Da importância da autocrítica revolucionária!

Temos um grande momento em curso no país e é nele que temos baseado nossas avaliações, textos e debates. Não temos aceitado nenhum tipo de equívoco, quando o povo se põe em marcha a favor ou contra qualquer tipo de governo ou de ideologia. Nossa luta é contra o capitalismo, pelo socialismo. Mas qual socialismo? Em nossa avaliação, nenhum processo pós-revolucionário realizou as bases para o socialismo. Como digo: ESTATIZAR não é garantia de que a economia estará à disposição e sob o controle do povo. Manter a organização popular não significa que o povo esteja determinando o rumo da sua vida. Manter o povo sob a propaganda ideológica do partido, certamente não faz diferença ao que existe hoje na mídia capitalista (apenas faria a diferença às avessas). Fazer essa autocrítica no movimento socialista é fundamental. Nossa defesa do Socialismo de Livre Debate está também a serviço dessa autocrítica. Erros históricos cometidos em nome do socialismo não podem passar incólumes, sem uma severa crítica.

Temos também de ter claro o que significou e significa a III Internacional para o Movimento Socialista revolucionário, mesmo porque não adianta falarmos em destruir o capitalismo sem tocar na questão do internacionalismo e o motivo de sua importância. Entender quais os movimentos que levaram o proletariado ao total descrédito no socialismo mundial é a chave para esse debate, para o entendimento da derrota dos processos revolucionários no mundo e a derrota do socialismo no planeta (debates que estamos, a todo momento, realizando em nosso blog, páginas e grupos.

Não podemos ter ilusões de que não há como misturar água e óleo. Podemos apontar que alguns processos revolucionários no mundo foram legítimos e vitoriosos, mas não podemos por isso dizer que o socialismo também teve o mesmo destino: isso seria um equívoco. Por isso fazer autocrítica dos erros que os revolucionários cometeram é fundamental. Acompanhem as lutas e debates dos militantes socialistas livres do CSL-CAEP.

Por: Mauro Nunes – Militante do CSL-CAEP – Rio de Janeiro

Acessem nosso Blog: www.socialistalivre.wordpress.com

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Sobre socialistalivre

Esse Blog está a serviço da Luta pelo Socialismo. Defendemos a plena liberdade do ser humano, mas somos radicalmente contra a liberdade de explorar, como a burguesia faz, e contra a liberdade de oprimir como os machistas fazem, os racistas fazem, os homofóbicos fazem, os praticantes de bullying fazem, os preconceituosos fazem, os possessivos fazem e os autoritários de plantão fazem. Assim, defendemos que cada corpo-consciência deve ter liberdade de ser o que ESCOLHE SER, desde que esta liberdade não oprima e explore os outros! Defendemos a plena liberdade de postura crítica e a plena democracia operária, todos devem ter o direito de expressar o que pensam! Defendemos a Revolução Socialista e a necessidade de libertação da classe trabalhadora do jugo do capitalismo. No entanto,somos contra comandos de hierarquias políticas ou de figuras públicas mais poderosas no seio dos lutadores que travam a batalha pelo socialismo. Defendemos que cada militante deve ousar pensar por si mesmo, cada militante deve ter o direito de concordar, mas também de discordar daquilo que julga equivocado, por isso nos definimos como Socialistas Livres e esse Blog está a serviço dos que desejam militar de acordo com essa concepção. Convidamos a todos a conhecerem nosso jeito diferente de entender e de praticar a política socialista, com liberdade, democracia operária, direito de crítica e respeito ao diferente. Saudações Socialistas Livres.
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2 respostas para Da importância da autocrítica revolucionária!

  1. Jurema de Lourdes Giordani disse:

    “As classes e as raças, fracas demais para conduzir as novas condições da vida, devem deixar de existir. Elas devem perecer no holocausto revolucionário” (Karl Marx / Gazeta Renana – 1849)

    Detalhe, A Gazeta de Renana era um jornal particular dele.

    Engels ainda completou ao afirmar que alguns povos eram “lixo racial”, os extermínio dessas etnias era necessário já que se tratava de culturas que estavam dois estágios atrás na luta histórica, o que tornava impossível trazê-los ao nível de revolucionários; bascos, bretões, escoceses e sérvios. Além disso, tanto Marx quanto Engels, odiavam eslavos, viam como povos imundos e, talvez pela herança germânica, nutriam uma tenra oposição a Polônia.

    • Carlos Pereira Souto disse:

      Isso é, de fato, uma coisa que pouca gente sabe: Marx foi o primeiro a defender o genocídio como ferramenta revolucionária.

      Antes da invasão da URSS pela Alemanha Nazista, os dois regimes eram tão próximos, que inclusive, a NKVD chegou a treinar a Gestapo e foi quem forneceu à SS o know-how necessário para a criação dos campos de concentração nazistas.

      Goebbels disse uma vez que a diferença entre o nazismo e o socialismo era muito pequena e os jornais soviéticos faziam propaganda nazista.

      Para quem quiser se aprofundar, indico o excelente documentário The Soviet History de Edvins Snore. O filme mostra em detalhes a relação íntima que nazistas e soviéticos mantinham até 1941.

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