PSDBasta!

Em Minas Gerais, com as jornadas de lutas que aconteceram em junho de 2013, o Governo Anastasia e o Senador Aécio Neves (PSDB) correram à mídia para pousar de bons moços negociadores, dizendo-se sensíveis à luta da educação, sensíveis à luta da saúde, sensíveis à luta do povo. Balela. Tudo para fingir para os mais desavisados que eles têm preocupação com os serviços públicos, mas isso é só teatro, isso não é verdade, isso nunca foi verdade, os tucanos são os que mais sucatearam as condições da escola pública e da saúde pública em nosso estado de Minas Gerais. Passada a pressão dos grandes movimentos de junho em Belo Horizonte, o governo mineiro, que se dizia tão voltado ao diálogo, disposto a conversar com os sindicatos e com o movimento popular, fez tão somente prosseguir seu teatrinho e, em setembro, foi à mídia dizer que ia conceder um reajuste salarial de 5%, em outubro, para os trabalhadores em educação.

Enfim, depois dos holofotes teatrais na grande mídia, pousando de preocupado com a educação pública, passou setembro, passou outubro, passou novembro, passou dezembro e quase já passou janeiro e só agora, final do mês, o governo tucano cumpre-paga sua promessa do pífio reajuste de 5% para os trabalhadores em educação, anunciado desde setembro para o mês de outubro. São cinco meses de enrolação, como diz o ditado popular, passando a lábia nos trabalhadores em educação sobre esse aumento “exorbitante” de 5% que não cobre sequer a inflação do último ano. Em Minas Gerais é assim, muita propaganda, muita mídia, e pouca prática. Por essas e outras, em Minas Gerais, dizemos à população. Chegou 2014. Não se esqueçam: PSDBasta!

Por: Gílber Martins Duarte – Coletivo Socialistas Livres – Conselheiro do Sind-UTE-MG e diretor da subsede do Sind-UTE em Uberlândia – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Doutor em Análise do Discurso/UFU – Membro do Movimento Nacional dos Educadores Organizados pela Base (MEOB) – CSP-CONLUTAS.

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Sobre socialistalivre

Esse Blog está a serviço da Luta pelo Socialismo. Defendemos a plena liberdade do ser humano, mas somos radicalmente contra a liberdade de explorar, como a burguesia faz, e contra a liberdade de oprimir como os machistas fazem, os racistas fazem, os homofóbicos fazem, os praticantes de bullying fazem, os preconceituosos fazem, os possessivos fazem e os autoritários de plantão fazem. Assim, defendemos que cada corpo-consciência deve ter liberdade de ser o que ESCOLHE SER, desde que esta liberdade não oprima e explore os outros! Defendemos a plena liberdade de postura crítica e a plena democracia operária, todos devem ter o direito de expressar o que pensam! Defendemos a Revolução Socialista e a necessidade de libertação da classe trabalhadora do jugo do capitalismo. No entanto,somos contra comandos de hierarquias políticas ou de figuras públicas mais poderosas no seio dos lutadores que travam a batalha pelo socialismo. Defendemos que cada militante deve ousar pensar por si mesmo, cada militante deve ter o direito de concordar, mas também de discordar daquilo que julga equivocado, por isso nos definimos como Socialistas Livres e esse Blog está a serviço dos que desejam militar de acordo com essa concepção. Convidamos a todos a conhecerem nosso jeito diferente de entender e de praticar a política socialista, com liberdade, democracia operária, direito de crítica e respeito ao diferente. Saudações Socialistas Livres.
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6 respostas para PSDBasta!

  1. Eudes dos Reis de Souza disse:

    Caro Gilbert, faltou você dizer que o ultimo reajuste salarial que nós tivemos, se não me falha a memória, foi em 2011, os tais R$ 1.386,00 para uma jornada de 24 horas semanais. Prof. Eudes Reis Souza.

  2. Carlos Pereira Souto disse:

    PT, PSDB, PSTU, PSOL……. Basta de partidos com S de socialismo, todos farinha do mesmo saco.Essa falta de lógica de não atacar o PT, mas essa falta de lógica já não me surpreende mais. Eu já cheguei a ouvir de comunistas coisas como “Mas você não pode querer discutir problemas sociais usando lógica!”. Depois dessa, passei a me contentar em ouvir as baboseiras deles e me divertir com isso, e tentar convencer só quem ainda não está infectado.

  3. O texto abaixo, intitulado “Votar”, de autoria da escritora Raquel de Queiroz, foi publicado na revista “O Cruzeiro”, no ano de 1947, com o objetivo de alertar os eleitores de então, quanto a importância do voto. É impressionante como, mais de 60 anos após a publicação, o conteúdo permaneça absolutamente atual, mostrando que, apesar de muita conversa mole, nada mudou no Brasil, nem mesmo a infeliz prática da compra de votos.

    VOTAR

    Não sei se vocês têm meditado como devem no funcionamento do complexo maquinismo político que se chama govêrno democrático, ou govêrno do povo. Em política a gente se desabitua de tomar as palavras no seu sentido imediato.

    No entanto, talvez não exista, mais do que esta, expressão nenhuma nas línguas vivas que deva ser tomada no seu sentido mais literal: govêrno do povo. Porque, numa democracia, o ato de votar representa o ato de FAZER O GOVÊRNO.

    Pelo voto não se serve a um amigo, não se combate um inimigo, não se presta ato de obediência a um chefe, não se satisfaz uma simpatia. Pelo voto a gente escolhe, de maneira definitiva e irrecorrível, o indivíduo ou grupo de indivíduos que nos vão governar por determinado prazo de tempo.

    Escolhem-se pelo voto aquêles que vão modificar as leis velhas e fazer leis novas – e quão profundamente nos interessa essa manufatura de leis! A lei nos pode dar e nos pode tirar tudo, até o ar que se respira e a luz que nos alumia, até os sete palmos de terra da derradeira moradia.

    Escolhemos igualmente pelo voto aquêles que nos vão cobrar impostos e, pior ainda, aquêles que irão estipular a quantidade dêsses impostos. Vejam como é grave a escolha dêsses “cobradores”. Uma vez lá em cima podem nos arrastar à penúria, nos chupar a última gôta de sangue do corpo, nos arrancar o último vintém do bôlso.

    E, por falar em dinheiro, pelo voto escolhem-se não só aquêles que vão receber, guardar e gerir a fazenda pública, mas também se escolhem aquêles que vão “fabricar” o dinheiro. Esta é uma das missões mais delicadas que os votantes confiam aos seus escolhidos.

    Pois, se a função emissora cai em mãos desonestas, é o mesmo que ficar o país entregue a uma quadrilha de falsários. Êles desandam a emitir sem conta nem limite, o dinheiro se multiplica tanto que vira papel sujo, e o que ontem valia mil, hoje não vale mais zero.

    Não preciso explicar muito êste capítulo, já que nós ainda nadamos em plena inflação e sabemos à custa da nossa fome o que é ter moedeiros falsos no poder.

    Escolhem-se nas eleições aquêles que têm direito de demitir e nomear funcionários, e presidir a existência de todo o organismo burocrático. E, circunstância mais grave e digna de todo o interêsse: dá-se aos representantes do povo que exercem o poder executivo o comando de tôdas as fôrças armadas: o exército, a marinha, a aviação, as polícias.

    E assim, amigos, quando vocês forem levianamente levar um voto para o Sr. Fulaninho que lhes fêz um favor, ou para o Sr. Sicrano que tem tanta vontade de ser governador, coitadinho, ou para Beltrano que é tão amável, parou o automóvel, lhes deu uma carona e depois solicitou o seu sufrágio – lembrem-se de que não vão proporcionar a êsses sujeitos um simples emprêgo bem remunerado.

    Vão lhes entregar um poder enorme e temeroso, vão fazê-los reis; vão lhes dar soldados para êles comandarem – e soldados são homens cuja principal virtude é a cega obediência às ordens dos chefes que lhe dá o povo. Votando, fazemos dos votados nossos representantes legítimos, passando-lhes procuração para agirem em nosso lugar, como se nós próprios fôssem.

    Entregamos a êsses homens tanques, metralhadoras, canhões, granadas, aviões, submarinos, navios de guerra – e a flor da nossa mocidade, a êles prêsa por um juramento de fidelidade. E tudo isso pode se virar contra nós e nos destruir, como o monstro Frankenstein se virou contra o seu amo e criador.

    Votem, irmãos, votem. Mas pensem bem antes. Votar não é assunto indiferente, é questão pessoal, e quanto! Escolham com calma, pesem e meçam os candidatos, com muito mais paciência e desconfiança do que se estivessem escolhendo uma noiva.

    Porque, afinal, a mulher quando é ruim, dá-se uma surra, devolve-se ao pai, pede-se desquite. E o govêrno, quando é ruim, êle é que nos dá a surra, êle é que nos põe na rua, tira o último pedaço de pão da bôca dos nossos filhos e nos faz aprodecer na cadeia. E quando a gente não se conforma, nos intitula de revoltoso e dá cabo de nós a ferro e fogo.

    E agora um conselho final, que pode parecer um mau conselho, mas no fundo é muito honesto. Meu amigo e leitor, se você estiver comprometido a votar com alguém, se sofrer pressão de algum poderoso para sufragar êste ou aquêle candidato, não se preocupe. Não se prenda infantilmente a uma promessa arrancada à sua pobreza, à sua dependência ou à sua timidez. Lembre-se de que o voto é secreto.

    Se o obrigam a prometer, prometa. Se tem mêdo de dizer não, diga sim. O crime não é seu, mas de quem tenta violar a sua livre escolha. Se, do lado de fora da seção eleitoral, você depende e tem mêdo, não se esqueça de que DENTRO DA CABINE INDEVASSÁVEL VOCÊ É UM HOMEM LIVRE. Falte com a palavra dada à fôrça, e escute apenas a sua consciência. Palavras o vento leva, mas a consciência não muda nunca, acompanha a gente até o inferno”.

  4. antimarxistas sanguinolentos disse:

    Socialismo: por que matar é essencial?
    http://www.youtube.com/watch?v=CIqcDuF6X5s

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