O socialismo de livre debate implica a liberdade de crítica?

SIM. Não temos jeito de garantir a construção do Socialismo de LIVRE DEBATE, em qualquer que seja o espaço coletivo em que estejamos, se cercearmos a liberdade de crítica. Vivemos em uma cultura em que a crítica dói muito naquele que é criticado. Geralmente, quando o ser social recebe uma crítica, este fica muito abalado, como se os outros não tivessem direito de pensar AQUILO que pensaram. Mas em um mundo livre e democrático, jamais vamos impedir que os outros teçam imagens ao nosso respeito, sejam imagens positivas, sejam imagens negativas. Os outros nos olham e nos julgam, seja de forma positiva, seja de forma negativa, não podemos escapar dessa condição ideológica, principalmente em um mundo cuja fraternidade, generosidade e solidariedade socialista inexistem. É nesse mundo que vivemos, é nesse mundo que lutamos, é nele que propomos transformações em direção ao Socialismo Livre.

As pessoas, ao se mostrarem publicamente, querem ser amadas e elogiadas e se alguém contraria suas concepções publicamente mostradas, isso causa um grande incômodo. Se o amor e o reconhecimento dos outros não vêm, ao invés disso vem uma crítica, isso atinge o emocional do ser social criticado, já que tudo que o ser social queria era aprovação social dos outros. No fundo, nesse caso, a imagem do ser social que se abala perante as críticas depende em demasia da opinião dos outros para se sentir estruturado. Assim, se outros criticam o ser social que não consegue conviver bem com a liberdade de crítica, o ser social criticado passa a querer defender sua imagem a qualquer custo: isso, geralmente, gera dois comportamentos típicos no ser social criticado: ou frustração e desânimo ou revolta e agressividade.

Esse processo psicológico-ideológico do ser social que se lança publicamente ao mundo precisa ser entendido, se quisermos conviver bem com o LIVRE DEBATE socialista. Ao assumir participar de um espaço de livre debate, criticar e ser criticado não pode ser motivo nem de frustração e desânimo, nem de agressividade e revolta. Não existe livre debate sem liberdade de crítica. Por que digo isso? Porque não tem jeito de proibir os seres sociais de pensarem o que pensam uns dos outros. A gente pode pedir respeito, generosidade, fraternidade, mas não podemos fazer mais do que pedidos, pois não podemos proibir os seres sociais de pensarem o que pensam uns dos outros e, por conseguinte, dizerem o que pensam.

Não conviver com a liberdade de crítica é um tremendo engano de nossa cultura. E assim, por medo ou por receio de criticar, às vezes, nos calamos perante ideias e práticas com as quais não concordamos. Às vezes, muitos se calam por medo de desagradar ou por medo de serem mal vistos por pensarem o que pensam. Às vezes, muitos se calam por medo de discutir os problemas e ofender alguém. E assim, se o ser social se cala por medo de causar constrangimentos emocionais, o debate sobre questões importantes fica mal entendido e prejudicado e isso gera comportamentos piores, ou seja, tudo que é mal entendido e mal debatido gera IGNORÂNCIA e seguidismo das ideias que conseguiram fazer mais propaganda. Ora, o fundamental do ser social crítico, é que, de antemão, ninguém precisa concordar com NADA. Ser crítico não é dizer AMÉM. Ser crítico é ousar avaliar as questões por si mesmo. Nós, do CSL-CAEP, juntamos nossos coletivos, o CSL e o CAEP, porque temos um PRINCÍPIO que nos une: O LIVRE DEBATE. O que estamos discutindo aqui nesse texto então: que não existe livre debate sem LIBERDADE DE CRÍTICA. Não podemos dizer assim: nosso debate é livre, mas você, companheiro ou companheira, não pode PENSAR e DIZER certas coisas. Se houver proibição, aí não é LIVRE DEBATE. No livre debate se discute tudo, os louros e as flores, mas também as feridas e as dores.

Em outras palavras, só garantiremos o livre debate se o ser social puder pensar e dizer o que pensa. Claro que, às vezes, muitos dirão bobagens, tolices, equívocos, erros; claro que, às vezes, muitos dirão até ofensas, fruto da cultura atrasada que não saber conviver com o LIVRE DEBATE e sempre devemos puxar as orelhas dos que ofendem por incapacidade de argumentar; mas também, no LIVRE DEBATE, muitos dirão verdades, franquezas, reflexões importantes. E assim, com o livre debate, aprenderemos juntos, acertando e errando juntos. Mas vejam bem, LIVRE DEBATE e LIBERDADE de CRÍTICA caminham lado a lado, de mãos dadas. Não existe um sem o outro.

Como militante socialista livre do CSL-CAEP, reivindico o livre debate e a liberdade de crítica como o método necessário para construir o socialismo livre, sem resquícios da moral capitalista de explorar e oprimir, calcada nos chefes políticos iluminados e na ignorância das multidões, sem resquícios da moral stalinista que prega o monolitismo das massas, sem censura política de quem quer que seja, com plena liberdade de expressão, com plena liberdade de pensar.

Conclusão: o socialismo de livre debate implica necessariamente a liberdade de crítica! Pensem nisso!

Por: Gílber Martins Duarte – Militante Socialista Livre do CSL/CAEP – Sind-UTE/Uberlândia/MG – Doutor em Análise do Discurso/UFU – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Membro MEOB – CSP-CONLUTAS.

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Sobre socialistalivre

Esse Blog está a serviço da Luta pelo Socialismo. Defendemos a plena liberdade do ser humano, mas somos radicalmente contra a liberdade de explorar, como a burguesia faz, e contra a liberdade de oprimir como os machistas fazem, os racistas fazem, os homofóbicos fazem, os praticantes de bullying fazem, os preconceituosos fazem, os possessivos fazem e os autoritários de plantão fazem. Assim, defendemos que cada corpo-consciência deve ter liberdade de ser o que ESCOLHE SER, desde que esta liberdade não oprima e explore os outros! Defendemos a plena liberdade de postura crítica e a plena democracia operária, todos devem ter o direito de expressar o que pensam! Defendemos a Revolução Socialista e a necessidade de libertação da classe trabalhadora do jugo do capitalismo. No entanto,somos contra comandos de hierarquias políticas ou de figuras públicas mais poderosas no seio dos lutadores que travam a batalha pelo socialismo. Defendemos que cada militante deve ousar pensar por si mesmo, cada militante deve ter o direito de concordar, mas também de discordar daquilo que julga equivocado, por isso nos definimos como Socialistas Livres e esse Blog está a serviço dos que desejam militar de acordo com essa concepção. Convidamos a todos a conhecerem nosso jeito diferente de entender e de praticar a política socialista, com liberdade, democracia operária, direito de crítica e respeito ao diferente. Saudações Socialistas Livres.
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11 respostas para O socialismo de livre debate implica a liberdade de crítica?

  1. Adelita Aguilar disse:

    SOCIALISMO: verbas para as “bolsas tudo”

    Confiram em todos os jornais de ONTEM, 25/03, exceto no jornal da CUT e no jornal do PT. A Empresa Belga, ex-sócia da Petrobras na refinaria de Passadena, financiou a campanha em 2010 de Dilmalandra e demais petralhas.
    Aí vem mais coisas. Vai sair o rombo do BB e dos fundos de aposentadoria Previ, Vale, Funcef etc. Eles já tentaram dar um golpe no FGTS, depositado na CEF. Eles vão quebrar o Brasil e só sentirão o golpe na hora em que faltar verbas para as “bolsas tudo”. É Isso que esse “tonto” chama de liberdade!

    • Loremarie disse:

      A cada dia que passa o brasileiro se enforca mais, eu nunca vi um povo tão omisso, tão covarde, tão fútil e tão otário como nós.
      Elegemos ladrões e quando esse é descoberto, o reelegemos esse de novo, destituímos um corrupto e o colocamos no governo de novo.
      Elegemos quem quer nos tirar o bem mais precioso para um povo, a liberdade, e ainda é possível que os mantenhamos no poder pelo nosso voto para que nos tire todo o resto.
      Assim como a Alemanha que sofreu muito por eleger um louco que destruiu o país e grande parte do mundo, assim como Cuba que apoiou um comunista mentiroso e há 50 anos morrem de fome, vivem na mais profunda miséria e sequer sabem quando sairão dessa situação, a própria Venezuela que está há mais de 50 dias nas ruas lutando para tirar a sobra de um ditador bandido e populista eleito pelo próprio povo, nós também vamos ter que sentir na pele o que há de mais triste para aprendermos, infelizmente.
      O primeiro passo para nossa estagnação e destruição foi dado ontem, mas agora, depois desse, muitos outros virão. Parabéns!

  2. Por falar em debate, permaneço ao aguardo de uma tréplica dos meus comentários da mais-valia, do senhor Gílber, que seja igualmente e intelectualmente honesta e racional à minha.

  3. Bom dia professor Gílber!

    Amigo, as refutações que fizeram-me sair da corrente marxista, foi que nossa sorte é que tal imperativo psicológico não é de fato um imperativo mas sim uma tendência popular.
    Somos a prova de que é possível escapar do discurso vigente de uma sociedade e criar ou seguir novas idéias que mais condizem com nossos pontos de vista acerca do mundo e da melhor forma de administrá-lo.
    Eu considero o marxismo um atraso. Ele não apenas justifica o estatismo atual como prega idéias que apenas servem de submissão aos ideais particulares do indivíduo.
    Gílber, talvez eu esteja enganado acerca do que direi, mas vai mesmo assim: pela minha experiência, é necessária uma descomunal [descomunal mesmo: não tem outro adjetivo] maturidade emocional para superar este, “imperativo” ou talvez “tendência popular”. É + do que autenticidade, franqueza e honestidade intelectual, pois a razão é só parte da questão: o restante é afetivo mesmo.
    Marxismo é um atraso. Mas pega porque é demagógico: apela para as emoções, para os colhões, para os intestinos das pessoas. Não basta “saber” ou “compreender”: é preciso conseguir “se sentir” de outro modo. O apelo psicológico está no desconforto que algo nos provoca. Quem adere a alguma modalidade de socialismo o faz porque, de algum modo, a realidade esta em dissonância com suas convicções e desejos.
    Logo, é uma discussão para além do conceitual. O conceitual explicita tudo que precisamos debater, mas as pessoas acrescentam a isto seus umbigos e palpites. É uma impotência totalitária: pessoas com sede de poder e volúpia em controlar os d+. Envolve uma quantidade saudável de narcisismo, e não esta patologia messiânica e proselitista de personalidades extremamente totalitárias (leia-se “inseguras”: o totalitarismo nada + é que pessoas que não se sentem confortáveis consigo próprias se não forem validadas pelo comportamento alheio; à força se preciso).
    Na verdade, quem adere a alguma modalidade de liberalismo também o faz porque, de algum modo, a realidade esta em dissonância com suas convicções e desejos. Mas aqui, penso, não estou sendo relativista (supor que não existem relações constantes, pois, se as coisas estão umas em relação às outras, elas todas se anulam como critério), mas invocando relatividade (mostrar que as coisas estão umas em relação às outras). Penso o liberalismo mostre as relações válidas e constantes entre elementos. Ele mostra que dentre uma miscelânia de ligações, na verdade, só algumas são consistentes (é isto que chamo relatividade). Já o socialismo tenta validar as relações demagógicas (aquelas que apelam para o ego, inveja, sede por poder, autoritarismo, prepotência, senso de privilégio, corporativismo, falácias de apelo à maioria, autoridade, tradição ou força – justificativas, enfim, para colocar os d+ à serviço das próprias ambições [escravidão portanto]). Note que as interpretações fundamentalistas das religiões partilham deste mesmo aspecto.
    Logo esta, “tendência popular”, é uma espécie de autocracia (pode ser exercida coletivamente, por partidos ou comissões; mas é uma validação do ego), porque é a busca de ser posto em consonância com os próprios preceitos, forçando os d+ a se adequarem a si mesmo.
    Já o liberalismo é um limite ao ego. Quando você diz que o mercado é uma arena de encontro de subjetividades, onde as pessoas ofertam e procuram aquilo que atende às suas carências, percebe-se que o mercado é neutro: ele não premia o belo frente ao asqueroso, nem o profundo ante o vulgar, nem o doutor perante o inculto. Ele premia aquilo que atende às necessidades do demandante. Isto é um choque de água fria aos delírios narcísicos das pessoas. Mostra que elas não são tão virtuosas quanto se imaginam; nem privilegiadas; nem sofisticadas; ou mesmo indispensáveis; ou ainda geniais, profundas, invulgares ou destacadas. Elas são o que o outro as valorar.
    Esta carga de realidade chama os pés ao chão, invalidam as suscetibilidades, e nos obrigam a uma profunda humildade: meu ego não é critério; as demandas alheias sim. Meu sucesso é proporcional à minha capacidade de servir; não à minha autoatribuída autoimagem/ego.
    Gílber percebe como é difícil manter o socialismo sob controle. É preciso manter-se sob autoescrutínio. E esta humildade custa caro em maturidade emocional e honestidade intelectual.
    Logo, discordo cortesmente de quando liberais dizem que somos a prova de alguma coisa: somos a resistência (e só a muito custo seremos a vanguarda).
    Saudações Verde, amarelo, azul e branco.
    Tenha um ótimo final de semana.

    • Michele disse:

      Professor, já esperava um comentário de tal magnitude e admito que você foi extremamente capaz de sustentar sua tese.
      Bom saber que ainda existem pessoas como o senhor nas universidades brasileiras. Estou escrevendo isto no celular, desculpe pela pequena réplica.
      Certo dia eu estava com uma impressão de “O Cálculo Econômico sob o Socialismo” e ofereci ao “devoto” para que lesse e desse sua opinião. O sujeito não aceitou e ainda veio com aquela conversa de alienação e manipulação de massas. Era um marxista puro-sangue.
      Uma mistura bastarda de keynesianismo e marxismo constitui o senso comum em matéria de economia. Levaremos anos para dissolver essa toxina maléfica das mentes das pessoas. É o combate das idéias, como preconizado por liberais em suas obras. Mãos à obra!

      • Professor Paulo Ricardo disse:

        Michele, o que você fez pode ser considerado um ato de suicídio.
        Lembre-se, a vida de um marxista é sua certeza ideológica. Cuidado ao tocar.

    • Federico disse:

      Professor Paulo Ricardo, um convite para você: O ARTIGO ABAIXO DEMONSTRA QUE A ESQUERDA É ESSENCIALMENTE TOTALITÁRIA E AVESSA AO CONCEITO DE DEMOCRACIA REAL, PALPÁVEL. ATÉ AGORA, NINGUÉM CONSEGUIU APONTAR ERROS OU CONTRADIÇÕES. QUER TENTAR?:
      http://questoesrelevantes.wordpress.com/2014/03/12/quando-a-patrulha-ideologica-compromete-a-logica/

      • Professor Paulo Ricardo disse:

        Muito obrigado Federico! Já divulguei o magnífico blog.
        Lá vi o nível de debate e honestidade o que não vejo aqui, o professor Gílber e os demais socialistas, não debatem com os diferentes. O blog faz uma seleção privada, dando espaço para o debate, e este espaço, organicamente, seleciona o que presta para o debate, simplesmente deixando os leitores aprenderem pelos artigos e uns com os outros: note como isto tem expulsado as viúvas de stalin e os trolls daquele blog. Eles desistem de debater. Fascinante e animador, não?
        Veja o que realmente é liberdade: http://questoesrelevantes.wordpress.com/2014/03/12/quando-a-patrulha-ideologica-compromete-a-logica/

    • Gladimir, o que você chama do emocional do ego em política, sem dúvidas, existe sim, tanto para o lado dos socialistas burocratas, tanto do lado dos burgueses cujo desejo mor é ser o dono do mundo em torno da conquista de bens materiais. Isso, contudo, está sob a vigilância do Socialismo Livre que defendemos, pois no socialismo livre, há livre e pleno debate público de tudo. Não achamos que uma sociedade melhor vai surgir a partir do monolitismo, seja o monolitismo burguês, seja o monolitismo da burocracia socialista-stalinista. Uma nova sociedade, socialista livre, só poderá emergir com uma economia estatizada em que a classe dos que trabalhadores e não a classe dos burocratas tenham espaço democrático e livre para administrar a produção e a distribuição das riquezas. Isso não tem nada a ver com ego. Tem a ver com uma democracia operária radical, capaz de coletivamente administrar a produção de riquezas do mundo. Se não for assim, com a participação de todos, não haverá socialismo livre. Haverá burocracia socialista monolítica, como foi em Rússia, Cuba, etc. E quando há monolitismo, os operários do Estado Socialista desistem de trabalhar em prol do bem comum e a economia coletiva paralisa. As pessoas atuam juntas e trabalham juntas, quando elas podem participar das decisões e da riqueza social que constroem. No capitalismo não nenhum espaço para participação na divisão das riquezas sociais: o BURGUÊS EGÓICO apropria-se da maior parte dos bens produzidos pelas mãos de quem trabalha. Lamentavelmente, Gladimir, você fala em ego, mas, na prática, ao defender o liberalismo capitalista, você defende o sistema mais egoísta que existiu até hoje. Nunca dissemos que construir o Socialismo Livre seja fácil, mas é o único mundo que poderia livrar os destinos do planeta e da humanidade do caos que cada vez mais se aprofunda.

      • Querido Gílber!
        “Uma nova sociedade, socialista livre, só poderá emergir com uma economia estatizada…” É ai que esta seu grande equivoco amigo.
        Não tem como convencer um marxista igual a você a deixar de acreditar em Marx.
        Devo confessar que achei um tanto engraçado, ver você oferecendo uma explicação completamente conturbada, rocambolesca e convoluta para tentar esboçar uma crítica própria ao emocional do ego em política, sua explicação está à esquerda do marxismo.
        Quando você tenta descrever a teoria marxista.Você não tem culpa dos devaneios, isso é culpa da mente perturbada de Marx.
        O marxismo mascara e oculta fatos, com a argumentação coletivista, sempre falando em “proletariados” como se tal abstração fosse um único sujeito, dessa forma fica parecendo que é o mesmo trabalhador que produz bens e serviços, o responsável por construir, também, a infra-estrutura que tornará possível a concepção deles.
        Eu não tenho nenhuma dificuldade em entender a falácia marxista. O que coloquei é que para convencer um marxista de seu nível, os argumentos são difíceis e não bastam. Você é bom para quem já refuta o marxismo, mas você não precisa mais ser convencido
        Se vc quer uma verdadeira opressão, esta chama-se “Estado”. É a única com poderes absolutos e irredutíveis capaz de subjugar qualquer um. Além disso é a instituição mais rica do planeta, muito mais que qualquer bilionário jamais almejaria ser. É esta que faz a verdadeira lavagem cerebral em vc fazendo-o acreditar que é bom ceder a seus roubos ou extorsões, também conhecidas como tributos. É o único capaz de ceifar a vida de milhões com um piscar de olhos ou confiscar bilhões em bens em questão de minutos. Esta é sim a verdadeira e indestrutível fonte de opressão das massas, como o próprio socialismo provou em todas as suas fracassadas tentativas.
        Deixando isso à parte, vc sabe o que significa riqueza? Riqueza não é dinheiro, riqueza são bens e serviços produzidos por uma sociedade, portanto quanto maior a produção maior a riqueza. O que o capitalismo faz é exatamente incentivar a produção cada vez maior de riqueza. A livre concorrência é uma forma de aumentar a produtividade e qualidade e os salários baixos, uma forma de fazer com que estas pessoas se qualifiquem mais de forma que estejam aptas a produzir mais riqueza. O funcionamento do capitalismo é incrível, é um sistema perfeccionista. O empresário que pagar salário baixos demais ou produzir produtos muito caros ou de baixa qualidade vai à falência, pois o mercado o faz para conservar a extrema qualidade e eficiência de todo o sistema. Só enriquecem aquele que conseguem prover à sociedade um serviço ou produto de qualidade que esta realmente necessita, além de gerar múltiplos empregos e salário e fazer com que milhares de pessoa tenham o que comer.
        O enriquecimento é uma consequência do benefício que a pessoa gera à sociedade, sendo portanto nada mais do que justo, além disso um empresário também pode perder dinheiro.
        É imoral qualquer coisa que vá contra o capitalismo, pois é desumano, é algo que estagna o desenvolvimento de séculos alcançado por este tão perfeito sistema. Você é ingrato à vida que tem e aos luxos de que dispõe, resultado de séculos de desenvolvimento e conquistas capitalista, e não retrocessos marxistas.
        Gílber, você tem apego ao materialismo histórico.
        Acreditar cegamente no materialismo histórico que acredita ser possível emular nas ciências humanas os mesmos princípios das Ciências Naturais, encontrar padrões através das relações entre elementos, como forma de se conceber leis gerais. O problema é que diferentemente das Ciências Naturais, a história não é conduzida por elementos objetivos descritos pelas Ciências Naturais, tais como relações entre elementos químicos ou interações entre fenômenos físicos. A história é regida por pessoas, e pessoas não são “constantes” ou “coeficientes” que podem ser objetivamente determinados de forma tal que seja possível construir padrões estruturais de análise.
        O método dialético tenta apontar padrões na interação entre eventos históricos de forma puramente especulativa e carregada de juízos de valor, afinal, eventos históricos nada mais são que descrições construídas mediante o ponto de vista do historiador.
        Acho que por este ângulo aqui exposto fica mais fácil de convencer vc, um marxista cabeça dura.:)
        Viva o laissez-faire!

  4. Negrinha disse:

    Quem tem, obedece, segue e aceita “lideranças”, são os zumbis.
    Nos movimentos de direita não existem líderes, e sim, coordenadores do movimento, por isso eu participo.
    Líder é aquele que MANDA.
    Coordenador não tem voz de comando, propicia o evento.
    Erra feio, quem chama coordenador de líder.

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