Balanço político do Congresso da CNTE!

Nos dias 16, 17, 18 e 19 de janeiro, ocorreu em Brasília-DF o 32º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). O debate central que dividiu opiniões no plenário se deu em relação à política educacional aplicada nos últimos dez anos do Governo Lula/Dilma. Enquanto a direção da CNTE saiu na defesa pública da política educacional do governo, fazendo críticas bastante pontuais, com o discurso de que “avançamos muito, embora ainda se tenha muito o que fazer e o que lutar”, o Bloco de Oposição à direção da CNTE, do qual fazemos parte, discutiu que, infelizmente, no Governo Lula/Dilma, já faz dez anos, não houve vontade e esforços políticos desse governo para implementar 10% do PIB em educação, privilegiando-se, ao invés disso, o pagamento de dívidas com banqueiros que abocanham cerca de 24% do PIB do país, enquanto a educação amarga 4% do PIB. Consequência: a educação pública continua muito precária.

Ora, não existe milagre para mudar a realidade educacional brasileira: sem investimento de 10% do PIB já na educação pública e somente pública; sem um Piso Salarial dos Trabalhadores em Educação, por uma jornada de 20 horas, que pelo menos atinja o Salário Mínimo do Dieese, que está em torno de 2.761,00; sem um Plano de Carreira que contemple a valorização do Tempo de Serviço, bem como a Formação Acadêmica Permanente dos educadores, gratificando por cursos de especialização, mestrado, doutorado, etc, enfim, sem investir maciçamente nos trabalhadores em educação para que possam ter garra, tempo e preparação necessária para elevar o nível intelectual-científico-cultural-instrucional-informativo-crítico dos estudantes, a qualidade da nossa escola pública continuará um caos. O governo Lula-Dilma, muito menos os governos anteriores da História do Brasil (PSDB, PRN, PMDB, militares, etc), nunca promoveram um salto educacional de qualidade no Brasil, ao contrário, a educação dos filhos da classe trabalhadora ou sempre foi para poucos ou quando foi massificada sempre esteve em decadência. A classe trabalhadora, portanto, junto com os educadores e estudantes, precisam exigir que os governos, de fato, invistam e elevem o nível da escola pública brasileira. Nossa intervenção-participação no Congresso da CNTE deu-se, assim, no sentido de fortalecer essa luta pela educação pública de qualidade oferecida à classe trabalhadora.

Os trabalhadores em educação presentes como delegados no Congresso, em sua maioria, apoiaram a política dos defensores do “avanço” do governo Lula/Dilma e assim tais defensores (dirigentes do PT e do PC do B) foram eleitos para a nova diretoria da CNTE. No entanto, a voz crítica dos trabalhadores em educação, embora minoritária, exerceu sua crítica e teve cerca de 16% dos votos do congressistas, o que indica que nem “tudo está dominado” no Movimento dos Trabalhadores em Educação, em relação à avaliação do governo Lula/Dilma. Nós, que defendemos e militamos em prol do Socialismo Livre, lançamos um Manifesto ao Congresso do CNTE, perguntando “QUANTO VALE UM PROFESSOR NO CAPITALISMO?”, como forma de suscitar a reflexão sobre a necessidade de fazermos uma luta dura e consciente para mudar a realidade educacional brasileira, sem concessões às políticas educacionais-capitalistas colocadas em práticas pelos diferentes governos. Nosso manifesto foi acolhido com respeito na base dos educadores.

Também, enquanto Socialista Livre, nesse Congresso da CNTE, no seio da luta educacional, fizemos opção por aderir-juntar ao Movimento Nacional dos Educadores Organizados pela Base (MEOB) e fizemos nossa primeira intervenção juntos nos marcos da CSP-CONLUTAS, defendendo os encaminhamentos políticos que achamos mais apropriados para organizar a luta em favor de obter conquistas em nossa luta educacional.

A CSP-CONLUTAS, Central Sindical e Popular que estamos ajudando a construir, teve um importante papel na organização e construção do programa do Bloco de Oposição à direção da CNTE, o que, em nossa opinião, foi um grande acerto da nossa Central. Entretanto, a nosso ver, a direção da CSP-CONLUTAS absteve-se de ser a dirigente política da chapa de oposição, cedendo lugar de cabeça de chapa desse Bloco de Oposição para os companheiros da CUT Pode Mais. Nada contra os companheiros da CUT Pode Mais. Nada contra a CSP-CONLUTAS construir um Bloco de Oposição com setores da CUT que lutam contra as políticas do governo de FRENTE POPULAR. É importante que um programa de oposição tenha cada vez mais apoiadores no seio da luta dos trabalhadores em educação, não importa em que organismo estejam.

Erram por desvio sectário, em nosso entendimento, as correntes políticas que não sabem fazer Frente Única Sindical no seio da luta dos trabalhadores, como, infelizmente, foi a posição dos companheiros da corrente Espaço Socialista que compõem a CSP-CONLUTAS, abstendo-se de ajudar a construir o Bloco de Oposição, porque a CUT Pode Mais faz parte do bloco, devendo romper com a CUT antes de formar o Bloco, em outras palavras, os companheiros não sabem ainda fazer Frente Única. Mas, em nosso entendimento, também a direção do PSTU, força majoritária na CSP-CONLUTAS, cometeu um desvio tático oportunista ao abster-se de ser a direção política do Bloco de Oposição, cedendo o lugar de força majoritária QUE É para a CUT Pode Mais, força minoritária no bloco.

A direção do PSTU comete esse desvio tático oportunista não porque é do “MAL” como pensam alguns lutadores que observam de perto as políticas da direção do PSTU, mas comete esse desvio porque a atual direção do PSTU está cada vez mais burocratizada, ou seja, longe da construção de movimentos de massas reais, em que a democracia operária é o único modo possível de funcionamento. Torna-se, por falta de pressão das massas trabalhadoras, em uma direção frágil no que tange a dar a batalha pela democracia operária verdadeira, logo, a mente burocratizada tem a ilusão de que se ganha a confiança de uma força política que ainda está na CUT, dando-lhe “cargos de poder importantes” para o PSTU não “parecer sectário”. Portanto, a direção do PSTU, ao tentar livrar-se da acusação de sectarismo feita por outras correntes, cai, por sua vez, no oportunismo, abstendo-se de ser a direção formal do principal Bloco de Oposição à política educacional do Governo Lula/Dilma. Em nome desse desvio tático e dessa ilusão oportunista, a direção do PSTU preferiu não escutar os conselhos das correntes minoritárias da CSP-CONLUTAS que achavam que a CSP-CONLUTAS é que deveria encabeçar a chapa. Em um desvio tático oportunista, a direção do PSTU preferiu, por pura tática oportunista, transferir poder artificial à corrente da CUT Pode Mais, sendo que o PSTU é que era a corrente majoritária no Bloco de Oposição. Proporcionalidade é o método correto de distribuir poder entre correntes em organismos de Frente Única, simples assim. E os companheiros do PSTU eram maioria. Simples assim.

Ora, nós não temos ilusão no “toma lá dá cá” colocado em prática pela direção do PSTU. Um verdadeiro Bloco de Oposição de Esquerda Sindical, em todos os sentidos, capaz de dirigir as duras lutas da classe trabalhadora, não será construído com base em “conhavos” ou entre “toma lá dá cá” entre as correntes. O fracasso do CONCLAT, quando setores do PSOL romperam a construção de uma Central Sindical e Popular mais ampla do que a CSP-CONLUTAS, porque perderam uma votação acerca de um simples NOME, já demonstrou que corrente política imatura que não aceita a DEMOCRACIA OPERÁRIA em organismos de Frente Única, como é a CSP-CONLUTAS, infelizmente, NUNCA será nossa aliada orgânica nas lutas. Aliado político de verdade respeita as decisões democráticas, votadas por maioria nos Organismos de Frente Única. O melhor teste para qualquer aliança de Frente Única é saber se as correntes sabem conviver com a democracia operária. A maioria decide por voto. Ponto.

Ao contrário de conchavos e “toma lá dá cá” políticos, um organismo de Frente Única, mesmo sendo um simples Bloco de Oposição, deve ser construído com franqueza entre as correntes, discutindo amplamente as propostas e votando democraticamente a base programática a ser colocada em prática pelo Bloco. Quando houver diferenças políticas estratégicas ou mesmo táticas, deve-se discutir com franqueza essas diferenças políticas e deve-se votar essas diferenças políticas com base na democracia operária, encaminhando, no movimento, as posições votadas pela maioria.
Nós demos exemplo aos lutadores da CSP-CONLUTAS de qual, em nossa opinião, deve ser o método correto. Discordamos da tática ilusória da direção do PSTU e apontamos que a força majoritária no Bloco de Oposição, o PSTU, é que deveria ser a direção política formal do Bloco, mas acatamos a posição vencida por maioria e VOTAMOS NA CHAPA DE OPOSIÇÃO, mesmo não estando a CSP-CONLUTAS na cabeça da chapa, ou seja, respeitamos a DEMOCRACIA OPERÁRIA aplicada dentro da CSP-CONLUTAS.

Por que tem de ser assim? Porque em democracia operária não precisamos inventar a roda. Em uma Frente Única, governa a posição que é eleita por maioria. Quem é minoria opina, tenta convencer, discute, pula, sapateia, mas não tem de ganhar um “presentinho” para compor a Frente Única e ficar de bem com a Frente Única. Se for uma minoria democrática, essa minoria acata e respeita a posição votada por maioria na entidade que constroem juntos e segue fazendo o debate em defesa da posição que acha mais correta. Quem sabe no futuro a minoria não se transforma em maioria? Isso é democracia operária. Em nossa opinião, em Central de Frente Única como a CSP-CONLUTAS ou como o Bloco de Oposição à CNTE, também uma Frente Única, faz-se o debate franco, o debate camarada e vota-se a posição, respeitando-se a decisão da maioria.

A corrente Conspiração Socialista, por exemplo, frente às polêmicas internas na CSP-CONLUTAS, usou a tática do “escondi”. Sequer foi à reunião da CSP-CONLUTAS que ia debater a tática política para o Bloco de Oposição. Em outras palavras, ao abster-se de tomar posição e ao abster-se de votar democraticamente dentro da CSP-CONLUTAS qual a posição que achava correta, a Conspiração Socialista deu carta branca para a direção do PSTU, corrente majoritária, votar por maioria que a cabeça de chapa do Bloco de Oposição deveria ser da CUT Pode Mais. Em outras palavras, a Conspiração Socialista indiretamente, na prática, apoiou a CUT Pode Mais como cabeça de chapa do Bloco de Oposição, mesmo que em palavras tenham dito que era contra isso. Foi oportunista. Por quê? Porque a Conspiração Socialista não foi para dentro da CSP-CONLUTAS lutar por e disputar sua posição política. Escondeu. Ou seja, seguiu a mesma política de ficar de bem pelo “tapetão”, ao invés de discutir francamente as polêmicas e votar. O Bloco de Oposição pelo visto, também não votará nada, pois já nasce composto pelo vício dos acordos entre chefes de correntes, o que explica também o “presentinho” da direção do PSTU para a corrente CUT Pode Mais, tentando ganhar-lhe a confiança através de um método oportunista equivocado de dar-lhe poder artificialmente. Tudo porque as correntes, longe das bases, esqueceram como devem funcionar suas relações dentro do movimento operário, e o método é simples: é o método da democracia operária, debatendo as diferenças com franqueza e lealdade e votando a decisão.

Noutro viés, interno à CSP-CONLUTAS, alguns independentes também disseram que se a posição X fosse vitoriosa, não saberiam se votariam na chapa do Bloco de Oposição ou não. Ora, ou estamos construindo a CSP-CONLUTAS ou estamos brincando de construir a CSP-CONLUTAS? Ou estamos construindo um Bloco de Oposição à direção da CNTE ou estamos brincando de construir um Bloco de Oposição? Da mesma forma dizemos à direção do PSTU: não precisam presentear a CUT Pode Mais para compor um bloco conosco. Ou eles vem compor um BLOCO de luta em que a democracia operária é o método de resolver as polêmicas do movimento, ou nunca vamos sair do “toma lá dá cá” e do “emburra, emburra” das correntes que não aceitam a DEMOCRACIA OPERÁRIA no movimento.

Achamos importante construir a CSP-CONLUTAS, por isso acatamos as posições votadas por maioria com PLENA democracia operária. Da mesma forma, como aconteceu no Congresso da CNTE, queremos construir verdadeiramente um Bloco de Oposição à CNTE, por isso votamos na chapa 20, mesmo achando que ela poderia ter sido encabeçada pela CSP-CONLUTAS e não pela CUT Pode Mais. Não votar na chapa de oposição, porque perdemos a votação para os companheiros do PSTU dentro da CSP-CONLUTAS seria puro sectarismo e imaturidade política. Enfim, sectarismo, oportunismo, imaturidade política e conchavos de cúpula no seio do movimento operário nunca podem construir movimentos fortes e de companheirismo. É bom refletirmos sobre nossa forma de nos relacionar na luta de classes, por isso fazemos esse balanço tão longo e duro em alguns pontos.

Por fim, quanto ao Congresso Geral da CNTE, lamentamos que parte do Bloco de Oposição tenha aplaudido a invasão do Plenário feita pelo pessoal do Amapá, no primeiro dia do Congresso. Os trabalhadores em educação do Amapá poderiam ter toda a razão do mundo, mas, com sua atitude, desrespeitaram centenas de congressistas que foram impedidos de assistir ao final da Conferência de Abertura. Foi uma manifestação justa do ponto de vista dos trabalhadores em educação do Amapá, que batalharam por seus direitos de se inscrever no Congresso, mas foi uma manifestação feita em um momento totalmente impróprio. Muitas pessoas de base do plenário construíram uma imagem negativa do Bloco de Oposição já no início do Congresso, simplesmente porque parte de pessoas do Bloco de Oposição deu apoio para o equívoco cometido na invasão do plenário feita pelos companheiros do Amapá naquele inapropriado momento. Viva a franqueza entre os lutadores! Viva a luta dos trabalhadores em educação! Viva a escola pública de qualidade! Viva a democracia operária! Viva o Socialismo Livre!

Por: Gílber Martins Duarte – Socialista Livre – Conselheiro do Sind-UTE-MG e diretor da subsede do Sind-UTE em Uberlândia – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Doutor em Análise do Discurso/UFU – Membro do Movimento Nacional dos Educadores Organizados pela Base (MEOB) – Militante da CSP-CONLUTAS.

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9 respostas para Balanço político do Congresso da CNTE!

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  2. Paulo Ricardo Oliveira Farias disse:

    Parabéns pelo balanço, porém não posso deixar de manifestar-me, quanto a afirmação de que os companheiros do Amapá invadiram a plenária. A manifestação pode sim ter ocorrida em um momento inadequado, segundo a opinião desse balanço, mas em momento algum, houve tal invasão dos companheiros do Amapá. Se não lutássemos naquele momento, nem como ouvinte poderíamos participar desse congresso. Como militante do PSTU e educador que sou, peço desculpas por qualquer tipo de desrespeito, pois não era essa a nossa real intenção e sim a de fazer parte do processo ao qual decide os rumos das lutas de todos os educadores conscientes desse nosso país.

    • Ok, companheiro, “invasão” pode ser uma palavra forte, e aceitamos sua crítica nesse sentido. Entendemos a angústia dos companheiros do Amapá diante da situação de viajar de tão longe e não ser inscrito no Congresso, mas muitas pessoas da base ficaram assustadas com aquela atitude que interrompeu a fala do palestrante da Conferência de Abertura, isso foi ruim para o Bloco de Oposição. Faltou sensibilidade para fazer a manifestação em um momento mais apropriado, tipo assim, logo que acabasse a fala. De qualquer modo, fica registrada sua discordância, companheiro, em relação a nosso balanço.

      • Pastor Chico disse:

        ESPERAR ALGO DESSES MARXISTAS??? ESSE É O VERDADEIRO SOCIALISMO LIVRE PARA OS CAMARADAS, OS DEMAIS CHIBATA.

      • AILTON COSTA disse:

        a delegação do Amapá sabia desde o inicio que estaria no bloco de oposição, como a direção da CNTE também sabia. por isso deu o golpe. todas as nossas ações foram discutidas com o bloco. não invadimos o plenário em nem um momento. acho que foi sim oportuno para mostrar para articulação que não nos calaríamos diante de tal golpe. todos os transtornos nesse caso é responsabilidade da direção majoritária da CNTE.
        se não fosse naquele momento nem entraríamos. essa é nossa avaliação.
        por fim na luta as vezes temos que criar o fato politico. lamentamos muito que o ato fora da plenária tenha atrapalhado a palestra.

      • Companheiros, a gente sabe que em um Congresso, quando um grupo se sente prejudicado, algumas decisões acontecem em sangue quente. Porém, se a direção do Bloco de Oposição não orientou o Amapá para esperar terminar a palestra, aí o erro é maior, foi da direção do Bloco de Oposição como um todo. Fica registrado a crítica dos companheiros ao nosso balanço. Ass: Gílber – Socialista Livre – MEOB – Bloco de Oposição – CSP-CONLUTAS

  3. FABIO VILHENA disse:

    Em 1º lugar, Nós não invadimos a plenária como está escrito. O espaço foi solicitado através de recurso como prevê o estatuto…E concedido pela mesa dirigente..
    2º Se não tivéssemos nos mobilizados, nem como OUVINTE teríamos participado do congresso.
    3º Aquele que não luta pelos seus direitos , não é digno de tê-los.
    Então não vejo como desrespeito.
    Desrespeito foi da cnte em usar essa manobra pra desarticular a oposição…tentando barrar o Amapá de participar da discussão de uma pauta tão importante quanto a educação…
    Parabéns ao pessoal da intersindical e aos estados que nos apoiaram…
    Porém, quero deixar meu pedido de desculpas aos companheiros que se sentiram prejudicados…

    • Companheiros, a gente sabe que em um Congresso, quando um grupo se sente prejudicado, algumas decisões acontecem em sangue quente. Porém, se a direção do Bloco de Oposição não orientou o Amapá para esperar terminar a palestra, aí o erro é maior, foi da direção do Bloco de Oposição como um todo. Fica registrado a crítica dos companheiros ao nosso balanço. Ass: Gílber – Socialista Livre – MEOB – Bloco de Oposição – CSP-CONLUTAS

  4. Marcelo Willie disse:

    Companheiros!
    Nossas ações foram medidas de acordo com as circunstancias do momento. Não tínhamos nada, conseguimos, pelo menos, sensibilizar alguns companheiros da articulação que, embora nos reprovassem naquele momento, podem hoje refletir sobre as ações da Diretoria de nossa Confederação (além de nosso credenciamento, mesmo que como ouvintes ou convidados). Estamos em construção de um bloco, vamos fortalece-lo.
    Companheiros do Amapá, fora da CUT, decisão honrosa e difícil de ser tomada, estamos na frente. Nosso congresso fora um marco para mantermos a luta e anular de vez as forças contrários ao bloco em nosso estado.
    Parabéns a todos que tem coragem de manter a oposição!

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