É possível encontrar uma espécie de vírus no gene de nossa sociedade e de nosso sistema educativo? Podemos concluir que é urgente uma redefinição do papel da escola e de suas prioridades?
      Inúmeros pais e educadores, testemunham, estupefatos, a revolução em curso.Interrogam-se sobre as profundas mutações que de forma acelerada vêm ocorrendo em nosso sistema educativo. Porém, nenhum governo, seja de direita ou de esquerda, vem à público esclarecer os fundamentos ideológicos dessas constantes reformas no ensino e tampouco se preocupam em apresentar, de forma clara, as coerências e os objetivos dos métodos adotados.
      Mas ainda que tudo nos pareça muito obscuro, podemos encontrar todas as
      respostas na filosofia da revolução pedagógica que se expõe, em termos explícitos, nas publicações dos organismos internacionais como a Unesco, a OCDE, o Conselho da Europa, a Comissão de Bruxelas e tantas outras. Apoiando-se sobre textos oficiais desses organismos, Pascal Bernardin mostra detalhadamente que o objetivo prioritário da escola atual não é mais possibilitar aos alunos uma formação intelectual e muito menos fazê-los adquirir conhecimentos elementares. O que se pretende com a redefinição do papel da escola é torná-la nada mais do que o instrumento de uma revolução cultural e ética destinada a modificar os valores,
      as atitudes e os comportamentos das pessoas em escala mundial. As técnicas de manipulação psicológica, que não se distinguem muito das técnicas de lavagem cerebral, estão sendo utilizadas de forma maciça. Naturalmente, os alunos são as primeiras vítimas; porém, os educadores e também o pessoal administrativo – diretores, pedagogos e até mesmo inspetores – não estão sendo poupados.
      Essa revolução silenciosa, antidemocrática e totalitária, quer fazer dos povos meras massas ignorantes e totalmente submissas à classe governante. Ela ilustra, de maneira exemplar, a filosofia manipuladora e ditatorial que tem abrigo na chamada Nova Ordem Mundial. Tal filosofia é imposta por meio de ações sutis e indiretas, porém poderosíssimas, gerando resultados catastróficos à inteligência humana.
      Portanto, o que o leitor verá exposto neste livro é alto terrivelmente sério. Trata-se de uma análise minuciosa de tudo aquilo que está exposto nos documentos oficiais dos mais célebres organismos internacionais. E, embora documentos públicos, causa estranhamento o silêncio mortal que paira sobre eles. Certamente porque quando lidos, revelam-se uma verdadeira síntese do que é a escravidão.https://www.youtube.com/watch?v=XReiV7NOH7M

  2. Lista de livros socialistas que tiveram e têm grande influência sobre corações e mentes no Brasil. A lista é boa. Explico o porquê destas ideias serem tão nocivas. São os mais enviesados livros que mais influência exerceram no Brasil nos últimos cento e tantos anos. Eis a lista sem as fotos, pois o blog não permite.
    1- O Manifesto Comunista, Karl Marx e Friedrich Engels (1848) – Panfleto que é a certidão de nascimento do “socialismo científico”. É o modelo de todos os manifestos de esquerda. Preparou o terreno para algumas das piores ditaduras da História e para a morte de mais de 100 milhões de pessoas no século XX. É, para muitos, o primeiro texto esquerdista que lêem – e, para alguns, o único.
    2 – O Capital, Karl Marx (1864) – Bíblia da economia marxista, quase ninguém leu, mas muitos, marxistas ou não, consideram-no o novo Evangelho. É provavelmente o livro mais citado e menos lido da História. Previu o fim inexorável do capitalismo, sempre anunciado e sempre adiado. Leitura extremamente árida, idéias piores ainda.
    3 – Ariel, José Enrique Rodó (1900) – Livro chatíssimo, de escrita barroca. Embora curto, é quase ilegível. Defende a tese de que a cultura hispano-ibérica,supostamente mais espiritualizada, é superior à anglo-saxônica, “materialista e vulgar”. Não surpreende que tenha se tornado um clássico do antiamericanismo.
    4 – Que Fazer?, Vladimir Lênin (1903) – Um guia para a organização do partido revolucionário comunista. Lançou as bases para o Partido Bolchevique na Rússia, a maior máquina totalitária da História. Respondendo a pergunta que dá título ao livro: não abra.
    5 – Os Protocolos dos Sábios de Sião (1903) – Clássico do antissemitismo, ajudou a divulgar a mentira da “conspiração-judaica-para-dominar-o-mundo”. Obra apócrifa, cheia de absurdos, sua autoria foi atribuída, como parte da lenda, a uma suposta cabala judaica, mas foi escrita mesmo pela polícia czarista russa.6 – O Estado e a Revolução, Vladimir Lênin (1918) – Olha ele aí de novo. O pai do totalitarismo foi um escritor prolífico. Nesse livreto, ele prevê o “fim progressivo” do Estado após a tomada do poder pelos comunistas e a instauração da “ditadura do proletariado”. Ocorreu exatamente o contrário.
    7 – O Judeu Internacional, Henry Ford (1920) – Texto antissemita escrito pelo fundador e dono da Ford. É a prova de que homens de negócios também podem ser estúpidos.
    8 – Minha Luta (Mein Kampf), Adolf Hitler (1925) – Livro que lançou as bases da ideologia nazista. Precisa dizer mais?
    9 – Comunismo Soviético: Uma Nova Civilização, Sidney e Beatrice Webb (1935) – Relato de viagem do casal inglês, pais do socialismo britânico e “companheiros de viagem” do comunismo, cheio de elogios à URSS de Stálin. Modelo de cegueira ideológica que seria imitado à exaustão nas décadas seguintes.
    10 – A Revolução Traída, Leon Trotsky (1936) – Considerado por muitos um livro anti-soviético, é na verdade uma tentativa de o autor, um dos construtores da URSS, isentar-se de culpa pela ditadura comunista. Defende a tese de que o stalinismo foi um desvio de rota, uma “traição” dos ideais da Revolução Russa, que seria supostamente antiautoritária e antiburocrática. Um perfeito exercício de “salvar a própria cara”, poderia ter como subtítulo: “Como construir um Estado totalitário e depois posar de vítima”.
    11 – Cadernos do cárcere, Antonio Gramsci (1937) – Ensina os comunistas a tomar o poder de maneira solerte e quase imperceptível, mediante a “conquista de espaços” e a “hegemonia” cultural. Mostrou o caminho das pedras aos petistas e a seus assemelhados da esquerda festiva, que se dedicam a minar as instituições democráticas, enquanto se fingem de democratas.
    12 – A Personalidade Autoritária, Theodor W. Adorno (1950) – Livro de um dos expoentes da neomarxista “Escola de Frankfurt”, bastante influente desde os anos 60, defende a falácia de que a “direita” é autoritária, mas a “esquerda”, não. Muito usado para “provar” que qualquer um que se oponha às idéias de esquerda sofre de distúrbios psiquiátricos. Provavelmente, um caso de inversão psicológica.
    13 – A História me Absolverá, Fidel Castro (1953) – Teoricamente, é a transcrição do discurso que Fidel Castro fez durante seu julgamento pelo ataque ao quartel de Moncada, em 1953. Na realidade, é um panfleto de propaganda política feito a posteriori para enaltecer o ditador. Uma das maiores armações editoriais já feitas em todos os tempos, à altura do regime dos irmãos Castro.
    14 – A Guerra de Guerrilhas, Che Guevara (1960) – “Manual” que pretendia ensinar a combater e derrotar o “imperialismo” a partir de um pequeno grupo ou foco de combatentes (foquismo). O autor, depois de fuzilar algumas centenas de prisioneiros políticos e de ajudar a arruinar a economia de Cuba, tentou implantar seus ensinamentos no Congo e na Bolívia. Foi derrotado nas duas vezes e acabou preso e executado, provando de seu próprio veneno. Depois disso, virou ídolo pop e estampa de camiseta, usada por adolescentes com hormônios de mais e neurônios de menos.
    15 – Furacão sobre Cuba, Jean-Paul Sartre (1960) – Livro em que o filósofo existencialista, autor da frase inacreditável “Todo anticomunista é um cão”, dá vazão á sua paixão pelos revolucionários cubanos, em especial a Che Guevara, que ele descreveria depois como “o ser humano mais completo do século XX”. Sem comentários.
    16 – A Verdade sobre Cuba, C. Wright Mills (1960) – Apesar do título, não passa de um panfleto contra o “imperialismo” dos EUA e a favor do regime de Fidel Castro em Cuba. Uma das maiores mistificações de todos os tempos.
    17 – Os Condenados da Terra, Frantz Fanon (1961) – Clássico do terceiromundismo, advoga abertamente a violência dos “oprimidos” contra os “opressores”. O autor, que era psicólogo, chega a enaltecer as “virtudes psicológicas” da violência revolucionária. Muito lido por terroristas e militantes do racismo negro, atualmente chamados “defensores de cotas raciais”.
    18 – A Mística Feminina, Betty Friedan (1963) – Livro que, juntamente com O Segundo Sexo (1948), de Simone de Beauvoir, lançou as bases do feminismo. Virou um catecismo de donas-de-casa americanas entediadas e de executivas castradas emocionalmente. Justifica em cada linha a frase imortal de Nelson Rodrigues: “O único movimento feminino que me interessa é o dos quadris”.
    19 – O Homem Unidimensional, Herbert Marcuse (1964) – Obra de enorme influência nos anos 60, ataca o capitalismo e a sociedade industrial, com base no marxismo e no freudianismo. Uma das bíblias dos pós-modernistas, usa e abusa de Marx e Freud para provar que o capitalismo é um sistema mau e totalitário, ao contrário do que existia nos países atrás da Cortina de Ferro.

    20 – Revolução na Revolução?, Régis Debray (1967) – Livreto “revolucionário” do escritor francês, admirador de Che Guevara e da Revolução Cubana. Defende a teoria do “foco” guerrilheiro como o caminho para a revolução. Renegado depois pelo autor.
    21 – O Livro Vermelho do Pensamento do Camarada Mao, Mao Tsé-tung (1967) – Coletânea de platitudes do maior assassino de massas da História, tornou-se leitura obrigatória dos chineses durante a “Revolução Cultural” dos anos 60. Virou souvenir para turistas.
    22 – Os Conceitos Elementares do Materialismo Histórico, Marta Harnecker (1969) – Cartilha da vulgata marxista, um dos dez livros que mais comoveram o idiota latino-americano. Adotado nas escolas em Cuba.
    23 – As Veias Abertas da América Latina, Eduardo Galeano (1971) – Considerada a Bíblia do perfeito idiota latino-americano, escrita por um dos maiores expoentes da turma, um uruguaio fã de Fidel Castro. É um rosário de desgraças do continente, desde a descoberta no século XV, atribuídas sempre aos colonizadores (primeiro espanhóis e portugueses; hoje, os gringos norte-americanos). Pode ser resumido na seguinte frase: somos pobres por causa deles, os “imperialistas”. Também conhecido como As “Véias” Abertas da América Latina.

    24 – Rumo a uma teologia da libertação, Gustavo Gutiérrez (1971) – Livro que deu o pontapé inicial na heresia oportunista batizada de “teologia da libertação”, bastante popular na América Latina e representada no Brasil por Frei Betto e Leonardo Boff. Bebe na onda “modernizadora” iniciada após o Concílio Vaticano II (1962-1965) para tentar uma síntese entre o catolicismo e o marxismo, com predominância, claro, deste último. Deu origem a um dos maiores engodos de todos os tempos. Apenas confirmou o dito bíblico de que não se pode servir a dois senhores ao mesmo tempo.
    25 – Para Ler o Pato Donald, Ariel Dorfman e Armand Mattelart (1972) – Pequeno manual para “compreender” as mensagens subliminares supostamente presentes nas tirinhas da Disney, por meio das quais o pérfido imperialismo ianque faria lavagem cerebral em nossas crianças. A única lavagem cerebral foi a que sofreram os autores, dois esquerdistas ociosos que viam propaganda imperialista em histórias em quadrinhos.
    26 – Vigiar e Punir, Michel Foucault (1975) – Obra de um dos principais representantes da filosofia francesa pós-moderna, apresenta a polícia e as prisões como instrumentos de dominação social, a serviço da “opressão das elites” etc.. Um dos livros preferidos da turma esquerdista inimiga da polícia e amiga de um baseado, adepta do “direito achado na rua” (ou na sarjeta).
    27 – Cuba: Ditadura ou Democracia?, Marta Harnecker (1978) – O titulo já diz tudo: a autora, viúva do chefe do serviço de espionagem cubano, tenta argumentar que Cuba não é uma ditadura, mas um regime democrático, até mais avançado do que a mais avançada das democracias capitalistas (!). Bom para servir de papel higiênico na ilha onde este é artigo de luxo.
    28 – Aparelhos Ideológicos de Estado, Louis Althusser (1978) – Outro clássico do marxismo acadêmico e de botequim. Afirma que a “superestrutura” (escola, família etc.) tem por finalidade a reprodução do sistema capitalista. Tem pouco mais de 100 páginas, mas é tão chato que é quase impossível ler até o final.
    29 – Orientalismo, Edward Said (1978) – Clássico da moda relativista chamada multiculturalismo, defende a idéia de que o “Ocidente” tem uma visão deturpada do “Oriente” (em especial, do Islã). Muito citado por quem tenta justificar fenômenos como o terrorismo islamita. A começar pelo autor, um fervoroso militante anti-Israel, que via nos atentados terroristas palestinos um gesto de “libertação”.
    30 – O Livro Negro do Capitalismo, Gilles Perrault (org.) (1997) – Tentativa tosca e mal-sucedida de resposta a O Livro Negro do Comunismo, publicado naquele mesmo ano, e que trazia relatos fartamente documentados e irrefutaveis das cerca de 100 milhões de mortes perpetradas pelo comunismo no século XX. Coloca na mesma conta de “crimes do capitalismo” as atrocidades do nazismo, guerras como a do Vietnã e os massacres de povos indígenas durante a colonização nas Américas. Só faltou culpar o capitalismo pela extinção dos dinossauros também. Tudo para desviar a atenção dos crimes do comunismo.
    31 – Hegemonia ou Sobrevivência, Noam Chomsky (2002) – Panfleto antiamericano do guru de Hugo Chávez. Resumo: os EUA querem o poder mundial e todos os que se opõem a isso estão defendendo a humanidade. O antiamericanismo de Chomsky é tão intenso que já o levou a defender o regime genocida do Khmer Vermelho no Camboja, nos anos 70. Atualmente, virou autor de referência de Osama Bin Laden.
    32 – Piratas do Caribe, Tariq Ali (2008) – O paquistanês Tariq Ali faz a apologia dos governos populistas e caudilhescos da América Latina, como os de Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador) e Fidel Castro (Cuba) – com uma auréola de santo na capa. Autor também dos inqualificáveis Choque de fundamentalismos (2001) e Bush na Babilônia (2003), Ali chama esses governos de “o eixo da esperança”. Só não há esperança para quem tente trazer esse radical trotskista e antiamericano raivoso para o lado da racionalidade. O lema do autor: o que é ruim para os EUA, é bom para a humanidade. Conselho: faça o mesmo que os cubanos e venezuelanos fazem na menor oportunidade – fuja.
    33-História da riqueza do homem, Leo Hubeman (1968) – Espécie de bê-a-bá do materialismo dialético, apresenta um esquema histórico com a evolução dos meios de produção, desde o feudalismo até a ascensão do nazi-fascismo na Europa, pela perspectiva marxista. Primeiro contato de muita gente com a “ciência” econômica de Marx e Engels.
    34-Era dos extremos: o breve século XX, 1914-1991, Eric J. Hobsbawn (1994) – Tudo bem que Hobsbawn é comunista até a medula, mas precisava ser tão condescendente com a URSS num livro de História?.
    35 – A Ilusão Americana, Eduardo Prado (1890) – Certidão de nascimento do antiamericanismo tupiniquim, ganhou status de obra “cult” entre os acadêmicos em parte porque foi o primeiro livro censurado pela República (em 1893, pela ditadura de Floriano Peixoto). Espécie de bíblia dos inimigos do “império estadunidense”, quase sempre gente ressentida e movida pela inveja do “gigante do Norte”, serve tanto à direita (o autor era monarquista) quanto à esquerda. Sobretudo a esta, que transformou o ódio aos EUA numa espécie de religião e num álibi para o atraso do Brasil em diversas áreas (“a culpa é dos outros” etc.). É, assim, uma espécie de precursor de As Veias Abertas da América Latina, de Eduardo Galeano, a bíblia dos idiotas latino-americanos (hoje rebatizados de “bolivarianos”).
    36 – Por Que Me Ufano do Meu País, Conde Afonso Celso (1900) – Pequeno livro fundador do ufanismo nacional (também conhecido como “chupa, mundo!” ou “síndrome-do-comigo-ninguém-pode”), ou seja, a mania megalômana do brasileiro de achar que o Brasil é o melhor país do mundo, com o melhor povo, o melhor clima, os melhores rios, o melhor hino, a bandeira mais bonita etc. etc. É a base para todo tipo de patriotada a que os brasileiros se entregam alegremente de vez em quando, embalados por uma Copa do Mundo ou pelo marketing do governo megalomaníaco de plantão, tanto de direita (o regime militar) quanto de esquerda (os governos petistas de Lula-Dilma). Ironicamente, tem epígrafe em inglês (My country, right or wrong – ou seja: “Meu país, certo ou errado”, o que, como lembrou Millôr Fernandes, é o mesmo que dizer “minha mãe, sóbria ou bêbada”). O post-scriptum poderia ser a frase de Samuel Johnson: “O nacionalismo é o último refúgio do canalha”.
    37 – Brasil, Colônia de Banqueiros, Gustavo Barroso (1934) – Leitura obrigatória nas escolas militares durante muitos anos, é uma verdadeira síntese do pensamento reacionário nacionalista muito em voga no Brasil nos anos 30, culpando uma “conspiração dos banqueiros internacionais” pelos problemas do país (seu subtítulo é “História dos empréstimos brasileiros de 1824 a 1934″). O autor, historiador renomado, era, além de dirigente e ideólogo da Ação Integralista Brasileira (a versão cabocla do fascismo), conhecido antissemita, chegando a traduzir do francês Os Protocolos dos Sábios de Sião, livro que não fica muito longe, em matéria de propaganda antijudaica e conspiracionista. Mais uma prova de que o nacionalismo rombudo e irracional é comum aos dois extremos ideológicos.
    38 – O Cavaleiro da Esperança, Jorge Amado (1942) – Hagiografia do caudilho comunista Luiz Carlos Prestes escrita pelo autor de Tieta e de Gabriela na época em que militava no Partido Comunista (o velho PCB). Jorge Amado chegou a ser eleito deputado federal pelo “Partidão” em 1945. Nessa época, escrevia coisas sob encomenda, como tarefa ditada pela direção do partido, que o via como um bom relações-públicas. Somente despertaria do delírio totalitário e largaria a canoa furada do comunismo depois de 1956, com a revelação dos crimes de Stálin por Krushev. Antes, escreveu essa sua contribuição à criação do culto da personalidade de Prestes, o frustrado (e extremamente incompetente) Stálin tupiniquim.
    39 – Geografia da Fome, Josué de Castro (1946) – Não é exatamente um livro ruim (traz algumas informações importantes sobre um tema que era até então pouco estudado), mas merece estar na lista pelo uso que dele fizeram os esquerdistas, sobretudo o PT, que o transformou numa espécie de justificativa intelectual para programas inócuos e demagógicos como o finado “Fome Zero” (alguém lembra?) e o “Bolsa-Família”, o maior programa de compra de votos do mundo. O autor, funcionário da ONU, entrou para o panteão de heróis da esquerda não tanto pelo que escreveu (poucos leram seus livros, como o clássico Geopolítica da Fome), mas por ter proporcionado um tema a ser explorado por demagogos e populistas de plantão. De qualquer modo, o assunto está um tanto quanto desatualizado: no Brasil de hoje, o maior problema dos pobres não é a fome, mas a obesidade – culpa, em parte, do agronegócio, tão demonizado pela esquerda.
    40 – O Mundo da Paz, Jorge Amado (1951) – Livro tão ruim que o próprio autor mandou retirar de sua lista de obras completas, por pura vergonha de tê-lo escrito. Seguindo a trilha do “realismo socialista”, presente em sua biografia de Prestes e em sua trilogia stalinista Os Subterrâneos da Liberdade (1954), o baiano comete aqui um dos elogios mais grotescos e acríticos das ditaduras comunistas do Leste Europeu, a começar pela ex-URSS e por seu então líder, o ditador Josef Stálin, que o autor enaltece como o “guia, mestre e pai”, o “maior gênio da humanidade” etc. Por coisas como essa, Jorge Amado, que se desfiliaria poucos anos depois do PCB, foi galardoado com o prestigiadíssimo (para os comunistas) “Prêmio Stálin”… Sem comentários.
    41 – O Mundo do Socialismo, Caio Prado Junior (1962) – Assim como O Mundo da Paz, trata-se de um elogio desbragado e idiota das ditaduras comunistas (sobretudo URSS e China), que o autor, um dos principais ideólogos comunistas brasileiros, via como exemplos não somente de eficiência técnica e justiça social, mas também de democracia (!!!). Explicitamente panfletário, assim como seu URSS: Um Novo Mundo (1934), chega ao ponto de transcrever trechos de resoluções de congressos do Partido Comunista da União Soviética, a fim de provar que a terra do Gulag e do KGB era o paraíso na Terra… Um modelo de propaganda ideológica e de desonestidade intelectual que seria seguido por bajuladores de ditaduras comunistas como a de Cuba.
    42 – A Revolução Brasileira, Caio Prado Junior (1966) – Considerada uma das obras mais importantes do autor, comunista oriundo de tradicionalíssima família da elite paulista, até hoje é debatida nos círculos de esquerda. Causou furor em seu tempo, pois contrariava a tese então dominante no PCB, da existência de “restos feudais” no Brasil que deveriam ser varridos por uma revolução em duas etapas, “democrático-burguesa” etc., defendendo, em vez disso, que o Brasil já era capitalista. Por incrível que pareça, foi preciso um comunista escrever um livro para que a esquerda brasileira descobrisse esse fato óbvio.
    43 – Minimanual do Guerrilheiro Urbano, Carlos Mariguella (1969) – Como o nome indica, trata-se de um “minimanual”, escrito de forma pedagógica e de afogadilho pelo ex-deputado comunista e líder terrorista sobre as melhores técnicas para matar, emboscar, sequestrar, assaltar bancos etc. Adotado por grupos terroristas internacionais como as Brigadas Vermelhas italianas e o Baader-Meinhof alemão-ocidental (e também por bandidos comuns), virou uma espécie de obra “cult” entre os círculos radicaloides de extrema esquerda nos anos 70, mais como um símbolo do que pelos ensinamentos nele contidos, totalmente irreais (Mariguella acreditava que o guerrilheiro deveria ser um super-homem, por exemplo: deveria saber pilotar aviões, conhecer criptografia etc.). O próprio autor provou a inocuidade de suas ideias, ao ser morto numa emboscada policial em São Paulo – uma morte previsível para quem defendia a emboscada como método de luta política.
    44 – Dependência e Desenvolvimento na América Latina, Fernando Henrique Cardoso e Enzo Faletto (1969) – Seus detratores petistas não gostam de lembrar, mas o “neoliberal” FHC sempre foi um intelectual de esquerda. Nesse livro, considerado suamagnus opus, o sociólogo defende aquela que seria uma das principais taras ideológicas da esquerda latino-americana na segunda metade do século XX: a chamada “teoria da dependência”, de matriz leninista, segundo a qual a pobreza de um país é determinada pela “exploração imperialista” e pelas “perdas internacionais”, como se o comércio entre países fosse um jogo de soma zero. Justifica em cada linha o conselho atribuído a FHC quando na Presidência da República: “esqueçam o que escrevi”. É o único livro escrito por autor brasileiro (em co-autoria com o sociólogo chileno Enzo Faletto) que consta da lista de “Os Dez Livros que mais Comoveram o Perfeito Idiota Latino-Americano”.
    45 – Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire (1974) – Obra que marcou gerações de professores e estudantes no Brasil, é a Bíblia dos pedagogos brasileiros. Basicamente, é um panfleto de auto-ajuda marxista embalado numa linguagem de sistema pedagógico, introduzindo conceitos como “luta de classes”, “revolução” e “classe operária” na sala de aula. Seu “método” de alfabetização de adultos baseado em Marx foi adotado pelo sistema de educação brasileiro nas últimas cinco décadas. Não surpreende, portanto, que não se conheça, até hoje, o nome de nenhuma pessoa que foi alfabetizada por seu “método” revolucionário. Tampouco surpreende que o Brasil esteja em penúltimo lugar no ranking mundial de educação. Mesmo assim, o autor foi endeusado até o limite do possível, tendo sido escolhido postumamente, em 2012, o “patrono da pedagogia nacional” pelo governo petista de Dilma Rousseff. Faz sentido.
    46 – A Ilha, Fernando Morais (1976) – Reportagem que, se teve o mérito de romper o isolamento informativo sobre Cuba, vigente no Brasil desde 1964, serviu para divulgar a lenda da ilha comunista como um paraíso dos trabalhadores. O autor ficou rico escrevendo (favoralmente) sobre o comunismo, como em Olga (1985), o que lhe rendeu, além de uma gorda conta bancária, um mandato de deputado pelo PMDB de Orestes Quércia, um dos políticos mais corruptos do Brasil em todos os tempos. Atualmente, é lulista e amigo do peito de José Dirceu e companhia.

    47 – Da Guerrilha ao Socialismo: a Revolução Cubana, Florestan Fernandes (1979) – Série de apostilas transformadas em livro por um dos maiores ideólogos esquerdistas do Brasil, considerado “o pai da sociologia brasileira”. Ajudou a consolidar o mito do regime castrista humanista e democrático, que prende, tortura e mata, mas o faz em nome da humanidade.
    48 – Genocídio Americano: a Guerra do Paraguai, Julio José Chiavenato (1979) – Obra que pretendeu ser uma “denúncia” da Guerra do Paraguai (1864-1870), a qual mostra como um massacre (“genocídio”) em que Brasil, Argentina e Uruguai, seguindo ordens do imperialismo da Inglaterra, destruíram o Paraguai, que teria pago em sangue por ser um país supostamente próspero e independente. Tal mito, divulgado pela esquerda durante décadas, foi totalmente desmentido por pesquisas posteriores. Desde então, está desmoralizado como obra histórica séria.
    49 – Igreja: Carisma e Poder, Leonardo Boff (1984) – Livro que, inspirado na radicalização à esquerda de parte do clero na América Latina depois do Concílio Vaticano II (1962-65), é uma das referências da autoproclamada “teologia da libertação”, tentativa herética oportunista de infiltrar o marxismo na Igreja Católica que teve bastante influência nos anos 70 e 80, principalmente no campo. Leonardo Boff, um de seus principais ideólogos, foi condenado em boa hora ao silêncio obsequioso pelo Papa João Paulo II em 1985 e, vendo que não poderia transformar o Vaticano numa Comunidade Eclesial de Base (CEB), num sindicato ou numa filial do PT, desligou-se da Igreja, trocando-a por Fidel Castro. Continua assessorando os dirigentes petistas, tendo-se reinventado, desde então, como autor de livros de auto-ajuda e guru ecológico.
    50 – Brasil: Nunca Mais, Arquidiocese de São Paulo (1985) – Embora importante como registro histórico e denúncia das violações dos direitos humanos pela ditadura militar, peca por não se referir, em nenhum momento, aos crimes da esquerda armada. Serviu, assim, como uma luva para os propósitos revanchistas dos que querem reescrever a História às custas dos cofres públicos.
    51 – Fidel e a Religião, Frei Betto (1985) – Monólogo em forma de entrevista do ditador mais amado da esquerda brasileira, por um dos expoentes da “teologia da libertação”, um frei dominicano que se autointitula “irmão em Cristo e em Castro” (sic). Um monumento à sabujice e à devoção sem limites a tiranos assassinos.
    52 – Convite à Filosofia, de Marilena Chauí (1994) – Livro didático que, assim como O Que é ideologia?, da mesma autora, deseducou uma geração inteira de estudantes brasileiros do ensino médio. É uma espécie de bê-á-bá do pensamento marxista disfarçado de manual filosófico. A autora, verdadeira musa intelectual do PT, já chegou a dizer que, quando Lula fala, o mundo se ilumina. Em compensação, odeia a classe média.
    53 – O Povo Brasileiro, Darcy Ribeiro (1995) – Último livro de Darcy Ribeiro, antropólogo que começou no PCB, foi ministro da Casa Civil de João Goulart e ficou famoso pela criação da UnB e por sua associação com o caudilho Leonel Brizola nos anos 80, quando defendia a beleza e funcionalidade das favelas, “a verdadeira habitação brasileira”. Síntese das teorias populistas do “socialismo moreno” brizolista, parte da ideia de que o Brasil, devido a características raciais únicas, seria uma “nova civilização”, superior a todas as outras (sobretudo aos EUA, dos quais o autor negava qualquer contribuição cultural significativa). Uma das fontes da “cultura da periferia” que hoje infesta as rádios e tevês do país.
    54 – Formação do Império Americano, Moniz Bandeira (2005) – Versão antiamericana da formação dos EUA, por um expoente do antiamericanismo verde-amarelo. Descreve a ascensão do Gigante do Norte como uma marcha ininterrupta de saque e guerras por um vilão da política internacional, e os demais países, como vítimas passivas do “imperialismo ianque”. Basta citar que coloca no mesmo patamar o presidente Franklin Roosevelt e o ditador Adolf Hitler. Precisa dizer mais? (P.S.: Virou leitura obrigatória no Itamaraty.)
    55 – Lula, o Filho do Brasil, Denise Paraná (2003) – Hagiografia do ex-sindicalista e principal beneficiário do mensalão. Uma ode ao operário filho de uma mulher que nasceu analfabeta. Virou filme, o fracasso mais caro já feito no Brasil. Assim como o governo do personagem em questão, o mais corrupto da História do Brasil.
    56 – A Vida quer é Coragem, de Ricardo Batista Amaral (2011) – Na trilha do Chefe, o Poste também ganhou uma biografia elogiosa. Metade relato dos anos de “formação política” como militante de organizações terroristas nos “anos de chumbo” da ditadura militar, metade narrativa da campanha presidencial de 2010, tenta vender a ideia da “presidenta” ultra-preparada e competente, que doou generosamente a juventude pela luta “por um Brasil melhor” etc. O título é uma pérola de ironia involuntária.

    57 – Os Últimos Soldados da Guerra Fria, Fernando Morais (2011) – Elogio da deduragem em forma de thriller político.
    58 – Todos os de Emir Sader: Infelizmente não foi possível selecionar nenhuma obra desse autor. Qualquer livro dele merece constar de qualquer lista de piores, no Brasil ou alhures.

    • Roberto Barricelli disse:

      O Socialismo e o comunismo é uma ameaça que ainda persiste no meio acadêmico, fico com uma grande pena, ao ver alunos, principalmente das faculdades federais, ostentarem o socialismo e comunismo em uma sociedade que deve lutar por direitos e liberdades.

      O Brasil é um grande celeiro de estudantes de filosofia, ciências sociais, direito e outras matérias que poderiam trazer benefícios se fossem em prol do capitalismo e da meritocracia.

      Precisamos reverter este quadro.

    • Olavo Cavazzola disse:

      Esses VAGABUNDOS COMUNISTAS DO MST tem que ser tratados no pau! Isso TEM que ser feito em todo o lugar onde eles vierem a se meter a invadir terras alheias. Que belo exemplo de coragem…!!!! PARABÉNS aos Catarinenses.
      Nosso Brasil precisa de gente assim !!!
      Bom seria que toda a população reagisse desse jeito. Ai, eles iriam procurar emprego e trabalhar, em lugar de viver as nossas custas. O governo dá para eles o dinheiro que arrecada de nossos impostos. Que vergonha!
      Não deixem de abrir os youtubes.
      Um exemplo a ser seguido
      Em Santa Catarina é assim: povo expulsa MST
      Acobertados pela escumalha petralha, essa corja de safados recebeu o devido troco. As declarações dos moradores são perfeitas.​ ​
      Se o governo não atua, os moradores atuam. Que isso sirva de exemplo para ações futuras.

      O povo ordeiro e trabalhador já não aguenta mais essa farsa do MST, um bando de vagabundos, acobertados por um partido tão safado quanto
      eles e um governo comunista, entreguista, safado e que só pensa em se perpetuar no pode.
      Parabéns ao povo catarinense pela atitude que tomaram.

      ​ ​

      • Mais um fascista falando em tratar movimentos sociais “no pau”. Ass: Gílber.

      • Olavo Cavazzola disse:

        Sou TACHADO DE FASCISTA??? Quem é esse Gilber marxista? Mais um FDP comunista de merda. Esse professor comunista do caralho não quer ser “igual a todo mundo”, quase todos prezam sua individualidade. O igualitarismo produz mediocridade (pois reduz todos ao mínimo denominador comum) e pobreza material, emocional, intelectual e existencial. E nasce da ignorância e inveja daqueles que não aceitam alguém ter algo a mais que eles. Vai a merda seu fascista filho do puto Trótski com a rapariga de Marx.

      • A linguagem dos fascistas é assim: IRADA, na falta de argumentos. Ass: Gílber.

      • Padre Pereira disse:

        O santo rosário é a ‘arma’ que nos ajuda a vencer todas as batalhas

      • Capitão Pacheco disse:

        Envio o link https://www.youtube.com/watch?v=czblB2HkmQo
        Pena que no Brasil não tenha o reconhecimento.Só reconhece os corruptos comunistas.

        “Se for de outra forma, se tivermos que deixar nossos alvos ossos em vão, nestas areias desertas, então tomem cuidado com a cólera das legiões. (Centurião Marcus Flavinius)

  3. Julio Cesar Moura disse:

    Inveja, roubo e ignorância são os ingredientes necessários para o fracasso de uma nação. Este projeto representa a inveja, pois visa limitar os mais bem sucedidos. Representa o roubo, pois se apropria do que é alheio. Representa a ignorância, pois apenas destruirá a nação e explico por que: limitando as grandes fortunas, limitará-se o capital destinado a investimentos, contratações e pagamentos de salário, aumentando a inflação ao mesmo tempo em que reduz a empregabilidade e os salários. Mais uma vez, uma medida socialista feita por boçais que não sabem o básico de economia e que no final, apenas sepultarão o país, começando pelos trabalhadores!

    Fontes: http://www.senado.leg.br/noticias/DataSenado/enquete.asp?a=v&h=affbb6f193202b799ea353c855d3d3630575e61c226948af9ecbb2d3658e0e06, http://www.esquerda.net/artigo/referendo-suíços-recusam-limitar-salários-milionários/30357 Por que esta medida é nociva: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1654

  4. Julio Cesar Moura disse:

    Incompetência, incapacidade, inveja, mas podem chamar mesmo é de socialismo!!

  5. Julio Cesar Moura disse:

    Ola! Amigos. Tivemos problemas “técnicos” nos últimos dias, na nossas páginas. Provavelmente graças a invasão de ativistas virtuais socialistas. Felizmente conseguimos resolver os problemas. Nossa luta nunca terminará! Agradecemos a todos!

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