A ideologia naturaliza o que não é natural: a questão do “direito natural à propriedade privada”!

Uma das características da ideologia é fazer circular, através de frases, textos, proposições, formulações, até teorias, determinadas inverdades como se fossem verdades absolutas. O sistema capitalista é um sistema construído sócio-historicamente, mas os defensores desse sistema, no intuito de perpetuá-lo e apagar seu lado socialmente construído, usa da fraseologia e da ideologia burguesa para naturalizar esse sistema.

Nesse texto discutiremos o seguinte enunciado da ideologia burguesa: “o direito à propriedade privada é um direito natural”. Claro está que esse enunciado é ideológico e que a sua função é tentar NATURALIZAR o que não é natural, sua função é NATURALIZAR o que é socialmente construído. Em outras palavras, a propriedade privada não é um direito natural: a natureza não fez a propriedade privada e a distribuiu a cada ser humano como um direito natural e nato. Naturais e disponíveis a todo ser humano estão a chuva, o vento, a vida e a morte, a pulsação sanguínea, o sexo, o sol, o calor, o frio. Porém, para seguir dominando, os defensores do sistema capitalista precisam convencer ideologicamente as pessoas de que a propriedade privada é um direito natural, um direito quase divino, pois sem a posse de imensas propriedades privadas a própria classe burguesa perderia seu estatuto de classe dominante. Simples assim. A ideologia burguesa precisa então convencer as pessoas de que ninguém pode mexer com a propriedade alheia, de que ninguém pode querer atentar contra as grandes propriedades dos ricos, pois elas seriam “direitos consagrados pela própria natureza”. Um grande engano e uma grande fabulação propositalmente montados para iludir as classes subalternas a não imaginarem outras possibilidades de construção social, como, por exemplo, o Socialismo Livre que defendemos.

Quando o Black Bloc, por exemplo, quebra a porta de um banco, a maioria das pessoas, convencidas da ideologia burguesa de que a propriedade privada é um direito natural e intocável, fica ideologicamente bastante chocada, achando isso totalmente errado e absurdo. Não estamos aqui aprovando a ação do Black Bloc, até porque achamos um equívoco o Black Bloc sair por aí quebrando as propriedades privadas e não temos acordo com essa tática política, apesar também de não achar que os Black Bloc sejam “vândalos”, como o senso comum e a mídia burguesa pregam. Na verdade, deveríamos é fazer um grande movimento popular para estatizar as grandes propriedades privadas e não quebrá-las e não fazer como os Black Blocs fazem, porque essas ações não conscientizarão o povo de que devemos estatizar as grandes empresas estratégicas da economia, como, por exemplo, os bancos. Mas, enfim, o fato de as pessoas ficarem tão chocadas com a ação dos Black Blocs é que está arraigada na população a ideologia de que a propriedade privada é algo intocável, é algo divino, e não uma construção social, construção social, esta, baseada inclusive em várias contradições. A propósito, muitas dessas grandes propriedades privadas, quando não foram conquistadas por intermédio do roubo passado de gerações a gerações em forma de herança, foram conquistadas por intermédio da exploração do trabalho não pago aos trabalhadores.

Mas, enfim, o Direito reinante no Estado Burguês estabelece como princípio a intocabilidade e a “suposta naturalidade” da propriedade privada e ideologicamente precisa convencer as multidões de que sua política está correta. Mas quem formulou esse princípio? Deus? A Natureza? Claro que não. A própria classe burguesa dominante, através de seus representantes políticos, é que estabeleceu na Constituição Federal de cada país capitalista que a propriedade privada é um direito natural e intocável. Ao fazer isso, contudo, a ideologia de que “o direito à propriedade privada é natural” almeja esconder o fato de que a propriedade privada é uma construção social, baseada no privilégio de algumas classes sociais, em detrimento de outras, não é, pois, uma dádiva da própria Natureza. A classe trabalhadora, por exemplo, só tem, como propriedade, o corpo para trabalhar: a Natureza excluiria milhões de trabalhadores desse “privilégio natural” de ser “grande proprietário”? As classes dominantes, por sua vez, para seguir dominando e explorando a classe trabalhadora, cria o Estado policial para vigiar suas imensas propriedades privadas, de forma que, em regime de herança, determinadas famílias possam seguir ricas ao longo dos tempos, acumulando cada vez mais propriedades. Junto com isso criam a balela ideológica de que “a propriedade privada é um direito natural à espécie humana”.

Isso implica, entretanto, que todo tipo de propriedade privada é uma construção social negativa? Em nosso ponto de vista não, desde que para adquirir dada propriedade privada, como uma casa, um carro, uma bicicleta, um tênis, etc, a pessoa apenas tenha usado do próprio trabalho ou do próprio esforço para adquiri-la. O problema é que o sistema capitalista acumula grandes propriedades privadas nas mãos de poucos, e esse acúmulo não se dá através da própria capacidade de trabalhar ou do próprio esforço de cada pessoa, sem contar que o acúmulo condena outros milhões à exclusão social. No capitalismo, a grande contradição é que se acumulam propriedades privadas nas mãos de poucos ou através de roubos dos mais variados tipos ou através da exploração do trabalho não pago de outros. Um socialista livre, por princípio, jamais se tornará um empresário, pois para acumular uma grande propriedade privada em mãos, por princípio, ter-se-ia de contratar funcionários e decididamente explorá-los, não pagando parte do tempo trabalhado desses funcionários, do contrário, nunca sequer chegar-se-ia ao estatuto de grande empresa. Não compactuamos com a exploração do trabalho não pago a outros semelhantes, com vistas a enriquecimento próprio. Esse pseudo “direito natural à propriedade privada”, no caso das grandes propriedades, no fundo, é uma legitimação do roubo e da exploração. Somos contra.

Defendemos, portanto, que cada pessoa tem de viver do próprio trabalho, e para isso ocorrer, ou se trabalha por conta própria, sem explorar outros, ou os grandes setores produtivos tem de ser transformados em grandes empresas públicas, contratando-se, nesses setores, trabalhadores concursados e competentes que provarem ser os melhores funcionários da sociedade, com empregos revogáveis pelo Conselho Popular da sociedade, caso a produção, em dado setor, não esteja adequada às necessidades sociais. Se a grande propriedade pública estatal for uma petroleira, por exemplo, ali tem de estar os mais bem preparados funcionários públicos, com um salário digno, sendo que o mais-produto dessa petroleira, descontados o custo das máquinas, descontado o custo do salário dos funcionários, descontado o investimento em matérias primas, deve ser aplicado na melhorias dos serviços sociais prestados à coletividade, como saúde pública de qualidade, educação pública de qualidade, moradia popular estatal para todos que trabalham, investimento em cultura, etc. Portanto, perante os argumentos ideológicos de que “a propriedade privada é um direito natural”, no mínimo, desconfiem!

Por: Gílber Martins Duarte – Socialista Livre – Conselheiro do Sind-UTE / MG e diretor da subsede do Sind-UTE em Uberlândia – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Doutorando em Análise do Discurso/UFU – Membro da CSP-CONLUTAS.

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Esse Blog está a serviço da Luta pelo Socialismo. Defendemos a plena liberdade do ser humano, mas somos radicalmente contra a liberdade de explorar, como a burguesia faz, e contra a liberdade de oprimir como os machistas fazem, os racistas fazem, os homofóbicos fazem, os praticantes de bullying fazem, os preconceituosos fazem, os possessivos fazem e os autoritários de plantão fazem. Assim, defendemos que cada corpo-consciência deve ter liberdade de ser o que ESCOLHE SER, desde que esta liberdade não oprima e explore os outros! Defendemos a plena liberdade de postura crítica e a plena democracia operária, todos devem ter o direito de expressar o que pensam! Defendemos a Revolução Socialista e a necessidade de libertação da classe trabalhadora do jugo do capitalismo. No entanto,somos contra comandos de hierarquias políticas ou de figuras públicas mais poderosas no seio dos lutadores que travam a batalha pelo socialismo. Defendemos que cada militante deve ousar pensar por si mesmo, cada militante deve ter o direito de concordar, mas também de discordar daquilo que julga equivocado, por isso nos definimos como Socialistas Livres e esse Blog está a serviço dos que desejam militar de acordo com essa concepção. Convidamos a todos a conhecerem nosso jeito diferente de entender e de praticar a política socialista, com liberdade, democracia operária, direito de crítica e respeito ao diferente. Saudações Socialistas Livres.
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23 respostas para A ideologia naturaliza o que não é natural: a questão do “direito natural à propriedade privada”!

  1. Gílber, em seus artigos, geralmente vc preserva o conceito de “direitos” para aqueles direitos “humanos” como a liberdade de expressão, mas não o aplicam à propriedade privada. E, no entanto, em contradição, o conceito de “direitos” somente faz sentido se eles são entendidos a partir do conceito de direitos de propriedade. Pois não apenas não existem direitos humanos que não sejam também direitos de propriedade, como esses direitos perdem sua incondicionalidade e clareza e se tornam confusos e vulneráveis quando os direitos de propriedade não são usados como padrão.
    Em primeiro lugar, há dois sentidos nos quais os direitos de propriedade são idênticos aos direitos humanos: um, que a propriedade só pode caber a humanos, de modo que seus direitos à propriedade são direitos que pertencem a seres humanos; e dois, que o direito da pessoa ao seu próprio corpo, sua liberdade pessoal, é tanto um direito de propriedade sobre sua própria pessoa como é um “direito humano”. Porém, ainda mais importante para a minha argumentação, os direitos humanos, quando não colocados em termos de direitos de propriedade, tornam-se vagos e contraditórios, fazendo com que os socialdemocratas enfraqueçam estes direitos e favoreçam as “políticas públicas” ou o “bem comum”.
    Tome, por exemplo, o “direito humano” de liberdade de expressão. Supõe-se que a liberdade de expressão significa o direito de todos dizerem o que bem entenderem. Mas a questão negligenciada é: Onde? Onde um homem possui esse direito? Certamente ele não o possui em uma propriedade que esteja invadindo. Em suma, ele possui esse direito apenas em sua própria propriedade ou na propriedade de alguém que concordou, como um presente ou em um contrato de aluguel, em conceder a ele o espaço determinado. Portanto, na realidade, não existe esta coisa de um “direito de livre expressão” separado; existe apenas o direito de propriedade de um homem: o direito de fazer o que quiser com o que é seu ou de fazer acordos voluntários com outros possuidores de propriedade.
    Em resumo, uma pessoa não possui um “direito à liberdade de expressão”; o que ela possui é o direito de alugar um salão e de discursar para as pessoas que entrarem no espaço. Ela não possui um “direito à liberdade de imprensa”; o que ela possui é o direito de escrever ou publicar um panfleto, e de vender este panfleto para aqueles que desejarem comprar (ou de distribuí-lo para aqueles que desejarem aceitá-lo). Deste modo, o que ela possui em cada um destes casos são direitos de propriedade, incluindo o direito de livre contrato e transferência que constitui uma parte destes direitos de posse. Não existe nenhum direito extra de “liberdade de expressão” ou de liberdade de imprensa além dos direitos de propriedade que uma pessoa pode possuir em qualquer caso concebível.
    Além disso, formular a análise em termos de um “direito de livre expressão” no lugar de direitos de propriedade resulta em confusão e no enfraquecimento do próprio conceito de direitos. O exemplo mais famoso é a alegação do juiz Holmes de que ninguém tem o direito de gritar “fogo!” falsamente em um teatro lotado, e que, portanto, o direito de liberdade de expressão não pode ser absoluto e deve ser relativizado e moderado por considerações de “políticas públicas”. E, não obstante, se analisarmos o problema em termos de direitos de propriedade, veremos que nenhuma relativização da incondicionalidade dos direitos é necessária.
    Pois, logicamente, o gritalhão é ou um cliente ou o dono do teatro. Se ele for o dono do teatro, ele está violando os direitos de propriedade dos clientes de assistirem tranquilamente à apresentação, pela qual originalmente ele recebeu o dinheiro deles. Se ele for um cliente, então ele está violando tanto o direito de propriedade dos clientes de assistirem à apresentação quanto o direito de propriedade do dono, pois ele está violando os termos de sua permanência ali. Pois estes termos certamente incluem não violar a propriedade do dono ao atrapalhar o espetáculo que está sendo apresentado. Em qualquer um dos casos, ele pode ser processado como um violador de direitos de propriedade; portanto, quando focamos nos direitos de propriedade envolvidos, vemos que o caso de Holmes não implica a necessidade de a lei relativizar a natureza absoluta dos direitos.
    De fato, o juiz Hugo Black, um conhecido “absolutista” em prol da “liberdade de expressão”, em uma vigorosa crítica ao argumento de Holmes de “gritar ‘fogo!’ em um teatro lotado”, deixou claro que a defesa da liberdade de expressão dele era fundamentada nos direitos de propriedade privada. Black expôs dessa forma:
    Ontem à noite, fui a um teatro com você. Tenho noção de que, se eu e você levantássemos e começássemos a marchar por todo o teatro, dizendo ou não alguma coisa, nós seriamos detidos. Ninguém jamais disse que a Primeira Emenda [da constituição americana] dá às pessoas o direito de ir a qualquer lugar que elas queiram ou de dizer qualquer coisa que elas queiram. Comprar o ingresso do teatro não compra a oportunidade de se fazer um discurso lá. Neste país, temos um sistema de propriedade que também é protegido pela Constituição. Temos um sistema de propriedade, o que quer dizer que um homem não tem o direito de fazer qualquer coisa que ele queira em qualquer lugar que ele deseje. Por exemplo, eu não acharia nada agradável se alguém tentasse entrar em minha casa e me dissesse que ele tem um direito constitucional de entrar ali porque ele quer fazer um discurso contra a Suprema Corte. Eu compreendo a liberdade que as pessoas têm de fazer um discurso contra a Suprema Corte, mas eu não quero que ninguém o faça em minha casa.
    Aquele aforismo sobre o gritar “fogo!” em um teatro lotado é maravilhoso. Mas você não precisa gritar “fogo!” para ser detido. Se uma pessoa cria uma confusão em um teatro, eles iriam detê-la não por aquilo que ela tenha gritado, mas por ela ter gritado. Eles iriam detê-la não por quaisquer opiniões que ela tenha, mas porque eles acharam que ela não tinha nenhuma opinião que eles queriam ouvir ali. Esta é a maneira que eu iria reagir: não por aquilo que ela tenha gritado, mas por ela ter gritado.
    Porém os marxistas deturpam essa realidade afirmando que isso seria prova de que a propriedade dos meios de comunicação deve ser regulada, porque deixando o livre mercado, somente os mais ricos conseguiriam financiar as gráficas de jornais, as emissoras de tv, etc. Dessa forma, somente a opinião dos “ricos” seria disseminada. O que essas pessoas esquecem é que os recursos usados na comunicação são escassos. Portanto, se não forem os empreendedores que emergiram ao sucesso graças a competição, outro grupo deterá o controle, não haverá uma congregação idílica de bem intencionados garantindo o bem da humanidade porque controlam o governo.
    A intervenção do Estado que perverte a lei, colocando-a a serviço de demagogos e populistas, permite que se crie uma sociedade de usurpadores dos direitos individuais, onde tirar à força de uns para dar a outros, onde tirar a liberdade de iniciativa de uns para privilegiar outros, onde uns definem impositivamente o que outros, que inclusive pagam por isso, deverão usufruir, é nada mais nada menos do que o Estado totalitário aplicado às leis da economia e à vida dos indivíduos no exercício de suas vontades e necessidades no dia-a-dia.
    A justiça somente será encontrada quando deixarmos de botar a mão no bolso alheio e quando o alheio deixar de botar a mão no nosso. Será o fim da hipocrisia e o início do fim da barbárie.
    O resto, é falacia marxista. Teoria de época.

    • Leo disse:

      Cel Gladimir, o Sr. foi brilhante nessa refutação. Tanto que o marxista nem contestou. Parabéns!
      Permita-me resumir suas colocações para os leitores, que não conseguiram entender:
      DIREITOS só existem com DEVERES
      O DIREITO DE PROPRIEDADE PRIVADA….obriga ao DEVER de respeitar A PROPRIEDADE PRIVADA DAS OUTRAS PESSOAS…
      Nunca há DIREITOS sem DEVERES
      A propriedade é sempre uma POUPANÇA de alguém
      Pode ser SUA ou de seu PAI ou AVÔ…
      Pode ser até do seu FILHO…se comprar uma casa a pagar em 30 anos…essa poupança vai ser do seu filho ou NETO…
      A POUPANÇA È SEMPRE UM BEM PARA TODA A SOCIEDADE…
      Porque sem poupança não há INVESTIMENTO…
      E sem investimento não há CRIAÇÃO de RIQUEZA…
      TAXAR A PROPRIEDADE COM IMPOSTOS BRUTAIS e COLOSSAIS é portanto um DISPARATE econômico e uma ESTUPIDEZ politica….
      É dar um tiro no próprio pé…
      A PROPRIEDADE NUNCA DEVE PAGAR IMPOSTOS…
      E OS QUE EXISTEM DEVEM SER ABOLIDOS…
      Porque são injustos , imorais , incorretos e ofendem os MAIS BÁSICOS VALORES DEMOCRÁTICOS…
      Se concorda conteste e faça seu trabalho esclarecendo os incautos e/ou adere aos grupos IMPOSTOS INJUSTOS NÃO…NOVO OCIDENTE…REVOLUÇÃO DO BOM SENSO…ISSO SIM É LIBERDADE.

      • A propriedade mínima, uma casa, um carro, um par de tênis, conquistada com o suor do próprio trabalho, é legítima. O acúmulo de propriedades nas mãos de meia dúzia já não tem nada a ver com poupança, na verdade, o acúmulo se dá com base na exploração do trabalho não pago dos trabalhadores. Outras são por roubo mesmo. Esse seu discurso só engana o senso comum que não entende como funciona a economia capitalista.

    • Professora Viktoria disse:

      Vamos destruir mais um papai noel? Deixem-me quebrar mais um brinquedo da esquerda marxista ?
      Muita gente diz que LULA não é esquerdista marxista pq enriqueceu, ama o luxo, se alia com pessoas de dinheiro e privilegia BANCOS, ou seja, o capital.
      Pois é..Mas toda a elite comunista/socialista marxista é ..capitalista…Vejam a vida que leva os parentes e família do CHAVEZ E DO MADURO ..VEJAM A MANSÃO EM QUE MORA O MEGA-ASSASSINO FIDEL CASTRO OU O LUXO DE VIDA DO CARA DA COREIA DO NORTE…A elite socialista é capitalista enquanto o socialismo fica restrito ao povo que trabalha e rala para sustentar a corja dominante….Bancos? Ora, os bancos financiam capitalismo e comunismo…Quem financiou o comunismo russo foram os bancos…

      • Burocratas dirigentes do capitalismo de estado, com o nome de “socialismo”, no caso de Rússia, Coréia, China, de fato também seguiram a velha política de explorar os trabalhadores das estatais desses países para obterem privilégios econômicos à custa do trabalho não pago aos trabalhadores. Esse é o estalinismo burocrático. Falam em nome do marxismo, mas são traidores do autêntico socialismo. No capitalismo, o mesmo acontece, só que ao invés de prioritariamente os dirigentes estatais se enriquecerem à custa do trabalho do povo, aqui, no capitalismo, são os empresários donos das grandes empresas privadas que se enriquecem também explorando o trabalho não pago aos trabalhadores, ou seja, explorando mais-valia. Em resumo, tanto empresas privadas, tanto “socialismos estalinistas”, através de empresas estatais, podem explorar o trabalho não pago dos trabalhadores para enriquecimento próprio, usando táticas diferentes. O desafio é construir o SOCIALISMO LIVRE, onde a liberdade de explorar e a liberdade de oprimir devem ser radicalmente proibidas, não importa se exercida por um burguês ou por um dirigente estatal corrupto. Por isso, no Socialismo Livre, temos de garantir plena liberdade de crítica e plena liberdade de expressão para o povo trabalhador, porque são os trabalhadores honestos os fiscais diretos de toda atividade econômica e de toda atividade política de todos os governantes. Para isso, a liberdade de fiscalizar, a liberdade de criticar, a liberdade de se exprimir o que pensa do governo devem ser amplamente incentivadas e garantidas. Nesse Blog, por exemplo, não censuramos nenhuma crítica, porque um mundo novo só poderá ser erguido com clareza e com extrema crítica social acerca do que não funciona, nenhuma sujeira deve ser escondida embaixo do tapete, ou não chegaremos ao Socialismo Livre. Enquanto houver naturalização da corrupção de quem que seja, enquanto houver naturalização da exploração dos trabalhadores, enquanto houver naturalização do roubo, enquanto houver naturalização do enriquecimento por meios escusos como roubo, exploração de mais-trabalho não pago, enquanto houver opressão, enfim, sem mudar radicalmente nossos princípios não haverá Socialismo Livre. Por isso afirmamos que a Revolução Socialista Livre começa agora, rompendo-se radicalmente com toda forma de exploração, com toda forma de opressão, com toda forma de desonestidade, com toda forma de corrupção, com toda forma de roubo desde já, partindo de nós mesmos, do nosso próprio exemplo. Ou se cria o ser humano socialista livre desde agora, como um gestor-dirigente-principista de um novo mundo, profundamente coerente com os princípios de jamais explorar e oprimir outro ser humano, ou jamais sairemos do atraso político-econômico-ideológico-social, em que nos encontramos. Os que se iludem com liberalismo me desculpem, vocês estão desperdiçando a vida de vocês para ajudar a perpetuar uma merda de sistema capitalista explorador e opressor, deveriam fazer autocrítica, da mesma forma que também nós, marxistas socialistas livres, já fizemos autocrítica em relação ao que se chamou de “socialismo” e não compactuamos e não vamos ajudar a construir outra ditadura estalinista burocrática e autoritária, sem controle do povo e sem princípios claros de honestidade, de não corrupção, de não enriquecimento ilícito à custa do dinheiro público que é fruto do trabalho dos trabalhadores, já que dinheiro não brota do nada, brota do trabalho de alguém.

      • Professora Viktoria disse:

        Todo credo “radical” está sujeito à acusação de ser “utópico”, e o movimento libertário não é exceção. Os socialistas, por serem naturalmente mais emotivos e menos pragmáticos, conseguem adotar o radicalismo instintivamente e com mais facilidade; o fato de o objetivo final ser impossível não tem lá muita importância. São imunes a possíveis contradições ou ineficiências. Já libertário, por definição, é mais racional, o que pode o levar a se questionar em que medida aquilo que ele defende é realizável.
        O que você entende por “poder hierarquicamente organizado”?
        O ser humano tem uma natureza dividida entre o bem e o mal, algumas pessoas simplesmente nascem com a personalidade psicopata e para elas matar é um prazer. Nesse caso, como ficaria o pacto de não agressão?
        Se o ser humano tem uma natureza dividida entre o bem e o mal, como você garante que apenas os bons irão popular o estado e punir corretamente os maus? Como você garante que não serão os psicopatas que tentarão se apossar do estado? Eu diria que você simplesmente não observa o mundo real, em que são exatamente os maus que se apoderam do estado. Ou seja, vivemos no pior dos arranjos.
        Ademais, não existe agressor maior do que o estado. É ele quem coage e confisca, e é quem sequestra e mata. Caso você não pague imposto, ele irá tentar sequestrar você. Caso você resista, ele irá matar você. Defender algo assim é totalmente psicótico.
        Ideologia meu caro, é um termo inventado por Karl Marx , que significa literalmente uma roupagem de ideais que podem ser propagadas até por um exercito de idiotas, mas que escondem a real intenção dos agentes criadores de tal ideologia, que para Marx era sempre a vontade de poder.

        No mais, vc não conseguiu refutar nada, só fez ctrl-c / ctrl-v , numa “tentativa” de afetação de superioridade juvenil…

      • Não é possível convencer quem não quer ser convencido. Temos posição distinta da realidade e da política, simples assim. Eu, enquanto marxista socialista livre, luto por transformar a realidade, sabendo de todas as dificuldades que existem, ninguém disse que é fácil mudar o mundo, muito menos temos garantia de que conseguiremos, mas militamos para isso. Você, contudo, parece estar contente com a ordem capitalista. Contudo, você foi ganha para a ideologia de que é preciso haver menos intervenção do Estado. Essa ideologia simplesmente acelera as crises. Tal visão é fruto da ausência de conhecimento de como funciona a tendência da queda da taxa de lucro proveniente da substituição do trabalho dos trabalhadores pelo trabalho das máquinas. O liberalismo sem controle estatal seria uma catástrofe para o próprio capitalismo, vocês estão iludidos com suas teorias econômicas burguesas. Eike Batista, o mega empresário que achava que no Brasil não tinha livre concorrência, não tinha mercado capitalista livre, acabou de tomar uma rasteira da tendência à queda da taxa de lucro. Faliu. Olhe para a realidade do capitalismo e aprenda com ela. Marx já ensinou como funciona. Sem explorar mais-valia dos operários não funciona e livre concorrência sem Estado apenas acelera a queda dos capitalistas na diminuição da tendência da queda da taxa de lucro. Para nós, socialistas livres, isso comprova o fato de que o capitalismo é um sistema que precisa ser superado enquanto modo de produção da vida. Não é justo, é explorador, é opressor e vive em crises.

      • Professora Viktoria disse:

        Não convence mesmo. Suas idéias não passam de utópicas, românticas, simplista, sem fundamentos, embaralhadas, nada técnica. Nem os menos abastados vc vai convencer. Vc esta necessitando de uma companheira, arrume uma, vai ser bom.

      • Marileia Gomes Duarte disse:

        Era uma vez um tempo em que os anarquistas e marxistas diziam que o mundo só melhoraria assim que o último burguês fosse enforcado nas tripas do último padre. Que fique bem claro a esse blogueiro que os militares, professores, assalariados e os que são contrários as idéias marxistas, não são burgueses e muito menos fascista, esse é um termo pejorativo marxista para denegrir os contrários a sua causa da implantação do regime totalitário socialista. Portanto é uma fobia que os marxistas tem aos seus contrários. Isso é agressão verbal e apologia a separação de classes, sim. Esclareço ainda, que, de acordo com a descrição do próprio blogueiro do Socialismo Livre, em sombra de dívidas é um REGIME TOTALITÁRIO. Totalitarismo é um sistema de governo em que todos os poderes ficam concentrados nas mãos do governante. Desta forma, no regime totalitário não há espaço para a prática da democracia, nem mesmo a garantia aos direitos individuais.
        No regime totalitário, o líder decreta leis e toma decisões políticas e econômicas de acordo com suas vontades. Embora possa haver sistema judiciário e legislativo em países de sistema totalitário, eles acabam ficam às margens do poder.
        Outras características dos regimes totalitários:
        – Uso excessivo de força militar como forma de reprimir qualquer tipo de oposição ao governo;
        – Falta de eleições ou, quando ocorrem, são manipuladas;
        – Censura e controle dos meios de comunicação (revistas, jornais, rádio);
        – Propaganda governamental como forma de exaltar a figura do líder.
        Exemplos
        Como exemplos de totalitarismo, podemos citar os regimes fascistas que vigoraram em alguns países da Europa (Itália, Alemanha, Espanha e Portugal) durante as décadas de 1930 a 1940. Portanto qualquer semelhança com o Socialismo Livre não é mera coincidência.

  2. Professora Antonia disse:

    O verdadeiro Fake é vc seu cara de pau. É isso que vc prega. Vejam o que esse socialista prega.
    Esse vídeo tem que ser compartilhado,veja o quão grave é o nosso destino se continuarmos,sendo governado por socialistas!!!!!

    • Mais uma vez vou pedir, pela décima vez, solicitamos aos leitores não postarem vídeos, porque aqui não é espaço para vídeos, nós nunca postamos vídeos e não vamos fazê-lo, apesar de termos acesso a centenas deles. Você entende uma palavra chamada RESPEITO, professora Fake? Ou é muito para você? Agradecemos aos leitores que nos entendem e nos respeitam, não postando vídeos. Os que não respeitam esse pedido, já que permitimos a plena liberdade de expressão em nosso site, no mínimo, deveriam se perguntar se isso é ético, quando um espaço faz opção por determinado tipo de publicação. Ninguém reclama se a Folha de São Paulo faz opção pela escrita. Por que não respeitam nossa opção apenas pela escrita? Se alguém convida você para um jogo de futebol sem chuteiras, seria ético chegar lá usando uma e insistindo nisso? Abram um site e postem lá milhares de vídeos, aqui não é esse espaço. Será que não consegue argumentar seu ponto de vista sem ser colando um vídeo? Lamento, professora Fake, seu desrespeito!

      • Professora Antonia disse:

        Professor fake, é esse seu socialismo livre? Colocar a sujeira em baixo do tapete? Sim, pq o vídeo é a melhor coisa para esclarecer o povão, já que poucos são adeptos a leitura. Então é essa a liberdade? Desrespeito é o seu que prega as nossas crianças a teoria do capeta. Porque vc quer esconder como um professor militante forma seus seguidores? Evidentemente que tem vários vídeos na internet, inclusive os pornos, que provavelmente deva ser seus favoritos. Mas esclarecedores como esse que mostra a realidade nua e crua do seu socialismo livre, como nosso colega professor, doutrinando seus alunos na UFRGS, são poucos. Isso é difícil, para os menos esclarecidos encontrá-los. Viva a verdadeira Liberdade, pois essa liberdade é só para os companheiros do partidão, o resto a história esta ai. VEJAM O VÍDEO ACIMA, COMO É UM VERDADEIRO MILITANTE DO SOCIALISMO, QUE JAMAIS SERÁ LIVRE, A NÃO SER PARA OS “CUMPANHERO DO PARTIDÃO” DEIXA DE SER FAKE, FALE REALMENTE COMO VCS PRETENDE ASSUMIR O PODER.

      • Tem gente que não tem “SIMANCOL” MESMO! Querem forçar um Folhetim virar TV, contra a vontade dos editores do Folhetim e acham que isso é respeitoso e acham que isso é democrático. Isso é que é política ditatorial. Quem gosta de audiovisual, tem toda a liberdade de discutir política em outros lugares que gostam e optam por esse tipo de imprensa alternativa, simples assim. O Facebook está cheio de vídeos. Aqui é para quem gosta de refletir, argumentar, escrever, ponderar! E todos, mesmo que discordem radicalmente de nosso ponto de vista, nunca foram censurados em uma vírgula por dizerem o que dizem, ou por comentarem o que comentam. Duvido que tem algum autor de Blog que tenham a mesma postura que temos. A maioria censura, está cheio de fake por aí, tentando driblar a censura. Nós, socialistas livres, contudo, não censuramos ninguém, porque temos como princípio a liberdade de crítica e a liberdade de expressão. Não postamos vídeo, porque não queremos nosso site lento e pesado, atrapalhando o acesso rápido dos que gostam de ler e refletir. Será que a Professora Fake, inclusive ela já assumiu isso aqui no Blog, consegue entender isso, pela décima primeira vez que a explicamos?

    • Gílber, quem esta com febre é vc. A professora Antônia não se declarou fake, mas sim, a professora Leila. Viu como vc não entende o que leu? (risos) Ao contrário de vc, leio tudo nas entrelinhas, inclusive os comentários de outras pessoas. A propósito vc não me respondeu a seguinte pergunta: Qual o nosso filósofo q segundo todos os historiadores da filosofia no Brasil deteve o avanço do POSITIVISMO entre nós e restaurou o estudo da Metafísica” ?
      Quanto ao vídeo acima, vc assistiu? Achei muito grave o que esse professor esta pregando. Qual sua opinião a respeito? Tb estou aguardando sua refutação do meu comentário acima. Vamos rebolar, vamos…. (risos)

      • Filósofo? Não sei de quem você está falando. Conte para nós, Gladimir, por gentileza. Professora Antônia se declarou Fake, sim, Gladimir. E acho indelicado ela vir postar vídeo aqui pela décima vez que eu a peço. Não vi e não vou ver o vídeo dela e nunca vi nenhum vídeo aqui postado, porque não respeito algo que chega nos desrespeitando, pesando o site, mesmo que o vídeo tenha alguma crítica pertinente. Sei que o povo lê pouco, mas nossa luta é também para que o povo leia, não vamos investir em superficialidades, em nossa militância. Aqui só vou discutir argumentos que venham por escrito. Você deve estar esquecido da declaração da “professora Antônia” quanto a ser Fake, de qualquer modo, se me enganei com ela, a questão é que ela insiste em nos desrespeitar postando vídeos. Quanto a você, “libertário” Gladimir, risos, a questão não é uma refutação, discordo de você quando você apenas faz uma análise financeira da crise na Europa, quando se trata de uma crise de superprodução, crise cíclica do capitalismo. Mas é claro, como você não pode admitir que a fonte de lucro de todo capitalista é a exploração do trabalho não pago ao trabalhador (mais-valia), você tem de ficar com explicações incompletas, segundo o ponto de vista de sua escola conivente com a reprodução do capitalismo.

    • Professora Antonia disse:

      Professor Gílber, aceito suas desculpas, mas gostaria de saber sobre sua opinião a respeito desse vídeo acima. Por favor assiste e emita sua opinião, ai prometo que nunca mais vou postar vídeos, embora os ache muito mais esclarecedores e penetráveis na mais-valia.

      • Obrigado, professora Antônia, por entender que erramos, como, aliás, qualquer pessoa está sujeita a julgar equivocadamente certas questões. Quanto ao vídeo é uma aula da teoria gramsciana de como tentar mudar o mundo em favor dos interesses da classe dos trabalhadores. Uma teoria revolucionária dentre outras. Se é a mais viável, isso só a história o dirá. Compartilho mais da visão althusseriana, “filosofia é luta de classes na teoria”, isso implica que nossas preferências filosóficas refletem a luta de classes e o mundo que desejamos construir. Nesse Blog travamos luta de classes na teoria. Ninguém, contudo, pode nos acusar de ditadores, porque o espaço para os argumentos contrários estão claramente aqui colocados. Esse mesmo espaço não encontramos na mídia da burguesia, que não concede espaço para o contraditório, e que é favorável à ditadura burguesa, mesmo que se use o termo de que estamos em uma “democracia”.

  3. ” discordo de você quando você apenas faz uma análise financeira da crise na Europa, quando se trata de uma crise de superprodução, crise cíclica do capitalismo. Mas é claro, como você não pode admitir que a fonte de lucro de todo capitalista é a exploração do trabalho não pago ao trabalhador (mais-valia), você tem de ficar com explicações incompletas, segundo o ponto de vista de sua escola conivente com a reprodução do capitalismo.”
    Apenas tenho utilizado a teoria explicada pelos gigantes. Sou um mero papagaio de ideias, cuja função é colocar em palavras mais palatáveis e digeríveis tudo aquilo que já foi explicado pelos mestres austríacos. Com a alienação marxistas vcs não entendem é que alocação de recursos deve ser feita por alguém e esse alguém não é o governo,muito menos um burocrata,os empresários são eficientes devido a concorrência e não por protecionismo,reserva de mercado,ajuda do governo e por ai vai,simplesmente quem agrada mais o fregues(cliente)consegue ganhar a clientela e a poupança precede o investimento sim pois até os livros-textos de economia possuem essa afirmativa apesar de tudo.
    Levar mais a sério a tenacidade da ideologia intervencionista nos leva então a um problema fundamental: como quebrar a lógica de expansão do estado? Embora nossas preferências políticas liberais nos direcionem para a investigação desse desafio intelectual, uma solução convincente ainda não existe e, infelizmente, uma teoria de ciclos intervencionistas realista ainda se assemelha a um modelo biológico de hospedeiro-parasita, no qual o problema do estado é extrair o máximo de recursos do hospedeiro sem matá-lo. Paradoxalmente, o fantástico grau de adaptabilidade da ação livre, capaz de sobreviver a ataques extremamente agressivos do parasita, é a causa última da ubiquidade e permanência do intervencionismo.
    Intervenções geram uma reação em cadeia que demandam mais intervenções. O acúmulo de problemas gerado por um estado altamente intervencionista, embora comumente atribuído aos mercados livres, diminui a efetividade das novas intervenções e facilita para um número progressivamente maior de pessoas a tarefa de reconhecer as verdadeiras causas do fenômeno. No limite, o crescimento do estado se depara com o problema da impossibilidade do cálculo econômico socialista: sem propriedade privada não teríamos mercados cujos preços auxiliam os agentes na tarefa de avaliar a importância das diferentes linhas de ação econômicas alternativas.
    Quando a crise do intervencionismo se manifesta sob a roupagem de uma crise macroeconômica, os governos são pressionados a, contra sua própria ideologia, promover reformas na direção liberalizante. Teríamos então a fase contracionista do ciclo intervencionista. Será possível que essa fase nos leve a um estado mínimo ou ainda a uma sociedade anárquica, com estado zero, no outro extremo? Para o autor, isso não ocorre devido à instabilidade do estado mínimo (ou nulo): os problemas informacionais que assolam a ação estatal (ou organizações voluntárias para provisão de bens públicos) permanecem e, sendo assim, se faz presente o mesmo processo de expansão (criação) do estado propelido por erros de ações anteriores.
    O domínio da visão de mundo marxista nas ciências sociais influenciou até mesmo os economistas ortodoxos modernos. Estes continuam a trabalhar com as noções de capitalismo e socialismo, preferindo, porém, de forma pretensamente científica, uma terceira via entre esses dois extremos, que seriam defendidos em termos puramente ideológicos. Entretanto, raramente ouvimos explicações sobre as diferenças entre esse sistema idealizado e o intervencionismo concreto, comumente denominado “capitalismo de estado”. Mesmo assim, segundo a crença desses economistas, o intervencionismo concreto, do mundo real, não é sujeito a regularidades que justifiquem uma teoria sobre seu funcionamento. A estatolatria prevalecente em nossa época faz com que o estado seja romantizado, visto como uma entidade abstrata pautada pelo interesse coletivo. Isso barra a análise das falhas de governo e a investigação sobre a existência de algum padrão a respeito do funcionamento da intervenção estatal.

    • Gladimir, resumindo, a divergência aqui é teórica e política. Você acha que a crise na Europa foi causada por um erro de cálculo econômico, por facilitações de crédito e agora você levanta outro bode, querendo insinuar que o Estado intervencionista é que o culpado dos males da humanidade. Possuímos lógicas políticas e teóricas totalmente opostos. Você quer melhorar o capitalismo através do mercado livre, do estado mínimo e da livre concorrência. Essa sua teoria e essa sua política é que causaram as crises na Europa, já que a crise no capitalismo é cíclica, entrando em superprodução e patinando e desacelerando com a tendência da queda taxa de lucro, fator que você não menciona em suas análises. Por que você não admite que o capitalismo entra em crise de superprodução, Gladimir, fruto do avanço da técnica e fruto da impossibilidade de extrair mais-valia dos operários? O que você propõe para resolver o problema cíclico do capitalismo que é a tendência a queda da taxa de lucro, e que acaba gerando recessão, a exemplo da Europa, Gladimir?

  4. Fernando Pereira Silva Morais disse:

    Professores marxistas, ensinem as crianças a falar, ler e escrever corretamente a Língua Portuguesa e o mínimo de Matemática (álgebra) pelo menos. Nem isso esses centros de formação de analfabetos funcionais conseguem e querem inventar moda, de socialismo livre ? Realmente aonde o Estado coloca as patas, só dá merda mesmo.

  5. Neg disse:

    Concordo em partes. Mas tome cuidado, a estatização tem que andar junto com a privatização. Também tome cuidado com essa tal liberdade, ela é enganosa, uma vez que a liberdade trouxe retrocesso em parte para a história, por exemplo, os reis agora não são absolutistas, agora é o mercado e nós nem percebemos isso, então a propriedade privada também é guiada pelo mercado, e em partes ela é necessária, concordo com sua ideia na medida em que a propriedade privada não seja realmente nossa. E na vdd, a ideologia naturaliza as coisas tirando o espanto e consequentemente desumanizando, pois quando vc não espanta você não quer conhecer e acaba não pensando. Em relação à propriedade privada e a frase ” a propriedade privada é um direito natural” não é realmente no sentido física, e sim como uma representação, pois o mesmo é necessário em nossas vidas, e como disse, o mercado nos desumaniza e a propriedade privada tbm, mas o iluminismo como vimos criticou a intensa propriedade privada dos reis e nobres, mas eles mesmos voltaram com isso por meio do mercado.

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