Sind-UTE/MG e Lei 100: a dura arte de GOVERNAR!

O Governo PSDBista já mandou recado na nova folha de pagamento que os trabalhadores da Lei 100 são agora todos DESIGNADOS, em outras palavras, confirma-se a demissão do regime trabalhista dos que até ontem eram considerados “efetivados”. O que fica claro, com esse gesto político-simbólico, é que o Governo do PSDB não pretende fazer nada de concreto para minimizar o sofrimento dos trabalhadores que foram enganados e levados a acreditar que tinham alguma estabilidade funcional com a Lei 100. Enganam-se, portanto, os trabalhadores da extinta Lei 100 que confiam que o governo irá protegê-los do desemprego. O governo NUNCA se preocupou com os trabalhadores, apenas criou a Lei 100 para livrar-se da multa bilionária que devia ao Estado Federal. Esse objetivo, com a ajudinha do STF, o governo tucano já atingiu. Agora, que “se lasquem os trabalhadores”, como sempre acontece em um mundo capitalista.

E o Sind-UTE, com PARALISAÇÃO e ASSEMBLEIA ESTADUAL, no dia 24 de abril, o que vai defender para ajudar os trabalhadores agora designados da extinta Lei 100? Claro que o Sind-UTE poderia lavar as mãos, como Pilatos, e dizer: “não temos nada a ver com isso, não fomos nós que criamos a Lei 100”. Eu disse “poderia”, mas não devemos fazer isso. Por quê? Porque seria deixar os trabalhadores da Lei 100 totalmente à mercê das sacanagens políticas do PSDB. O que FAZER? O que DEFENDER? Essa é a responsabilidade de todos que dirigem o Sind-UTE/MG, ou seja, a dura arte de GOVERNAR, sem álibi, sem desculpas, em benefício dos trabalhadores ou contra os trabalhadores.

O que fazer então? Primeiramente, temos de PARAR todos no dia 24 de abril e ir à ASSEMBLEIA ESTADUAL do Sind-UTE/MG, em Belo Horizonte, votar nas propostas que nosso sindicato deve encaminhar ou deixar de encaminhar. Os trabalhadores da extinta Lei 100, principalmente, precisam estar em massa nessa Assembleia Estadual, votando em favor dos seus interesses. O Sind-UTE/MG, com certeza, vai ouvir as propostas dos trabalhadores e as propostas mais votadas é que devem ser encaminhadas pelo sindicato. Essa é a democracia operária de um sindicato e essa arte de governar coletivamente é responsabilidade de todos que querem participar das decisões políticas que interferem na vida da classe trabalhadora. Não participar da Assembleia Estadual do Sind-UTE/MG no dia 24 de abril, não participar da votação das propostas, é se isentar e deixar ao acaso o destino da sua vida trabalhista.

Quais as polêmicas sobre as quais o Sind-UTE/MG vai ter de tomar posição? Quais as propostas vou defender? POLÊMICA 1: “seguir a lista do último concurso público e nomear todos, mesmo nos cargos de quem era da Lei 100”, ou “seguir a lista do concurso público e nomear apenas as vagas previstas no edital, sem tirar o emprego de quem era da Lei 100”? PROBLEMAS: o governo não fez um levantamento do real número de cargos vagos no Estado, contando, inclusive, com as atuais aposentadorias, logo, sem conhecermos o número real de vagas, se defendermos na Assembleia Estadual do Sind-UTE/MG, seguir a lista do concurso até o final, podemos estar, na prática, defendendo que o governo deve demitir muitos designados da extinta Lei 100, pois esses designados da extinta Lei 100 não terão vagas para trabalhar depois. E isso seria justo, partindo do fato de que, inclusive, muitos não prestaram o último concurso público ou prestaram sem estudar direito, já que o governo lhes disse que estavam garantidos em seus cargos? Penso que não. Logo, na Assembleia Estadual, não votarei em proposta que diz: “seguir a lista do último concurso público mesmo nos cargos da extinta lei 100”. Isso seria defender que os trabalhadores da Lei 100 “se lasquem”, já que o Governo os enganou. NOSSA PROPOSTA: o sindicato deve defender que o governo faça imediatamente um NOVO CONCURSO PÚBLICO para todos os cargos de professores, secretarias, conservatórios, para que as pessoas, em pé de igualdade, tenham a chance de estudar, prestar o novo concurso público e ser efetivo de verdade.

POLÊMICA 2: “fazer concurso público para os trabalhadores Auxiliares de Serviços Gerais” ou “não fazer concurso público para os Auxiliares de Serviços Gerais”? PROBLEMAS: os trabalhadores Auxiliares de Serviços Gerais, da extinta Lei 100, já estão idosos, próximos a se aposentar, não possuem curso universitário, não possuem sequer ensino médio, logo, defender concurso público para as suas vagas seria, na prática, defender que sejam todos demitidos. Acho um erro grave defender isso. NOSSA PROPOSTA: o sindicato deve defender que precisa ter concurso público para os Auxiliares de Serviços Gerais, mas apenas para os cargos que não estão ocupados pelos trabalhadores da extinta Lei 100.

PROPOSTA 3: penso que essa proposta 3 não seja polêmica, mas extremamente necessária, ou seja, “o Sind-UTE/MG deve defender e lutar para que todos os trabalhadores afastados por problemas de saúde, com impossibilidade de voltar ao trabalho ou com impossibilidade de passar na perícia médica de um novo concurso público, sejam aposentados imediatamente, não importa a idade”.

Sendo eu, Gílber Martins Duarte, alguém que toma posição e faz propostas nas instâncias do Sind-UTE/MG, já foi-me dito que, ao defender os trabalhadores da Lei 100, “vendo ilusões para os trabalhadores da Lei 100”. Ora, não estamos “vendendo ilusões”, estamos lutando e defendendo propostas claras para não prejudicar ainda mais os companheiros e companheiras designados provenientes da extinta Lei 100, trabalhadores que há longos anos têm dedicado suas vidas à escola pública de Minas Gerais. Se todos da Lei 100 lutarem, podemos conseguir encaminhar essas propostas. Portanto, todos à PARALISAÇÃO e à ASSEMBLEIA ESTADUAL em Belo Horizonte, no dia 24 de abril. Venha votar nas PROPOSTAS que você considera mais corretas, mesmo que sejam propostas diferentes das que aqui defendi. É o futuro da sua vida funcional que vai ser discutido! Nenhum trabalhador demitido por conta das mentiras do PSDB!

Por: Gílber Martins Duarte – Militante Socialista Livre do CSL/CAEP – Sind-UTE/Uberlândia/MG – Doutor em Análise do Discurso/UFU – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Membro MEOB – CSP-CONLUTAS.

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16 respostas para Sind-UTE/MG e Lei 100: a dura arte de GOVERNAR!

  1. mARILIA disse:

    CONFIO NO SINDUTE MG E CONFIO QUE VOCÊS FARÃO O QUE FOR MELHOR PARA A CATEGORIA DOS ANTIGOS LEI 100, ESTOU TÃO SEM CHÃO QUE NÃO CONSIGO RACIOCINAR QUANTO MAIS PRESTAR CONCURSO E ENCARAR PERÍCIA MÉDICA, JOGO A TOALHA, PARA MIM CHEGA.

    • Não podemos desanimar, companheira Marília. Sabemos que a situação é difícil, mas se desanimarmos o governo PSDBista vai fazer o que bem entende, prejudicando ainda mais quem é da Lei 100.

      • Nikolaievitch Smirnov Sokolov Morozov Popov disse:

        Socialismo Livre, vertente do marxismo, um sistema de extermínio de seres humanos.

      • Rodolfo Aurich Balzer disse:

        Marxismo é uma irresponsabilidade,desumanidade, desonestidade,falta de ética e caráter reunidos em um só. Infelizmente essa é uma praga que pode matar.

    • Rodolfo Aurich Balzer disse:

      mARILIA, confiar num socialista e marxista???? Confiar em alguém que defende socialismo e marxismo além de escassez comum a este sistema, o socialismo submete as pessoas às condições mais humilhantes ??? Acorda dessa sua letargia.

    • Nikolaievitch Smirnov Sokolov Morozov Popov disse:

      Essa gente marxista megalomaníaca pensa como o próprio diabo, engana, mente,navega de acordo com a maré, triste é o povão não enxergar isso.Não existe no vocabulário deles a palavra coerência.

  2. Beatriz disse:

    Rolex, o favorito dessa raça de comunistas igual ao Gílber. Comunismo encima da desgraça alheia é bom,pra quem está encima esmagando o povo embaixo.
    Porque em seus artigos esse doente mental não escreve sobre a Petrobrás que é a empresa mais endividada do mundo e corre risco de falência.
    #EuQueroCPIdaPTbras

  3. Poliane disse:

    Fazer um concurso para Auxiliares de Serviços Gerais, mas não incluir as vagas dos funcionários da extinta Lei 100. Fazer um novo concurso para dar oportunidade aos que não estudaram o suficiente. Suas propostas são incoerentes e demagogas. Procure uma solução possível e dentro da lei. Só poderemos ser fortes e unidos se estivermos bem alicerçados. É preciso defender os que foram prejudicados, sem contudo, ilegitimar os que, por mérito próprio, conseguiram ser aprovados em concurso.

    • Poliane, como eu disse é polêmico, mas não mude o que eu disse. O que eu disse: POLÊMICA 1: “seguir a lista do último concurso público e nomear todos, mesmo nos cargos de quem era da Lei 100”, ou “seguir a lista do concurso público e nomear apenas as vagas previstas no edital, sem tirar o emprego de quem era da Lei 100”? PROBLEMAS: o governo não fez um levantamento do real número de cargos vagos no Estado, contando, inclusive, com as atuais aposentadorias, logo, sem conhecermos o número real de vagas, se defendermos na Assembleia Estadual do Sind-UTE/MG, seguir a lista do concurso até o final, podemos estar, na prática, defendendo que o governo deve demitir muitos designados da extinta Lei 100, pois esses designados da extinta Lei 100 não terão vagas para trabalhar depois. E isso seria justo, partindo do fato de que, inclusive, muitos não prestaram o último concurso público ou prestaram sem estudar direito, já que o governo lhes disse que estavam garantidos em seus cargos? Penso que não. Logo, na Assembleia Estadual, não votarei em proposta que diz: “seguir a lista do último concurso público mesmo nos cargos da extinta lei 100”. Isso seria defender que os trabalhadores da Lei 100 “se lasquem”, já que o Governo os enganou. NOSSA PROPOSTA: o sindicato deve defender que o governo faça imediatamente um NOVO CONCURSO PÚBLICO para todos os cargos de professores, secretarias, conservatórios, para que as pessoas, em pé de igualdade, tenham a chance de estudar, prestar o novo concurso público e ser efetivo de verdade. Ass: Gílber.

      • Beatriz disse:

        Uso a expressão “máfias sindicais” há muito tempo, para designar esses sindicatos poderosos, liderados por pelegos, que praticam simbiose com o estado e acabam prejudicando os próprios trabalhadores que dizem ajudar.
        O termo não é exagerado. Agem como verdadeiras máfias muitas vezes. É caso de polícia tanto quanto de política.

      • Rubia disse:

        Estamos todos fartos dessa estrutura sindical ultrapassada, onde o sindicalizado é vitimado e a empresa é colocada, por eles, sindicatos, numa posição de vitimizadora….. Sindicalizados de grandes sindicatos são aliciados a participarem de grandes greves, iludidos de que é a única maneira de resolver algum problema, que sequer existe concretamente, e depois essa grande massa manipulada vira objeto de negociação de sindicalistas mal intencionados, que na maioria são letrados, poliglotas e usam linguagem vulgar para se comunicarem com os trabalhadores…..ACORDA COMPANHÊRO…..

      • Beatriz disse:

        O sindicalismo no Brasil é o nascedouro de vagabundos socialistas livres corruptos, nesse ambiente foi parido o maior pilantra que essa terra produziu.

      • Olmira Piana S disse:

        Têm muitos sindicatos que enriquecem seus DONOS. Sindicatos que fazem Alcapone se sentir bebê recém nascido. Abram o olho com esse filhote de rapariga marxista.

  4. Antonio João disse:

    E a lei, quando será respeitada? Proponho que o governador, o senador e os deputados que “votaram essa “lei””, sejam responsabilizados civil e criminalmente, pagando os salários dos colegas da lei 100, que, apesar de adultos, conscientes e professores, acreditaram e se beneficiaram dessa lei. Agora, não podemos reparar um erro cometendo outro, ou seja, não podemos beneficiar os incautos da lei 100 e desconhecer o direito de quem fez o concurso e foi aprovado!

  5. Eliane Malta disse:

    Estaremos lá Gilber. Espero que algo seja feito em favor dos efetivados, fomos iludido, caímos na armadilha da lei 100, uma carta enviada pelas secretarias de Estado, nos induziu a acreditar que nossos cargos estariam garantidos pela lei. Hoje só a incerteza do nosso futuro…

  6. Marly de Fátima Souza disse:

    Muito triste o que aconteceu conosco, fomos usados para pagar uma dívida de bilhões, anularam a lei, voltamos a ser designados e os da Assembleia Legislativa e os do Poder Judiciário não foram cassados pela lei 100, a lei continua vigorar para eles.Que constituição é esta que privilegia uma minoria e a maioria que se lasque!!!Me desculpem o termo, mas, é assim que vejo….Onde estão os direitos humanos garantidos na própria Constituição Federal no artigo 6????Esses direitos humanos valem apenas para uma minoria????E nós que contribuímos, trabalhamos, eu, por exemplo tenho 20 anos de efetivo exercício, 58 anos, passei no penúltimo concurso e não fui nomeada.Neste último, como recebemos uma carta falando que estávamos “garantidos” pela lei 100 e que nossa vaga não ia para concurso, não me preparei….Estamos vivendo momentos horríveis, de incerteza, insegurança e tristeza pelo descaso, desrespeito que foram praticados para com nossa classe que é tão sofrida!!!!!Pela lógica, pode parecer absurdo, mas, se formos analisar, não é, deveria ser levado em consideração o penúltimo concurso, fazer valer,pois, não recebemos ajuda nenhuma do STF, como receberam os do Poder Legislativo e do Judiciário…E quando a lei 100 foi lançada este concurso ainda estava em vigor….Parabenizo Gílber Martins Duarte que está sempre em defesa em prol da justiça, pois, sabe valorizar e respeitar esta classe sofrida. Infelizmente, não poderei estar presente neste dia 24/04/2014…Gostaria de fazer um pedido, se tivermos que prestar concurso que seja valorizado nosso tempo de dedicação e trabalho no estado de MG….Agora é hora destes governantes repararem o mal que nos fizeram, não podemos e nem devemos perder os nossos cargos, que embora estes ganhos sejam poucos para muitos, para a maioria representa o ganha pão do dia a dia…..Não fomos nós que elaboramos e nem implantamos a lei 100 e nem pedidmos para estar nesta situação.

    Grata

    Profª Marly

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