VERGONHA NACIONAL: Dilma entrega o pré-sal brasileiro que valia 1,5 trilhão de dólares pela ninharia de R$ 15 bilhões de reais

Um leilão rápido. Menos de uma hora. Assim a maior bacia do pré-sal brasileiro foi entregue para as mãos do capital privado internacional. Uma produção estimada em 1,5 trilhão de dólares para o Brasil foi vendida pelo seu preço mínimo: 15 bilhões de reais. É uma vergonha! Uma entrega inaceitável!

Agora, a área de Libra que, em 10 anos, será o maior campo produtor do Brasil, está partilhada nas mãos de diversas empresas: a Petrobras terá 40%; a Shell, anglo-holandesa, terá 20%; também terá 20% a francesa Total e 20% da empresa ficam com as chinesas CNPC e CNOOC – 10% cada uma, que começam a entrar pesado no mercado brasileiro.

O grupo se dispôs a ofertar para a União 41,65% do óleo a ser produzido no local, esse era o percentual mínimo exigido.

Para o membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Claiton Coffi, também da direção da Federação nacional dos Petroleiros (FNP), Dilma copiou em grande estilo FHC. “Chamou o Exército como fez FHC contra os petroleiros em 1995; mas fez pior, entregou a maior bacia do petróleo brasileiro para as mãos do capital privado. Quando FHC privatizou a empresa precisaria pesquisar o petróleo, agora ele já está descoberto, toda a pesquisa foi feita pela Petrobras. É uma lástima”, denuncia.

Hoje, 21 de outubro, o cenário visto pelos brasileiros foi o do Exército, a Força Nacional, nas ruas da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, jogando bombas de gás lacrimogênio, gás de pimenta e balas de borracha contra os que tentavam defender o petróleo brasileiro.

Mais uma vez a presidente Dilma mostra o caráter de seu governo: a utilização dos órgãos de repressão, quando necessário, para impor suas políticas e uma política entreguista das riquezas brasileiras para as mãos do capital privado internacional e nacional.

A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, abriu o leilão e confirmou o potencial de produção da Bacia de Libra: “essa bacia tem uma capacidade de produção de 1,4 bilhão de barris por dia”. Ou seja, toda essa riqueza foi entregue ao capital privado. Com, no mínimo, 14 bilhões de barris previstos, só esse campo garantiria a autossuficiência do país por mais 60 anos. Quer dizer, o tempo que a Petrobrás levou para acumular reservas de 14 bilhões de barris. Isso mesmo, a produção da estatal é equivalente à produção de um único campo do pré-sal, que, agora, o governo federal entregou de bandeja para as multinacionais do petróleo.

Tanto a diretora-geral da ANP, quanto o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, frisaram a importância do leilão para que, com o pagamento dos royalties, haja uma solução de investimentos em educação e pesquisa no Brasil. Foi muita cara de pau!

O discurso de que entrará dinheiro para a educação e saúde não cola. Segundo a Auditoria Cidadã da Dívida, em 2013, os recursos dos royalties serão equivalentes a (acreditem) 0,02% do PIB. Em 2022, alcançariam a “estrondosa” porcentagem de 0,6% do PIB – isso na melhor das hipóteses. Levando-se em conta que, atualmente, o país investe cerca de 5% do PIB (Produto Interno Bruto) na educação, a depender dos royalties estaremos muito longe do investimento necessário para um ensino de qualidade.

Por: CSP-Conlutas – http://cspconlutas.org.br

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9 respostas para VERGONHA NACIONAL: Dilma entrega o pré-sal brasileiro que valia 1,5 trilhão de dólares pela ninharia de R$ 15 bilhões de reais

  1. Bom dia Gilber!
    Você estava com saudades? 🙂
    A revista alemã Der Spiegel diz que o Brasil leiloou um “tesouro por uma pechincha”
    Em resumo : O PT vendeu o campo de Libra da Petrobras, porque a PETROBRAS está falida ( corrupção e má gestão) ; como são péssimos administradores, sabendo apenas ganhar dinheiro quando roubam os outros, preferiram vender a empresa do que TER QUE TRABALHAR . Como eles conseguiram FALIR A PETROBRAS é um enigma enorme.Mas não tão enorme quando descobrimos o montante desviado para as despesas do secretíssimo cartão corporativo do alto escalão da petralhada, aquele mesmo que paga plástica, tapioca, bicho de pelúcia , vídeo games, farras palacianas, pé de pato, bordéis, etc….
    Uma perguntinha ingênua : O dinheiro da venda vai para onde? QUEM RESPONDER ilhas Cayman e mensalão para a ditadura cubana e para o governo corrupto de Angola.
    NÃO VALE…Exijo criatividade na resposta.

    • Bom dia, Gladimir. O governo petista fez uma entrega vergonhosa de nossas riquezas. E fica com a falácia de que vai ter muitos royalties para a educação. Papo furado do governo: foi feito um atentado capitalista do governo sobre as riquezas do povo. E ainda tem gente que, hoje em dia, acha que o PT segue o marxismo. Equivoca-se quem faz essa leitura. O governo petista segue a cartilha do liberalismo capitalista, nada mais do que isso, igualzinho ao PSDB e a outros Ps… que governaram o Brasil até hoje.

      • Os problemas de um setor petrolífero nas mãos do estado são óbvios demais: ele gera muito dinheiro para políticos, burocratas, sindicatos e demais apaniguados. Isso é tentador. A teoria diz que toda e qualquer gerência governamental sobre uma atividade econômica sempre estará subordinada a ineficiências criadas por conchavos políticos, a esquemas de propina em licitações, a loteamentos de cargos para apadrinhados políticos e a monumentais desvios de verba. No setor petrolífero, Venezuela, Nigéria e todos os países do Oriente Médio comprovam essa teoria.

        Um setor ser gerido pelo governo significa apenas que ele opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos. Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Um empreendimento estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira — seus fundos, oriundos do Tesouro, em tese são infinitos. O interesse do consumidor é a última variável a ser considerada.

        No setor petrolífero brasileiro, o dinheiro é retirado do subsolo e despejado no buraco sem fundo da burocracia, da corrupção, dos privilégios e das mamatas. Todos os governos estaduais e todos os políticos do país querem uma fatia deste dinheiro para subsidiar suas burocracias e programas estatais preferidos. Consequentemente, em todos os setores em que esse dinheiro é gasto, ele é desperdiçado. Como é economicamente impossível o governo produzir algo de real valor, ele na prática apenas consome os ativos e a riqueza do país.

        Caso o setor petrolífero estivesse sob o controle de empresas privadas, todo o dinheiro retirado do subsolo seria de propriedade destas empresas e de seus acionistas. Sim, haveria impostos sobre esse dinheiro. Mas a maior parte dele ainda iria para mãos privadas. É assim nos EUA e em vários países da Europa. Tal arranjo mantém o dinheiro longe das mãos do governo e dos demais parasitas, e garante que a produção e a distribuição sempre ocorrerão estritamente de acordo com interesses de mercado, e não de acordo com conveniências políticas.

        Sendo assim, qual a maneira efetiva de se desestatizar o setor petrolífero do Brasil? Legalizando a concorrência. Para isso, bastaria o estado se retirar do setor petrolífero, deixando a Petrobras à sorte de seus próprios funcionários, que agora não contariam com nenhum monopólio, nenhuma proteção e nenhuma subvenção. O estado não venderia nada para ninguém. Apenas sairia de cena, aboliria a ANP e nada faria para impedir a chegada concorrência estrangeira.

        A Petrobras é do povo? Então, nada mais coerente do que colocar este mantra em prática: após a retirada do governo do setor petrolífero, cada brasileiro receberia uma ação da Petrobras que estava em posse do governo. E só. Ato contínuo, cada brasileiro decidirá o que fazer com esta ação. Se quiser vendê-la, que fique à vontade. Se quiser mantê-la, boa sorte. Se quiser comprar ações das outras empresas petrolíferas que agora estarão livres para vir operar aqui, sem os onerosos fardos da regulamentação da ANP, que o faça. Se a maioria dos acionistas brasileiros quiser vender suas ações para investidores estrangeiros, quem irá questionar a divina voz do povo? Se o povo é sábio o bastante para votar, então certamente também é sábio o bastante para gerenciar as ações da Petrobras.

        O objetivo supremo é fazer com que o dinheiro do petróleo vá para as mãos do povo, e não para o bolso de políticos e burocratas. É assim que acontece em outros países, principalmente nos EUA, onde não há autossuficiência e a gasolina é bem mais barata que a nossa.

        Conclusão

        É claro que isso nunca será feito. Isso significaria capitalismo genuíno. Significaria cidadãos privados participando ativamente da riqueza gerada pela indústria petrolífera, e se beneficiando dela — algo proibido em arranjos socialistas como o que vigora no Brasil.

        Sem o estado participando ativamente do setor petrolífero, não mais seria possível ocorrer as manipulações, as indicações políticas e os jogos de favorecimento a companheiros no alto comando da Petrobras.

        Mas nenhum governo de nenhum partido fará esse tipo de reforma. Imaginar que políticos irão voluntariamente abrir mão dos privilégios gerados pela Petrobras é tão lógico quanto imaginar que cupins irão voluntariamente abdicar da madeira. O governo é naturalmente formado por insaciáveis praticantes da espoliação pública. Tais pessoas não apenas querem utilizar o dinheiro do petróleo para financiar seus próprios projetos eleitoreiros, como também querem ter o governo subsidiando esses seus buracos sem fundo. Só nos resta aguentar.

      • Gladimir, vamos supor que você esteja certo quanto à corrupção, você está errado quanto à sua proposta de privatização plena do setor petrolífero. O fato de existir governos corruptos, burocratas que se utilizam dos seus cargos de chefias para abocanhar recursos públicos, não quer dizer que a saída seja transferir a exploração do petróleo para o setor privado. Supondo-se que todo governo seja ladrão e esteja abocanhando o lucro do petróleo extraído de forma estatal, ao privatizá-lo, o lucro do petróleo extraído vai parar nas mãos de um capitalista petroleiro qualquer, o que vai dar no mesmo. No primeiro caso, o dinheiro iria para uma camada burocrática, no segundo caso iria para meia dúzia de capitalistas.

        Ora, em nossa tese Socialista Livre, o caminho tem de ser exploração estatal do petróleo, mas colocando políticos e chefes honestos na chefia desses setores, sendo permanentemente fiscalizados por Conselhos Populares eleitos junto à população, com poder de destituir chefes corruptos, com poder de ter acesso às contas públicas da produção, valor de custo de exploração, lucro do setor, votando as prioridades públicas para se aplicar o dinheiro extraído do petróleo. É cômoda a existência de corrupção no Estado capitalista. Por isso não se prende e não se confisca os bens dos corruptos, para ficar parecendo que o povo, os trabalhadores não tem outra saída a não ser aceitar que suas riquezas nunca fiquem em suas mãos. Os governos nunca prestam contas dos lucros estatais das empresas. Isso é um absurdo. É que a maioria dos governos gostam de criar manadas eleitoreiras, não criar uma cultura de pessoas conscientes, capazes de fiscalizar e exigir políticas concretas com o dinheiro público. Políticos burocratas não abrem as contas para a população, não a chama para decidir onde se aplicar as riquezas, porque eles querem se sentir necessários socialmente, tendo seus altos salários e fazendo supostos serviços secretos que é tomar conta dos bilhões do dinheiro público sem fiscalização popular. Sem fiscalização popular, os políticos desviam à vontade. É isso que precisa mudar no país. Não é privatizar os serviços. É colocar gente honesto para tomar conta do dinheiro público. Enquanto desviar uma caneta do dinheiro público for considerado uma coisa normal, natural, no Brasil e no mundo, fica difícil distribuir a riqueza. Nessa crítica à corrupção concordo com você, Gladimir. Mas você está errado, ao pensar que tudo iria melhorar se fosse tudo 100% privado.

        Na sua lógica, o petróleo tem de ser privado, a saúde tem de ser privada, a educação tem de ser privada e tudo o mais tem de ser privado. Levando sua lógica à extrema consequência e levando em conta a pressão da burguesia para abaixar impostos, porque todo setor privado chora na hora de pagar impostos, porque tira o lucro dos patrões, então, Gladimir, veja bem, não teríamos mais Estado. É claro, se a educação for privatizada, a saúde for privatizada, a polícia também deve ser privatizada, o exército tem de ser privatizado, as prefeituras privatizadas, o congresso privatizado, etc… Sua lógica não funciona, porque a sociedade é dividida em classes sociais, os que tem dinheiro, empresas, e os que só tem o corpo para trabalhar. Qual a questão dessa sua lógica, Gladimir. Não haveria estado, cada um iria comprar aquilo que deseja ou… ROUBAR aquilo que deseja. E quando as pessoas despossuídas, desempregadas, excluídas, sem nenhum Estado para dar-lhe sequer uma BOLSA FAMÍLIA começassem a ROUBAR AQUILO QUE DESEJAM, porque não teria outra forma de sobreviver, mesmo a burguesia contratando uma polícia privatizada para protegê-la, isso não aplacaria o roubo de milhões. Sua política de Estado mínimo, Gladimir, em países pobres como os da América Latina, que são roubados por países ricos como os EUA seria um caos. O capitalismo precisa de um ESTADO para controlar a vida dos pobres. Leve seu pensamento às últimas consequências, Gladimir, e você verá que o Estado é o mal necessário do capitalismo, é o mal necessário de uma sociedade dividida em classes, é por isso que mesmo o Socialismo Livre precisa de Estado, porque é impossível saltar de uma sociedade que explora, oprime, mata, rouba, para uma sociedade justa, sem a transição encaminhada pelo Estado. A burguesia precisa de um Estado dando migalhas para os pobres, e o Socialismo precisa de um Estado para regular a distribuição de riquezas. Não tem como fugir disso. Uma provocação, Gladimir: você, que defende o Estado zero, defende também a privatização da polícia? Afinal, o Estado brasileiro gasta muito e muito dinheiro público com cadeias e policiais, não é verdade? Ah, e se a polícia for privatizada, só os ricos é que teriam direito aos serviços da Polícia, ou os trabalhadores também pagariam por uma polícia privada? O raciocínio deve ser o mesmo aplicado à saúde e a educação. Mas tem um problema, Gladimir: não existe capitalismo ou outro Estado qualquer sem a presença de um forte aparato repressivo, no caso, a polícia e o exército, porque esse Estado não funcionaria. E aí eu te pergunto: para que o povo iria pagar imposto, se não fosse para ter educação de qualidade, saúde de qualidade, moradia de qualidade? pagar imposto para ser vigiado pela polícia, sendo forçado a aceitar a condição de miseráveis?

        Contra a concepção do Estado Zero, fico com a defesa do Socialismo Livre, Gladimir. Sei que é muito difícil construir uma sociedade justa e fraterna, socialista e livre, mas não temos outra alternativa a não ser lutar por isso. Sem regulação estatal da vida, promovendo justiça social, punindo corrutos, exploradores, opressores, o caos colocaria em risco a própria vida na Terra. A não ser que queiramos fazer disso aqui um deserto, daqui uns anos.

      • Gílber, no caso da Petrobras pegar dinheiro com o Tesouro, isso pode significar que o governo irá se endividar mais ainda, pois além de impostos, o Tesouro pegaria emprestado dinheiro do sistema bancário,se não recorrer ao Tesouro, será ao BNDES, o que dá no mesmo, uma vez que o BNDES está sendo atualmente financiado por títulos emitidos pelo Tesouro, para poder bancar a Petrobras certo ?
        Em resumo, pagaríamos boa parte dessa bonança na inflação com dinheiro criado pelo BC para repor o sistema bancário, alem disso tudo, a divida bruta brasileira subiria vertiginosamente – que hj já está em 68%¨e que diga-se de passagem o Mantega já está querendo maquiar junto ao FMI a metodologia de calculo – justamente nessa parte dos repasses do Tesouro.
        Geologia não é nem de longe minha especialidade, mas não é isso o que o mercado sinaliza. As areias betuminosas do Canadá atraem o interesse de várias corporações: Suncor Energy, Syncrude, Chevron, Shell, Marathon Oil e UTS Energy. Ademais, a italiana Eni anunciou que vai explorar as areias betuminosas do Congo, certamente um local menos estável do que o Brasil.

        Se o pré-sal fosse tão viável e lucrativo, a disputa por ele seria um pouquinho mais acirrada, não?

        Sei que há possíveis reservas no Gabão e no Congo, mas ainda estão em fase de pesquisa. Ainda não está confirmada a existência de óleo ali. No Brasil, ao contrário, já está confirmado. E nada de as grandes se interessarem.

        Logo, ou a exploração do pré-sal é de fato economicamente inviável aos preços atuais, ou, ao contrário do que sempre se imaginou, as grandes petrolíferas odeiam dinheiro.

        Mesmo porque, convenhamos: se chegarmos a um ponto em que as multinacionais preferem se arriscar nesses dois países africanos a investir no Brasil, então realmente não haverá muito mais o que possamos fazer nestas terras.

        Estranho foi o total desinteresse das grandes. Se o pré-sal realmente é essa de mina de ouro que o governo propagandeia, então as grandes deveriam estar saindo no tapa.

        Gílber, o governo da Dilma, Mantega e cia é tão ruim, que fez setores da esquerda e os defensores da Escola Austríaca concordarem. Tá certo que por outras motivações. Aqueles pelo motivo errado (+ estado) e estes pelo motivo certo (- estado). (risos)

        Gílber, uma pergunta fora do tópico. Você sentiu saudades minhas? (risos) Dia 09 de novembro, com retorno em dezembro vou fazer uma viagem de burgues (risos)

      • Gladimir, nossas discordâncias políticas estão agora em um nível de diferenças de concepções, você melhorou em seus argumentos, não é verdade, risos? Antes você caía para o terreno da ofensa argumentativa, (lembra?), vejo que você se tornou agora um opositor mais elegante, risos. Quanta a essa questão da Petrobrás se endividar mais para comprar ações do pré-sal, não tenho dados para prová-lo, mas acho que você está certo. Agora, o governo emprestar o dinheiro do Tesouro para a Petrobras realizar seu compromisso do leilão, já não sei? O governo tem tanto dinheiro assim? Não está correndo atrás de migalhas para manter superávit primário, tanto que o FMI já está cobrando? Quanto ao fato de outras petroleiras não interessar, aí tem o fato de a maior parte das petroleiras não dominar exploração em águas profundas. A Petrobrás parece a única indústria mundial que aprofundou esse tipo de pesquisa, tanto que os EUA estavam espionando a Petrobrás, com certeza, tentando roubar essa tecnologia nossa. Enfim, de qualquer forma, em meu ponto de vista, ao invés de investir na exploração estatal desse pré-sal, garantindo o lucro para investir nos setores sociais do país, o governo entrega a exploração para outras petroleiras e para os acionistas privados da Petrobrás, já que a Petrobrás também não é mais desde FHC uma empresa 100% estatal. Está aí o desvio capitalista-entreguista grave do governo Dilma. Deve estar dando inveja ao PSDB.

  2. Grande Gílber!
    Você também melhorou seus argumentos, não me chama mais de burgues (risos) até me defendeu. Já esta usando termos de um libertário, o que indica que esta lendo outros livros, não marxistas. (risos). Aprendi a respeitá-lo, quem sabe seremos grandes amigos nessa luta pela justiça.
    Por que os EUA passaram a Inglaterra em questão de riqueza? A Inglaterra foi um império durante muito tempo.
    A explicação é bastante convencional e nada tem de controversa.

    1) Os EUA, ao longo de grande parte de sua história, sempre tiveram mais habitantes do que a Inglaterra. Quanto mais habitantes, mais mão-de-obra. Quanto mais mão-de-obra, mais produção de riqueza. Logo, quanto maior a população de um país, maior e mais diversificada tem de ser a sua economia. Isso é um processo natural. Apenas uma grande intervenção governamental pode atrapalhar este processo. Brasil, China e Índia que o digam.

    2) Enquanto os EUA se preocupavam em enriquecer, sendo a economia mais liberal do mundo no período final do século XIX até a criação do Fed em 1913, a Inglaterra se envolvia em várias guerras. Primeiro contra a Espanha no final do século XIX. Depois, a Primeira Guerra. E depois a Segunda Guerra. Nestas duas últimas, ela imobilizou sua economia para o esforço de guerra, deixando de produzir riquezas.

    Os EUA participaram realmente de apenas uma guerra, e não foram atacados em casa (estou desconsiderando Pearl Harbour, que foi um ataque localizado, rápido e longe do continente). Já a Europa ficou em ruínas. A economia inglesa saiu enfraquecida da Segunda Guerra enquanto o dólar americano adquiria o status de moeda internacional de troca, substituindo a libra.

    3) Desde antes da Segunda Guerra, ainda no governo Churchill, até o início da era Thatcher, a Inglaterra passou por diversos governos abertamente intervencionistas. Quem implantou o socialismo light na Inglaterra foi ninguém menos que Churchill. Como o próprio Mises escreveu em 1950, “É válido relembrar que o socialismo britânico não foi implantado pelo governo trabalhista do Sr. Clement Attlee [que sucedeu a Churchill], mas sim pelo gabinete de guerra do Sr. Winston Churchill.”

    Leia um histórico completo das políticas econômicas do governo Churchill: mises.org/daily/1450

    Nos EUA, tal processo intervencionista foi bem mais brando.

    4) Os sindicatos ingleses sempre foram mais poderosos do que os americanos.

    5) O fator principal: todo o Império Britânico foi construído tendo por base o endividamento. Ou seja, o arranjo era insustentável e estava destinado a desabar.

  3. Sou um idiota e a demagogia do governo campeia por todos os lados,é uma pena ver tanta gente alienada achando que nós anarcocapitalistas somos alarmistas e catastrofistas a serviço das forças ocultas.
    Como argumentar com um cidadão comum que vive ouvindo falar que “o petróleo é nosso” de que, na verdade, as estatais não pertencem realmente ao povo? Porque parece que os políticos que privatizam sempre fazem isso como uma última opção, por uma questão meramente utilitarista, “só” para dar mais eficiência a um setor. Mas, como eu posso convencer alguém de que a privatização também é MORALMENTE superior?
    Minha humilde opinião: esqueça esse negócio de moralidade. Ninguém mais liga pra isso, não. O que o povo quer é dinheiro no bolso, bons serviços e preços baixos.

    Logo, o que você tem de fazer é mostrar como um mercado livre e competitivo, com plena liberdade de entrada e sem regulamentações, pode gerar melhora nos serviços e levar a preços mais baixos. Você tem de explicar os benefícios da livre concorrência e mostrar que as intervenções do estado servem justamente para privilegiar determinados setores e empresários, protegendo-os das demandas do mercado, das exigências dos consumidores e dos interesses do cidadão comum.

    Da mesma forma, esqueça esse negócio de privatização. Se for pra privatizar um setor e mantê-lo sob o jugo de agências reguladoras que irão justamente proteger os interesses destas empresas agora sob mãos privadas, então é melhor nem defender a privatização. O que você tem de defender é a livre concorrência. É a liberdade de entrada. É a desestatização total de qualquer setor. É a retirada do estado, de seus protecionismos e de suas regulamentações. Em vez de defender a venda da Petrobras, algo que nunca irá acontecer, defenda a completa abertura do mercado de petróleo para a concorrência, inclusive estrangeira. Quem quiser vir, está liberado. Tendo de enfrentar a concorrência de gigantes mais eficientes, a Petrobras iria definhar em pouco anos, e acabaria tendo de ser vendida.

    Em suma: defenda a livre concorrência genuína e explique seus consequentes benefícios. Não há como uma pessoa minimamente racional ser contra. Se ela for, então é porque está mamando no arranjo atual.

  4. O governo da marxista e ex-guerrilheira Dilma, vai acabar os seus quatro anos de (des) governo:
    1) Suas liberdades civis estarão menores.
    2) A quantidade de impostos que você pagará será maior.
    3) A economia estará ainda mais regulada.
    4) O estado estará ainda mais envolvido em empreendimentos.
    5) Quem estiver no setor público estará rindo à toa.
    6) Quem for empreendedor e tiver contratos com o governo ou tiver funcionários públicos como o grosso de sua clientela também estará ótimo.
    7) Quem for empreendedor autônomo, do tipo que não recebe favores do governo, mas que já está em um mercado maduro, seguirá escorchado e tendo de sustentar todo o trem da alegria acima.
    8) E, finalmente, quem for empregado do setor privado (exceto bancos) ficará exclusivamente com o ônus de tudo. Não estará morrendo de fome, mas dificilmente sairá do lugar. Por quê?
    Salários reais estagnados por 8 anos.
    Ao contrário do que ativistas políticos pensam, a prosperidade não pode ser obtida por meio de discursos demagógicos e de ataques à imprensa. Um alto padrão de vida só pode ser obtido por meio de um aumento da produção. Apenas quando há uma abundância de bens e serviços — cuja grande oferta faz com que seus preços sejam baixos —, é que o padrão de vida será maior.
    E ao contrário do que economistas acadêmicos pensam, um país não enriquece imprimindo dinheiro e derrubando sua taxa básica de juros, mas sim acumulando capital e utilizando-o para criar a abundância de bens e serviços.
    A política fiscal do governo — de gastos crescentes, déficits constantes, alta carga tributária e inúmeros encargos sociais e trabalhistas — simplesmente impediu qualquer progresso no valor real dos trabalhadores do setor privado. E isso de acordo com os dados do próprio IBGE.
    Se Dilma marxista não estiver disposta a desatar esse nó, até 2014, apenas um surto milagroso de produtividade poderá fazer com que os salários do setor privado cresçam sustentavelmente em termos reais. (Curiosamente, nesse campo, nenhum progressista se dispõe a imitar a Escandinávia, com sua economia privada altamente desregulamentada.)
    Esse processo do (des) governo petista é camuflado pelo fato de que alguns membros da sociedade realmente estão enriquecendo. Porém tal enriquecimento foi trazido apenas e exclusivamente pela criação de dinheiro. E sempre em detrimento daqueles que serão os últimos a receber esse dinheiro recém-criado.
    Como atualmente estamos na fase do boom econômico, somos levados a crer que tudo está bem. Mas quando os juros começarem a subir e os bancos começarem a contrair seus empréstimos, levando a uma redução do crescimento das contas-correntes, a atual expansão econômica dará lugar à contração — que é quando as pessoas descobrem que eram menos ricas do que imaginavam, pois estavam na verdade apenas consumindo capital.
    A arte é saber exatamente quando isso irá acontecer. Mas que vai acontecer, vai.
    E é nesse momento que iremos ver como irá se comportar o novo Banco Central dilmesco. Esteja preparado. O PT vai querer responsabilizar outros países pelas merdas feitas no Brasil.

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