NA ARENA DA LUTA DE CLASSES – A MAIS-VALIA – SOB O CRIVO DA ANÁLISE DO DISCURSO

Disponibilizamos, nesse post, a nossa Tese de Doutorado defendida no dia 11 de dezembro de 2013, na Universidade Federal de Uberlândia. A tese intitula-se “Na arena da luta de classes – a mais-valia – sob o crivo da Análise do Discurso” e foi defendida por Gílber Martins Duarte. Para baixá-la, clique no link abaixo:

https://socialistalivre.files.wordpress.com/2013/12/na-arena-da-luta-de-classes-a-mais-valia-sob-o-crivo-da-anc3a1lise-do-discurso.pdf

Por: Gílber Martins Duarte – Socialista Livre – Conselheiro do Sind-UTE-MG e diretor da subsede do Sind-UTE em Uberlândia – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Doutor em Análise do Discurso/UFU – Membro da CSP-CONLUTAS.

Acessem nosso Blog: http://www.socialistalivre.wordpress.com

Socialistas Livres II

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Esse Blog está a serviço da Luta pelo Socialismo. Defendemos a plena liberdade do ser humano, mas somos radicalmente contra a liberdade de explorar, como a burguesia faz, e contra a liberdade de oprimir como os machistas fazem, os racistas fazem, os homofóbicos fazem, os praticantes de bullying fazem, os preconceituosos fazem, os possessivos fazem e os autoritários de plantão fazem. Assim, defendemos que cada corpo-consciência deve ter liberdade de ser o que ESCOLHE SER, desde que esta liberdade não oprima e explore os outros! Defendemos a plena liberdade de postura crítica e a plena democracia operária, todos devem ter o direito de expressar o que pensam! Defendemos a Revolução Socialista e a necessidade de libertação da classe trabalhadora do jugo do capitalismo. No entanto,somos contra comandos de hierarquias políticas ou de figuras públicas mais poderosas no seio dos lutadores que travam a batalha pelo socialismo. Defendemos que cada militante deve ousar pensar por si mesmo, cada militante deve ter o direito de concordar, mas também de discordar daquilo que julga equivocado, por isso nos definimos como Socialistas Livres e esse Blog está a serviço dos que desejam militar de acordo com essa concepção. Convidamos a todos a conhecerem nosso jeito diferente de entender e de praticar a política socialista, com liberdade, democracia operária, direito de crítica e respeito ao diferente. Saudações Socialistas Livres.
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23 respostas para NA ARENA DA LUTA DE CLASSES – A MAIS-VALIA – SOB O CRIVO DA ANÁLISE DO DISCURSO

  1. Nayara Pérez disse:

    Marx já havia identificado uma problemática cultural na alienação do proletariado, ao dizer que a religião é o ópio do povo. Isso foi analisado de forma mais sistemática por Antonio Gramsci, que vivenciou toda a crise teórica do comunismo após a I Guerra. Esta crise do marxismo gerou 2 filhos: o fascismo e o marxismo cultural, cada um deles com uma proposta bastante clara para chegar aos seus objetivos de dominação.

  2. Nayara Pérez disse:

    A Primeira Guerra Mundial representou uma crise teórica para o marxismo, pois este esperava que os trabalhadores se unissem contra seus empregadores, mas o que aconteceu foi exatamente o contrário: os trabalhadores se uniram uns contra os outros. A grande pergunta que surgiu foi a seguinte: quem alienou os trabalhadores desta forma? Um alienado , segundo o marxismo, é alguém que renunciou aos seus direitos de classe para dá-los a outra pessoa. Quando ele para de lutar pelos seus direitos de classe, está servindo a outra classe. Quem alienou o proletário, o pobre? A resposta do marxismo: a civilização ocidental.

  3. Nayara Pérez disse:

    Enquanto os EUA viviam Woodstock e a revolução cultural, o Brasil vivia um regime de exceção, de um governo civil-militar que foi instaurado para evitar a instalação do comunismo no Brasil. Em 1964, antes do início do processo mundial de transformações culturais, os militares estavam preocupadíssimos com a situação do comunismo no Brasil. A Igreja brasileira apoiava os militares, fazendo diversas manifestações populares contra o comunismo no país. A Igreja brasileira era conservadora e anticomunista.

  4. Nayara Pérez disse:

    Teologia da Libertação e sua influência na Igreja
    Avançando para a reta final da análise da mentalidade revolucionária, é necessário estudar as raízes da teologia da libertação e sua influência na Igreja. Como a teologia da libertação se encaixa na mentalidade revolucionária?

  5. Nayara Pérez disse:

    Como lutar o bom combate contra os males do marxismo.

  6. Nayara Pérez disse:

    “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”

  7. Nayara Pérez disse:

    Perseguição do marxistas ao Pe. Paulo Ricardo
    Triste… não se pode mais nem falar as coisas corretas!

  8. Nayara Pérez disse:

    Segundo os marxistas, A VERDADE NÃO EXISTE, A MENTIRA ÚTIL É A VERDADE –

  9. Nayara Pérez disse:

    Como emburrecer alunos seguindo técnica de Antonio Gramsci. e seguido a risco por esses professores marxistas.

  10. Manoel Braga disse:

    Nayara, parabéns pelos vídeos esclarecedores. ai vem esse professor, não postem vídeo, blá, blá, blá…… Gílber deixe de assistir as novelinhas da globo e assista esses vídeos, com certeza você só terá a ganhar. Mesmo sendo um alienado marxista.

  11. Professora Leila disse:

    Marxistas falam: Ignore a fúria de certos comentários postados em seu “blog”, por gente cuja inteligência está longe de acessar a sua. Porque esses marxistas covardes como, João B Duarte, outro retardado mental, aqui não dão a cara a tapa?
    E seus filho nas escolas, nas mãos desse marxistas sanguinários:

    Ensino marxista nas escolas

    É próprio da educação comunicar valores espirituais e morais que formem retamente o caráter e a personalidade do indivíduo; o contrário disso está sendo feito pelo MEC e seus livros marxistas.
    Sempre admirei os pensamentos formulados com inteligência e brilho. Entre eles, por exemplo, certos ditos franceses, cheios de espírito, coruscantes como pedras preciosas, que ao mesmo tempo desvendam realidades evidentes mas difíceis de formular. Cito apenas este do escritor Edmond Rostand: “O sol, sem o qual as coisas não seriam senão o que elas são”.

    Mais vale a educação que a inteligência
    Mao Tse-Tung …

    Estando presente certa vez numa roda, fui surpreendido pela afirmação do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, de que a educação vale mais do que a inteligência. Vindo de tão insigne mestre, aceitei de pronto esse pensamento e o incorporei ao meu patrimônio intelectual. Mas foi só depois, com o tempo e com a experiência trazida pelos estudos, que pude medir a realidade densa e deleitável que se encerra nessa luminosa afirmação.

    Ele entendia a educação, é claro, não apenas no sentido corriqueiro do modo como a pessoa cumprimenta os conhecidos quando os encontra, e não lhes diz palavras que os deixem mal-à-vontade. Esse é o rés-do-chão da educação. Ele empregava o termo educação no seu sentido mais amplo e mais elevado, que implica um processo de formação das mentalidades, dos hábitos, de comunicação de uma cultura.

    Nesse sentido superior, a educação está ligada à existência de todo um contexto social que forma as pessoas de acordo com certos princípios, certos valores espirituais e morais, certos costumes, certas regras que não apenas se aprendem. Os mais jovens as recebem como que por osmose dos mais antigos, pelo convívio, nas conversas, pelos mil imponderáveis enfim da vida em sociedade. Educação e tradição, nesse contexto, são termos correlatos e complementares.

    Uma criança muito inteligente, vivendo num ambiente culturalmente pobre como seria uma tribo primitiva, tem muito menos possibilidade de desenvolver suas especificidades e de influenciar os outros, do que uma outra de inteligência comum que vivesse num ambiente estuante de personalidade e de cultura, como foi a corte de Luís XIV.

    Inteligência pode manifestar-se de improviso em qualquer um. A educação, pelo contrário, é fruto de um processo laborioso que por vezes demanda várias gerações. Por isso o igualitarismo revolucionário odeia mais as desigualdades resultantes da educação do que as da inteligência.

  12. Professora Antonia disse:

    Capitalismo criticado, marxismo elogiado
    Sobre o que é hoje o capitalismo: “As decisões econômicas são tomadas pela burguesia, que busca o lucro pessoal. Grandes diferenças sociais: a burguesia recebe muito mais do que o proletariado”.

    Sobre o ideal marxista: “Terras, minas e empresas pertencem à coletividade. As decisões econômicas são tomadas democraticamente pelo povo trabalhador, visando o bem-estar social. Os produtores são os próprios consumidores, por isso tudo é feito com honestidade para agradar à (sic) toda a população. Não há mais ricos, e as diferenças sociais são pequenas”.
    E para o retardado do João B Duarte, primo da proveta do Gílber, todos os professores tem que ser marxista, doutrina assassina. Nem todos os professore são bandido seu João B Duarte

  13. Manoel Braga disse:

    Explica ai Gílber, a Revolução Cultural foi uma das maiores insanidades que o mundo presenciou, levando à morte de milhões? Que Cuba é responsável pelos seus fracassos, e que o paredão levou à morte, em julgamentos sumários, não torturadores, mas milhares de oponentes do novo regime? E que a URSS não desabou por sentimentos de inveja, mas porque o socialismo real, uma ditadura que esmaga o indivíduo, provou-se não um sonho, mas apenas um pesadelo? Nossas crianças estão sendo enganadas, a cabeça delas vem sendo trabalhada, e o efeito disso será sentido em poucos anos. É isso o que deseja o MEC?”.

  14. Professor Nikolai Yuri Kuznetsov Tchébrikov disse:

    Todo o Mundo Moderno se divide entre Marxistas e Conservadores. O papel dos Marxistas é cometer erros continuamente. O papel dos Conservadores é evitar que os erros sejam corrigidos. Simples assim.

  15. Rodolfo Pereira Mascarenhas disse:

    “Trabalharemos duro para restaurar nossas tradições morais, que são o fundamento de nossa cultura – cultura focada na família, sobre a qual estão baseadas as nossas tradições; do contrário nossa cultura e nosso povo decaem”, explicou Varro Vooglaid, líder da Fundação pela Defesa da Família e da Tradição. Portanto temos que combater esse marxistas sanguinários diuturnamente, para evitar mais mortes. e destruição da família.

  16. Yusnaidys Arteaga Rodriguez disse:

    QUEM ADORMECE EM DEMOCRACIA, ACORDA EM DITADURA.
    Está é a versão “DEMO” de uma “DITA” DEMOKRÀZIA, que nos foi SEQUESTRADA, AMPUTADA E CONDICIONADA, por estes falsos “heróis” que pegaram em armas no passado, para assaltar bancos e justificar a entrada de dinheiro estrangeiro no Brasil, oriundo de Cuba, China e África, para patrocinar a luta armada que tinha a única finalidade no país, a de instalar a DITADURA COMUNISTA no Brasil; sequestraram embaixadores para que os mesmos servissem de moeda de troca, pelos seus CAMARADAS presos pelos militares, explodiram bombas na frente de embaixadas e no aeroporto dos Guararapes, ASSASSINANDO CIVIS E MILITARES INOCENTES, e durante o REGIME MILITAR vendo que a luta seria perdida para os militares, estes ESCROQUES COMUNISTAS lançaram seu plano B, colocando professores de história, geografia, filosofia, sociologia e outras “GIAS”, com a mente recheada de ideologias comunistas e doutrinados com a cartilha de Antonio Gramsci, que disse certa vez: “Não combata os tanques e nem atire nos soldados, CORROMPA AS MENTES”…

    Durante 4 décadas o PT fez o trabalho de base dentro das escolas públicas, privadas e universidades federais e privadas em todo o Brasil, venderam falsos heróis aos nossos jovens, inverteram suas mentes e aniquilaram as disciplinas que ensinavam os jovens a serem cidadão, durante o governo do FHC (Forma Híbrida de Comunista) que lutou ao lado dos CAMARADAS e auto-exilou-se no Chile e depois foi para a França, deixando o país prontinho para que o PT assumisse o poder e terminasse de colocar em prática, as idéias e os ideais do comunismo no Brasil…

    Infelizmente o povo brasileiro não quer acordar para a realidade, pois vestem camisas de partidos políticos como quem veste a de um time de futebol, e ao invés de lutarem para coibir às práticas corruPTas de todos os partidos, ficam discutindo para ver qual o partido roubou menos ou roubou mais… Roubo é roubo, e quem rouba é bandido e não merece um pingo de consideração ou respeito, todos tinham que ser punidos, processados, presos e o dinheiro desviado devolvido ao erário público de direito, pois o dinheiro público é um DINHEIRO SAGRADO, que vem do suor do trabalhador que rala duro por 5 meses por ano, só para sustentar os vícios e a luxúria destes bandidos do colarinho branco…

    Quando é que este povo vai ACORDAR PARA A REALIDADE DESTE PAÍS??? Quando é que deixaremos de ser um estado para virar de fato uma NAÇÃO??? A pergunta que faço hoje, não é mais: QUE PAÍS É ESTE??? Mas sim: QUE POVO É ESTE??? Será que a covardia tomou conta de todos os senhores??? Será que estes cidadão apontados neste vídeo morreram em vão??? Onde está a INDIGNAÇÃO desta INDIGNA-NAÇÃO que não se levanta para tirar estes PODRES dos PODRES PODERES???

    Questione-se e pergunte-se ao menos uma vez na sua vida, olhando de frente para o espelho e olhando para o futuro do seu filho… É ISTO QUE VOCÊ VAI DEIXAR COMO EXEMPLO PARA ELES??? No dia que o seu filho te responder que não vai estudar porquê o lulla não estudou e virou presidente da república, o que você vai dizer para ele??? Pense nisto, mas pense de verdade olhando-se no espelho para ver se você encontra a resposta, vendo a sua cara de covarde que não tem coragem de sair nas ruas para ir a um simples protesto, enquanto muitos irmãos nossos estão na luta, morrendo ou sendo ameaçados de morte por estes COVARDES, que o povo ignorante ajudou a colocar no poder…

    “QUEM NÃO LUTA PELOS SEUS DIREITOS NÃO MERECE TÊ-LOS”
    (Rui Barbosa)

  17. Fernando Pereira Silva Morais disse:

    Esse pessoal cansa!

    “Odeio os Indiferentes” Gramsci.

    Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que “viver significa tomar partido”. Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.

    A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.

    Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso. Antonio Gramsci Texto “Os indiferentes” 11/02/1917 do livro “Convite à Leitura”

    ******************

    Exposição no Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação – Rio de Janeiro, novembro 2011

    Jornal velho, jornal novo

    Seguindo a técnica de manipulação informativa, os jornalões divulgaram recentemente os dados do IDH da ONU referentes ao Brasil, mas estamparam os números de 2005 como se fossem atuais. O que teria levou o Presidente Lula – mesmo estando em meio a silêncio por recomendação médica – a telefonar indignado ao Ministro Gilberto Carvalho reagindo à adulteração, que, no fundo, é apenas mais uma prova escancarada da enorme falta que faz um jornal popular, de massas e nacional no Brasil. Divulgaram jornal velho, como se fosse notícia nova, disse Lula. O título deste artigo é uma homenagem e uma solidariedade a Lula.

    Divulgaram jornal velho, como se fosse notícia nova.

    De fato, a oligarquia da mídia não tem limites em sua falta de escrúpulos. Não surpreende, Já passou para a história do anti-jornalismo um editorial do Estadão, que na data em que Getúlio Vargas assinava decreto criando a Petrobrás, afirmava ser um absurdo que se formasse uma empresa estatal de petróleo num país sabidamente sem petróleo, conforme afirmavam técnicos dos EUA. O jornalismo colonizado.

    Há algumas áreas da política no Brasil de hoje, que, diferentemente de outras em que o Governo Lula deu início a significativas modificações, registram travamento, paralisia. A política financeira, a reforma agrária e a democratização da comunicação.

    Este travamento suscita muitas perguntas. Primeiramente, por que será que um partido que consegue eleger por três vezes seguidas o presidente da república não consegue, não se anima a organizar um jornal popular e de massas, mesmo tendo sido esta tese já aprovada em alguns congressos e conferências do PT?

    Será que um partido que demonstra o prestígio que tem entre as mais variadas camadas sociais, com capacidade de liderar uma composição de partidos, de articular-se com as centrais sindicais, os movimentos sociais, os segmentos progressistas das igrejas, a receber apoio expressivo entre os militares nacionalistas e democráticos, na intelectualidade, no movimento estudantil e na juventude, como também em setores do empresariado, tem realmente dificuldades organizativas, materiais e financeiras para montar uma imprensa a favor do povo e do Brasil?

    Gramsci , fundador do jornal L’Unitá

    Provavelmente, um importante óbice impedindo que o Brasil volte a ter um jornal nacionalista, popular, progressista, de ampla circulação, como foi o Jornal Última Hora, seja um bloqueio político, talvez uma falsa interpretação da teoria de Gramsci sobre a tese da hegemonia. Vale lembrar, inicialmente, que foi o próprio revolucionário italiano o fundador do Jornal L’Unitá. Segundo esta adaptação da teoria da hegemonia para os tempos atuais, não teria mais sentido a organização de mídias próprias, sejam partidárias ou de segmentos políticos organizados, sendo mais correta a disputa no interior da mídia convencional considerada como uma instituição que formaria parte de uma suposta democracia representativa.

    Apesar disso, muitos dos dirigentes petistas, sustentando corretamente elaboração de inúmeros teóricos da comunicação, acusam a atual indústria midiática de ser partidária, facciosa, embora alegue neutralidade. Ela é partidária não apenas das teses mais caras ao grande capital internacional, apoiando escandalosamente, por exemplo, os indecentes privilégios da oligarquia financeira, das diversas oligarquias que concentram nas mãos a propriedade da terra, mas é também partidária no sentido eleitoral, como vimos, ao assumir as candidaturas mais conservadoras, representantes destas mesmas teses.

    A crítica dos dirigentes petistas, baseada em argumentação coerente e em fatos objetivos, aponta a mídia brasileira atual de atuar como um verdadeiro partido político oposicionista, o que, por si só, anularia aquela possibilidade de que houvesse disputa democrática da hegemonia num universo midiático que comportasse o contraditório, a pluralidade, a diversidade. Realmente, isto não existe na mídia comercial brasileira, razão pela estaríamos diante de uma inevitável escolha: ou a acusação dos petistas ao partidarismo da mídia é fato, o que a realidade vem se confirmando dia após dia, e, assim, a renúncia a construir uma mídia própria por supor que existiriam condições para uma disputa democrática no seio desta

    Foto: Jornal L’Unitá de Gramsci (colaboração de Beto Mafra)

    mídia atual mídia, considerada ilusoriamente como um espaço democrático, deveria ser uma política descartada. Toda vez que o PT rejeita colocar em prática decisões de congresso para a construção de um jornal de massas, o que prevalece, de fato, é a política que reconhece credibilidade a esta mídia comercial como se fosse uma instituição democrática, plural e diversificada, o que ela nega ser diariamente. Se acusação de muitos dos dirigentes petistas ao golpismo da mídia é justa, é justo também considerar que esta avaliação, grave e decisiva, merece um desdobramento conseqüente e coerente: cabe ao campo progressista organizar sua própria mídia, dotada de brasilidade, pluralismo, diversidade, democracia..

    Mídia e golpismo

    O campo conservador tem sua mídia, e esta mídia atua não apenas como um partido contra todas as teses e políticas sustentadas pelo PT e pelos governos Lula e Dilma, mas também em defesa das teses mais caras ao grande capital internacional, seja em relação, por exemplo, à criminosa agressão contra a Líbia, à ocupação do Iraque e do Afeganistão, os preparativos de agressão contra o Irã, ações guerreiras que combinam-se com as políticas financeira que rapinam a economia popular nos países centrais do capitalismo. Diante disso, cabe então perguntar: o campo progressista, que esforça – se por imprimir mudanças sócio-econômicas civilizatórias, humanistas, democráticas, enfrentando os poderes e interesses que sustentam aquela velha mídia, tem ou não a tarefa, o direito e até o dever de oferecer à sociedade uma opção de jornalismo que promova pluralidade diversidade informativas e a democratização do debate político nacional e internacional?

    A outro obstáculo, eventualmente mencionado, seria a dificuldade para a organização dos recursos financeiros necessários para a estruturação de um jornal popular. Talvez a resposta para esta dúvida eventual esteja na própria montanha de publicações que o conjunto das forças progressistas produz hoje, seja no movimento sindical ou partidário.

    Trata-se de um volume tão espantosamente grande de impressos que, se todos os esforços, recursos e estruturas usados para esta produção e sua distribuição fossem postos a serviço de uma grande publicação popular, racionalizando-se e concentrando-se toda esta dispersão de iniciativas, com efeitos relativamente insuficientes, certamente haveria a capacidade de resolver o problema do grande déficit informativo do campo democrático-transformador hoje. Neste caso, o principal obstáculo continua sendo político.

    Outro argumento que se lança, este mais recentemente, contra a ideia da produção de um jornal popular é o da chegada da internet, apontando a imprensa como uma comunicação do passado, da era da revolução industrial, enquanto que já estaríamos na condição de pensar numa comunicação pós-industrial. Certamente, os que argumentam em favor de um jornal popular não o colocam em antagonismo a qualquer nova forma de comunicação que venha a ser desenvolvida a partir de uma radical democratização da internet. De fato, não se trata de modalidades excludentes. Além do mais, Congresso Mundial de Jornais recentemente realizado, apontou uma superioridade de 20 por cento da leitura de jornais impressos, sobre a leitura da internet.

    O papel do jornal “Última Hora”

    Da mesma forma que já podemos perceber no caso brasileiro um certo travamento da agenda da democratização da mídia aprovada na Confecom – com seus desdobramentos evidentes também quando se percebe que a nova lei da TV paga, por exemplo, chancela e viabiliza a desnacionalização e a oligopolização deste setor comunicativo – constatamos, em contrapartida, que a democratização do jornalismo impresso, é algo que pode ser implantado imediatamente. Ou seja, as forças progressistas não dependem, hoje, de mudança na Constituição ou nas leis para que se forme um grande jornal nacional, popular, de massas, acessível a todos, como, em outra época, para mais uma vez dar o exemplo, já foi o Última Hora.

    Dependem de sua própria iniciativa, as condições políticas para isto já foram conquistadas. Para dar uma idéia do papel cumprido por este jornal e do papel que poderia ser cumprido agora por um jornal popular, vale lembrar que em 1954, quando Vargas determinou um aumento de 100 por cento no valor do salário mínimo, a jornalhada da direita fez o maior escândalo, até mesmo manifesto de coronéis repelindo o novo valor salarial se fez. Pois bem, neste dia, em letras garrafais, a manchete do Última Hora, de circulação nacional, estampava em todas as bancas a frase de Getúlio Vargas: “Não há salários altos. Há lucros excessivos!” . Manchete inimaginável em qualquer dos jornalões atuais.

    Pode ser que este travamento da Agenda da Confecom continue por mais algum tempo pois, como sabemos, há temas que dependem de outra relações de forças, entre as quais o enfrentamento com os indecentes privilégios dos banqueiros e a paralisação da reforma agrária estrategicamente posicionados no Congresso. Dependem da constituição de novas maiorias, de mais presença popular no Congresso Nacional, para o que, a tática utilizada por certos segmentos de esquerda nas últimas eleições gerais – abstenção ou neutralidade em determinado momento – revelou-se, evidentemente, como um erro e deve ser revisada. Tivesse a esquerda mais peso parlamentar agora seria outra a votação , por exemplo, do Código Popular, da contribuição para a saúde etc.

    O travamento da agenda da Confecom

    A continuar este travamento da democratização da comunicação e, por desdobramento, da expansão de uma Banda Larga para Todos, mediante imposição dos oligopólios das teles que aprisionam certas áreas do governo, o projeto do jornal popular será o que mais rápida e eficazmente poderá ser implementado. Ante o argumento de que não se deveria investir numa comunicação do passado (imprensa), mas sim numa do futuro (internet), lembramos que estes investimentos já foram feitos. Já existe hoje uma moderna capacidade gráfica instalada. Mais que isso, existe uma capacidade ociosa da indústria gráfica que beira os 50 por cento, é crônica, em razão das cada vez mais baixas tiragens dos jornais, como também de livros, cuja tiragem padrão no Brasil é de apenas 3 mil exemplares. Em Cuba já houve tiragens de “Grande Sertão, Veredas”de Guimarães Rosa, de 150 mil exemplares. Na Venezuela, recentemente, houve uma edição do livro “Contos”, de Machado de Assis, de 300 mil exemplares, distribuídos gratuitamente, assim como uma tiragem de 1 milhão de exemplares de “Dom Quixote”de Cervantes, também distribuídos gratuitamente.

    Popularização da produção e da leitura de jornais

    Ou seja, a capacidade ociosa da indústria gráfica brasileira, juntamente com as raquíticas taxas de leitura, conforma um campo apto que permite combinar os fatores para a implantação de um projeto público de popularização da produção e da leitura de jornais no Brasil. Aqui temos gráficas meio paradas, povo impedido de ler e talentosos jornalistas e escritores sem postos de trabalho. Portanto, não se trata de investir mais na indústria gráfica, há uma capacidade instalada já. Trata-se de colocar capacidade existente e que está paralisada para funcionar, gerando emprego e, fundamentalmente, baseada num programa de jornalismo público e popular, democratizando a informação, sem necessidade de reforma constitucional ou novo marco regulatório da comunicação. Isto é para já. Afinal, este país já teve uma Última Hora!

    O governo paga para apanhar

    Foto: Samuel Wainer vê rodar a primeira edição do Última Hora 06/1951

    Quando se argumenta, em contraposição ao projeto de um jornal popular, que os recursos seriam muito difíceis de serem levantados, podemos não apenas recorrer novamente à história para lembrar do exemplo do empréstimo que o Banco do Brasil concedeu ao jornalista Samuel Wainer para fundar o Última Hora, empréstimo rigorosamente pago pela editora do diário. Aliás, sabemos que pagar empréstimos não é o forte para muitos dos grandes empresários ou usineiros de hoje, que certamente fariam o maior escândalo se os recursos públicos fossem legitimamente utilizados para sustentar o projeto de criação de um jornal popular. Mas, eles não fazem qualquer objeção ao fato de os recursos públicos serem hoje

    Última Hora a otativa parou
    Última Hora a rotativa parou

    uma das principais fontes de sustentação da mídia comercial, sobretudo quando uma única edição da Veja recebe 14 páginas de anúncio da Petrobrás. O governo continua pagando para apanhar! Em que pese a positiva reformulação na política de distribuição de verbas publicitárias, com muito mais democracia, ainda cabe corrigir os desequilíbrios existentes no setor, pois até o momento, sente-se a ausência de um projeto para um jornalismo público e de uma postura mais decidida e mais audaz por parte do governo federal para fortalecer, expandir e qualificar a comunicação no campo democrático.

    Uma Fundação para o Jornalismo Público

    Ainda refletindo sobre meios e maneiras de superar o ceticismo sobre como organizar os recursos para montar um projeto de jornal popular, lembramos que muitos dos fundos públicos de empresas estatais aplicam boa parte de seus recursos em operações financeiras tradicionais. Que efeitos positivos teríamos para a democratização da informação se boa parte destes mesmos recursos, hoje imobilizados no financismo, fossem injetados, por exemplo, na constituição de uma Fundação para o Jornalismo Público. Entre outras funções, esta Fundação poderia ter o papel de pensar, prever e elaborar teorias e práticas para o jornalismo do futuro, enriquecidos com as novas tecnologias de comunicação. Abrigaria uma instituição voltada para o ensino do jornalismo exclusivamente público, algo que ainda não está desenvolvido nem teórica, nem praticamente no Brasil – o ensino conceitual para o jornalismo privado já existe. Além disso, esta instituição aceitaria o desafio de elaborar e implementar projetos para a popularização da produção e leitura de jornal no Brasil, cujas estatísticas indicam estar abaixo da taxa de leitura da Bolívia, uma economia de muito menor porte que a brasileira.

    Um novo jornalismo nasce na América Latina

    Sob o lema “A imprensa é a artilharia do pensamento”, cunhada por Simon Bolívar, renasceu há pouco mais de 1 ano na Venezuela, o jornal “Correio del Orenoco”, com o mesmo nome do jornal do movimento libertador liderado por Bolíva no século 19, cujo redator era o brasileiro Abreu e Lima, que havia fugido da repressão que se abatera sobre os revolucionários de Pernambuco então. Hoje, este jornal, com o preço módico de 1 Bolívar, já é diário, é distribuído nacionalmente e possui uma tiragem de 300 mil exemplares. Enquanto isso, o principal jornal da direita venezuelana , “El Nacional”, teve sua circulação reduzida, em 10 anos, de 400 mil para apenas 40 mil diários, fundamentalmente em razão do desprestígio recebido por adotar uma posição contra revolucionária, chegando mesmo a insinuar aprovação a um eventual atentado contra a vida do Presidente Hugo Chávez, eleito e reeleito pelo voto popular, além de aprovado diversas vezes em plebiscito e referendos, também pelo voto soberano do povo bolivariano.

    Foto: Jornais são disponibilizados nas ruas, gratuitamente.

    Na Bolívia, cansado de ser identificado pela imprensa comercial e conservadora como “Narco-presidente” , Evo Morales decidiu estimular a criação de um jornal público, chamado “Cambio”, que em pouco tempo de criação, 2 anos, já vende tanto quanto o mais antigo jornal do país, o “La Razon” , com 70 anos de história. O Cambio, com circulação nacional impressa, custa um quarto do preço do jornal conservador e também possui uma versão on-line. Constata-se uma alteração positiva na relação de forças da batalha comunicativa no país andino, que, ademais, tem uma TV pública, possui também uma rede nacional de rádios indígenas e camponesas, e, tem o sinal aberto de Telesur ao alcance de todos, emissora da qual a Bolívia é sócia.

    No Paraguai , o presidente Fernando Lugo também decidiu enfrentar o desequilíbrio informativo em favor das oligarquias e criou a Agência Publica de Notícias, que além de abastecer todo o sistema informativo nacional, irá publicar um jornal para distribuição gratuita ao povo.

    No Equador existe o jornal público “El Telégrafo”, agora reforçado, modernizado e preparado para fazer uma disputa cerrada que se verifica entre as oligarquias e o governo de Rafael Correa, que, alvo de várias manobras de sabotagem e até de uma tentativa de golpe de estado em outubro de 2010, decidiu democratizar a legislação de meios de comunicação, além de levar autores de injúrias, calúnias e ofensas às barras dos tribunais. Aí também se verifica um jornalismo novo surgindo, embora o jornalismo velho, oligárquico, golpista, insista na defesa dos antigos privilégios das classes dominantes e do capital estrangeiro.

    Talvez esteja na Argentina a experiência mais decidida e com alguma semelhança no porte econômico e em modelo às possibilidades de democratização informativa que poderia ocorrer no Brasil. O governo Kirchner impulsionou consultas regionais a todos os setores sociais, a partir do que elaborou um projeto de lei, aprovado no Congresso, que, em resumo, redistribui o setor comunicativo em três segmentos, tal como está inscrito na Constituição Brasileira, embora não regulamentado. Lá, um terço do setor é para o empresariado, um terço para o setor público e estatal e o outro terço para as entidades sociais, entre elas universidades e centrais sindicais, que, a partir da nova legislação, também já podem ter acesso à direção de meios de comunicação eletrônicos. Fora isto, há também o jornal El Argentino, distribuído gratuitamente, com ampla circulação, e o jornal Tiempo Argentino, ambos encarregados de assumir o desafio do legítimo e democrático enfrentamento com a linha editorial oligárquica e imperial dos dois diários do jornalismo velho, El Clarin e La Nacion.

    A experiência comunicativa da Era Alvarado

    Aguardemos, agora, o que poderá nos trazer o Peru sob a presidência de Umalla Hollanta, pois este país andino já viveu uma experiência transformadora em democratização quando, em 1968, o governo do General Alvarado, além de estatizar o petróleo, iniciar a reforma agrária e de várias mudanças sociais relevantes, nacionalizou os jornais e os colocou sob administração das centrais sindicais. Sem saber o que fazer com aquilo, por incompreensão do momento político vivido pelo país – chegavam a chamar o general Alvarado de “Gorila” – as centrais sindicais não deixaram marca positiva de uma experiência relevante em matéria de jornalismo, perdendo preciosa oportunidade histórica.

    Foto: ex-presidente General Alvarado

    Mesmo sob uma agressiva onda de ataques do velho jornalismo aos projetos de mudanças em curso nestes países da América do Sul, ataques sintonizados com a agenda dos EUA para a região, o voto popular tem proporcionado as condições políticas para o surgimento do novo jornalismo, de caráter público, democrático e popular. São experiências que deveriam ser bem mais vivenciadas pelos brasileiros. Neste sentido, mesmo reconhecendo na EBC uma conquista relevante, ainda não consolidada, somos obrigados a reconhecer, também, que a TV Brasil acumula uma enorme dívida para com a sociedade brasileira já que nada informa sobre estes importantes fenômenos de um novo jornalismo bem perto de nós, preferindo insistir numa linha editorial que acompanha e repete, na maioria das vezes, o preconceito do jornalismo velho contra este processo de mudanças em curso. Aliás, a linha editorial internacional da EBC ainda está predominantemente em sintonia com o velho jornalismo, o Itamaraty tem estado politicamente à esquerda da EBC.

    Este processo de mudanças democráticas, lastreado nas forças progressistas e que tem como pano de fundo, por um lado a crise global do capitalismo neoliberal e de outro a integração sul-americana baseada na cooperação e na soberania dos povos é um fato jornalístico e notável de mereceria uma revisão editorial da EBC. Devemos nos preparar para dele participar, não apenas encorajando mudanças na EBC, trabalhando para a implementação de convênio de cooperação com a Telesur e para a liberação do seu sinal no Brasil, mas, também, desengavetando a agenda da Confecom, que sequer atravessou a Esplanada, do Minicom para chegar ao Congresso Nacional. Mas, lá chegando, a relação de forças continuará sendo extremamente adversa para a democratização da mídia. O que exigirá unidade do campo popular em aliança com o Governo Dilma, como na Argentina, como na Venezuela, para remover os entulhos autoritários e neoliberais que seguem incrustados no Congresso.

    Enquanto em segmentos do campo progressista acumulam-se ceticismos sobre montar ou não um jornal popular, nacional e de massas, a Folha Universal, editada pela igreja do mesmo nome, alcança já 3 edições semanais, com 1,5 milhão de exemplares cada, distribuídos gratuitamente em pontos de grande afluxo de populares. Surgem novos jornais de distribuição gratuita, com tiragens volumosas, indicando possibilidades que o campo progressista não explorou ainda. E uma proposta apresentada ao então governador petista Cristovam Buarque, na década de 90, após recusada, foi assumida por um grupo empresarial brasiliense. O jornal Coletivo afirma-se hoje como um jornal de massas, com tiragem superior á do maior jornal do Distrito Federal, distribuído gratuitamente a cada dia, às 17 horas, na Rodoviária da Capital Federal, espalhando por todo o entorno. Desprezado pela esquerda, o projeto foi assumido pela direita. É provavelmente a única oportunidade desses candangos de ter acesso à leitura de jornal, num país em que o acesso à internet, para as classes D e E, é de apenas 3 por cento dos lares. A realidade de São Paulo é bem diferente da realidade do Brasil dos Grotões…

    A implantação de um jornal popular, não depende de mudanças constitucionais ou de leis, nem de maioria no Congresso. Depende de um mínimo de unidade política do campo progressista, em coordenação com o governo que elegeu. E pode ser uma realidade a curtíssimo prazo. Como provou Vargas ao criar o Última Hora..

  18. Monsenhor Friedrich disse:

    Nayara, ótimos vídeos e esclarecedores.

  19. Pingback: O governo do GOLPE: rasgar os direitos trabalhistas! | www.socialistalivre.wordpress.com

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