Choque de opressão: trabalhadores em educação mineiros não tem direito a substitutos!

Em Minas Gerais, o Governo Anastasia/Aécio Neves, aprofundando sua política de Choque de Gestão – que, no fundo, é um “choque de opressão” sobre os trabalhadores do setor público – inova sua exploração sobre os trabalhadores da educação, impedindo que estes sejam substituídos, caso algum se afaste ou por licença saúde, ou por férias prêmio, ou por outro afastamento qualquer.

O CHOQUE DE OPRESSÃO incide fundamentalmente sobre os trabalhadores das secretarias e sobre os trabalhadores auxiliares de serviços gerais. Na verdade, para economizar gastos com a educação, nas escolas, os funcionários estão sobrecarregados de trabalho, tendo de assumir serviços de colegas que por algum motivo tenham de se afastar da escola. Os trabalhadores estão sendo altamente penalizados com mais essa medida do governo tucano, tudo por um mísero salário mínimo, no caso dos Auxiliares de Serviços Gerais, e pouco mais de salário mínimo, no caso dos trabalhadores das Secretarias. O estresse é evidente. Visitando as escolas como militante do Sind-UTE/MG, tenho sentido como os trabalhadores e trabalhadoras em educação estão se queixando desse acúmulo de serviço.

Ora, a escola não funciona sem uma boa estrutura e uma boa estrutura passa por Secretários eficientes, capazes de executar em dia as tarefas legais relacionadas à vida dos estudantes e vida dos funcionários, bem como passa por Auxiliares de Serviços Gerais que fazem o lanche, organizam a limpeza da escola, cuidam do bom funcionamento do espaço físico escolar, cuidam da vigilância na portaria. Com a medida que impede contratação de substitutos para os trabalhadores em educação que, por algum motivo, precisam se afastar temporariamente da escola, a estrutura educacional está afetada e mais afetados esses trabalhadores em educação que tem de “dar conta do serviço” dos colegas que se ausentam. Além disso, ocorre, na escolas estaduais de Minas Gerais, um corte brutal na contratação de mão de obra, deixando as escolas cada vez com menos funcionários para garantir que a base estrutural (secretaria, serviços gerais, especialistas, orientadores educacionais, bibliotecários) funcione, para que docentes possam se dedicar plenamente à tarefa de ensinar.

Chega de Choque de Opressão! Exigimos contratação imediata de substitutos em caso de afastamento temporário de trabalhadores em educação! Exigimos contratação de funcionários suficientes para garantir o funcionamento da estrutura escolar! A depender da boa vontade política do governo Anastasia/Aécio Neves, contudo, não haverá fim dessa opressão/exploração. É preciso mobilizar contra essa política, é preciso mobilizar contra esse Choque de Opressão. Não podemos achar que essa sobrecarga de trabalho seja algo normal, natural, legítimo! Será que os OITO BILHÕES desviados da escola pública por Anastasia/Aécio Neves, nos últimos anos, não seriam suficientes para contratação de trabalhadores substitutos?

Por: Gílber Martins Duarte – Socialista Livre – Conselheiro do Sind-UTE / MG e diretor da subsede do Sind-UTE em Uberlândia – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Doutorando em Análise do Discurso/UFU – Membro da CSP-CONLUTAS.

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Sobre socialistalivre

Esse Blog está a serviço da Luta pelo Socialismo. Defendemos a plena liberdade do ser humano, mas somos radicalmente contra a liberdade de explorar, como a burguesia faz, e contra a liberdade de oprimir como os machistas fazem, os racistas fazem, os homofóbicos fazem, os praticantes de bullying fazem, os preconceituosos fazem, os possessivos fazem e os autoritários de plantão fazem. Assim, defendemos que cada corpo-consciência deve ter liberdade de ser o que ESCOLHE SER, desde que esta liberdade não oprima e explore os outros! Defendemos a plena liberdade de postura crítica e a plena democracia operária, todos devem ter o direito de expressar o que pensam! Defendemos a Revolução Socialista e a necessidade de libertação da classe trabalhadora do jugo do capitalismo. No entanto,somos contra comandos de hierarquias políticas ou de figuras públicas mais poderosas no seio dos lutadores que travam a batalha pelo socialismo. Defendemos que cada militante deve ousar pensar por si mesmo, cada militante deve ter o direito de concordar, mas também de discordar daquilo que julga equivocado, por isso nos definimos como Socialistas Livres e esse Blog está a serviço dos que desejam militar de acordo com essa concepção. Convidamos a todos a conhecerem nosso jeito diferente de entender e de praticar a política socialista, com liberdade, democracia operária, direito de crítica e respeito ao diferente. Saudações Socialistas Livres.
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46 respostas para Choque de opressão: trabalhadores em educação mineiros não tem direito a substitutos!

  1. General Villas Bôas disse:

    Aprenda uma coisa seu retardado marxista. É da Natureza humano sempre busca o lugar mais alto do pódio da vida e sempre que tentamos ir contra a ordem natural das coisas o resultado é desastroso. Não podemos ir contra nossas propriá natureza.

    • Com essa sua falta de educação e falta de sensibilidade, você acha que conseguirá algum pódio na vida, Senhor Fake? Ah, e você sequer tem a ombridade de assumir a própria identidade, fica agredindo as pessoas, sob a máscara do nome de outras pessoas. Não conheço o General Villas Bôas, mas acho que ele detestaria saber que um fake, uma pessoa tão mau educada como você, um dia quis se passar por ele, na internet. Incrível que existam pessoas tão desocupadas como você, prontas para ficar na net atacando pessoas de bem. Tenho posição política e assumo o que digo. Não preciso me esconder sob o nome de outras pessoas. Se um dia quiser ser levado a sério na vida, comece desde hoje pensando sobre a palavra ÉTICA.

      • Bom dia Gílber!
        Meu amigo um assunto fora do tópico versando sobre moral :). Não condiciona a moral a utilitarismos econômicos e sim a ideia objetiva de justiça e mérito.

        Contudo, se o utilitarismo fosse determinante para o sucesso de uma ideologia ou uma filosofia/teoria, com certeza não haveria mais qq apreço pelo socialismo. Afinal, em todos os lugares onde foi tentado, o fracasso econômico foi categórico e imperativo.

        O fato é que o socialismo até hj aplicado se ampara na moral piegas que confunde necessidade com mérito e valoriza exatamente a nulidade utilitária. Essa moral que valoriza aquilo que não possui valor é a base que sustenta o socialismo ou qq tipo de totalitarismo estatal em nome de um difuso e fraudulento “bem comum”.

        Evidentemente que essa pérfida moral que arbitra serem os pobres meritórios e bons enquanto os ricos são maus é a moral que da suporte aos socialismos.
        Marx mesmo valeu-se como inspiração da “LEI da USURA” bem como da velha Utopia de T. Morus (More). As ostentações de pujança moral contra a ganância do acumular tesouros na terra, as ostentações de prestigio ao altruísta capaz de negar a si em nome alheio e etc., é exatamente aquilo que permite a canalhice socialista.

        Sem uma moral arbitrária, nociva e anti natural (absolutamente contraria a razão), o socialismo jamais conseguiria apoio senão de safados e facínoras da época.Ex Dilma, Zé Dirceu, Genoíno… (com certeza não é seu caso, pois vc é do bem, só esta um pouco desorientado 🙂 )

        Somente uma moral arbitrária que valoriza o desprezo pelo indivíduo em favor da coletividade, que valoriza a submissão e resignação ante a injustiça poderia sustentar a ideia de governos totalitários. Afinal, foi concebida com essa precípua finalidade.

        O que efetivamente falta para a liberdade prosperar é exatamente uma moral que valorize o individuo que defende a liberdade. Falta uma moral que defenda a LIBERDADE e NÃO a OBEDIÊNCIA a hierarquias estabelecidas pela força.

        É preciso uma moral que tenha como valor máximo a HONESTIDADE e o SENSO de JUSTIÇA e não a “BONDADE”, esta facílima de ostentar, pois que ostentável até indiretamente (com chapéu alheio).

        O grande problema é que a moral arbitrária que defende a insossa bondade em detrimento da honestidade, a humildade em detrimento da dignidade, a subserviência em detrimento do orgulho, o sofrimento como valor, o bem viver como pecado e etc., esta demasiado arraigada nas massas. Assim, na ânsia de obter bom conceito moral na comunidade, prospera a hipocrisia e a ostentação da imagem segundo a moral propagandeada (tão repetida que lava cérebros), por mais irracional e nociva que seja.
        Continuo afirmando que a ideia de JUSTIÇA, HONESTIDADE e MORAL ética é a melhor defesa da liberdade, a única que a JUSTIFICA perfeitamente.
        Abraços

      • Gladimir, concordo que essa moral da fraqueza, do coitadinho de mim, dos pobrezinhos, apenas serve para existir oportunistas prontos a “ajudar”. Isso, contudo, nada tem a ver com socialismo, Gladimir. Você tem essa mania de associar o socialismo ao mal da humanidade, como se a humanidade fosse socialista. O socialismo livre NUNCA existiu. E o único SOCIALISMO que merece existir é o SOCIALISMO LIVRE. Até Hitler teve a audácia de se autodenominar de dirigente do “Partido Nacional Socialista” e o fascismo, bem como o estalinismo nada tem a ver com SOCIALISMO. Colocar o SOCIALISMO como o BODE da humanidade apenas serve para naturalizar o capitalismo, e aí, meu amigo, você é quem está um pouco “desorientado”. Na ética capitalista, vale tudo, vale matar, vale assassinar, vale explorar, vale oprimir outros seres humanos para se obter dinheiro. Essa ética é o que tem existido até hoje na humanidade, desde milênios, mesmo quando eram outros sistemas. A plena LIBERDADE só existirá quando nenhum ser humano explorar outro ser humano, quando nenhum ser humano oprimir outro ser humano, quando nenhum ser humano matar outro ser humano, quando nenhum ser humano USAR outro ser humano para obter dinheiro e poder. Isso não pode acontecer em um mundo capitalista, as bases desse mundo é a exploração e a opressão de pessoas. Temos de construir outro mundo. Temos de construir um mundo baseado na honestidade, na fraternidade, na regulação e distribuição racional e mais igualitária das riquezas, para não gerar privilégios e invejas e aí sim desfrutarmos plenamente a vida, respeitando uns aos outros pelo ser humano que se é e não pela mansão ou pelo carro de luxo que se tem.

      • Maria do Carmo Borges de Oliveira disse:

        Socialista livre, me expliquem: o que leva vocês a querer que todos nós sejamos escravos? Por que vocês acham que a humanidade viveria melhor se tivessem um governo pra definir sua vida por você?

        Fatores históricos servem para comprovar muita coisa. Dê um passo atrás e olhe bem para essa nuvem de argumentos que é o comunismo. Se fosse um ideal perfeito não precisaria de defesa, teria funcionado, é simples assim.

        Importante mesmo são os fatores econômicos nessa história. Eles sim mostram o que é viável e o que não é.

        Vocês precisam mesmo é saber o significado da palavra UTOPIA. Pois peguem um dicionário e leiam e releiam muitas vezes. Essa palavra é a chave de tudo. Ela é a explicação para as coisas que não deram certo.

      • No Socialismo Livre que defendemos não tem essa do Estado definir a vida das pessoas, até porque são as pessoas que, coletivamente, decidirão os rumos do Estado. Só uma ditadura ou uma falsa democracia, como é a democracia burguesa, não chamam as pessoas para decidirem coletivamente sobre os rumos do Estado e não contrário. A questão é que no Socialismo Livre que defendemos, não haverá espaço para a liberdade de explorar e para a liberdade de oprimir, a exemplo do que a burguesia faz e a exemplo do que todos os outros ditadores do mundo fizeram, inclusive as ditaduras estalinistas que se diziam “socialistas”. Até hoje, nenhum sistema deu certo, isso não é propriedade apenas do “estalinismo” e tantos outros “ismos”. Se o capitalismo desse certo, não estaria em crise, com 26% de desemprego em plena Europa, não estaria com guerras cotidianas e assassinatos mil em todos os cantos do mundo. Como você pode achar que o capitalismo deu certo, Maria? Lutar por um mundo melhor, contudo, é uma obrigação moral e um exercício político de gratidão à vida daqueles que querem que a humanidade e o planeta sobrevivam, se é que consegue me entender. O capitalismo está destruindo o próprio planeta, só os cegos não enxergam isso, pois estão inebriados com o mundo do consumismo e do prazer pobre conquistado pela posse de bens materiais. Vidas burguesas vazias calculando contas bancárias, calculando alqueires de terras e fortunas acumuladas em posses de empresas. “Eta vida besta, meu Deus”, para parafrasear o velho e bom Carlos Drummond de Andrade. Isso é o superior?

      • Loremarie Minnegard Hoffmann Schäfer disse:

        POR FALAR NA EUROPA, QUE TAL FALAR DA FRANÇA SOCIALISTA?
        O GRANDE SOCIALISMO DA “CANALHA”
        APOS VENEZUELA, A FRANÇA :
        A França e o ápice da social-democracia: impostos para todos, emprego para poucos
        Um em cada quatro franceses com formação universitária quer sair do país em busca de uma vida melhor. Mais de 70% dos franceses creem que os impostos estão “excessivos” e 80% acreditam que a política econômica do governo é “equivocada” e “ineficiente
        Esta é a nova França de François Hollande, hoje o país com a mais alta carga tributária do mundo. Neste ano, estima-se que as receitas tributárias irão chegar a 46,3% do PIB. O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault, do Partido Socialista, criou nada menos que 84 novos impostos apenas nos últimos dois anos. E essa cifra ainda não contém aquela que seria a mais egrégia de suas façanhas: um imposto de 75% sobre rendas superiores a um milhão de euros. Tal proposta foi considerada inconstitucional. Mas os social-democratas não devem se preocupar, pois alguns políticos franceses não irão deixar essa mera decisão judicial atrapalhar seus planos: a proposta ainda continua sendo discutida na assembléia nacional francesa, com algumas pequenas alterações.

        E a possibilidade de essa proposta ser aprovada vem gerando algumas consequências inesperadas. Uma das diversões favoritas dos franceses junto com os queijos brie e as baguettes poderá ser duramente atingida: o futebol. Os times franceses correm o risco de serem relegados às pequenas ligas caso esta nova proposta seja aprovada. Afinal, seus melhores jogadores ganham altos salários. Uma alíquota de 75% sobre seus salários fará com que eles exijam salários ainda maiores, apenas para manter o mesmo valor real de antes. E dado que os custos dos jogadores já são hoje uma grande preocupação, acrescentar um pesado tributo sobre salários já historicamente altos será um fardo insuportável para a maioria dos times franceses, que terão muitas dificuldades em se manterem competitivos.

        Como consequência, já se fala em isenções para times de futebol. O jornal francês Le Figaro estima que umaisenção tributária criada especificamente para os jogadores de futebol poderia poupar à liga francesa 82 milhões de euros por ano. O time com a mais alta folha de pagamento, o Paris Saint-Germain, pouparia 32 milhões de euros. O Olympique de Marseille, 14,2 milhões. E o Lyon, 12,5 milhões.

        Salvar o futebol é uma atitude que pode manter as massas pacificadas, mas é curioso notar como tal medida ensina uma lição bem mais ampla: ora, se times e jogadores de futebol necessitam de isenções tributárias para se manter competitivos, por que não todo o resto da economia? É verdade que os salários dos jogadores são maiores e as alíquotas tributárias são mais altas, mas a lógica básica também se aplica ao proletariado e às demais classes trabalhadoras. Estes também são escorchados por impostos, e poucos saem em sua defesa pedindo isenções ou impostos menores.

        Mas prossigamos.

        Algumas pessoas poderiam pensar que os 84 novos impostos criados ao menos teriam o efeito benéfico de reduzir um pouco o fardo da dívida pública do governo. Afinal, há outros países que aparentemente também seguem este receituário. A Noruega, por exemplo, é famosa por ter altos impostos. Mas a diferença crucial é que o governo norueguês apresenta incríveis superávits orçamentários de dois dígitos.

        Mas não é isso o que ocorre na França. Tendo a maior carga tributária do mundo, é natural que o gasto público também já tenha se tornado o maior do mundo, de 57% do PIB. Apenas para se ter uma ideia de como as coisas funcionam por lá, a França tem pelo menos 30.000 funcionários públicos cuja única função é supervisionar empresas de consultoria privada que são pagas pelo governo para elaborar planos de governo. Apenas uma amostra de como o capitalismo de estado e o socialismo são grandes parceiros de cama.

        Essa diferença entre receitas e gastos faz com que o governo tenha de contrair empréstimos para fechar suas contas. Naturalmente, esses empréstimos não advêm dos cidadãos franceses, que praticamente ficam sem nenhum dinheiro para investir após a Receita Federal abocanhar sua fatia. Logo, os empréstimos vêm de fora. A consequência é que a França possui hoje uma dívida externa de mais de $5 trilhões. Isso é o equivalente a quase $75.000 por pessoa (para se ter uma ideia, esse valor é 50% maior do que a dívida per capita dos EUA, que são um país notoriamente endividado).

        Como os próprios francês gostam de dizer, plus ça change, plus c’est la même chose. Mais de 200 anos atrás, Jean-Baptiste Colbert alertou o rei Luis XIV que “A arte da tributação consiste em depenar o ganso de modo a obter a maior quantidade de penas com o menor volume possível de grasnido.” O som que hoje se ouve na França é o de franceses grasnando indignados. Os gansos com mais penugem Gérard Depardieu, membros da família Peugeot e da Chanel já deixaram o país em busca de um futuro melhor.

        Esta é a nova França de François Hollande, hoje o país com a mais alta carga tributária do mundo. Neste ano, estima-se que as receitas tributárias irão chegar a 46,3% do PIB. O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault, do Partido Socialista, criou nada menos que 84 novos impostos apenas nos últimos dois anos. E essa cifra ainda não contém aquela que seria a mais egrégia de suas façanhas: um imposto de 75% sobre rendas superiores a um milhão de euros. Tal proposta foi considerada inconstitucional. Mas os social-democratas não devem se preocupar, pois alguns políticos franceses não irão deixar essa mera decisão judicial atrapalhar seus planos: a proposta ainda continua sendo discutida na assembléia nacional francesa, com algumas pequenas alterações.

        E a possibilidade de essa proposta ser aprovada vem gerando algumas consequências inesperadas. Uma das diversões favoritas dos franceses junto com os queijos brie e as baguettes poderá ser duramente atingida: o futebol. Os times franceses correm o risco de serem relegados às pequenas ligas caso esta nova proposta seja aprovada. Afinal, seus melhores jogadores ganham altos salários. Uma alíquota de 75% sobre seus salários fará com que eles exijam salários ainda maiores, apenas para manter o mesmo valor real de antes. E dado que os custos dos jogadores já são hoje uma grande preocupação, acrescentar um pesado tributo sobre salários já historicamente altos será um fardo insuportável para a maioria dos times franceses, que terão muitas dificuldades em se manterem competitivos.

        Como consequência, já se fala em isenções para times de futebol. O jornal francês Le Figaro estima que umaisenção tributária criada especificamente para os jogadores de futebol poderia poupar à liga francesa 82 milhões de euros por ano. O time com a mais alta folha de pagamento, o Paris Saint-Germain, pouparia 32 milhões de euros. O Olympique de Marseille, 14,2 milhões. E o Lyon, 12,5 milhões.

        Salvar o futebol é uma atitude que pode manter as massas pacificadas, mas é curioso notar como tal medida ensina uma lição bem mais ampla: ora, se times e jogadores de futebol necessitam de isenções tributárias para se manter competitivos, por que não todo o resto da economia? É verdade que os salários dos jogadores são maiores e as alíquotas tributárias são mais altas, mas a lógica básica também se aplica ao proletariado e às demais classes trabalhadoras. Estes também são escorchados por impostos, e poucos saem em sua defesa pedindo isenções ou impostos menores.

        Mas prossigamos.

        Algumas pessoas poderiam pensar que os 84 novos impostos criados ao menos teriam o efeito benéfico de reduzir um pouco o fardo da dívida pública do governo. Afinal, há outros países que aparentemente também seguem este receituário. A Noruega, por exemplo, é famosa por ter altos impostos. Mas a diferença crucial é que o governo norueguês apresenta incríveis superávits orçamentários de dois dígitos.

        Mas não é isso o que ocorre na França. Tendo a maior carga tributária do mundo, é natural que o gasto público também já tenha se tornado o maior do mundo, de 57% do PIB. Apenas para se ter uma ideia de como as coisas funcionam por lá, a França tem pelo menos 30.000 funcionários públicos cuja única função é supervisionar empresas de consultoria privada que são pagas pelo governo para elaborar planos de governo. Apenas uma amostra de como o capitalismo de estado e o socialismo são grandes parceiros de cama.

        Essa diferença entre receitas e gastos faz com que o governo tenha de contrair empréstimos para fechar suas contas. Naturalmente, esses empréstimos não advêm dos cidadãos franceses, que praticamente ficam sem nenhum dinheiro para investir após a Receita Federal abocanhar sua fatia. Logo, os empréstimos vêm de fora. A consequência é que a França possui hoje uma dívida externa de mais de $5 trilhões. Isso é o equivalente a quase $75.000 por pessoa (para se ter uma ideia, esse valor é 50% maior do que a dívida per capita dos EUA, que são um país notoriamente endividado).

        Como os próprios francês gostam de dizer, plus ça change, plus c’est la même chose. Mais de 200 anos atrás, Jean-Baptiste Colbert alertou o rei Luis XIV que “A arte da tributação consiste em depenar o ganso de modo a obter a maior quantidade de penas com o menor volume possível de grasnido.” O som que hoje se ouve na França é o de franceses grasnando indignados. Os gansos com mais penugem Gérard Depardieu, membros da família Peugeot e da Chanel já deixaram o país em busca de um futuro melhor.
        O GRANDE SOCIALISMO DA “CANALHA”
        APOS VENEZUELA, A FRANÇA :
        A França e o ápice da social-democracia: impostos para todos, emprego para poucos
        Um em cada quatro franceses com formação universitáriaquer sair do país em busca de uma vida melhor. Mais de 70% dos franceses creem que os impostos estão “excessivos” e 80% acreditam que a política econômica do governo é “equivocada” e “ineficiente
        Esta é a nova França de François Hollande, hoje o país com a mais alta carga tributária do mundo. Neste ano, estima-se que as receitas tributárias irão chegar a 46,3% do PIB. O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault, do Partido Socialista, criou nada menos que 84 novos impostos apenas nos últimos dois anos. E essa cifra ainda não contém aquela que seria a mais egrégia de suas façanhas: um imposto de 75% sobre rendas superiores a um milhão de euros. Tal proposta foi considerada inconstitucional. Mas os social-democratas não devem se preocupar, pois alguns políticos franceses não irão deixar essa mera decisão judicial atrapalhar seus planos: a proposta ainda continua sendo discutida na assembléia nacional francesa, com algumas pequenas alterações.

        E a possibilidade de essa proposta ser aprovada vem gerando algumas consequências inesperadas. Uma das diversões favoritas dos franceses junto com os queijos brie e as baguettes poderá ser duramente atingida: o futebol. Os times franceses correm o risco de serem relegados às pequenas ligas caso esta nova proposta seja aprovada. Afinal, seus melhores jogadores ganham altos salários. Uma alíquota de 75% sobre seus salários fará com que eles exijam salários ainda maiores, apenas para manter o mesmo valor real de antes. E dado que os custos dos jogadores já são hoje uma grande preocupação, acrescentar um pesado tributo sobre salários já historicamente altos será um fardo insuportável para a maioria dos times franceses, que terão muitas dificuldades em se manterem competitivos.

        Como consequência, já se fala em isenções para times de futebol. O jornal francês Le Figaro estima que umaisenção tributária criada especificamente para os jogadores de futebol poderia poupar à liga francesa 82 milhões de euros por ano. O time com a mais alta folha de pagamento, o Paris Saint-Germain, pouparia 32 milhões de euros. O Olympique de Marseille, 14,2 milhões. E o Lyon, 12,5 milhões.

        Salvar o futebol é uma atitude que pode manter as massas pacificadas, mas é curioso notar como tal medida ensina uma lição bem mais ampla: ora, se times e jogadores de futebol necessitam de isenções tributárias para se manter competitivos, por que não todo o resto da economia? É verdade que os salários dos jogadores são maiores e as alíquotas tributárias são mais altas, mas a lógica básica também se aplica ao proletariado e às demais classes trabalhadoras. Estes também são escorchados por impostos, e poucos saem em sua defesa pedindo isenções ou impostos menores.

        Mas prossigamos.

        Algumas pessoas poderiam pensar que os 84 novos impostos criados ao menos teriam o efeito benéfico de reduzir um pouco o fardo da dívida pública do governo. Afinal, há outros países que aparentemente também seguem este receituário. A Noruega, por exemplo, é famosa por ter altos impostos. Mas a diferença crucial é que o governo norueguês apresenta incríveis superávits orçamentários de dois dígitos.

        Mas não é isso o que ocorre na França. Tendo a maior carga tributária do mundo, é natural que o gasto público também já tenha se tornado o maior do mundo, de 57% do PIB. Apenas para se ter uma ideia de como as coisas funcionam por lá, a França tem pelo menos 30.000 funcionários públicos cuja única função é supervisionar empresas de consultoria privada que são pagas pelo governo para elaborar planos de governo. Apenas uma amostra de como o capitalismo de estado e o socialismo são grandes parceiros de cama.

        Essa diferença entre receitas e gastos faz com que o governo tenha de contrair empréstimos para fechar suas contas. Naturalmente, esses empréstimos não advêm dos cidadãos franceses, que praticamente ficam sem nenhum dinheiro para investir após a Receita Federal abocanhar sua fatia. Logo, os empréstimos vêm de fora. A consequência é que a França possui hoje uma dívida externa de mais de $5 trilhões. Isso é o equivalente a quase $75.000 por pessoa (para se ter uma ideia, esse valor é 50% maior do que a dívida per capita dos EUA, que são um país notoriamente endividado).

        Como os próprios francês gostam de dizer, plus ça change, plus c’est la même chose. Mais de 200 anos atrás, Jean-Baptiste Colbert alertou o rei Luis XIV que “A arte da tributação consiste em depenar o ganso de modo a obter a maior quantidade de penas com o menor volume possível de grasnido.” O som que hoje se ouve na França é o de franceses grasnando indignados. Os gansos com mais penugem Gérard Depardieu, membros da família Peugeot e da Chanel já deixaram o país em busca de um futuro melhor.

        Esta é a nova França de François Hollande, hoje o país com a mais alta carga tributária do mundo. Neste ano, estima-se que as receitas tributárias irão chegar a 46,3% do PIB. O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault, do Partido Socialista, criou nada menos que 84 novos impostos apenas nos últimos dois anos. E essa cifra ainda não contém aquela que seria a mais egrégia de suas façanhas: um imposto de 75% sobre rendas superiores a um milhão de euros. Tal proposta foi considerada inconstitucional. Mas os social-democratas não devem se preocupar, pois alguns políticos franceses não irão deixar essa mera decisão judicial atrapalhar seus planos: a proposta ainda continua sendo discutida na assembléia nacional francesa, com algumas pequenas alterações.

        E a possibilidade de essa proposta ser aprovada vem gerando algumas consequências inesperadas. Uma das diversões favoritas dos franceses junto com os queijos brie e as baguettes poderá ser duramente atingida: o futebol. Os times franceses correm o risco de serem relegados às pequenas ligas caso esta nova proposta seja aprovada. Afinal, seus melhores jogadores ganham altos salários. Uma alíquota de 75% sobre seus salários fará com que eles exijam salários ainda maiores, apenas para manter o mesmo valor real de antes. E dado que os custos dos jogadores já são hoje uma grande preocupação, acrescentar um pesado tributo sobre salários já historicamente altos será um fardo insuportável para a maioria dos times franceses, que terão muitas dificuldades em se manterem competitivos.

        Como consequência, já se fala em isenções para times de futebol. O jornal francês Le Figaro estima que umaisenção tributária criada especificamente para os jogadores de futebol poderia poupar à liga francesa 82 milhões de euros por ano. O time com a mais alta folha de pagamento, o Paris Saint-Germain, pouparia 32 milhões de euros. O Olympique de Marseille, 14,2 milhões. E o Lyon, 12,5 milhões.

        Salvar o futebol é uma atitude que pode manter as massas pacificadas, mas é curioso notar como tal medida ensina uma lição bem mais ampla: ora, se times e jogadores de futebol necessitam de isenções tributárias para se manter competitivos, por que não todo o resto da economia? É verdade que os salários dos jogadores são maiores e as alíquotas tributárias são mais altas, mas a lógica básica também se aplica ao proletariado e às demais classes trabalhadoras. Estes também são escorchados por impostos, e poucos saem em sua defesa pedindo isenções ou impostos menores.

        Mas prossigamos.

        Algumas pessoas poderiam pensar que os 84 novos impostos criados ao menos teriam o efeito benéfico de reduzir um pouco o fardo da dívida pública do governo. Afinal, há outros países que aparentemente também seguem este receituário. A Noruega, por exemplo, é famosa por ter altos impostos. Mas a diferença crucial é que o governo norueguês apresenta incríveis superávits orçamentários de dois dígitos.

        Mas não é isso o que ocorre na França. Tendo a maior carga tributária do mundo, é natural que o gasto público também já tenha se tornado o maior do mundo, de 57% do PIB. Apenas para se ter uma ideia de como as coisas funcionam por lá, a França tem pelo menos 30.000 funcionários públicos cuja única função é supervisionar empresas de consultoria privada que são pagas pelo governo para elaborar planos de governo. Apenas uma amostra de como o capitalismo de estado e o socialismo são grandes parceiros de cama.

        Essa diferença entre receitas e gastos faz com que o governo tenha de contrair empréstimos para fechar suas contas. Naturalmente, esses empréstimos não advêm dos cidadãos franceses, que praticamente ficam sem nenhum dinheiro para investir após a Receita Federal abocanhar sua fatia. Logo, os empréstimos vêm de fora. A consequência é que a França possui hoje uma dívida externa de mais de $5 trilhões. Isso é o equivalente a quase $75.000 por pessoa (para se ter uma ideia, esse valor é 50% maior do que a dívida per capita dos EUA, que são um país notoriamente endividado).

        Como os próprios francês gostam de dizer, plus ça change, plus c’est la même chose. Mais de 200 anos atrás, Jean-Baptiste Colbert alertou o rei Luis XIV que “A arte da tributação consiste em depenar o ganso de modo a obter a maior quantidade de penas com o menor volume possível de grasnido.” O som que hoje se ouve na França é o de franceses grasnando indignados. Os gansos com mais penugem Gérard Depardieu, membros da família Peugeot e da Chanel já deixaram o país em busca de um futuro melhor.

      • Petroski Heiko Kowalewski disse:

        Sinceramente acho uma perda de tempo ficar discutindo Marx, rosinha e outros de quase 200 anos atras quando a sociedade ja comprovou por rios de sangue e tragedias que isto deveria ir pro lixo, e no máximo estudado como algo que jamais deveria ter chance de acontecer.
        A sociedade hoje tem demandas reais, e não da a menor importância para ideologias. Ela quer ter seus pleitos atendidos.
        Ai esta o governo francês só fazendo merda, e ate a extrema direita ganhando eleições locais já como respostas das maluquices, que só o povo francês mesmo para ainda permitir. e VOCÊ VEM ME FALAR EM SOCIALISMO LIVRE, COM DOMÍNIO DO ESTADO E BLÁ, BLÁ, BLÁ…. SEM FUNDAMENTOS ECONÔMICOS E ESSA FALÁCIA DE LIBERDADE. PARA IMPLANTAR O SOCIALISMO, COMO VAI SER? COM GOLPE DE ESTADO? LIBERDADE COMO, SE O ESTADO VAI DOMINAR TUDO? LIVRE PARA QUEM?
        http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1719

  2. Loremarie Minnegard Hoffmann Schäfer disse:

    Para a esquerda SOCIALISTA a vida humana é lixo.
    Vocês já perceberam que para a esquerda SOCIALISTA a vida humana não vale nada?
    Em muitas de suas posturas, a esquerda SOCIALISTA se faz mostrar que seus posicionamentos ideológicos e suas ações não só desprezam como diminuem a vida humana. E o pior de tudo é que, quando se trata da vida humana desprezada, para os esquerdistas SOCIALISTAS, não é uma vida humana qualquer, a maioria das vezes a vida desprezada é a vida do cidadão trabalhador digno, aquele que trabalha diariamente para sustentar sua família.

    Na defesa dos direitos humanos, por exemplo, a esquerda SOCIALISTA põe a vida do bandido acima da vida do cidadão e, qualquer tentativa de ação que acabe ferindo ou matando o bandido em ação é considerada uma forma de afronta aos direitos humanos, ou seja, é mais importante para a esquerda SOCIALISTA que a vida do bandido seja mantida do que a integridade física ou moral do cidadão trabalhador. Quer desrespeito maior para com a vida do que isso?

    Os esquerdistas SOCIALISTAS defensores dos direitos dos animais é outra clara forma de desrespeito com a vida humana. Nesse caso, em nome dos direitos dos animais, pesquisas e dados científicos são destruídos e a luta pela proibição de testes em animais em nome da ciência ou do bem estar humano busca adeptos. A vida humana, nesse caso, vale menos que a vida animal.

    Outra forma de desrespeito com a vida são as lutas pela legalização do aborto. Eles afirmam que os fetos não são seres vivos e sim um aglomerado de células. Mas esquecem de que daquelas células sairão pessoas, cidadãos, homens e mulheres que vêm a esse mundo trabalhar e aprender. Tirar o direito daquelas pessoas de nascerem é um desrespeito tão grande à vida que se pode considerar abortistas e defensores do aborto como infanticidas.

    Em nome da cultura, os esquerdistas SOCIALISTAS defendem práticas cruéis, como os indígenas que matam suas crianças defeituosas, gêmeas ou que possuem doenças não descobertas pelas tribos enterradas vivas. Os esquerdistas SOCIALISTAS afirmam que essa é a cultura social deles e que não temos o direito de palpitar ou acabar com essa “prática cultural milenar”. Quem somos nós para intervir nessa matança torturadora e horrenda de crianças, não é, esquerdistas SOCIALISTAS salvadores de culturas?

    Mas, o maior desrespeito para com a vida humana, por parte da esquerda , deu-se nas demasiadas tentativas de criação de estados socialistas e os milhões de mortes que esse processo envolveu. Na URSS, por exemplo, estima-se na base de 20 milhões de mortes. Na Coréia do Norte, 2 milhões, na China Comunista, 65 milhões. Não foram só essas, claro, muitas outras milhões de mortes em nome de uma revolução fracassada e de uma ideologia ultrapassada aconteceram, direta ou indiretamente, envolvendo a esquerda SOCIALISTA.
    Não se torna hipócrita por parte da esquerda SOCIALISTA, em alguns momentos, defender a vida das pessoas em nome dos direitos humanos e em outras vezes acabar defendendo uma ideologia que sacrificou de forma cruel milhões de pessoas? É tamanha a hipocrisia que eles nem fazem questão de esconder, pois são quase inacreditáveis esses posicionamentos. A esquerda SOCIALISTA não é só hipócrita como assassina.
    Por fim, chego à essa sublime conclusão: para a esquerda SOCIALISTA, a vida humana é lixo.

    • Loremarie Minnegard Hoffmann Schäfer disse:

      VEJAM E TIREM SUAS CONCLUSÕES O QUE O SOCIALISTA LIVRE ESCREVEU, É DISSO QUE ME REFERI ACIMA. O RESTO É ENGODO:
      https://socialistalivre.wordpress.com/2013/07/14/assaltantes-travam-luta-de-classes-intuitivamente/

      • Leo disse:

        Libertário não tem nada a ver com libertino. A filosofia libertária gira apenas em torno de qual deve ser o papel do governo sobre os indivíduos, e diz que ele deve apenas garantir os direitos negativos. O libertarianismo não diz nada sobre questões sociais.

        Politicamente sou libertário, mas socialmente sou católico ultra-conservador: não bebo, não fumo, sou contra drogas, aborto, prostituição e promiscuidade. Me preocupo bastante com o marxismo cultural e em como eliminá-lo, e a resposta que encontrei para isso foram principalmente duas estratégias: desestatizar o sistema de ensino e a mídia. Isso porque o marxismo cultural depende da coerção do estado para se propagar, os principais agentes dele são o MEC, as regulações estatais sobre o ensino e a mídia.

        Eliminando-se isso, os principais agentes educacionais voltarão a ser as igrejas, pq elas não dependem de coerção para propagarem seu conhecimento. Juntando isso, as pessoas, ao procurarem cursos educacionais, darão ênfase a conhecimentos que proporcionem retorno financeiro no mercado e que sejam realmente úteis, ou seja, ninguém mais estudará marxismo, que não serve para nada de útil. O libertarianismo, portanto, destruirá facilmente o marxismo cultural.

      • Como seu libertarianismo é falacioso, Leo. Que liberdade é essa que quer proibir o marxismo? Na verdade, sua liberdade é burguesa, conivente com a exploração e a opressão da classe trabalhadora. Em resumo, sua liberdade é ditatorial. Você não aceita conviver com a liberdade teórica, com a liberdade de pensamento, as pessoas não podem conhecer o marxismo, segundo sua visão unilateral do mundo. Ainda acusam os marxistas de ditadores! Você é um conservador, Leo, escondendo-se atrás de palavras como LIBERDADE. Mas a própria palavra liberdade tem de ser analisada dentro do contexto contraditório que vivemos e vivemos em um contexto de luta de classes. A liberdade da burguesia não é a liberdade dos socialistas, porque no esquema burguês, a liberdade de explorar e a liberdade de oprimir são permitidas, e o direito à propriedade é tratado como um direito divino, quanto todo esse palavrório só serve para garantir os privilégios da classe dominante. Aos Socialistas Livres, sua conversa não engana, Leo!

    • Como você não conhece nada da Esquerda Socialista e muito menos da Filosofia Socialista Livre. Seu preconceito é sua bússola, por isso você se equivoca tanto em suas conclusões. Convido você a ler nesse mesmo Blog, o seguinte texto de minha autoria: “BANALIZAÇÃO DA VIDA, SOMOS CONTRA!”. Ass: Gílber.

  3. Saudações, Gílber, lembrei das reuniões relatadas no livro de Ayn Rand,”A Revolta de Atlas”, reuniões entre (des)governo e produtores,cujo assunto era a liberação de um segmento produtivo arruinado pelo (des)governo, fantástico: a ficção imitando a realidade.
    Gílber, é isso que vc defende, com suas ideias marxistas de mais estado, inclusive para a educação. O domínio da visão de mundo marxista nas ciências sociais influenciou até mesmo os economistas ortodoxos modernos. Estes continuam a trabalhar com as noções de capitalismo e socialismo, preferindo, porém, de forma pretensamente científica, uma terceira via entre esses dois extremos, que seriam defendidos em termos puramente ideológicos. Entretanto, raramente ouvimos explicações sobre as diferenças entre esse sistema idealizado e o intervencionismo concreto, comumente denominado “capitalismo de estado”. Mesmo assim, segundo a crença desses economistas, o intervencionismo concreto, do mundo real, não é sujeito a regularidades que justifiquem uma teoria sobre seu funcionamento. A estatolatria prevalecente em nossa época faz com que o estado seja romantizado, visto como uma entidade abstrata pautada pelo interesse coletivo. Isso barra a análise das falhas de governo e a investigação sobre a existência de algum padrão a respeito do funcionamento da intervenção estatal.
    Levar mais a sério a tenacidade da ideologia intervencionista nos leva então a um problema fundamental: como quebrar a lógica de expansão do estado? Embora nossas preferências políticas liberais nos direcionem para a investigação desse desafio intelectual, uma solução convincente ainda não existe e, infelizmente, uma teoria de ciclos intervencionistas realista ainda se assemelha a um modelo biológico de hospedeiro-parasita, no qual o problema do estado é extrair o máximo de recursos do hospedeiro sem matá-lo. Paradoxalmente, o fantástico grau de adaptabilidade da ação livre, capaz de sobreviver a ataques extremamente agressivos do parasita, é a causa última da ubiquidade e permanência do intervencionismo.
    Gílber, antes que vc venha com suas falacias marxistas, vou comentar a pergunta de um aluno marxista
    Pergunta do meu aluno:
    Comparando um trabalhador chinês com um europeu.
    Chinês que é socialista, semi-escravidão, não tem sindicatos, não tem qualidade, segurança e meio ambiente. Como resultado produtos baratos (todos conhecemos bem o resultado)
    Trabalhador europeu. Sindicalizado, alta qualificação, qualidade, segurança, meio ambiente, altos salário etc etc. É um Lord perto do chinês.
    Qual dos 2 trabalhadores o senhor escolheria para sua fábrica ????????????
    Minha resposta:
    Ué, David, por que você não expande sua brilhante interpretação econômica? Por que você não fala sobre a diferente acumulação de capital que há na Europa e na China, acumulação essa que permite que os trabalhadores europeus sejam mais produtivos e, consequentemente, que tenham salários maiores?
    Isso não entra em sua análise?
    Um trabalhador alemão pode se dar ao luxo de trabalhar menos que um chinês, pois a Alemanha possui mais capital acumulado que a China. Consequentemente, um trabalhador alemão é mais produtivo que um chinês, seu salário é maior e ele pode até se dar ao luxo de se sindicalizar e exigir assistencialismos estatais.
    É fácil para uma economia rica adotar modelos assistencialistas (difícil é mantê-los indefinidamente, como atual situação europeia vem mostrando). Já para uma economia pobre, que passou décadas destruindo capital — como fez a China sob Mao –, é economicamente impossível fazer o mesmo. Tanto o Brasil quanto a China não podem se tornar a Alemanha por decreto governamental. Para que ambos cheguem ao padrão alemão, antes é preciso acumular capital. E para acumular capital, é preciso investir. E para investir, é preciso poupar. E para poupar, é preciso trabalhar.
    Você desconsidera tudo isso, e se limita a fazer apelos emocionais à varinha mágica do governo. Você parece achar que basta o governo decretar bem-estar social e pronto, fica tudo resolvido. Em momento algum você parou pra pensar sobre detalhes básicos e chatos, como poupança, acumulação de capital e investimentos — que é o que permite que haja benesses assistencialistas.

    É exatamente este tipo de ignorância econômica e pensamento simplista, voltado puramente para o emocional, que procuro combater. E assim seguem os marxistas.

    Portanto, isso que esta ocorrendo com a educação mineira é devido a um estado burocrático. Hoje é o PSDB, amanhã pode ser o PT, PSOL, PSTU…. e nada vai mudar, somente o tamanho do estado como vc defende. Como vc diz. Pense nisso

    • Gladimir, você, por fazer oposição eleitoral ao governo Dilma, fica confundindo os leitores, dizendo que países como o Brasil é socialista. Aí nem dá para conversar, porque eu não vou perder meu tempo discutindo “abobrinhas”. O governo Dilma é capitalista até a medula e única coisa que faz é distribuir algumas migalhas para o povo em forma de programas assistencialistas como Bolsa Família, o que não está errado, mas que claramente nada tem a ver com Socialismo. A China, por outro lado, é um Capitalismo de Estado, porque está baseada na repressão dura a qualquer organização operária, isso faz com que lá se produzam mercadorias baratas, porque aplica-se o regime de semi-escravidão, valendo-se do regime de partido único e de sufoco de qualquer oposição operária interna, nisso você está certo. Comparar China com Europa, contudo, é outro erro. Na Europa não houve nenhuma revolução socialista, lá houve uma social-democracia que, em momentos de relativa estabilidade econômica, graças às possibilidades de expansão do capitalismo, inclusive surrupiando a baixo custo matérias primas de colônias como América do Sul, Índia, África, etc, pode manter-se de pé, garantindo algumas conquistas à classe trabalhadora européia, o chamado Bem Estar Social, fruto da organização sindical antiga que existe nesses países, que fez com que direitos sociais básicos lhes fossem garantidos através da luta. Não se trata de presentes de governos europeus, trata-se de pressão dos trabalhadores organizados. Com a crise de expansão do capitalismo, em termos da possibilidade de seguir extraindo mais-valia, à custa de matérias primas e mão de obra barata de outras regiões, a produção começa a paralisar na Europa, e não existe mágica no capitalismo. Esse sistema de produção apenas funciona e gera novos empregos, se os patrões calcularem que suas fábricas vão render-lhes altos lucros à custa da exploração do trabalho não pago aos trabalhadores. Isso não sendo mais possível, para-se a produção. Não é por acaso que o desemprego entre os jovens na Europa atinge 26% em alguns países. Crise cíclica do capitalismo, o que Marx já mostrou para nós há 200 anos. No capitalismo, não há saída. A produção só existe, quando existe possibilidade extrair altos lucros, altas taxas de mais-valia para os patrões. A concorrência entre capitalistas que você tanto defende, Gladimir, gera a própria crise do sistema. Como você não entendeu ainda as lições básicas do marxismo, você acha que uma grande concorrência entre capitalistas vai baratear os produtos ao ponto de eles saírem de forma bem barata para a população. Seu ERRO antimarxista, contudo, leva você, Gladimir, a conclusão mais acachapante que o sistema capitalista tem de amargar de tempos em tempos. CRISE ECONÔMICA. Quando o valor das mercadorias são reduzidos drasticamente, porque a concorrência está superproduzindo dada mercadoria, aí já não é mais possível extrair mais-valia, já não é mais possível extrair trabalho não pago e o que ocorre, Gladimir? Crise econômica. Seu projeto de Estado Mínimo e concorrência anárquica está em prática e leva o mundo a CRISES SISTÊMICAS. Estude o ABC simples do marxismo e você entender essa lição econômica, já que você se gaba de ser o único que estuda economia nesse mundo. Mas os capitalistas espertos, Gladimir, jamais vão seguir seu conselho, porque vive no mundo da utopia capitalista, sua teoria liberal esqueceu de analisar as crises econômicas e se analisou, não analisou levando em conta a impossibilidade dos capitalistas de extraírem trabalho não pago, mais-valia, em outras palavras, não levou em conta que a expansão da concorrência e da produtividade gerou outro beco sem saída, os preços caíram, o valor das mercadorias caíram, mas nenhum capitalista vai produzir milhões de mercadorias que não podem ser vendidas, extraindo lucro no final. Emburra não, Gladimir, apesar de equivocado, você sonha muito, e ser sonhador também vale a pena, risos. Mas olhe para o seu mundo capitalista como ele de fato é e pare de tirar conclusões liberais precipitadas.

      • Gílber, sua arte da controvérsia é recorrem a falacias. Sega ser patético você dizer que defendo a teoria keynesiana, minha defesa é a escola Austríaca, Entendeu? Não vc não entendeu nada, pois confunde alhos por bugalhos.Nem Marx vc conseguiu entender.
        A teoria keynesiana simplesmente revoga a realidade. Ela não apenas ignora que vivemos em um mundo de escassez — no qual as coisas devem ser produzidas e trabalhadas para que possam existir –, como na realidade vai além e decreta que a abundância é possível simplesmente com a mera criação de dinheiro.
        Ou seja, basta criar dinheiro eletrônico que milagrosamente bens e serviços passarão a existir, sem que aparentemente tenham de ser trabalhados e produzidos. Ninguém precisa poupar para que seja possível haver investimentos que irão criar produtos. Não. Basta criar dinheiro que os investimentos e os produtos magicamente surgirão. Como? Ora, apenas surgirão. Tenha fé.
        A sociedade pode ter exaurido todos os seus produtos e bens de capital (o que impossibilitaria qualquer investimento); no entanto, segundo os keynesianos, isso não é problema. Basta imprimir dinheiro e tudo surge magicamente.
        O keynesianismo ignora por completo a estrutura do capital da economia. Apenas a Escola Austríaca a leva em consideração em suas análises econômicas.
        Para que eu não seja acusado de estar criando um espantalho para fins cômicos, pode ir direto à fonte: veja a pérola que está escrita em um texto publicado pela Associação Keynesiana Brasileira (AKB — pronuncia-se á-cá-bei):
        “Keynes demonstrou que a poupança decorre da renda e esta depende do investimento.
        Ou seja, o investimento gera a renda, que, por sua vez, cresce como um múltiplo do
        investimento (multiplicador dos gastos), e, após este processo, parcela da renda é
        poupada. A poupança é igual ao investimento ex post, mas é este que causa aquela; e
        não o contrário.”
        Entendeu? Segundo os keynesianos, o investimento vem antes da poupança; é o investimento que gera a poupança. Ou seja, primeiro a empresa compra seus equipamentos e bens de capital; depois, só depois, é que eles serão fabricados com os recursos que foram poupados por outros. Faz sentido? Só se utilizássemos o túnel do tempo.
        A economia keynesiana, em sua ânsia de dizer que o longo prazo não importa, acaba na prática invertendo a própria ordem cronológica das coisas. Primeiro você come, depois o alimento é produzido.
        E o pobre do Robinson Crusoé sem saber dessa mágica…
        E são esses caras que estão no comando as economias do principais países do mundo, tomando todas as decisões de política econômica.
        Quanto a DILMA, ela sempre falou e fala que é marxista.Não requer comentários o quanto um marxista faz mal a saúde.
        Gílber, mais uma vez vc confunde capitalismo com assistencialismo. Quem engana quem aqui? O Brasil está longe de ser capitalista. Foi Karl Marx quem cunhou o depreciativo termo “capitalista” para identificar um sistema econômico que havia recebido de Adam Smith uma expressão mais descritiva e bonita: “sistema de liberdade natural”. O capitalismo não é exclusivamente “capitalista”.
        A acumulação de capital é um fato existente em qualquer sociedade, independentemente de sua estrutura política e econômica.
        Gílber, vc costuma identificar pelo termo “neoliberal” tanto as reformas modernizadoras que diminuem a participação do estado na economia quanto as organizações inter-governamentais como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional. Como neoliberalismo e capitalismo são termos intercambiáveis no discurso vulgar, o FMI e o Banco Mundial aparecem como braços operadores do capitalismo internacional. Essa confusão também costuma ser feita por pessoas de direita que, definindo-se por sua oposição sem reservas à esquerda, acabam defendendo instituições burocráticas como se fossem partes integrantes do sistema capitalista.
        Os defensores do livre mercado entendem que os negócios podem tanto servir quanto prejudicar a população em geral. Em um sistema intervencionista, toda empresa que quer aumentar o seu lucro tem duas opções: investir em produtividade, para competir pelos consumidores, ou investir em lobby, para competir pelos favores políticos. A competição para servir à sociedade é capitalismo, a competição para servir ao governo é mercantilismo. São os mercantilistas que defendem legislações protecionistas de corporações contra a competição estrangeira e doméstica. Os liberais defendem um mercado aberto, em que a manutenção de um negócio depende do oferecimento de serviços e produtos que satisfaçam ao consumidor.
        O capitalismo não é a perpetuação das elites, como vc tem pregado Gílber.
        São os oponentes, como vc Gílber, do capitalismo que, ao defender maior concentração de poder nas mãos de políticos e burocratas, constroem um sistema corrupto e estático, no qual há pouco espaço para a mobilidade social e pouca oportunidade para o desenvolvimento da criatividade humana. Há doses de capitalismo em diferentes sociedades do mundo, mas não há uma sociedade onde a economia seja puramente livre, e nem o Brasil está entre as economias mais livres do mundo.
        O capitalismo não é a defesa do tratamento desigual das pessoas, como vc tem pregado.
        Há diversas formas de tornar as pessoas mais iguais. Os igualitários normalmente não pretendem torná-las mais iguais em conhecimento ou em beleza, mas em recursos, pelo menos em alguns recursos que consideram fundamentais. É bem verdade que o livre mercado não se baseia na igualdade de recursos. Mas isso não significa um tratamento desigual das pessoas. A igualdade liberal, da qual floresce o capitalismo, é a igualdade de direitos, a igualdade perante a lei. Isso significa que as questões de justiça e o uso da sua liberdade no mercado não dependem de quem você é, mas do que você faz.
        O capitalismo é um sistema econômico de cooperação mútua, apoiado em uma estrutura de direitos na qual prevalece a igualdade jurídica entre as pessoas. As pessoas no livre mercado não são iguais em “distribuição de renda”, mas são iguais em LIBERDADE.
        Por fim, Gílber, capitalismo não é socialismo.
        O capitalismo não é uma imposição do governo, nem o mercado é uma ideologia em que a teoria necessariamente precede a prática. O capitalismo é simplesmente o que ocorre quando as pessoas têm liberdade para fazer trocas, apoiadas em direitos de propriedade bem definidos. É o socialismo que necessita da mobilização social para alcançar um objetivo comum entre todas as pessoas. O socialismo precisa da pregação e da concentração de poder na autoridade manipuladora. O socialismo é a politização da vida econômica, é um discurso interminável do Fidel Castro, é a transformação de tudo o que é belo e espontâneo no dirigismo rígido da política.
        O livre mercado é apenas o conjunto de ações de agentes humanos livres sobre a alocação de recursos escassos. Se os propósitos desses agentes são morais, a ordem gerada será igualmente moral. E é quando nós conseguimos sinceramente compreender e avaliar o capitalismo que passamos a ter o discernimento para defendê-lo ou atacá-lo.
        A reciproca é verdadeira Gílber:
        ” Emburra não, Gílber, apesar de equivocado, você sonha muito, e ser sonhador também vale a pena.”

      • Falou, falou, falou e não respondeu ao fato de que o sistema capitalista vive em crises cíclicas e que sua proposta de concorrência livre e ilimitada entre empresas é o próprio tendão de Aquiles do capitalismo. Não estamos falando keynisianismo, estamos falando de crises concretas do capitalismo que abalaram EUA, Europa e abalam Brasil. E na crise de superprodução, estimulada pela hiper concorrência entre capitalistas, em 1929, levou muitas capitalistas a se jogarem do prédio, quando viram suas cirandas financeiras explodirem como bolha de sabão. Estamos falando de economia real, baseada na exploração da força de trabalho e quando tudo abaixa o valor nesse sistema capitalista, conforme sua utopia de mercado livre, Gladimir, BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM, o capitalismo explode e os burgueses são forçados a parar a produção. Economia real, Gladimir, para de sonhar com teorias abstratas. Aliás, os capitalistas espertos leem Marx e entendem, já que Marx é o único que, mesmo criticando o capitalismo, através de sua teoria da mais-valia relativa e da exploração do trabalho não pago explicou para a própria burguesia o que acontecia com sua tendência vertiginosa a queda da taxa de lucro, chegando ao ponto de crises completas. Releia Marx, Gladimir, e para de navegar nas ondas da bolha. Ah e responda a pergunta: por que nas crises de superprodução, ao invés da população começar ficar feliz, consumindo tresloucadamente os produtos de baixos custo frutos da concorrência capitalista pregada por você, risos, ao contrário, tudo trava, empresas fecham as portas, demissões são feitas em massa, países inteiros entram em recessão, como Grécia, Espanha, e espaços para revoluções socialistas são abertas? Cadê a escola austríaca salvando esses capitalistas do fiasco? Simples assim, Gladimir.

      • Gílber, você como defensor de um sistema socialista de produção alega preferência por tal sistema em decorrência de sua suposta maior racionalidade em relação a uma economia constituída de forma a depender da propriedade privada dos meios de produção. Dentro do arcabouço do presente ensaio, não é necessário levar em consideração essa opinião, uma vez que ela recai na afirmação de que a atividade econômica racional necessariamente não pode ser perfeita, pois existem determinadas forças que impedem tal consumação. Consequentemente, devemos nos concentrar apenas nas razões técnicas e econômicas dessa opinião. Gílber vc que segue esta doutrina possui uma confusa concepção de racionalidade técnica, a qual é vista como a antítese da racionalidade econômica, sobre a qual eles também não são muito claros. Você têm o hábito de ignorar o fato de que “toda a racionalidade técnica da produção é idêntica a um baixo nível de gastos específicos no processo de produção”. Você ignora o fato de que o cálculo técnico não é suficiente para descobrir o “grau de conveniência geral e teleológica” de um evento; que ele só pode qualificar eventos individuais de acordo com a significância destes, mas que ele jamais pode nos guiar naqueles julgamentos que são exigidos pelo sistema econômico como um todo. É somente em decorrência do fato de que considerações técnicas podem ser baseadas na lucratividade, que podemos superar a dificuldade que surge da complexidade das relações entre, de um lado, o poderoso sistema de produção vigente e, do outro, a demanda e a eficiência de empresas e unidades econômicas. Da mesma forma, é somente por causa de considerações técnicas para com a lucratividade que podemos obter o retrato completo da situação em sua totalidade, algo essencial para uma atividade econômica racional.
        As teorias socialistas são dominadas por uma confusa concepção quanto à primazia do valor objetivo. Com efeito, no que tange à administração da economia, o valor objetivo irá adquirir significância para a economia somente por meio da influência que ele deriva do valor subjetivo, o qual determina as relações de troca de bens econômicos. Uma segunda ideia confusa é inexplicavelmente incluída nessa primeira — a oposição entre o juízo de valor pessoal que um observador faz em relação à utilidade de determinados bens e o juízo de valor que todas as outras pessoas que participam nas transações econômicas também fazem desses bens. Se um indivíduo considera “irracional” gastar muito dinheiro com cigarros, bebidas e prazeres similares, então sem dúvida ele está certo do ponto de vista de sua própria escala pessoal de valores. Porém, ao fazer tal julgamento, ele está ignorando o fato de que a economia é apenas um meio, e que, quaisquer que sejam suas considerações racionais que influenciam seu padrão de preferências, a escala de fins supremos é uma questão de conação [tendência consciente para atuar] e não de cognição.
        O fato de que a atividade econômica racional é impossível em uma sociedade socialista não pode, obviamente, ser utilizado como um argumento a favor ou contra o socialismo. Aquele que está disposto a adotar o socialismo por questões éticas e que sabe que a oferta de bens de consumo para os seres humanos sob um sistema de propriedade comum dos meios de produção será reduzida, ou aquele que é guiado por ideais ascéticos em seu desejo pelo socialismo, não irá deixar seus esforços serem influenciados por tudo o que foi dito neste ensaio. Menos ainda serão influenciados aqueles socialistas “culturais” que, como Muckle, esperam que o socialismo primariamente efetue “a dissolução da mais assustadora de todas as barbáries — a racionalidade capitalista.” Porém, aquele que espera que o socialismo traga um sistema econômico racional será forçado a reexaminar suas noções.
        Deixa de romantismo, seja mais técnico, mais uma vez ficou divagando e nada acrescentou.

      • Gladimir, responda a pergunta. Vou repeti-la. Não fuja à questão! Por que nas crises de superprodução, ao invés da população começar ficar feliz, consumindo tresloucadamente os produtos de baixos custo frutos da concorrência capitalista pregada por você, risos, ao contrário, tudo trava, empresas fecham as portas, demissões são feitas em massa, países inteiros entram em recessão, como Grécia, Espanha, e espaços para revoluções socialistas são abertos justamente por essas crises? Cadê a escola austríaca salvando esses capitalistas do fiasco? Simples assim, Gladimir. Você aponta o livre mercado e a livre concorrência como a salvação para toda a economia. Isso já é feito e o resultado é crise de superprodução e recessão. Cadê a escola austríaca salvando os capitalistas da crise, Gladimir? Aliás, se no capitalismo não houvesse crises econômicas mil como é a regra, o socialismo econômico e livre não passaria de uma utopia. Mas o capitalismo, o livre mercado, a livre concorrência geram o colapso econômico. Estou aguardando sua resposta Gladimir. Você mais uma vez veio fazer propaganda de uma teoria do valor subjetivo, ao invés de discutir a economia material, que é baseada na exploração dos frutos do trabalho e não respondeu a pergunta. Seus 100 graus de febre voltou, Gladimir, risos? Estou aguardando os seus argumentos.

      • Gílber, não há fatos eternos, como não há verdades absolutas. Não há fonte de erro tão grande como a busca da VERDADE absoluta. Portanto releia várias vezes Marx,e livros da escola de Frankfurt, de teoria social interdisciplinar neomarxista, mas outros livros tb não socialistas. Quem sabe vc encontre a verdade verdadeira. Jamais tive a pretensão de mudar seus pensamentos marxistas, não tem como, é cabeça dura e de difícil compreensão. Mas, sim, dar aos seus leitores uma outra oportunidade de ver o outro lado negro do socialismo, chamado ESTADO, socialismo livre, como vc falou nunca existiu, porém a roupagem é a mesma, MARXISTA.
        Vou tentar mais uma vez te explicar para um cabeça bloqueada pelo marxismo, missão difícil essa minha, né?.
        Vc mais uma vez confundiu teoria keynesiana,com a escola Austríaca, releia, faz favor, meus comentários. Lembrando que todos os países da crise aplicam a teoria keynesiana. Lembro tb que a escola Austríaca trabalha com a ESCASSEZ de RECURSOS e finalmente que Angela Merkel presidente da Alemanha, que é o carro chefe da zona do euro, se criou no lado comunista, sobre a batuta da escola de Frankfurt e não aplicou em seu governo nada da teoria de Marx. Pq será?
        Você citou a Espanha e Grécia. Vamos ampliar para o Sul Europeu de origem latina, mesma origem nossa ( corrupção=estado). Seus regimes políticos são: França(Republica Constitucional), Portugal(República semipresidencialista), Espanha(Monarquia Parlamentarista).
        O economista americano Steve Hanke, professor de economia aplicada da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, EUA, considerado uma sumidade em assuntos monetários (foi ele quem acabou com todas as hiperinflações das ex-repúblicas soviéticas no Leste Europeu, da Bósnia e da Argentina), cunhou uma frase da qual todo cidadão comum jamais deveria se esquecer. Hanke a rotulou de ‘regra dos 95%’: “noventa e cinco por cento de tudo que é escrito sobre economia ou está errado ou é irrelevante.”
        Tal regra é perfeitamente aplicável para as análises feitas sobre o atual estado das economias europeias. Segundo os especialistas, o problema está na tal ‘austeridade’, a qual estaria sendo imposta a todo o continente pelos malvados alemães por motivos puramente sádicos, e estaria sacrificando os pobres gregos, espanhóis e portugueses. Culpar a austeridade é uma postura que gera aplauso fácil porque significa condenar cortes nos sagrados “programas assistencialistas europeus”, os quais todos os economistas convencionais sonham ver serem adotados universalmente em todos os países do Ocidente — adoção essa que requereria a supervisão destes economistas, é claro.
        Muito embora a “austeridade” europeia esteja sendo feita não por meio exclusivo da redução de gastos, mas sim por uma combinação entre redução de gastos e elevação de impostos — e, como mostrou Philipp Bagus, os déficits orçamentários continuaram intocados —, ela não é a causa precípua da prolongada recessão do continente.
        Qual é então o problema?
        Como tudo começou
        Durante a década de 2000, os países europeus, e mais acentuadamente Espanha, Portugal, Grécia e Irlanda, vivenciaram tão explicitamente todas as etapas de um ciclo econômico descrito pela Escola Austríaca, que tal exemplo deveria doravante figurar em todos os escritos sobre o tema ciclos econômicos. O ciclo econômico vivenciado por estes quatro países está sendo tão completo, que é difícil imaginar algum outro exemplo prático que melhor ilustre aquilo que é descrito pela teoria austríaca.
        A crise econômica e financeira europeia começou da mesma maneira que se iniciam todos os ciclos econômicos: por um processo de enorme expansão do crédito orquestrado pelo Banco Central Europeu em conjunto com o sistema bancário de reservas fracionárias dos quatro países citados. Tal processo de expansão do crédito consiste meramente em um processo de criação de dinheiro do nada (contra-mão da escola Austríaca). E é assim em todo o mundo atual.
        Sempre que uma empresa ou um indivíduo qualquer vão a um banco e pedem um empréstimo, o banco cria do nada dinheiro eletrônico na conta-corrente deste tomador de empréstimo. O dinheiro não foi retirado de nenhuma outra conta. Ele simplesmente foi criado. O bancário apertou algumas teclas no computador e dígitos eletrônicos surgiram na conta-corrente do mutuário. É assim que o dinheiro entra na economia no sistema monetário atual e é assim que a quantidade de dinheiro em uma economia aumenta. O sistema bancário destes países europeus, atuando sob a proteção e estímulo do Banco Central Europeu, literalmente criou bilhões de euros para serem emprestados para empreendedores e consumidores.
        Qual foi a consequência de toda esta expansão creditícia e monetária?

        Empreendedores, ao tomarem como empréstimo este dinheiro criado do nada pelo sistema bancário, passaram a investir naqueles projetos que mais estavam sob demanda. Nos casos específicos da Espanha e da Irlanda, no setor imobiliário. Os consumidores destes países, por sua vez, estavam recorrendo aos bancos justamente para obter financiamento para comprar imóveis. Esta súbita demanda por imóveis foi possibilitada pelo fato de que a expansão creditícia feita pelo sistema bancário de reservas fracionárias e orquestrada pelo Banco Central Europeu gerou uma forte queda nos juros.
        Uma expansão creditícia e monetária é sempre um fenômeno extremamente perigoso porque funciona como uma droga. Quando o dinheiro recém-criado é injetado na economia pelos bancos, todo o sistema econômico passa a reagir de maneira expansionista. As pessoas ficam animadas. Empreendedores recebem financiamento barato para praticamente qualquer investimento que queiram fazer, não importa o quão irracional tal investimento seria em outras circunstâncias. Ao mesmo tempo, trabalhadores e sindicatos percebem que a demanda por seus serviços aumentou, pois há mais dinheiro na economia. Bens de consumo também passam a ser demandados com mais intensidade. A renda das pessoas cresce anualmente. Todo mundo fica feliz, principalmente porque tal arranjo faz parecer ser possível aumentar a riqueza sem qualquer sacrifício na forma de poupança e trabalho duro. Forma-se uma bolha. a ESCOLA AUSTRÍACA, TRABALHA COM A ESCASSEZ DE RECURSOS, SEM INTERVENÇÃO DO ESTADO,DIFERENTE DE TD ISSO, ENTENDEU?
        Este aparente ciclo virtuoso da nova economia ludibria todos os agentes econômicos: investidores estão muito contentes ao verem que suas ações crescem diariamente; as indústrias de bens de consumo conseguem vender tudo que põem no mercado e a preços crescentes; restaurantes estão sempre cheios e com longas listas de espera apenas para arrumarem uma mesa; trabalhadores e seus sindicatos veem o quão desesperadoramente empresários estão demandando seus serviços em um ambiente de pleno emprego, aumentos salariais e (nos países mais ricos) imigração; líderes políticos se beneficiam daquilo que parece ser uma economia excepcionalmente boa, a qual eles venderão ao eleitorado como resultado direto de sua liderança e de suas boas políticas econômicas; burocratas responsáveis pelo orçamento do governo ficam impressionados ao descobrir que, a cada ano, a receita está aumentando em cifras de dois dígitos.
        Porém, tal arranjo não pode durar. Há um enorme descoordenação entre o comportamento dos consumidores e dos investidores. Os consumidores seguem consumindo sem a necessidade de poupar, pois a quantidade de dinheiro na economia aumenta continuamente, o que torna desnecessário qualquer abstenção do consumo. E os investidores seguem aumentando seus investimentos, os quais são totalmente financiados pela criação artificial de dinheiro virtual feita pelos bancos e não pela poupança genuína dos cidadãos. Tal arranjo é completamente instável. Trata-se apenas de uma ilusão de que todos podem obter o que quiserem sem qualquer sacrifício prévio.
        Com o tempo, tamanha demanda gerada pela criação de dinheiro leva a um inevitável aumento dos preços. Ato contínuo, o Banco Central eleva a taxa básica de juros da economia e os bancos, além de reduzirem o volume de empréstimos concedidos, também começam a cobrar juros maiores. Afinal, se os bancos não aumentassem os juros cobrados, eles simplesmente receberiam — no momento da quitação do empréstimo — um dinheiro com um poder de compra menor do que o que esperavam receber quando concederam o empréstimo.
        Essa nova postura dos bancos leva a uma redução da taxa de crescimento da quantidade de dinheiro na economia. E tal redução na taxa de crescimento da oferta monetária é exatamente o que põe um fim na euforia e gera o início da recessão.
        A recessão
        Durante a fase da expansão econômica artificial, os indivíduos intensificaram seu endividamento para poder consumir, na crença de que a expansão do crédito continuaria farta e que sua renda futura continuaria aumentando, o que facilitaria a quitação destas dívidas. Já as empresas embarcaram em investimentos de longo prazo levadas tanto pela redução artificial dos juros criada pela expansão do crédito (o que faz com que os investimentos se tornassem mais financeiramente viáveis) quanto pela expectativa de que o aumento futuro da renda possibilitaria o consumo dos produtos criados pelos seus investimentos.
        No entanto, a redução da expansão monetária — que não pode se perpetuar para sempre — traz a realidade à tona. O aumento esperado da renda não se concretiza, o que faz com que as dívidas se tornem mais difíceis de serem quitadas. Isso faz com que todos aqueles investimentos que foram estimulados pela expansão artificial do crédito entrem em colapso, pois nunca houve uma demanda genuína por eles. Como os consumidores estão mais endividados e o nível geral de preços da economia aumentou — mas a oferta monetária se estabilizou —, a demanda cai (não cairia caso os investimentos houvessem sido financiados por poupança genuína, isto é, pela real abstenção do consumo dos indivíduos).
        Todos aqueles empreendimentos que até então pareciam lucrativos — como o setor imobiliário — se revelam um grande desperdício. A realidade é que simplesmente não havia demanda para tais projetos, pois tudo era baseado numa ilusão de prosperidade, aditivada pela expansão monetária e do crédito.
        Até aqui, a narração acima em nada se distingue do atual momento petista brasileiro. A mecânica inicial de um ciclo econômico, seja no Brasil, seja na Europa ou nos EUA, é a mesma, variando apenas qual será o setor que receberá a maior parte dos investimentos estimulados pelo crédito fácil. O que tornou a recessão europeia especialmente dolorosa foi o que aconteceu com seu sistema bancário.
        O que ocorreu na Europa — especialmente na Espanha e na Irlanda — é que o processo de expansão creditícia foi direcionado majoritariamente para o setor imobiliário. E em gigantesca escala. A bolha imobiliária espanhola foi muito maior que a americana — ao ponto de existirem hoje na Espanha, segundo Jesús Huerta de Soto, mais de um milhão de casas vazias, o que representa um incalculável desperdício de recursos escassos.
        Sendo assim, quando a expansão creditícia foi interrompida e os juros foram elevados, não apenas a demanda por imóveis foi estancada, como também, e principalmente, as pessoas que estavam pagando hipotecas simplesmente começaram a dar o calote nos bancos. Como as construtoras que haviam tomado empréstimos também não mais estavam conseguindo vender seus imóveis, elas também começar a dar calote nos bancos. Acrescente a isso o aumento no desemprego em decorrência do mecanismo explicado acima, e você terá um ideia de quão volumosos foram os calotes nos bancos.
        Ato contínuo, os bancos perceberam que seus empréstimos imobiliários — tanto para construtoras quanto para pessoas físicas — não mais seriam quitados aos valores originalmente esperados. Como os empréstimos fazem parte do ativo dos bancos, a consequência é que os ativos bancários passaram a valer muito menos do que imaginavam.
        Essa queda no valor dos ativos gerou um enorme problema nos balancetes dos bancos: o valor dos ativos despencou, mas o valor dos passivos (todos os depósitos de seus clientes) permaneceu o mesmo. Em termos contábeis, se há uma forte redução nos ativos e os passivos permanecem os mesmo, então há uma redução no patrimônio líquido (capital). Os bancos se tornaram insolventes.
        Quando um banco se torna contabilmente insolvente, ele pode fazer duas coisas: ou ele aumenta seus ativos (sem que tenha de aumentar seus passivos), ou ele reduz seus passivos.
        Aumentar ativos em um cenário de recessão é praticamente impossível. Ele teria de vender papeis em troca de dinheiro para aumentar suas reservas. Porém, além de as pessoas não estarem em condições de comprar papeis dos bancos, o próprio ato desesperado de venda de papeis já forçaria para baixo os preços dos mesmos, pois tal medida deixaria explícita a péssima situação do banco. O valor de seus ativos poderia cair ainda mais.
        Logo, a única solução plausível foi reduzir os passivos. E como os bancos reduzem passivos? Deixando de conceder empréstimos. Cobrando empréstimos pendentes (cuja quitação aumenta seus ativos), e não concedendo novos empréstimos. Essa era a única maneira de sanear seus balancetes.
        A encrenca
        Sem gráfico (o site não permite e vc tb não quer vídeo), fica difícil entender por que a situação grega é tão calamitosa. Além da inevitável contração do crédito, que por si só reduz a quantidade de dinheiro na economia, também está havendo uma fuga de euros daquele país para os bancos alemães (que seguem em partes a escola Austríaca), mais seguros. Espanha e Irlanda também vivenciam o mesmo problema, embora com intensidade um pouco menor.
        Enquanto o mundo vivia seu período glorioso de expansão monetária (2003-2008), o governo grego (mais uma vez o famigerado ESTADO) aproveitou essa bonança para aumentar os gastos, inchar o funcionalismo e a folha de pagamento (O QUE SEU SOCIALISMO PREGA). E fez tudo isso sem precisar aumentar impostos. Como foi possível? Como o crédito vinha de fora, e era abundante e barato, o governo percebeu que era mais vantajoso se endividar (em vez de tributar) para aumentar os gastos — e, depois, apenas rolar a dívida, pagando juros bastante camaradas.
        É lógico que tal arranjo grego seria insustentável no longo prazo, mesmo que os juros continuassem baixos. É como se você fosse a um restaurante e, em vez de pagar a conta inteira, pagasse só a metade, e prometesse pagar o resto e mais juros no dia seguinte. Porém, quando chegasse o dia seguinte, você faria um acordo com o dono do restaurante e, novamente, pagaria apenas a metade da conta daquele dia e empurraria todo o resto acumulado para o dia seguinte. E assim você iria fazendo todos os dias. Quando chegasse o fim do mês, o dono, desconfiado de que você iria dar o calote, simplesmente lhe apresentaria a conta total, com principal e juros acumulados, e exigiria o pagamento, não dando chances para mais rolamentos de dívida. É aí que você teria o infarto.
        No caso da Grécia, a crise financeira internacional, com a contração do crédito, acelerou esse processo de cobrança da dívida — logo, os juros exigidos para a rolagem da dívida subiram. A farra grega acabou e, temerosos de um calote, as pessoas começaram retirar seu dinheiro do país, o que deixou os bancos em situação extremamente delicada.
        Em um cenário de deflação monetária como esse que está acometendo estes países, a última coisa que os governos deveriam pensar em fazer seria aumentar impostos. Mas foi exatamente isso que os governos desses três países fizeram e prometem continuar fazendo. Não é à toa que a cada trimestre a imprensa noticia com fanfarra que o PIB destes países segue encolhendo. Óbvio. Deflação monetária com aumento de impostos é um coquetel mortífero. Dado que há uma grande rigidez nos preços e nos salários nestes países (se os sindicatos não aceitam reduções salariais, os empresários não irão reduzir preços, pois seus balancetes iriam para o vermelho total), o resultado inevitável é uma disparada no desemprego.
        Para complicar ainda mais a situação, há a imposição de Basileia III, que exige o aumento do capital dos bancos. Como explicado, na atual situação, a única maneira de os bancos aumentarem seu capital é cobrando a quitação de empréstimos pendentes, restringindo a concessão de novos empréstimos e contraindo ainda mais a oferta monetária. Para Espanha e Grécia, que possuem economias amarradas, sindicatos fortes, altos impostos, e uma alta quantidade de regulamentações, esta nova rodada de deflação, a qual dificilmente será acompanhada de uma redução de preços e salários, poderá ser fatal para o desemprego. A Irlanda, por ter uma economia mais dinâmica, tem mais chances de sofrer menos.
        Conclusão

        Todo processo de expansão creditícia, cedo ou tarde, se transforma em um processo de restrição ou contração do crédito. A intensidade da recessão tende a ser proporcional à intensidade da exuberância econômica que o país vivenciou.
        Durante uma recessão, os consumidores estão mais pobres do que antes justamente por causa de todos os investimentos errôneos e insustentáveis que foram empreendidos em decorrência da expansão artificial do crédito, investimentos estes que imobilizaram capital e recursos escassos para seus projetos, recursos estes que agora não mais estão disponíveis para serem utilizados em outros setores da economia. No geral, a economia está agora com menos capital e menos recursos escassos disponíveis. Na Espanha, como dito, há hoje um milhão de casas vazias, sem compradores. Capitais e recursos escassos foram desperdiçados na construção destes imóveis, capitais e recursos que poderiam estar hoje sendo aplicados em outros setores da economia espanhola.
        Adicionalmente, é fácil entender por que o atual problema destas economias não é de ‘demanda’. Crises e recessões não são um problema de demanda. Crises e recessões são causadas por investimentos errôneos e insustentáveis — em decorrência da expansão do crédito bancário e pela distorção das taxas de juros —, para os quais nunca houve demanda legítima. Não se trata de um problema de demanda agregada, mas sim de um problema de capital que foi desviado para aplicações que não eram genuinamente demandadas pelo público.
        Sendo assim, de nada adianta os governos — e principalmente os malvados alemães — incorrerem em déficits, aumentar os gastos e o Banco Central Europeu imprimir mais dinheiro, imaginando que tudo magicamente seria resolvido. O fato é que recursos escassos foram aplicados em investimentos para os quais não havia demanda. Este capital se encontra agora destruído (ou com um valor extremamente reduzido). A recessão nada mais é do que o período de reajuste desta estrutura de produção que foi distorcida pela expansão do crédito bancário e pela distorção das taxas de juros.
        Portanto, para acabar com uma recessão, é preciso fazer com que este capital mal investido seja liquidado e que os investimentos sejam voltados para áreas em que haja genuína demanda dos consumidores. O governo fazer políticas que estimulem a demanda agregada, de modo a não permitir que haja essa reestruturação do capital, irá apenas prolongar a recessão. O governo elevar impostos e incorrer em déficits irá apenas retirar poupança do setor privado, justamente em um momento em que ele mais necessita dela.

        É exatamente isso que os governos europeus estão fazendo, e é exatamente isso que está prolongando a recessão. A culpa não é dos alemães, que foram bastante frugais nos últimos treze anos.

        Será que no Brasil já estamos nos aproximando do final da fase de expansão de crédito? Ou já estamos no final? Ou sempre estivemos no final (rsrsrsrs)?

        Gílber, vc têm o hábito de ignorar o fato de que “toda a racionalidade técnica da produção é idêntica a um baixo nível de gastos específicos no processo de produção”. Vc ignora o fato de que o cálculo técnico não é suficiente para descobrir o “grau de conveniência geral e teleológica” de um evento; que ele só pode qualificar eventos individuais de acordo com a significância destes, mas que ele jamais pode nos guiar naqueles julgamentos que são exigidos pelo sistema econômico como um todo. É somente em decorrência do fato de que considerações técnicas podem ser baseadas na lucratividade, que podemos superar a dificuldade que surge da complexidade das relações entre, de um lado, o poderoso sistema de produção vigente e, do outro, a demanda e a eficiência de empresas e unidades econômicas. Da mesma forma, é somente por causa de considerações técnicas para com a lucratividade que podemos obter o retrato completo da situação em sua totalidade, algo essencial para uma atividade econômica racional.
        Sua teoria socialista são dominadas por uma confusa concepção quanto à primazia do valor objetivo. Com efeito, no que tange à administração da economia, o valor objetivo irá adquirir significância para a economia somente por meio da influência que ele deriva do valor subjetivo, o qual determina as relações de troca de bens econômicos. Uma segunda ideia confusa é inexplicavelmente incluída nessa primeira — a oposição entre o juízo de valor pessoal que um observador faz em relação à utilidade de determinados bens e o juízo de valor que todas as outras pessoas que participam nas transações econômicas também fazem desses bens. Se um indivíduo considera “irracional” gastar muito dinheiro com cigarros, bebidas e prazeres similares, então sem dúvida ele está certo do ponto de vista de sua própria escala pessoal de valores. Porém, ao fazer tal julgamento, ele está ignorando o fato de que a economia é apenas um meio, e que, quaisquer que sejam suas considerações racionais que influenciam seu padrão de preferências, a escala de fins supremos é uma questão de conação [tendência consciente para atuar] e não de cognição.

        Logo, o socialismo seria perfeitamente viável. Segundo o próprio Pareto e Enrico Barone , bastaria um comitê de Super Homens para determinar o gosto da população e a técnica de produção para satisfazer estes gostos. Uma vez determinados os gostos, determinava-se os bens de consumo a serem produzidos. Aí o valor dos meios de produção poderia ser determinado inequivocamente pela imputação dos valores atribuídos a cada bem de consumo.
        Ato contínuo, o comitê de super-homens poderia prontamente decidir como alocar recursos de modo a determinar o bem-estar ótimo da população. Bastaria para tal utilizar e resolver as equações de Pareto e Barone. Fácil, não? O único problema é que não vivemos em um mundo estático, mas sim dinâmico. Os gostos de ontem não serão os mesmos de amanhã. Sem empreendedores e sem mecanismos de preços, é impossível satisfazer os desejos de consumidores.
        Observe, aliás, que não há nenhuma menção ao papel crucial do empreendedor e do empreendedorismo. É o empreendedor que irá colocar seus ativos e seus recursos em risco na tentativa de obter lucros e evitar prejuízos. Tal agente não pode existir em um mundo em equilíbrio, que é exatamente o mundo de Pareto.
        Qualquer teoria econômica minimamente digna tem de levar estes fatos em consideração.
        Que isso seja visto como refutação plausível mostra bem que, já naquela época de MARX, a ciência econômica havia sido sequestrada por vigaristas.

        Se vc chegou conseguiu ler até aqui, e compreendeu 1%, do que foi escrito, CUIDADO, tem grandes chances de se tornar um libertário. Riso 🙂

      • Gladimir, agora sim você respondeu a pergunta estava travada. Agora, podemos começar um debate lógico. É claro que você escreveu muita coisa, e eu vou debater por partes. Nessa primeira resposta, vou discutir o que me chamou mais atenção, depois falo de outros ponto. Em primeiro lugar, nós, marxistas, temos acordo que a economia deveria politicamente funcionar de acordo com suas bases reais, ou seja, riquezas são oriundas do trabalho, não são oriundas de bolhas financeiras, de títulos podres, de dinheiro inventado do nada pelos bancos centrais dos países. O fato da classe trabalhadora dos países não terem controle pleno sobre os Bancos Centrais é o primeiro fator que leva à anarquia dos governos, ligados à burguesia, endividando-se, fazendo empréstimos virtuais para aquecer empresas privadas que buscam apoio do governo para manter seus negócios funcionando. Obviamente, que essas concessões dos Bancos Centrais e dos governos às burguesias de seus países, facilitando-lhes créditos e ao mesmo tempo incentivando a população a se endividar através de consumos a prazo, de modo a aquecer a indústria, é um erro grave que fatalmente apenas empurrará a crise de superprodução do capitalismo dos países para um período futuro, podendo ocorrer de forma ainda mais grave. Na sua análise, porém, Gladimir, você equivoca, ao classificar a crise Européia como uma simples crise de facilitação de crédito. Você mesmo reconhece, “na Espanha há muitas casas vazias”, ou seja, isso não é consequência de facilitação de crédito, isso revela A ANARQUIA DE PRODUÇÃO QUE É O PRÓPRIO CAPITALISMO. Uma economia sem qualquer planejamento, cuja única motivação é ganhar mais e mais dinheiro à custa da exploração da venda de mercadorias fabricadas pelo trabalho dos operários. Ocorre que não existe mágica para ganhar dinheiro. Você fala que a mágica é “trabalho duro e poupança”. Poupança de consumo é “seus 100 graus de febre” que o levou a essa conclusão, porque é justamente no consumo que o capitalismo realiza sua mais valia. Mas você está quase certo quando diz que a economia tem de funcionar com base no “trabalho duro”. Só que, como você acredita na lógica irracional e exploradora do capitalismo, você não pode dizer a verdade para si mesmo. A verdade é que não se trata de “trabalho duro”, trata-se da “exploração do trabalho duro e que não é pago aos operários”. Sempre que os capitalistas entram na doidice irracional de fabricar dinheiro do nada, investindo em máquinas, para vencer a concorrência com outros capitalistas, sendo que não é possível explorar o trabalho de uma máquina, (o trabalho da máquina é todo pago, quando se paga pelo valor da máquina), mas, enfim, como existe a mais-valia relativa, teoria marxista que você insiste em não conhecer, Gladimir, já que você é ILUDIDO com a livre concorrência (sem saber que é justamente a livre concorrência o cemitério dos capitalistas), já que chega um momento que “produzir-se-á um monte de casas e elas ficarão vazias, já que não será possível vendê-las e ter lucro, já que o investimento em máquinas, facilitou a produção em massa do bem de consumo casa e os preços caíram, mas o capitalista não vai entregar as casas aos consumidores de forma barata, ele faz o cálculo e percebe que sua produção não deu lucro. O capitalista se desespera, endividou-se no banco, e não adiantou nada, sua mercadoria não pode ser vendida de forma lucrativa e eles não vão vender suas casas sem ter lucro. Resultado: demissão em massa no setor de construção civil. Aquele setor que prometia lucros, fruto da crise de superprodução, frustrou o capitalismo. Você precisa estudar a crise de superprodução em Marx, Gladimir, para nós marxistas darmos uma ajudinha para sua escola austríaca, e veja que você não está de todo errado na questão do incentivo ao crédito, mas o incentivo desenfreado ao crédito já é justamente uma esquizofrenia do capitalismo de tentar empurrar por mais alguns meses o jeito de ganhar dinheiro na economia. Mas existe uma coisa tão bem explicada por Marx que os capitalistas doidos não conseguem entender bem, é que HÁ UMA TENDÊNCIA À QUEDA DA TAXA DE LUCRO, JUSTAMENTE PELO FATO DA LIVRE CONCORRÊNCIA, que você tanto idolatra, Gladimir. É seu ponto cego. Temos até uma piada: “quando os capitalistas em sua euforia tresloucada pelo mercado livre e pela expansão da técnica (investimentos em máquinas de última geração) começam a achar que descobriram o paraíso na terra, começa os primeiros passos em direção so seu inferno”. Quando tudo dá certo, começou tudo dar errado. O sistema capitalista, em sua produção anárquica, sem planejamento, criando falsas necessidades de consumo, no afã de ganhar dinheiro sem qualquer escrúpulo, explorando trabalhadores, não pagando-os seu tempo de trabalho, é um sistema que sempre estará em crise. Só o Socialismo Livre, planificando a economia, controlando os Bancos Centrais sob a perspectiva de quem trabalha de fato duro, OS TRABALHADORES, poderá criar um sistema econômico mundial sem crises e sem recessão. Sua lógica de Estado Mínimo e Mercado Livre sem regulamentação, Gladimir, sabe para o que serve, PARA ACELERAR AS CRISES, porque aí não teria nem Bolsa Família, tipo Brasil, para conter os famintos, fruto das recessões cíclica, ia até a acelerar a Revolução Socialista Livre Mundial, risos, porque a grande massa faminta, iria querer estatizar todas as terras e todas empresas de primeiras necessidades para garantir a sobrevivência. Interpretar a crise Europeia como uma mera crise de facilitação crédito, fruto de governos mal orientados, sem entender que na verdade se trata de uma crise de superprodução, o que sempre gera as crises de fundo do capitalismo, já que essa economia só dá lucros quando explora trabalho não pago aos trabalhadores, revela, no fundo, que os próprios economistas capitalistas não conseguem entender a causa de seus fracassos. De uma coisa, contudo, a burguesia sabe muito bem, para a economia voltar a crescer, querem fazer o que você está propondo fazer, Gladimir, “reduzir o salário dos trabalhadores”, ou seja, aumentar o grau de exploração sobre a classe operária. Por que isso? Porque reduzindo o salário dos trabalhadores, a burguesia poderá voltar a ter lucros fruto do trabalho não pago a esses operários que tiveram os salários reduzidos. Marx era um gênio. Trabalhador que deseja entender o motivo de suas peripécias econômicas e das grandes recessões, tem de estudar Karl Marx.

      • Gílber, vc está salvo de ser um libertário. Não entendeu nada. Agora sua febre esta fora de controle, o trabalhador tem que estudar Marx. Vc com mestrado, não conseguiu entender nada de Marx, quer que a mais-valia entenda? Ou faria entender através de militantes marxistas com lavagens cerebrais e aplicação da técnica de Gramsci como o vídeo sugere. Aos caros leitores que não entendem, do que estou falando, por favor assistam o vídeo postado no comentários da professora Antônia do último artigo publicado. Fiquei chocado com o que assisti, se a mais-valia, tomar conhecimento desse vídeo, com certeza o socialismo sera banido de vez.
        Vc então defende segundo seu grande mestre Marx que tem que estatizar o mundo.
        O socialismo tentou substituir bilhões de decisões individuais feitas por consumidores soberanos no mercado por um “planejamento econômico racional” feito por uma comissão de iluminados investida do poder de determinar tudo o que seria produzido e consumido, e quando, como e por quem se daria a produção e o consumo. Isso gerou escassez generalizada, fome e frustração em massa. Quando o governo soviético decidiu determinar 22 milhões de preços, 460.000 salários e mais de 90 milhões de funções para os 110 milhões de funcionários do governo, o caos e a escassez foram o inevitável resultado. O estado socialista destruiu a ética inerente ao trabalho, privou as pessoas da oportunidade e da iniciativa de empreender, e difundiu amplamente uma mentalidade assistencialista. PENSE NISSO (SERÁ QUE VC REALMENTE PENSA?). ANDA LENDO MUITO, “Aventuras da Mercadoria” de Anselm Jappe, e a defesa da teoria do valor trabalho em Marx, Marxista do Valor”, de Issak Rubin.
        Uma estatal também pode surgir magicamente com planos utópicos. Esse planos tomam uma grande massa de empresas sem nenhuma explicação. Geram escassez. Por conseqüência guerras, vide a 2º guerra mundial.
        Marxistas são tão desesperadoramente fracos (além de aparentes analfabetos funcionais), que sequer é possível vislumbrar qualquer debate. Os artigos de Mises explicam cristalinamente por que uma economia genuinamente socialista é impossível e por que ela inevitavelmente geraria escassez.
        Se os meios de produção pertencem exclusivamente ao estado, não há um genuíno mercado entre eles. Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços legítimos. Se não há preços, é impossível fazer qualquer cálculo de preços. E sem esse cálculo de preços, é impossível haver qualquer racionalidade econômica — o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada.
        O socialismo, por definição, consiste no gerenciamento centralizado da economia, sendo que seus principais meios de produção são de propriedade “pública”, ou seja, do governo. Como pode um sistema centralizado, onde não há mercados, decidir qual é a maneira mais eficiente de se utilizar os recursos necessários para a produção de um determinado bem? Pois se não há um livre sistema de preços para balizar a produção, a utilização de recursos passa a ser feita às cegas. Como pode este sistema gerar qualquer tipo de abundância? Como ele pode abolir a escassez?
        Mas aí vem um marxista e diz o quê? Que no socialismo genuíno tudo seria abundante, não haveria escassez, “o desenvolvimento tecnológico seria tal que não mais o esforço individual, mas o desenvolvimento da própria sociedade em seu domínio da natureza (?!?!) seria o gerador de riqueza.” Essa gente dormiu e esqueceu de acordar. E sempre que algum despertador toca, eles o cobrem a cabeça com o travesseiro, desesperados por não saírem de seu mundo onírico.
        Mises é ruim. Bom mesmo são Anselm Jappe e Issak Rubin. Além deste monumento intelectual chamado Gílber, é claro.

      • Gladimir, sinto você apelando! Perdeu os argumentos? Mostrei o tendão de Aquiles da sua teoria do mercado livre, da livre concorrência, apontei o ponto cego da sua teoria que não sabe explicar as crises de superprodução e o “inconsciente” sou eu. Assim não discuto. Quando você usar argumentos racionais, sem apelações, volto a discutir. A propósito, Gladimir, você já estudou a teoria da superprodução em Karl Marx? Você já estudou a teoria da mais-valia relativa, Gladimir, que esgota-se em superprodução, em tendência à queda da taxa de lucro, em nivelamento dos preços e impossibilidade de obter lucros sem explorar os trabalhadores, já que não é possível extrair trabalho não pago (mai-valia) de máquinas? Parece que não, porque você apelou nessa sua resposta e não respondeu nada do que lhe disse. Ah, e você gosta de dizer que quem não concorda com você é porque não o entendeu. Que argumento mais infantil, Gladimir. DISCORDO DAS CAUSAS QUE VOCÊ ATRIBUIU À CRISE EUROPEIA E DISSE O PORQUE DISCORDO. Você, ao invés de debater, apelou. Lembrei-me de uma brincadeira de criança, “apelou perdeu”, risos. A propósito, vou relembrar-lhe o que lhe disse:

        “Gladimir, agora sim você respondeu a pergunta estava travada. Agora, podemos começar um debate lógico. É claro que você escreveu muita coisa, e eu vou debater por partes. Nessa primeira resposta, vou discutir o que me chamou mais atenção, depois falo de outros ponto. Em primeiro lugar, nós, marxistas, temos acordo que a economia deveria politicamente funcionar de acordo com suas bases reais, ou seja, riquezas são oriundas do trabalho, não são oriundas de bolhas financeiras, de títulos podres, de dinheiro inventado do nada pelos bancos centrais dos países. O fato da classe trabalhadora dos países não terem controle pleno sobre os Bancos Centrais é o primeiro fator que leva à anarquia dos governos, ligados à burguesia, endividando-se, fazendo empréstimos virtuais para aquecer empresas privadas que buscam apoio do governo para manter seus negócios funcionando. Obviamente, que essas concessões dos Bancos Centrais e dos governos às burguesias de seus países, facilitando-lhes créditos e ao mesmo tempo incentivando a população a se endividar através de consumos a prazo, de modo a aquecer a indústria, é um erro grave que fatalmente apenas empurrará a crise de superprodução do capitalismo dos países para um período futuro, podendo ocorrer de forma ainda mais grave. Na sua análise, porém, Gladimir, você equivoca, ao classificar a crise Européia como uma simples crise de facilitação de crédito. Você mesmo reconhece, “na Espanha há muitas casas vazias”, ou seja, isso não é consequência de facilitação de crédito, isso revela A ANARQUIA DE PRODUÇÃO QUE É O PRÓPRIO CAPITALISMO. Uma economia sem qualquer planejamento, cuja única motivação é ganhar mais e mais dinheiro à custa da exploração da venda de mercadorias fabricadas pelo trabalho dos operários. Ocorre que não existe mágica para ganhar dinheiro. Você fala que a mágica é “trabalho duro e poupança”. Poupança de consumo é “seus 100 graus de febre” que o levou a essa conclusão, porque é justamente no consumo que o capitalismo realiza sua mais valia. Mas você está quase certo quando diz que a economia tem de funcionar com base no “trabalho duro”. Só que, como você acredita na lógica irracional e exploradora do capitalismo, você não pode dizer a verdade para si mesmo. A verdade é que não se trata de “trabalho duro”, trata-se da “exploração do trabalho duro e que não é pago aos operários”. Sempre que os capitalistas entram na doidice irracional de fabricar dinheiro do nada, investindo em máquinas, para vencer a concorrência com outros capitalistas, sendo que não é possível explorar o trabalho de uma máquina, (o trabalho da máquina é todo pago, quando se paga pelo valor da máquina), mas, enfim, como existe a mais-valia relativa, teoria marxista que você insiste em não conhecer, Gladimir, já que você é ILUDIDO com a livre concorrência (sem saber que é justamente a livre concorrência o cemitério dos capitalistas), já que chega um momento que “produzir-se-á um monte de casas e elas ficarão vazias, já que não será possível vendê-las e ter lucro, já que o investimento em máquinas, facilitou a produção em massa do bem de consumo casa e os preços caíram, mas o capitalista não vai entregar as casas aos consumidores de forma barata, ele faz o cálculo e percebe que sua produção não deu lucro. O capitalista se desespera, endividou-se no banco, e não adiantou nada, sua mercadoria não pode ser vendida de forma lucrativa e eles não vão vender suas casas sem ter lucro. Resultado: demissão em massa no setor de construção civil. Aquele setor que prometia lucros, fruto da crise de superprodução, frustrou o capitalismo. Você precisa estudar a crise de superprodução em Marx, Gladimir, para nós marxistas darmos uma ajudinha para sua escola austríaca, e veja que você não está de todo errado na questão do incentivo ao crédito, mas o incentivo desenfreado ao crédito já é justamente uma esquizofrenia do capitalismo de tentar empurrar por mais alguns meses o jeito de ganhar dinheiro na economia. Mas existe uma coisa tão bem explicada por Marx que os capitalistas doidos não conseguem entender bem, é que HÁ UMA TENDÊNCIA À QUEDA DA TAXA DE LUCRO, JUSTAMENTE PELO FATO DA LIVRE CONCORRÊNCIA, que você tanto idolatra, Gladimir. É seu ponto cego. Temos até uma piada: “quando os capitalistas em sua euforia tresloucada pelo mercado livre e pela expansão da técnica (investimentos em máquinas de última geração) começam a achar que descobriram o paraíso na terra, começa os primeiros passos em direção so seu inferno”. Quando tudo dá certo, começou tudo dar errado. O sistema capitalista, em sua produção anárquica, sem planejamento, criando falsas necessidades de consumo, no afã de ganhar dinheiro sem qualquer escrúpulo, explorando trabalhadores, não pagando-os seu tempo de trabalho, é um sistema que sempre estará em crise. Só o Socialismo Livre, planificando a economia, controlando os Bancos Centrais sob a perspectiva de quem trabalha de fato duro, OS TRABALHADORES, poderá criar um sistema econômico mundial sem crises e sem recessão. Sua lógica de Estado Mínimo e Mercado Livre sem regulamentação, Gladimir, sabe para o que serve, PARA ACELERAR AS CRISES, porque aí não teria nem Bolsa Família, tipo Brasil, para conter os famintos, fruto das recessões cíclica, ia até a acelerar a Revolução Socialista Livre Mundial, risos, porque a grande massa faminta, iria querer estatizar todas as terras e todas empresas de primeiras necessidades para garantir a sobrevivência. Interpretar a crise Europeia como uma mera crise de facilitação crédito, fruto de governos mal orientados, sem entender que na verdade se trata de uma crise de superprodução, o que sempre gera as crises de fundo do capitalismo, já que essa economia só dá lucros quando explora trabalho não pago aos trabalhadores, revela, no fundo, que os próprios economistas capitalistas não conseguem entender a causa de seus fracassos. De uma coisa, contudo, a burguesia sabe muito bem, para a economia voltar a crescer, querem fazer o que você está propondo fazer, Gladimir, “reduzir o salário dos trabalhadores”, ou seja, aumentar o grau de exploração sobre a classe operária. Por que isso? Porque reduzindo o salário dos trabalhadores, a burguesia poderá voltar a ter lucros fruto do trabalho não pago a esses operários que tiveram os salários reduzidos. Marx era um gênio. Trabalhador que deseja entender o motivo de suas peripécias econômicas e das grandes recessões, tem de estudar Karl Marx.”

        Por que isso o irritou tanto, Gladimir? Estamos debatendo economia. Cadê sua escola austríaca, baseada no mercado livre, na livre concorrência, salvando o capitalismo da crise, da recessão?

      • Já que vc esta mandando estudar Marx leia então leia Pictures of a Socialistic Future, de Eugene Richter, escrito no século 19, mostra exatamente quão desenvolvida uma sociedade socialista “de verdade” seria. Dizer que o livro foi profético é pouco. Quem sabe? Quem sabe? Vc parece aquele evangélicos mandando ler a bíblia. O pior que entro na sua pilha, é o amor né Gílber? (risos), Quanto a agressividade aprendi com vc, esqueceu? Lembra que era tapas por bordoadas?
        Vamos lá:
        A impossibilidade do cálculo econômico no sistema socialista. Porque????
        O problema
        O diretor quer construir uma casa; para isso pode recorrer a vários métodos. Cada um deles oferece, do ponto de vista do próprio diretor, vantagens e desvantagens em relação à utilização futura da edificação cujo aproveitamento terá, em função disso, uma duração diferente; cada um deles requer gastos diferentes em materiais e mão de obra, e absorve períodos de produção desiguais. Que método deve o diretor adotar? Ele não tem como reduzir ao mesmo denominador comum os vários materiais e os vários tipos de mão de obra a serem utilizados. Não tem como compará-los. Não tem como atribuir uma expressão numérica, nem ao período de espera (período de produção) nem à durabilidade da casa. Em suma, não tem como comparar os custos a serem incorridos com os benefícios a serem obtidos, por meio de uma operação aritmética qualquer. Os planos dos seus arquitetos enumeram uma vasta multiplicidade de matérias-primas e suas respectivas qualidades físicas e químicas; referem-se à produtividade física de várias máquinas, ferramentas e processos. Mas todos esses elementos são dados isolados, sem relação entre si. Não há como estabelecer qualquer conexão entre eles.
        Imagine a perplexidade do diretor diante de um projeto qualquer. O que precisa saber é se a execução do projeto em questão aumentará ou não o bem-estar, isto é, se acrescentará algo à riqueza existente sem comprometer a satisfação de outras necessidades que ele considera urgentes. Mas nenhum dos relatórios que recebe contém qualquer indicação quanto à solução desse problema.
        Só para argumentar, não levemos em consideração o dilema representado pela escolha dos bens de consumo a serem produzidos. Suponhamos que esse problema esteja resolvido. Ainda assim, persistiria a embaraçante escolha entre uma enorme quantidade de bens de produção e uma infinidade de processos que poderiam ser usados para fabricação de determinados bens de consumo. Haveria a necessidade de determinar a localização e o tamanho de cada indústria e de cada equipamento; de escolher que tipo de energia deveria ser usada e qual, entre as várias maneiras de produzi-la, deveria ser a escolhida. Todos esses problemas são suscitados diariamente em milhares e milhares de casos. Cada caso apresenta condições especiais e requer uma solução individual adequada às suas particularidades. O número de elementos a serem considerados na decisão do diretor é muito maior do que os que possam estar contidos numa mera descrição técnica das características físicas e químicas dos bens de produção disponíveis. A localização de cada unidade fabril deve ser levada em consideração, assim como a possibilidade de utilização de investimentos já feitos anteriormente. O diretor não terá que lidar simplesmente com carvão, mas com milhares e milhares de minas já em exploração em diversos locais, e com a possibilidade de explorar novas jazidas, com os vários processos de mineração que possam ser usados em cada caso, com as diferentes qualidades do carvão nas várias jazidas, com os vários métodos de utilização do carvão para produzir calor, energia e uma grande variedade de derivados. Pode-se dizer que o atual estágio do conhecimento tecnológico torna possível produzir quase tudo a partir de quase tudo. Nossos antepassados, por exemplo, conheciam apenas um número limitado de utilizações para a madeira. A tecnologia moderna acrescentou uma profusão de novos empregos aos já existentes; hoje a madeira pode ser usada para produzir papel, várias fibras têxteis, alimentos, remédios, e muitos outros produtos sintéticos.
        Para abastecer uma cidade de água potável, costuma-se recorrer a dois métodos: ou trazê-la de longe por meio de aquedutos — método usado desde a Antiguidade — ou tratar quimicamente a água disponível nas cercanias. Por que não produzi-la sinteticamente? A tecnologia moderna poderia resolver facilmente os problemas técnicos, se fosse essa a solução escolhida. O homem comum, na sua inércia mental, se apressaria em ridicularizar um tal projeto como uma sandice. Entretanto, a única razão para não se utilizar a produção sintética de água potável — que talvez possa vir a ocorrer no futuro — reside no fato de que o cálculo econômico mostra ser esse um método mais caro do que outros métodos conhecidos. Elimine-se o cálculo econômico e não se terá como escolher racionalmente entre as várias alternativas.
        Os socialistas objetam, com razão, que o cálculo econômico não é infalível. Dizem eles que os capitalistas às vezes se enganam nos seus cálculos. É claro que isso acontece e acontecerá sempre, já que a ação humana está voltada para o futuro e o futuro é sempre incerto. Os planos mais cuidadosamente elaborados se frustram, se as expectativas são desmentidas pelos fatos. Mas o problema que estamos examinando não é esse. O cálculo que efetuamos considera o nosso conhecimento atual e a previsão que fazemos hoje da situação futura. Não se trata de saber se o diretor será ou não capaz de prever a situação futura. O que estamos afirmando é que o diretor não tem como calcular com base no seu próprio julgamento de valor e na sua própria previsão da situação futura, seja ela qual for. Se investir hoje na indústria de alimentos enlatados, pode ocorrer que uma mudança nos hábitos ou nas considerações higiênicas sobre a comida em lata venha a transformar seu investimento num desperdício. Mas a questão não é essa; o problema consiste em como definir, hoje, a melhor maneira de construir uma fábrica de conservas da maneira mais econômica.
        Algumas estradas de ferro construídas no início do século não o teriam sido, se as pessoas àquele tempo tivessem previsto o iminente progresso do automóvel e da aviação. Mas os que naquele tempo construíram estradas de ferro sabiam qual, entre as várias possíveis alternativas para a realização de seus planos, devia ser a escolhida, em função de suas próprias avaliações e previsões, e dos preços de mercado nos quais estavam refletidas as valorações dos consumidores. É precisamente esta possibilidade de discernir que faltará ao diretor. Sua situação será idêntica a de um navegante em alto mar que não conheça os métodos de navegação, ou à de um sábio da Idade Média a quem fosse atribuída a tarefa de fazer funcionar uma locomotiva.
        Havíamos suposto que o diretor já se tinha decidido quanto à construção de uma determinada usina ou edificação. Entretanto, mesmo para tomar essa decisão, já teria sido necessário o cálculo econômico. Para decidir sobre a construção de uma usina hidrelétrica, é preciso saber se ela representa ou não a maneira mais econômica de produzir a energia necessária. Como se poderá saber, se não se tem como calcular os custos e nem o valor da energia produzida?
        Podemos supor que no seu período inicial um regime socialista poderia, numa certa medida, basear-se na experiência do período capitalista anterior. Mas o que fará mais tarde, à medida que as condições mudam cada vez mais? Para que servem os preços de 1900 para o diretor em 1949? E que proveito pode o diretor em 1980 derivar do conhecimento dos preços de 1949?
        O paradoxo do “planejamento” é a impossibilidade de se fazer um plano onde não exista cálculo econômico. O que se denomina de economia planificada pode ser tudo, menos economia. É apenas um sistema de tatear no escuro. Não permite uma escolha racional de meios que tenham em vista atingir objetivos desejados. O que se denomina de planejamento consciente é, precisamente, a eliminação da ação com um propósito consciente.

      • Gladimir, repetindo, a divergência aqui é teórica e política. Você ficar atacando o socialismo, seu fantasma quimérico, não é debate. Por tudo que você escreveu, é possível entender que você acha que a crise na Europa foi causada por um erro de cálculo econômico, por facilitações de crédito e agora você levanta outro bode, querendo insinuar que o Estado intervencionista é que o culpado dos males da humanidade, inclusive das crises econômicas. Possuímos lógicas políticas e teóricas totalmente opostos, Gladimir. Você quer melhorar o capitalismo através do mercado livre, do estado mínimo e da livre concorrência. Essa sua teoria e essa sua política, entretanto, é que causaram e causam as crises na Europa, já que a crise no capitalismo é cíclica, entrando em superprodução e patinando e desacelerando com a tendência da queda da taxa de lucro, até chegar a recessão, fator que você não menciona em suas análises. Por que você não admite que o capitalismo entra em crise de superprodução, Gladimir, fruto do avanço da técnica e fruto da impossibilidade de extrair mais-valia dos operários (trabalho não pago aos operários)? O que você propõe para resolver o problema cíclico do capitalismo que é a tendência à queda da taxa de lucro, e que acaba gerando recessão, a exemplo da Europa, Gladimir?

      • General Villas Bôas disse:

        ESSE RETARDADO, NÃO TEM CONSIDERAÇÃO COM SEUS LEITORES E CAPACIDADE PARA RESPONDER OS POST, FICA COLANDO E COPIANDO E REPETINDO QUE NEM UM PAPAGAIO. A EXEMPLO AI DE CIMA. VÁ ESTUDAR SEU RETARDADO.

      • Olha quem fala em respeito! O dia que você aprender a respeitar alguém, talvez será respeitado, General Fake.

  4. ERRATA: A corrigenda acima é; ” Gílber, sua arte da controvérsia é recorrer a falacias. Chega ser patético você dizer que defendo a teoria keynesiana, minha defesa é da escola Austríaca, Entendeu? Não, vc não entendeu nada, pois confunde alhos por bugalhos.Nem Marx vc conseguiu entender.”

    • Akihito Fuyuki disse:

      Após minha soneca merecida, passei dos 70 anos, com minha paciência oriental, ex-militante marxista, preso político, e conhecedor dos porões do partidão e todos seus ratos. li vários artigos desse site e os debates calourados. Sinceramente o Sr. Gladimir foi tratado como “rottweiler feroz”, no mesmo texto em que professor Gilbe se dizia preocupada com o “nível da conversa” nas próximas colunas do site.
      Errou feio.
      Talvez motivada por um ódio pré-existente – que não deveria pautá-lo em seu importante ofício de professor, moderador do site e escritor, – das colocações sempre agudas realizadas pelo professor em seu blog, por sinal, de pouca audiência na internet. Sim porque ficar taxando os outros de burgueses (militares são os mais mal pagos dos federais, fruto do revanchismo), fake, que odeia os pobres, e tantos outros termos, que sinceramente, me deixa com vergonha de ter sido um militante de Marx.
      Por mais que se odeie os escritos do Sr. gladimir – muitos odeiam, ou se adore – muitos são os seguidores, não há como minimizar a importância de seu trabalho.
      Os textos do Sr. Gladimir são absolutamente relevantes, causam impacto e devem servir de reflexão, mesmo que não se encaixem no que o leitor entenda como linha correta de análise.
      Eu, por exemplo, concorda e discorda do professor Gilbe, diversas vezes no mesmo dia, mas entende que, certo ou errado, tem absoluto direito de expressar suas opiniões.
      Vários, pelo visto, tem o mesmo entendimento.
      Estranha-me, porém, ao contrario do Sr. Gladimir que escreve de maneira forte e ousada, que são escritas nas respostas do professor Gilbe por quem nunca sai do “meio-campo”, os textos insonsos, sem coragem, muitas vezes, suspeitos.Nunca falou tecnicamente sobre como vai funcionar esse socialismo livre que prega, porém deixou claro que a bíblia é Marx, ai vira piada de mau gosto.
      Além do claro preconceito demonstrado com os contrários as suas teses – entre os quais nos incluímos – relacionados negativamente pelo professor para desqualificar o Sr. Gladimir
      Eis a grande falacia desse professor Gilbe: “Um mundo mais fraterno”
      A palavra convence e o exemplo arrasta. Fraternidade começa quando a discórdias, com a seguinte pergunta. Onde eu errei? Momento algum esse professor se retratou com o Sr. Gladimir que esta no seu direito de defender seu ponto de vista, já que o professor, em momento algum falou do dito paraíso marxista, o qual muitos anos fiquei iludido pelas mentira de meus professores, só sabe atacar o lado negativo do capitalismo, que não negamos que são muitos. Porém jamais inventaram outra coisa melhor, e não vai ser o socialismo que vai substituir o capitalismo. Repetindo frases feitas: porque o Socialismo é a distribuição de miséria e não riquezas.
      Meu filho! Vc deu um belo tiro em seu pé.
      Antes dos 18 anos era ateu;
      Nos meus 20 anos virei comunista;
      Com 32 anos casei;
      Com 35 anos tive o primeiro filho, comecei a virar capitalista.
      Agora setentão me apeguei a Deus.
      Você ainda tem grandes chances de mudar de lado.
      Abraços aos que votam corretamente e aos verdadeiros patriotas desde Campo Grande-MS.

      • Annabella Orsola Bellini Schimmelpfenning disse:

        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk….Sr Akihito,Estupendo! Essa de casar e ter filhos virou capitalista. Porém quanto a esse professor mudar de lado é impossível. 1º – Olhem como o bichinho é feio: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=509716475741035&set=a.502795276433155.107531.100001080616837&type=1&theater
        2º Tudo leva a crer que ele é homoafetivo, e não vai casar;
        3º Esse marxista acha que o valor de algo é definido pelo trabalho escravo de outras pessoas, cujas posses foram sumariamente tomadas pelo Estado. O Estado é a entidade representada por poucos selecionados do alto escalão dos “Komintern”, que bebericam vodka e comem caviar em palacetes que não são deles, enquanto fabricam propaganda reversa e números falsos para justificar uma economia falida e a miséria do povo.
        4º Nunca textos tão autoritário como esses aqui no site escrito pelo professor marxista
        Em que não existe argumentação contrária. Acho péssimo. Antidemocrático

        E por falar em fraternidade, peço mil desculpas ao Sr. Gladimir por ter o julgado um melancia. Me perdoe, meu querido. Conheci seu blog, a propósito seu blog esta bombando, mais de dez mil acessos por dia. Chupa essa comunistas.

      • 1- Leia o texto publicado nesse Blog: “TODO CORPO É ÍMPAR, SINGULAR, ÚNICO: PADRONIZAR CORPOS VAI CONTRA A NATUREZA DAS COISAS”. Talvez, estudando um pouco a nossa visão Socialista Livre sobre estética, você reveja seus conceitos do senso comum em relação ao belo e ao feio. Para mim, acharem-me belo ou feio é indiferente, porque eu sou feliz e grato por ser o corpo que sou.
        2- Se eu fosse homossexual, teria também orgulho disso, porque seria a minha natureza e se fosse a minha natureza eu a viveria com o maior prazer, porque acho uma visão estreita ficar classificando as pessoas pela sua definição sexual. Para desapontar seu preconceito homofóbico, contudo, eu sinto informar-lhe que sou heterossexual, já que minha sexualidade importa tanto você e para outros antimarxistas que entram aqui no site, com os mais variados preconceitos. Quanto a não me casar, ah, não vou mesmo, não é minha opção de vida.
        3- Onde você leu isso que está falando no item 3? Cite minha fala e eu vou te responder, porque mais uma vez você está inventando.
        4- Textos autoritários, risos. Ter posição política agora é escrever textos autoritários, agora você está igual ao Gladimir, 100 graus de febre. Autoritário seria se não houvesse no Blog espaço para a réplica, se houvesse censura e todo mundo comenta a vontade o que escrevemos.
        5- Quanto a julgar sem conhecer, bom… aí… bem… vc entendeu…

      • Quando uma pessoa não quer discutir com sinceridade as discordâncias políticas, infelizmente parte para tentar desqualificar o interlocutor oponente. Seu comentário seguiu a trilha de muitos outros. Ninguém é obrigado a concordar com ninguém, não sou obrigado a concordar com você e você não é obrigado a concordar comigo: isso se chama LIBERDADE DE CRÍTICA, LIBERDADE DE EXPRESSÃO, princípio desse BLOG, PORQUE É NOSSO PRINCÍPIO POLÍTICO, PAUTAR-NOS PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO E PELA LIBERDADE DE CRÍTICA, ESSA É A DIFERENÇA ESSENCIAL DO SOCIALISMO LIVRE QUE QUEREMOS CONSTRUIR PARA TODOS OS OUTROS SOCIALISMOS ESTALINISTAS E DITATORIAIS QUE JÁ EXISTIRAM. Não sou também obrigado a concordar com as teses liberais do Gladimir e expus com argumentos minha discordância em relação às teses dele, da mesma forma que ele sempre aqui discordou de nossas teses. Agora, tenho uma sincera opinião, e podem discordar de mim à vontade, mas essa é a minha opinião “QUEM NÃO AGUENTA POLÊMICA, SINCERAMENTE, NEM UM AUTÊNTICO LIBERAL É”, essa é a verdade, quanto mais um SOCIALISTA LIVRE. Simples assim. Quem quer entender as várias propostas do Socialismo Livre, leiam os vários arquivos do Blog, versando sobre os mais diversos temas. Pesquisem. Está aí, é livre, é público, é uma obra de nossa luta política. Que há milhões que não concordam com a luta pelo Socialismo Livre, isso é hegemônico. Nossa luta é por quebrar essa hegemonia, uma vez que o capitalismo não é um sistema natural, inspirado pelos deuses, é UMA CONSTRUÇÃO SOCIAL CONTRADITÓRIA E COMO TODA CONSTRUÇÃO SOCIAL PODE SER TRANSFORMADA, NA LUTA. Quem não quer transformar o mundo, sinceramente, estão perdendo tempo lendo nossos textos, porque os textos que escrevemos são textos que seguem a linha revolucionária, a linha de quem não aceita que esse capitalismo podre seja o destino da humanidade.

      • Leo disse:

        A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: PORQUE O SOCIALISTA LIVRE NÃO CONTESTA O Sr. Akihito Fuyuki???? Porque o marxista não consegue debater sem ataques, teme ser enquadrado no Estatuto do Idoso? Ou por ele FOI um ex-marxista e militante do partidão e sabe dos podres do socialismo???
        Vejam como novamente ele atacou o Cel Gladimir, falando que nem liberal ele é.
        Caros leitores, sabe porque?
        Todo esquerdista odeia os contrários. Odeiam ao ponto do comunismo ter assassinado mais de 100.000.000 de pessoas durante a ditadura de Stálin, Mao, Fidel Castro e tantos outros assassinos comunistas. A democracia é algo que esse tipo de gente ainda não entendeu, pois eles amam apenas os seus ídolos de carne e osso, nunca a Deus. Quanto ao Cel Gladimir, um gênio que fala o que a grande maioria da imprensa comprada e incompetente silencia.
        VIVA A LIBERDADE, ABAIXO A DITADURA PETISTA MARXISTA.

      • Não defendemos nenhuma ditadura estalinista. Mas já que você gosta de falar tanto em números, responda: quantos milhões de mortes os governos capitalistas já fizeram no mundo e continuam fazendo? Qual governo foi o primeiro a soltar bomba atômica na história? O sujo falando do mal lavado. Nem capitalismo, nem socialismo estalinista. Viva o Socialismo Livre!

      • Loremarie Minnegard Hoffmann Schäfer disse:

        “Agora, tenho uma sincera opinião, e podem discordar de mim à vontade, mas essa é a minha opinião “QUEM NÃO AGUENTA POLÊMICA, SINCERAMENTE, NEM UM AUTÊNTICO LIBERAL É”, essa é a verdade, quanto mais um SOCIALISTA LIVRE.” Por: Gílber Martins Duarte – Socialista Livre

        A CADA DIA AMO MAIS MEU CACHORRO, sim porque um elemento que se diz o defensor do mais fracos e blá, blá, blá…… Ataca o Cel Gladimir que à 48 h se encontra numa UTI, ENTRE A VIDA E A MORTE (até quando vamos ficar calados com tantos descasos) fruto de um acidente ocasionado pelo revanchismo dos MARXISTAS. FHC e Petistas, doutrina que esse elemento defende cegamente, essa doutrina que sucateou as Forças Armadas. O Cel Gladimir é um exemplo a ser seguido, serve a pátria e jamais se serviu dela. Com trabalhos na amazônia de ação cívico social invejável, coordenação de obtenção de água no nordeste, trabalhos de extração do óleo de mamona, para frear o desmatamento no sofrido pais do Haíti, trabalhos na Africa. Vou parar por aqui. E o que esse tonto fez de social além de lavagem cerebral nos menos esclarecidos????????? A sim, ele compra camiseta vermelha no um e noventa e nove, para apoiar os “cumpanhero” chineses, pega bandeiras do PSTU, PT, PSOL…. e vai fazer sua revolução. Verme é sempre um verme, nem com mebendazol você consegue seu controle. Não adianta discutir!!! O cara é um daqueles filhotes da ditadura marxista que ainda vagam como fantasmas pela sociedade brasileira. Um ser (?) preconceituoso, cheio de recalques e frustrações que não consegue manter uma discussão num nível de razoabilidade, um pulha que tem nas ofensas e agressões pessoais a base de sua educação. Eu, particularmente acho que poucos o ouvem no seu meio, então ele vem aqui, no SEU SITE, SUA CASA e vomita todos seus preconceitos e agressões aos que não pactuam com suas idéias fascistoides, que às vezes nem sei se são realmente dele, porque não o vejo com cultura suficiente para postar o que posta.
        Aos não marxistas que não são ateus feito eles, oremos para Deus não levar esse grande patriota.

      • Se o Gladimir, está internado, infeliz argumentadora, ELE tem os meus sinceros sentimentos e desejos de melhora, pois mesmo ele sendo um liberal assumido, tenho apreço, respeito e carinho por ele, já que ele demonstrou ser uma pessoa do bem, o que não implica que eu concorde com a ideologia política que ele defende, pois defendo a construção do Socialismo Livre e jamais o Liberalismo econômico. Eu não conhecia e não tinha ligação de amizade pelo Gladimir, mas, depois de tantas polêmicas, passei a ter respeito por ele, diferente do que algumas mentes estreitas e preconceituosas imaginam. É claro que a gente sempre divergiu e torço para que continuemos divergindo durante muito tempo, pois desejo sinceramente que ele recupere sua saúde. Você fala muita bobagem, Loremarie, devia guardar um pouco de sua língua felina! Quanto ao fato de “QUEM NÃO AGUENTA POLÊMICA, SINCERAMENTE, NEM UM AUTÊNTICO LIBERAL É, MUITO MENOS UM SOCIALISTA LIVRE”, dessa colocação não tiro uma vírgula. Melhoras ao Gladimir, e abaixo às calúnias contra os marxistas socialistas livres!

      • Professor Nikolai Yuri Kuznetsov Tchébrikov disse:

        Sou um refugiado Russo, que viveu os horrores do marxismo aqui defendido nesse site.
        Pergunto o que o marxismo, o maior de todos os experimentos sociais humanos, realizou para seus cidadãos pobres à custa deste sangrento número de vidas humanas? Nada de positivo. Ele deixou em seu rastro apenas desastres econômicos, ambientais, sociais e culturais.
        O Khmer Vermelho — comunistas cambojanos que governaram o Camboja por quatro anos — fornece algumas constatações quanto ao motivo de os marxistas acreditarem ser necessário e moralmente correto massacrar vários de seus semelhantes. O marxismo deles estava em conjunção com o poder absoluto. Eles acreditavam, sem nenhuma hesitação, que eles e apenas eles sabiam a verdade; que eles de fato construiriam a plena felicidade humana e o mais completo bem-estar social; e que, para alcançar essa utopia, eles tinham impiedosamente de demolir a velha ordem feudal ou capitalista, bem como a cultura budista, para então reconstruir uma sociedade totalmente comunista.
        Nada deveria se interpor a esta realização humanitária. O governo — o Partido Comunista — estava acima das leis. Todas as outras instituições, normas culturais, tradições e sentimentos eram descartáveis.
        Os marxistas viam a construção dessa utopia como uma guerra contra a pobreza, contra a exploração, contra o imperialismo e contra a desigualdade — e, como em uma guerra real, não-combatentes também sofreriam baixas. Haveria um necessariamente alto número de perdas humanas entre os inimigos: o clero, a burguesia, os capitalistas, os “sabotadores”, os intelectuais, os contra-revolucionários, os direitistas, os tiranos, os ricos e os proprietários de terras. Assim como em uma guerra, milhões poderiam morrer, mas essas mortes seriam justificadas pelos fins, como na derrota de Hitler na Segunda Guerra Mundial. Para os marxistas no governo, o objetivo de uma utopia comunista era suficiente para justificar todas as mortes.
        A ironia é que, na prática, mesmo após décadas de controle total, o marxismo não apenas não melhorou a situação do cidadão comum, como tornou as condições de vida piores do que antes da revolução. Não é por acaso que as maiores fomes do mundo aconteceram dentro da União Soviética (aproximadamente 5 milhões de mortos entre 1921-23 e 7 milhões de 1932-33, inclusive 2 milhões fora da Ucrânia) e da China (aproximadamente 30 milhões de mortos em 1959-61). No total, no século XX, quase 55 milhões de pessoas morreram em vários surtos de inanição e epidemias provocadas por marxistas — dentre estas, mais de 10 milhões foram intencionalmente esfaimadas até a morte, e o resto morreu como consequência não-premeditada da coletivização e das políticas agrícolas marxistas.
        O que é espantoso é que esse histórico fúnebre do marxismo não envolve milhares ou mesmo centenas de milhares, mas milhões de mortes. Tal cifra é praticamente incompreensível — é como se a população inteira do Leste Europeu fosse aniquilada. O fato de que mais 35 milhões de pessoas fugiram de países marxistas como refugiados representa um inquestionável voto contra as pretensões da utopia marxista. [Tal número equivale a todo mundo fugindo do estado de São Paulo, esvaziando-o de todos os seres humanos.]
        Há uma lição supremamente importante para a vida humana e para o bem-estar da humanidade que deve ser aprendida com este horrendo sacrifício oferecido no altar de uma ideologia: ninguém jamais deve usufruir de poderes ilimitados.
        Quanto mais poder um governo usufrui para impor as convicções de uma elite ideológica ou religiosa, ou para decretar os caprichos de um ditador, maior a probabilidade de que vidas humanas sejam sacrificadas e que o bem-estar de toda a humanidade seja destruído. À medida que o poder do governo vai se tornando cada vez mais irrestrito e alcança todos os cantos da sociedade e de sua cultura, maior a probabilidade de que esse poder exterminará seus próprios cidadãos.
        À medida que uma elite governante adquire o poder de fazer tudo o que quiser, seja para satisfazer suas próprias vontades pessoais ou, como é o caso dos marxistas de hoje, para implantar aquilo que acredita ser certo e verdadeiro, ela poderá impor seus desejos sem se importar com os custos em vidas humanas. O poder é a condição necessária para os assassinatos em massa. Quando uma elite obtém autoridade plena, várias causas e condições poderão se combinar para produzir o genocídio, o terrorismo, os massacres ou quaisquer assassinatos que os membros dessa elite sintam serem necessários. No entanto, o que tem de estar claro é que é o poder — irrestrito, ilimitado e desenfreado — o verdadeiro assassino.
        Nossos acadêmicos e intelectuais marxistas da atualidade usufruem um passe livre. Eles não devem explicações a ninguém e não são questionados por sua defesa de uma ideologia homicida. Eles gozam de um certo respeito porque estão continuamente falando sobre melhorar as condições de vida dos pobres e dos trabalhadores, suas pretensões utópicas. Porém, sempre que adquiriu poder, o marxismo fracassou miserável e horrendamente, assim como o fascismo. Portanto, em vez de serem tratados com respeito e tolerância, marxistas deveriam ser tratados como indivíduos que desejam criar uma pestilência mortal sobre todos nós.

      • Nós, socialistas livres, não apoiamos o que os estalinistas fizeram na Rússia e em outros lugares do mundo. Nesses regimes, o povo não teve liberdade de crítica e não teve liberdade de expressão, o que fez com que os governantes, em nome de um “marxismo” totalmente equivocado, sem democracia operária, sem liberdade, fosse cada vez mais enterrando as conquistas que a classe operária obteve, em relação ao antigo regime czarista. Contudo, há que se ressaltar, que, depois da primeira revolução russa, todos os países capitalistas tentaram invadir a Rússia, com vistas a destruir o Estado Operário em nascedouro. Muitos dirigentes marxistas honestos morreram nessa guerra, o que facilitou para o Estalinismo investir no recuo ideológico de Socialismo em um só país, na convivência pacífica com o capitalismo, período da Guerra Fria, o que gerou cada vez mais ditadura, já que ao invés de lutar por uma mudança mundial do sistema, tentou-se garantir a impossibilidade econômica de uma revolução em um só país. Contudo, você dizer que a economia socialista não trouxe nenhuma melhora social, aí você está errado, afinal, como você explica que um país de quinto mundo como era a Rússia tenha se transformado em curto prazo em uma potência mundial? Como explicar que Cuba tenha dado um salto em saúde e educação? A planificação da economia é que proporcionaram esses milagres. Porém, a falta da revolução mundial e a falta de democracia interna nesses países fez com o próprio povo parasse de investir na continuidade da revolução econômico-político-social. Por isso, afirmamos, a única saída para melhorar o mundo é o SOCIALISMO LIVRE. Nem socialismo estalinista, nem capitalismo. No Socialismo Livre, defendemos a estatização dos setores estratégicos da economia mundial, garantindo justiça social para todos, pleno emprego, educação pública, saúde pública, moradia, etc, pondo fim à exploração de classe, pondo fim a todo tipo de opressão e garantindo plena liberdade de expressão e plena liberdade de crítica a todos, enfim, essa é a única possibilidade de mudar o mundo para melhor. Quem quer assassinar os marxistas mundo afora, infelizmente, é a própria burguesia que não quer perder seus privilégios de classe. De qualquer modo, enquanto não houver a construção do Socialismo Livre, não haverá fim para os agudos conflitos e crises sociais que existem mundo afora. Em uma coisa, eu concordo com você Nikolai, se for através de um governo ditador que impeça a liberdade de crítica e a liberdade de expressão de quem quer que seja, ah, esse sistema fracassará, por isso temos nosso conceito de SOCIALISMO LIVRE.

      • Professora Antonia disse:

        Loremarie, que notícia triste essa do acidente com o Cel Gladimir. O Leo me repassou que passou a noite toda no hospital, que o estado dele é gravíssimo, repasse notícias dele via o nosso grupo do facebook, lá também fizemos uma comunidade de apoio e orações.
        Grata

      • Sei que alguns antimarxistas me consideram inimigos do Gladimir, e isso é radicalmente FALSO, ele, no fundo, sabe disso. Eu e Gladimir somos apenas duas pessoas que temos divergências teóricas e políticas e não poupamos críticas um ao outro, porque exercitamos radicalmente a liberdade de crítica e a liberdade de expressão sem partir para a ofensa e para a baixaria, mesmo que às vezes algum carrega um pouco mais na tinta. Estou muito triste de saber desse acidente com o Gladimir. Fica registrado aqui minha torcida e minha certeza de que ELE VAI SE RECUPERAR E VAI LOGO VOLTAR DEFENDENDO SUAS IDEIAS e mais consciente de que nessa vida a fraternidade universal é o que mais importa.

      • Annabella Orsola Bellini Schimmelpfenning disse:

        Porque será que ele não quer casar? Claro, ele é marxista até a pleura, e tem medo de virar capitalista, pois o maior inimigo do socialismo, como prega Marx é a família. Vejam também o comentário que ele cita o Marx como um trabalhador. Mente descaradamente, ou não leu a Biografia Karl Marx o idealizador do comunismo, que nunca trabalhou, viveu de herança, estudou nas melhores universidades da Alemanha, de Bonn e Berlim. Viu caros leitores como esse socialista é um engodo. Até agora não teve a ombridade de se retratar ao Sr Gladimir. Como já dizia meu finado avô, no Brasil existe um único partido para os MARXISTAS, que é o PIP – PARTIDO DO INTERESSE PRÓPRIO. O resto é conversa de botequim.

      • Como você julga errado as pessoas. Ah, e fala em retratação? Retratar-me do quê? De pensar o que eu penso? De praticar a parresia com os interlocutores, ou seja, de dizer a verdade custe o que custar? Leia com mais atenção as postagens antes de tirar conclusões precipitadas, Senhora Annabella.

  5. Leo disse:

    Chamando meu Cmt Gladimir, de autoritário seu socialista livre?
    De fato, os comentários dele são autoritário! Autoritário, no seu sentido eminente, vem de “possuir autoridade”. Autoridade, também no seu sentido eminente, vem de “autor”. Na Idade Média, havia o escriba (scriptor), o compilador (compilator), o comentador (commentator) e, finalmente, o autor (auctor) – só o autor é aquele que fala com voz própria.

    Sim, os comentários dele realmente é autoritário, no sentido de ser um texto de um verdadeiro autor, no sentido empregado pelos medievais.

    Uma vez esclarecido este ponto, “Dr. socialista usurpador da liberdade alheia” provavelmente lhe teria em alta estima…

    • Onde está o comentário? Em qual contexto? O que ele escreveu e o que eu repliquei? Cite a passagem!

      • Leo disse:

        Vou te explicar porque esse marxista em pleno 2013, quer decidir unilateralmente e mexer com a vida de milhões de pessoas, sem diálogo com a sociedade e, principalmente, sem respeito pelas normas técnicas internacionais. Tentativas sucessivas de cerceamento da liberdade de expressão. Desejo incontido de calar a mídia opositora e manipular a opinião pública.
        Cuba? Coréia do Norte? China?
        Qualquer semelhança NÃO é mera coincidência.
        Aprenda o seguinte marxista:
        1. Gostar dos autores que você lê e pensar como você pensa não significa evolução.

        2. Porque vocês ainda não conseguiram acabar com a liberdade de pensamento.

        Se você não gosta, é por que o Cel Gladimir não escreve para você; quem o lê gosta tanto de seu trabalho quanto você gosta das publicações de comunistas e vota na Dilma. Faz sentido pra você?

        Democracia.

        Ainda não chegamos na sua ditadura marxista.

  6. Pingback: Por que votar em Aécio Neves (PSDB) é um retrocesso? Vejam alguns motivos! | www.socialistalivre.wordpress.com

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