Quer criticar a direção do Sind-UTE? Então participe do sindicato!

Vejo algumas pessoas, em redes sociais, criticando as tomadas de posição do Sind-UTE/MG, porém, algumas dessas pessoas que querem ser o bam-bam-bam da crítica não participam do sindicato. Crítica externa ao sindicato é crítica inimiga da organização dos trabalhadores em educação, mesmo que a pessoa que critica não tenha noção do desserviço que está prestando para a categoria.

Todo sindicato, e o Sind-UTE/MG não é exceção, possui suas instâncias deliberativas. Ou seja, no caso do Sind-UTE/MG existem as Assembleias Estaduais e Congresso do Sindicato que decidem o que vai ser feito ou vai deixar de ser feito. E depois de decidir o que vai ser feito, quem de fato respeita as decisões da maioria, continua participando do sindicato e fazendo as atividades que a maioria decidiu, mesmo discordando de um ponto ou de outro. Hoje vivemos um individualismo insano. As pessoas simplesmente fazem o que querem, “em um cada por si”, facilitando para que os governos fiquem contra todos”. Não participam das Assembleias Estaduais ou Locais do Sindicato e acham que tem autoridade para criticar a entidade sindical, “jogando m… no ventilador”, como diz o jargão popular. Quem age, assim, mesmo que não tenha consciência disso, serve aos governos e patrões, porque não atuam coletivamente para fazer um sindicato forte, com menos erros e com deliberações coletivas mais acertadas.

Na última Assembleia Estadual do Sind-UTE/MG, votamos se o sindicato ia defender prorrogar o atual Concurso Público ou se ia defender novo Concurso Público. A maioria dos presentes na Assembleia Estadual votou para o sindicato defender a realização de novo Concurso Público. Quem acha que a deliberação foi errada, não adianta ficar fazendo crítica externa. Por que não estava na Assembleia Estadual do Sind-UTE/MG defendendo e votando na proposta que considera mais correta?

Outra coisa, dia 24 de abril, foi dia de paralisação estadual, votada em Assembleia Estadual anterior a essa data. Portanto, como era dia de paralisação, todos que criticam a direção do sindicato poderiam estar na Assembleia Estadual do Sind-UTE/MG, defendendo suas propostas. Por que as pessoas que criticam o sindicato não foram à Assembleia Estadual defender suas propostas? Aliás, quem critica o sindicato de forma leviana, com certeza, sequer PARALISOU nesse dia de luta, 24 de abril. Que moral essas pessoas tem agora para falar mal do sindicato, se não cumprem as decisões do coletivo? Será que algumas dessas pessoas que ficam nas redes sociais criticando o sindicato são pelo menos filiadas ao Sind-UTE/MG?

Em suma, quem de fato quer construir um sindicato forte precisa primeiramente dar seu exemplo e realizar as atividades propostas pelo sindicato, como, por exemplo, todas as datas de paralisação e todas as datas de greve. Mesmo que discordemos da paralisação ou discordemos da greve, só estando paralisado junto com o coletivo dos sindicalistas temos moral para criticar os possíveis erros que o coletivo sindical esteja cometendo.

Portanto, quem faz crítica individual e leviana ao Sind-UTE/MG, sem participar das Assembleias Estaduais e sem participar de todas as PARALISAÇÕES e GREVES propostas pelo sindicato, sinto muito, faz críticas externas que só prestam um desserviço à organização coletiva dos trabalhadores.

Em Minas Gerais, na prática, quem age assim ajuda o governo do PSDB destruir a educação em nosso estado, mesmo que não tenha consciência disso. Por quê? Porque só uma organização sindical forte e coletiva, com todos participando, opinando, e encaminhando as decisões coletivas, pode de fato conseguir arrancar conquistas para a categoria. Atitudes individuais, falando mal do sindicato sem participar dele, devem ter nosso total descrédito. Digo mais, é por isso que os governos nos pisam, tem muita gente por aí atrapalhando a organização coletiva dos trabalhadores.

Eu, por exemplo, discordo e critico o INDICATIVO DE GREVE proposto pela direção estadual do sindicato e votado pela maioria dos presentes na Assembleia Estadual do Sind-UTE/MG, porque acho que a categoria não está convencida a começar uma GREVE no dia 15 de maio. Mas se a maioria dos presentes em Assembleia Estadual decidir que devemos fazer a GREVE, mesmo contra minha vontade individual, vou fazer a GREVE do primeiro ao último dia, porque eu sigo as deliberações do Sind-UTE/MG, eu sigo as deliberações do coletivo. Portanto, porque participo do coletivo sindical, luto para que as melhores propostas sejam encaminhadas e não as piores propostas.  Logo, acato também as decisões tomadas pelas instâncias deliberativas, mesmo que discorde de algumas. Esse é o único jeito de construir um sindicato forte. Isso é SINDICATO. O SINDICATO é um organismo coletivo. E só é forte se aprendermos a participar de suas decisões coletivas, bem como aprendermos acatar suas atividades coletivamente deliberadas.

Fora isso é crítica leviana e egoísta de quem quer apenas fazer tempestade em copo d´água e ajudar os patrões continuarem pisando na classe trabalhadora. Filie-se ao Sind-UTE/MG. Participe das Assembleias Estaduais, PARALISAÇÕES e GREVES convocadas pelo sindicato. Faça sua parte e aí sua crítica terá todo o nosso respeito.

Por: Gílber Martins Duarte – Militante Socialista Livre do CSL/CAEP – Sind-UTE/Uberlândia/MG – Doutor em Análise do Discurso/UFU – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Membro MEOB – CSP-CONLUTAS.

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Esse Blog está a serviço da Luta pelo Socialismo. Defendemos a plena liberdade do ser humano, mas somos radicalmente contra a liberdade de explorar, como a burguesia faz, e contra a liberdade de oprimir como os machistas fazem, os racistas fazem, os homofóbicos fazem, os praticantes de bullying fazem, os preconceituosos fazem, os possessivos fazem e os autoritários de plantão fazem. Assim, defendemos que cada corpo-consciência deve ter liberdade de ser o que ESCOLHE SER, desde que esta liberdade não oprima e explore os outros! Defendemos a plena liberdade de postura crítica e a plena democracia operária, todos devem ter o direito de expressar o que pensam! Defendemos a Revolução Socialista e a necessidade de libertação da classe trabalhadora do jugo do capitalismo. No entanto,somos contra comandos de hierarquias políticas ou de figuras públicas mais poderosas no seio dos lutadores que travam a batalha pelo socialismo. Defendemos que cada militante deve ousar pensar por si mesmo, cada militante deve ter o direito de concordar, mas também de discordar daquilo que julga equivocado, por isso nos definimos como Socialistas Livres e esse Blog está a serviço dos que desejam militar de acordo com essa concepção. Convidamos a todos a conhecerem nosso jeito diferente de entender e de praticar a política socialista, com liberdade, democracia operária, direito de crítica e respeito ao diferente. Saudações Socialistas Livres.
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14 respostas para Quer criticar a direção do Sind-UTE? Então participe do sindicato!

  1. Beatriz disse:

    Vão trabalhar bando de vagabundos sanguessugas do estado. Sindicato só tem pelegos que sugam o estado e trabalhadores, cambada de parasitas. A causa e luta de vcs é para o próprio bolso. Socialismo livre com o dinheiro dos outros.

    • Exercitando a intelectualidade, Beatriz?

      • Beatriz disse:

        Enquanto isso, o Sindicato UTE/MG, , infestado de pelegos, faz a sua parte para tornar ainda mais fácil a vida do capital, costurando acordos onde os beneficiários são os patrões, e não os trabalhadores. Mas, como a classe trabalhadora do Brasil sabe bem, sindicatos tomados de assalto por pelegos e oportunistas não é uma exclusividade do hemisfério norte. Hoje em dia, a maioria das centrais de lá e de cá trabalham pela desvirtuação da natureza do sindicalismo, fazendo o jogo das classes dominantes e tentando minar os inte-resses da classe operária nas discussões do trabalhador. Por um lado, abandonaram a defesa intransigente do emprego e do salário; por outro, deixaram de ser norteados pela superação do regime de exploração das massas trabalhadoras.
        Os trabalhadores precisam rechaçar e desmentir líderes sindicais oportunistas que andam por aí dizendo que “vale tudo” para manter os empregos. O que estes pelegos querem é avalizar a semi-escravidão. Eles esbanjam hipocrisia, dando entrevistas em tom triunfal, e tendo a cara-de-pau de apresentar tratos inúteis — programas de demissão voluntária, folgas na semana de carnaval e antecipações de parcelas do décimo terceiro salário — como vitórias incontestáveis da classe trabalhadora, isto no momento em que as massas precisam lutar.
        É a este ponto que chegou a picaretagem do socialismo livre e sindicatos de quem diz defender o interesse do povo.

      • Beatriz disse:

        Enquanto (tudo) isso, o que tem feito o Gílber, o maior de todos os traidores do proletariado brasileiro? No momento, anda entretido com o incremento do entreguismo.
        Enquanto isto, o povo vai pagando o pato, com demissões, altos juros e endividamento estimulado pela própria gerência socialista. No final do ano passado, houve direito até a campanha oficial na televisão para dizer ao povo que se ele não comprasse fogões e geladeiras novas, o pai de família acabaria no olho da rua. O objetivo declarado do governo era manter de pé a indústria. O patronato industrial e os varejistas faturaram mais do que se previa, mas o número de CPFs inscritos nos serviços de proteção ao crédito está prestes a explodir. Quanto à preservação dos empregos, nem se fala…
        É contra todas estas adversidades, e em meio a condições tão precárias de mobilização e de luta, que os trabalhadores vêm resistindo com bravura, com um olho em suas necessidades imediatas, e com o outro na superação definitiva de toda esta injustiça.
        Fora Socialistas Livres pelegos.

  2. Getúlio disse:

    Gilber;

    Eu sou professor sindicalizado há 8 anos. Sempre que precisei do sindicato ele me atendeu. Só que eu acho que você está tendo uma postura autoritária. Numa democracia, mesmo que se defenda uma coisa inútil, é direito de todos expressar sua opinião. Se tem gente que critica o sindicato, é porque tem suas razões. Por exemplo, eu não sabia que o sindicato tinha votado que ia pedir um novo concurso público ao invés de lutar pela posse dos concursados. Para mim essa decisão é ruim, pois estou na lista do concurso. O certo seria exigir a posse de quem está classificado neste concurso. Outra coisa, você defende uma bandeira que caiu em 1998 com o fim da União Soviética. O socialismo real não existe mais há 16 anos. Temos inúmeros problemas em nossa categoria, como por exemplo não conseguir organizar uma greve que pare o Estado.

    • Getúlio, criticar é válido. Mas quem não participa do sindicato faz crítica externa e deixa os outros decidirem por eles. Por isso é importante participar do sindicato de cada categoria. Na vida trabalhista, as entidades organizadas e as coletivas são as que tem poder de decisão e de influência. Individualmente é muito difícil influenciar as decisões políticas dos patrões para o lado dos trabalhadores. Quanto ao novo concurso, o sindicato o defenderá depois de nomear todas as vagas do atual edital do concurso ainda vigente.

      • Beatriz disse:

        Somando a obrigatoriedade da contribuição sindical e fim do financiamento privado, inacreditável que algum ser pensante não veja o resultado eleitoral disso.
        Nem nos tempos de Getúlio Vargas, com os primeiros pelegos, o sindicalismo teve tanto poder aqui como nestes anos do lulopetismo. O butim do imposto sindical é disputado com avidez por sindicatos novos e velhos. E o melhor é que não há necessidade de comprovação de utilização dos recursos obtidos.
        Os sindicalistas, hoje em dia, fazem a barba bonitinho e tomam banho. São ricos proprietários de imóveis, tem secretária, gabinete, ar condicionado, motorista, verbas para manipular à vontade, passam perfumes caros, vestem roupas de marca e andam em automóveis de luxo… tudo pago, naturalmente, com a “contribuição” sindical.
        Quanto à categoria de trabalhadores que deveriam representar… ” que se exploda!”

    • Professor João disse:

      Getúlio,
      Também sou professor sindicalizado. Quando precisei do sindicato fui razoavelmente atendido. Sempre me questiono a respeito do sindicato. Ele serve para que e para quem?????
      Quanto ao autoritarismo do Gílber e seus comparsas também concordo. Acrescento, ele ainda ajuda na estatização total do ensino, defendendo o socialismo que é uma agência política destinada a reproduzir (e aumentar) a estatização da sociedade. E o pior de tudo: é impossível eu não trabalhar para o Estado. Só se eu desistir da profissão! Minha frustração é enorme e já pensei diversas vezes em sair dessa vida de “agente estatizador”. Cansei desses militontos vermelhos da cuba e globo que os pariu.
      Por muito tempo queria fazer História ou Filosofia, mas não queria ter de enfrentar a lavagem cerebral e o patrulhamento ideológico que existem nesses cursos, onde pensar diferente da regra geral é quase um crime. Optei por Matemática porque, além de ser algo interesse e que vai me ajudar a estudar mais sobre economia (inclusive acabei de comprar um livro escrito por Ludwig ), acredito que não haverá ideologia canhestra para ser assimilada (espero que eu esteja certo).
      Amplexos para todos.

  3. Negrinha disse:

    De fato Beatriz, deveriam começar essa reforma colocando um fim na famigerada unicidade sindical, herdada da ditadura da era Vargas.
    Sindicatos, dutos diretos dos cofres do governo para espertos que pagam pedágio aos partidos politicamente a eles ligados, com o cumplicidade do poder, sem que nenhum órgão de controle tenha acesso a suas contas, em suma casas de roubo oficial. A gestão dos interesses dos trabalhadores junto ao patronato, que seria o objetivo de tais instituições, é na verdade o que menos a eles interessa e viva Brasil.

  4. Castrinho disse:

    Para os pilantras socialistas livres, negócio da China é abrir ONG, Igreja e fundar um sindicato qualquer. Aqui em minha cidade perdi as contas de quantas denominações religiosas abriram.
    Tá tudo partidarizado inclusive.

  5. Michele disse:

    Não compreendo porque o Ministro Dalazen não deu entrada em um processo no STF pedindo anulação dessa coisa medonha que é a lei dos sindicatos.
    Se assim o fizer será canonizado santo do trabalhador.
    Aprovada no apressamento de lula, o ptralha mor, e comemorada com chanpange francês no cafezinho da Câmara essa lei é um escárnio à liberdade dos trabalhadores, que são obrigados a se sindicalizar em instituições que sequer conhecem e que não fazem nada por eles.
    Além disso, as centrais sindicais são abusivas e só servem para aumentar o poder dessa camarilha.

  6. Virginia disse:

    TODO e QUALQUER líder sindical, presidente de bairro, etc e etc só enxerga uma coisa na frente … um cargo político. O nosso lulla é só um exemplo. E por que muitos sindicatos são filiados a CUT, se ela é ligada ao PT? Onde está a ISENÇÃO política que um representante de uma categoria profissional deve ter??? É só tramóia!!! O Gílber é só mais um picareta.

    • Beatriz disse:

      Atualmente os sindicatos são úteis à implantação do socialismo macunaíma bolivariano, no sentido de gramcianamente alquebrar o empresariado. Se vingar o que a comunalha dirigente apreciadora da boa vida com o dinheiro dos outros, os sindicatos serão extintos, ou, se poucos, serão os alicates do socialismo livre.
      Sindicatos, ONGs, socialismo livre e PTralhas são merdas da mesma fossa !!!!
      Simples assim.

  7. Professora Bernadina disse:

    Sempre apoiei sobre conceitos como autorregulação e liberdade para trabalhar o ensino. Os livros de A. S. Neill, sendo que o principal é “Liberdade sem Medo”, mas tem outros.Um livro deveras inteligente e sensacional para pensarmos a educação (pena que nossas pedabobas prefiram aprender a fazer teatrinho de bonecos à ler um livro de 500 páginas…)
    Quem pune o sindicato somos nós! O sindicato só faz o que faz porque deixamos tudo nas mãos de aproveitadores burocratas. Alguém já viu um sindicalistas falar na qualidade do ensino e propor mudanças sérias??? O dia que acordarmos acabou para eles.
    Fora sindicalistas e socialistas, estamos de saco cheio de vocês.

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