Educação: lugar da luta contra os atrasos do mundo!

Tudo nesse mundo, de alguma forma, passa pela educação. Não roubar, agir com generosidade, conduzir-se com inteligência, educar-se fisicamente para ter uma boa saúde, comportar-se bem no trânsito, relacionar-se bem em família, relacionar-se bem com os vizinhos, relacionar-se bem com o mundo, modificar condutas indesejáveis, agir ciente de causas e efeitos, escolher razoavelmente os detentores de responsabilidades públicas, resolver problemas, dominar ofícios, compreender ciências, promover justiças sociais e combater injustiças, combater explorações e opressões, enfim, e assim se estende a lista.

De algum modo, a sociedade precisa se educar o tempo todo, portanto, a forma com que o Estado Burguês trata a educação pública do povo é totalmente aquém das necessidades da promoção de uma educação de qualidade. Não é sem razão que os professores e professoras desse país fazem greve, exigindo valorização salarial: é mais ou menos assim, país que não valoriza o educador não se educará rumo a um futuro melhor. Logo, forças políticas que veem a educação pública como algo oneroso fazem parte do mundo atrasado, da ignorância cultivada, do capitalismo cego e doente que coloca a ambição por dinheiro e poder na frente do desenvolvimento da sabedoria do povo.

Nota ZERO para as forças políticas que desprezam os educadores e que os tratam à força de polícia ou à força de desprezo público. O educador que luta é o verdadeiro educador que merece o respeito social, porque EDUCAR é uma guerra constante contra o senso comum instalado. É essa lição que todos nós precisamos entender, caso queiramos de fato a construção de um mundo melhor. Ao término da semana que refletiu sobre o dia do professor/professora, fazemos essa reflexão ponderando sobre o lugar da educação no mundo, única razão porque ainda deve existir professor/professora. Educar e educar-se é uma necessidade para a construção de uma sociedade saudável, não deveria ser um peso para o Estado, como os governantes insistem em fazer parecer que o é.

Por: Gílber Martins Duarte – Socialista Livre – Conselheiro do Sind-UTE / MG e diretor da subsede do Sind-UTE em Uberlândia – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Doutorando em Análise do Discurso/UFU – Membro da CSP-CONLUTAS.

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Sobre socialistalivre

Esse Blog está a serviço da Luta pelo Socialismo. Defendemos a plena liberdade do ser humano, mas somos radicalmente contra a liberdade de explorar, como a burguesia faz, e contra a liberdade de oprimir como os machistas fazem, os racistas fazem, os homofóbicos fazem, os praticantes de bullying fazem, os preconceituosos fazem, os possessivos fazem e os autoritários de plantão fazem. Assim, defendemos que cada corpo-consciência deve ter liberdade de ser o que ESCOLHE SER, desde que esta liberdade não oprima e explore os outros! Defendemos a plena liberdade de postura crítica e a plena democracia operária, todos devem ter o direito de expressar o que pensam! Defendemos a Revolução Socialista e a necessidade de libertação da classe trabalhadora do jugo do capitalismo. No entanto,somos contra comandos de hierarquias políticas ou de figuras públicas mais poderosas no seio dos lutadores que travam a batalha pelo socialismo. Defendemos que cada militante deve ousar pensar por si mesmo, cada militante deve ter o direito de concordar, mas também de discordar daquilo que julga equivocado, por isso nos definimos como Socialistas Livres e esse Blog está a serviço dos que desejam militar de acordo com essa concepção. Convidamos a todos a conhecerem nosso jeito diferente de entender e de praticar a política socialista, com liberdade, democracia operária, direito de crítica e respeito ao diferente. Saudações Socialistas Livres.
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11 respostas para Educação: lugar da luta contra os atrasos do mundo!

  1. Bom dia amigo Gílber!
    De todo pensamento conservador, a crença em uma moral social objetiva é um dos mais importantes princípios da ideia conservadora. Porém, a origem e o que é essa moral não é o foco desse pequeno comentário, o objetivo aqui é tratar os limites da ação estatal para agir em nome de tal moralidade, buscando entender onde e quando este deve agir para resgatá-la quando necessário.
    O autor brasileiro Sérgio Buarque de Hollanda nos mostra que o Estado não é uma ampliação
    do conjunto familiar, ele é, na verdade, algo que vai além deste. Entendo que o Estado surgiu justamente no momento em que os círculos familiares particulares não deram conta de resolver problemas que envolviam dois ou mais círculos familiares.

    Hobbes atribuiu ao Estado poder absoluto de controlar os membros da sociedade, os quais lhe entregariam sua liberdade e se tornariam voluntariamente seus ‘súditos’ para acabar com a guerra de todos contra todos e para garantir a segurança e a posse da propriedade. O mesmo autor afirma que os homens tem razões para guerrear entre si no estado de natureza, portanto, o homem precisa criar um mecanismo que regule e ordene a sociedade para evitar esses problemas.
    Quanto a moral, Russel Kirk nos diz que a moral é permanente, ao contrário da natureza humana que pode ser moldada por ela. Sobre a natureza das leis, a Organização dos Estados Americanos nos explica que “[…] as leis são regras impostas pela moral e pelos costumes que determinam igualmente de maneira importante as ações que são permissíveis e as que não são. Todavia, algumas regras — aquelas estabelecidas pelo governo ou pelos tribunais — são denominadas “leis”. As leis são semelhantes às regras da moral, pois visam controlar ou modificar nosso comportamento.”¹

    Até aí tudo bem, mas em que ponto o Estado deve intervir na sociedade afim de manter a ordem e a moral? A garantia de ordem social dá-se quando a lei serve para garantir uma convivência pacífica entre seus cidadãos evitando aquilo que Hobbes chama de “guerra contra todos” como vimos anteriormente.
    A manutenção da moral social, porém, é uma questão delicada porque muitos acreditam que a moral é subjetiva e o que é certo para uns pode ser errado para outros, nossos debates que o diga, né Gílber? Porém, sabemos que não é assim.
    Para Kant somos seres racionais e podemos examinar nossas ações e quando fazemos isso percebemos que as regras que baseiam nossas ações são nossas identidades próprias, formam nosso caráter. Porém, temos o livre-arbítrio para sermos o que quisermos, porém, se quisermos ser seres racionais precisamos agir conforme nosso caráter pois não posso aceitar ou rejeitar certas identidades só por capricho. Portanto, conclui-se nessa primeira parte que é uma regra geral de que, para sermos racionais, precisamos agir em conformidade com nosso conjunto de regras escolhido racionalmente. E que regras são essas?
    Bom, as regras que escolhemos todos os outros seres racionais serão obrigadas a escolher também, e, como não há diferença entre mim – ser racional – e outros seres racionais, devemos escolher viver sobre as mesmas regras se elas são verdadeiramente racionais.
    Agora, para que essas regras realmente funcionem, precisamos viver em uma sociedade de seres racionais já que, são os seres que compõe uma sociedade que formam o Estado – neste caso, um estado democrático – já que, este, é formado por um conjunto de seres que saíram da própria sociedade.
    Entendemos como um Estado Democrático um estado em que as decisões da maioria tenham supremacia sobre as decisões da minoria. Obviamente não é o estado perfeito (já que Aristóteles o chamava de ditadura da maioria) mas é o mais próximo que podemos chegar – racionalmente falando – de um estado racional e é o status de estado que atualmente é o mais viável para nossa situação cultural-social.
    Se, decisões racionais tomada por uma maioria racional e que não atinjam princípios básicos e naturais de direitos dos seres humanos – como direito à vida, propriedade, etc… -, pode-se dizer que o Estado, quanto mantenedor da moral social, deve agir onde os seres racionais que compõe a sociedade acreditam que esse deve agir.

    O Estado, portanto, deve agir como controlador da ordem e da moral, mas, para que isso funcione é necessário que ele seja formado democraticamente por seres advindos de uma sociedade baseada em valores morais racionais. Racional, no sentido, pensado e analisado calmamente e sem sentimentalismo que provocam mudanças bruscas em uma sociedade sem estudar e analisar essas mudanças. Atualmente vemos o próprio Estado moldado comportamentos sociais baseados em valores não-racionais ou não estudados à fundo. Temos um Estado não-racional, o que é perigoso. A razão, a ordem e a moral devem basear qualquer estado e qualquer governante.

    Uma das principais teorias sobre o estado, a de Max Weber, diz que o estado se fundamenta no uso legítimo da violência. “Hoje, porém, temos de dizer que o Estado é uma comunidade humana que pretende, com êxito, o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território. […] O Estado é considerado como a única fonte do ‘direito’ de usar a violência.”¹ Weber também destaca que o “Estado é uma relação de homens dominando homens”. Não há como negar essa afirmação de Max Weber, podemos ver como aceitável o uso da força pela polícia, pelo exército e outras instituições coercitivas e burocráticas que, inconscientemente, também se utilizam da força estatal para pautar seu poder.
    Para Jean Bodin (1530-1596), “o que dá origem ao estado é a violência dos mais fortes.” Ele também não deixa de ter razão, qualquer um que tenha o mínimo de conhecimento político sabe que a política é uma relação entre indivíduos com poderes desiguais, ou seja, uma relação entre quem tem mais poder e quem tem menos poder. Herbert Spencer (1820-1903) diz que “ a violência é empregada para mantê-lo (o Estado), e toda violência envolve criminalidade. […] O estado emprega armas más para subjugar o mal e é igualmente contaminado pelos objetos com o qual lida e pelos meios com o qual trabalha.”. O governo do PT é um exemplo disso.
    Existem outras teorias sobre Estado, mas a que me interessa são essas que falam sobre a violência no uso de poder e na formação do Estado.

    Existem muitos outros aspectos do Estado que entram em contradição com os ensinamentos do cristianismo e da moral, porém, o uso legítimo da violência estatal é um dos pontos mais divergentes entre o Estado e o pensamento cristão e da moral. Não podemos ser inocentes, também, de acreditar que a “extinção do Estado” deve ser posta imediatamente. Acredito que isso venha com a evolução moral da humanidade. Devemos, no entanto, evitar que os Estados já existentes tornem-se mais autoritários e aumentem seu poder coercitivo e burocrático. Utilizando-nos da nossa razão podemos observar então que, aqueles Estados grandes, ditos cristãos, não passam de pseudo-cristãos pois o verdadeiro Estado Cristão é aquele que menos governa. Quanto menos Estado, mais uma sociedade pode fazer valer seus valores cristãos e morais. Portanto o verdadeiro problema da educação pública, tem nome “ESTADO”.

    • Gladimir, eis você enrolado e emaranhado dentro de sua ideologia capitalista. Veja o que você escreveu: “decisões racionais tomada por uma maioria racional e que não atinjam princípios básicos e naturais de direitos dos seres humanos – como direito à vida, propriedade, etc…”. Concordo com você que o direito à vida é um direito NATURAL, porém, de forma alguma, o DIREITO À PROPRIEDADE é um DIREITO NATURAL. Você usa uma categoria subjetiva para definir os homens, o critério de RACIONALIDADE, baseado na metafísica moral de Kant, e usa argumentos bem mundanos e capitalistas, dizendo que O RACIONAL OPTA PELA PROPRIEDADE PRIVADA, PORQUE ESSE É UM DIREITO NATURAL. Falso, Gladimir. O direito à propriedade privada é um direito criado na luta de classes, e defendido principalmente porque aqueles que acumularam posses ao longo da história, ou matando, ou roubando, ou explorando, ou escravizando, ou oprimindo. Esses poderosos, através da Justiça Burguesa, Oligarca, Escravocrata, etc, criaram o princípio de que a propriedade privada é um direito natural, para que as classes dominadas não possam coletivizar as propriedades estratégicas voltadas para o bem comum. Na racionalidade marxista, a maioria das propriedades devem ser coletivas, para inclusive, evitar grandes desigualdades sociais e grandes invejas sociais e mesmo misérias de muitos excluídos e despossuídos, já que O Planeta é limitado e não tem jeito de todo mundo sair por aí, juntando propriedades sem fim. A propriedade privada é e sempre foi motivo de guerras e assassinatos, isso por si prova que não tem nada de natural nela. O direito a vida deveria ser natural, aí sim, concordo, porque quem não dá conta de fazer uma VIDA, não deveria ter o direito de tirá-la, inclusive, comer carne dos animais é uma sacanagem, por isso sou inclusive vegetariano, isso porém coloca outro problema, os assassinos não poderiam ficar impunes. E assassinos não são apenas pobres que matam uma pessoa para roubar ou por vingança, etc, mas também governantes que enviam exércitos para matar pessoas em outros países. Todos nesse caso assassinam. Enfim, sem criar um sociedade justa e igualitária, sequer o direito à vida está garantido, pois os poderosos matam pessoas para defender seus privilégios, suas propriedades, seus poderes, são os primeiros a dar mau exemplo. No capitalismo, portanto, não há saída para promover o direito pleno à vida. Só no Socialismo Livre, coletivizando as propriedades estratégicas para a sobrevivência da humanidade, alimentação, construção civil, vestuários, transporte público, educação, saúde, etc, poderemos de fato atingir uma sociedade racional. A moral kantiana é idealista e metafísica, pois não leva em conta a realidade concreta em que os homens vivem e produzem a vida. Mais uma vez, a racionalidade marxista e materialista é superiora a todas essas ideologias idealistas a serviço da reprodução das relações de produção, a serviço da reprodução do status quo, a serviço da reprodução do capitalismo, como se esse sistema fosse natural e não uma construção social com apenas 200 anos de idade. É isso: está aí um pouco de polêmica para esquentar sua visão teórico-burguesa do mundo, Gladimir, risos.

      • Caraca Gílber, vc esta me surpreendendo, tem grande potêncial para ser um futuro liberal, risos 😉
        Meu amigo o século XX testemunhou o surgimento, o desenvolvimento e o colapso do mais trágico experimento da história humana: o socialismo. Esse experimento resultou em monstruosas perdas humanas, na destruição de economias potencialmente ricas e em colossais desastres ecológicos. Tal experimento (teoricamente) acabou, mas a devastação continuará afetando a vida e a saúde das inúmeras gerações vindouras.

        Mas a verdadeira tragédia desse experimento é que liberais — dentre as melhores mentes econômicas deste século — já haviam desmascarado e explicitado toda a realidade do socialismo ainda em 1920. Entretanto, o alerta deles foi completamente ignorado.

        No presente ensaio, “O Cálculo Econômico sob o Socialismo”, liberais examinam as alegações mais fundamentais do marxismo. Ao fazer isso,liberais expõe o socialismo como sendo um esquema que, além de utópico, é ilógico, antieconômico e impraticável em sua essência. Ele é “impossível” e destinado ao fracasso porque é desprovido da fundamentação lógica da economia; o socialismo não fornece meio algum para se fazer qualquer cálculo econômico objetivo — o que, por conseguinte, impede que os recursos sejam alocados em suas aplicações mais produtivas. Em 1920, entretanto, o entusiasmo pelo socialismo era tão forte, principalmente entre os intelectuais ocidentais, que esta pequena e perspicaz obra-prima dos liberais não apenas não foi compreendida, como também foi deliberadamente distorcida pelos seus críticos.

        Porém, a efetiva implementação do socialismo mostrou a total validade da análise dos liberais. O socialismo tentou substituir bilhões de decisões individuais feitas por consumidores soberanos no mercado por um “planejamento econômico racional” feito por uma comissão de iluminados investida do poder de determinar tudo o que seria produzido e consumido, e quando, como e por quem se daria a produção e o consumo. Isso gerou escassez generalizada, fome e frustração em massa. Quando o governo soviético decidiu determinar 22 milhões de preços, 460.000 salários e mais de 90 milhões de funções para os 110 milhões de funcionários do governo, o caos e a escassez foram o inevitável resultado. O estado socialista destruiu a ética inerente ao trabalho, privou as pessoas da oportunidade e da iniciativa de empreender, e difundiu amplamente uma mentalidade assistencialista.

        O socialismo produziu monstros como Stalin e Mao Tsé-tung, e cometeu crimes até então sem precedentes contra a humanidade, em todos os estados comunistas. A destruição da Rússia e do Camboja, bem como a humilhação sofrida pela população da China e do Leste Europeu, não foram causadas por “distorções do socialismo”, como os defensores dessa doutrina gostam de argumentar; elas são, isto sim, a consequência inevitável da destruição do mercado, que começou com a tentativa de se substituir as decisões econômicas de indivíduos livres pela “sabedoria dos planejadores”.

        A verdadeira natureza da economia centralmente planejada foi bem ilustrada por uma tirada espirituosa feita há alguns anos pelo economista soviético Nikolai Fedorenko. Ele disse que, com a ajuda dos melhores computadores, um plano econômico totalmente detalhado, ponderado e examinado, o qual deveria ser implantado já no ano seguinte, só poderia ficar pronto em 30.000 anos. Existem milhões de tipos de produtos e centenas de milhares de empresas; são necessárias bilhões de decisões relativas a insumos e produtos, e os planos devem abranger todas as variáveis relativas à força de trabalho, à oferta de materiais, aos salários, aos custos de produção, aos preços, aos “lucros planejados”, aos investimentos, aos meios de transporte, ao armazenamento e à distribuição. E mais: essas decisões se originam de diferentes partes da hierarquia planejadora. Mas essas partes são, em regra, inconsistentes e contraditórias entre si, uma vez que cada uma reflete os interesses conflitantes de diferentes estratos da burocracia. E como o plano precisa ficar pronto até o início do ano seguinte, e não em 29.999 anos, ele será inevitavelmente irracional e assimétrico. Os liberais provaram que, sem propriedade privada dos meios de produção, mesmo 30.000 anos de cálculos computacionais não conseguiriam fazer o socialismo funcionar.

        Assim que destruíram a instituição da propriedade privada, os defensores do socialismo se viram em um entrave teórico e prático. Consequentemente, eles recorreram à criação de esquemas artificiais. Na economia soviética, o lucro é planejado como função do custo. Os planejadores centrais fornecem “variáveis de controle” às empresas, que as utilizam para determinar os “lucros planejados” em termos da porcentagem dos custos. Assim, quanto mais você gastar, maiores serão seus lucros. Sob uma monopolização de 100%, esse simples arranjo arruinou completamente as economias da União Soviética, da Europa Oriental e de outros estados “socialistas” em um grau comparável apenas às invasões bárbaras a Roma.

        Hoje, as consequências desastrosas da imposição dessa utopia na desventurada população dos estados comunistas já estão claras até para seus líderes. Como os liberais previram em sua introdução, a despeito da “quimera de suas fantasias”, os pombos assados acabaram não voando diretamente para dentro das bocas dos camaradas, ao contrário do que Charles Fourier havia dito que ocorreria. E até mesmo de acordo com as estatísticas oficiais da URSS, 234 dos 277 bens de consumo básico incluídos pelo Comitê Estatal de Estatísticas na “cesta básica” da população soviética estão “em falta” no sistema de distribuição do estado.

        Todavia, os defensores ocidentais do socialismo ainda seguem repetindo a mesma ladainha sobre a necessidade de se restringir os direitos de propriedade e substituir o mercado pela “sabedoria” do planejamento central.

        Em 1920, o mundo negligenciou e rejeitou o alerta dos liberais de que “o socialismo é a abolição da racionalidade econômica”. Não podemos nos dar ao luxo de repetir esse erro novamente. Temos de estar sempre alerta a todos os esquemas que porventura possam nos levar a uma nova rodada de experimentos estatais sobre as pessoas e sobre a economia.

        “A propriedade privada dos fatores materiais de produção”, enfatizou os liberais, “não representa uma restrição na liberdade de todas as outras pessoas poderem escolher o que melhor lhes convém. Representa, ao contrário, o mecanismo que atribui ao homem comum, na condição de consumidor, a supremacia em todos os campos econômicos. É o meio pelo qual se estimula os indivíduos mais empreendedores de um país a empenhar a melhor de suas habilidades a serviço de todas as pessoas”.

        Que jamais voltemos a ignorar as constatações desses grandes liberais, pelo bem da liberdade e das gerações futuras.

        Fraternal abraço meu amigo futuro liberal, 🙂

      • Acho que você está com 100% de febre, Gladimir. Piada, respondo com piada, risos.

      • Maria do Carmo Borges de Oliveira disse:

        O mineirinho gosta de piadas, então vamos a elas. 🙂
        Dia desses num bate-papo com meu amigo marxista roxo Gílber …
        – Gílber, se tivesse dois apartamentos de luxo, doaria um para o partido comunista?
        – Sim – respondeu o Gilber.
        – E se tivesse dois carros de luxo, doaria um para o partido comunista?
        – Sim – novamente respondeu o valoroso Gílber.
        – E se tivesse um milhão na conta bancária, doaria 500 mil para o partido comunista?
        – É claro que doaria Gladimir- respondeu o orgulhoso companheiro.
        – E se tivesse duas galinhas, doaria uma para o partido comunista?
        – Não Gladimir – respondeu o camarada.
        – Mas porque doaria um apartamento de luxo se tivesse dois, um carro de luxo se tivesse dois e 500 mil se tivesse um milhão, mas não doaria uma galinha se tivesse duas?

        – Porque as galinhas eu tenho. 🙂

      • Usei essa piada para retratar o verdadeiro comunista. Um Marxista doente, outro tonto querendo refutar um comunista, perdendo seu tempo. Besteiras, besteiras e besteiras!
        Uns gulags aqui , outros gulags ali e ambos resolvem os problemas do mundo.
        Aja paciência com vocês dois.

      • Pronto confundi sua cabeça agora meu amigo kkkkkkkkkkk é 100% febre. A Maria do Carmo é minha vizinha de apto burgues 🙂

      • Mais uma:
        A turma de alfabetização da escola recebeu a visita do Secretário de educação de Minas Gerais, e o professor Gílber esta preocupadíssimo com o Gladimir que é sempre o desbocado. Gladimir, atenção, não vai me envergonhar na presença do secretário, hein? É melhor ficar de boca fechada. Tá bem, professor Gílber! O Secretário chega e conversa com os alunos, pergunta se já sabem ler, se gostam da professor Gílber etc e tal. Dirigindo-se ao Gladimir, fala: – E você, já lê bem? – Leio sim senhor. – E qual a palavra mais bonita que você aprendeu? O professor Gílber gela, e Gladimir responde: – Cubanos. Ele respira aliviada. O Secretario insiste: – E por que? – Porque começa com CU, acaba com ANUS, e ninguém me tira da cabeça que esse B do meio não seja de BOSTA.

      • Gladimir, essa sua piada agora não teve graça nenhuma, porque ela é xenofóbica e deprecia a imagem do valoroso povo cubano. Mesmo que discordemos do governo cubano, e eu tenho sinceras críticas ao castrismo, governo burocrático, fazer piadas desvalorizando o honrado e trabalhador povo cubano é um equívoco. Pense nisso.

      • Gílber, vc leva tudo ao pé da letra, é piada. Porque rir é o melhor remédio, principalmente para febre. 🙂

  2. Não quer piada? Voltamos a seriedade.
    Gílber, existem muitos socialistas que jamais estudaram, de uma forma ou de outra, os problemas da ciência econômica, e que jamais fizeram qualquer tentativa de formar claramente algum conceito sobre as condições que determinam a natureza da sociedade humana( pela sua defesa do socialismo, você também é um deles meu amigo Gílber). E existem outros que examinaram profundamente a história econômica do passado e do presente, e se esforçaram — baseando-se em seus achados — para construir uma teoria sobre a economia da sociedade “burguesa”. Eles criticaram livremente a estrutura econômica da sociedade “livre”, mas consistentemente se omitiram de aplicar à economia do controverso estado socialista o mesmo discernimento cáustico que já exibiram em outras análises, nem sempre com sucesso.

    Gílber a economia, em sua forma real, figura de maneira muito esparsa no cenário glamouroso pintado pelos utopistas. Na quimera de suas fantasias, eles invariavelmente discorrem sobre como pombos assados irão de alguma forma voar diretamente para dentro das bocas dos camaradas, mas se furtam de mostrar como esse milagre virá a ocorrer. Quando eles começam de fato a ser mais explícitos no âmbito econômico, rapidamente se descobrem completamente perdidos — basta lembrarmo-nos, por exemplo, dos devaneios fantásticos de Proudhon, que queria criar um banco para empréstimos sem juros —, de modo que não é difícil apontar suas falácias lógicas.

    Quando o marxismo proíbe solenemente que seus partidários se preocupem com problemas econômicos que vão além da expropriação, ele não está adotando nenhum princípio novo, uma vez que todos os utopistas, em todos os seus devaneios, também negligenciam quaisquer considerações econômicas mais profundas, concentrando-se exclusivamente em pintar cenários lúgubres para as atuais condições, e cenários fulgurantes para a era de ouro que virá como consequência natural dessa Nova Revelação.

    Quer se considere a chegada do socialismo como sendo um resultado inevitável da evolução humana, ou que a socialização dos meios de produção é a maior das bênçãos ou o pior dos desastres que pode acometer a humanidade, ao menos se deve consentir que uma investigação acerca das condições de uma sociedade organizada sobre os princípios socialistas é algo que vai um pouco além de ser apenas “um bom exercício mental, e um meio de se promover a clareza política e a consistência do pensamento”. Em uma época em que estamos nos aproximando cada vez mais do socialismo, como vc tem pregado, e que até mesmo estamos, em um certo sentido, dominados por ele, uma investigação detalhada acerca dos problemas inerentes ao estado socialista adquire uma significância suplementar para a explicação do que está acontecendo ao nosso redor, a exemplo do desgoverno da marxista Dilma.

    As análises anteriormente feitas para a economia de trocas voluntárias não mais são suficientes para um entendimento adequado dos fenômenos sociais ocorrendo na Alemanha e em seus países vizinhos ao leste. Nesse contexto temos que compreender, de modo amplo, os elementos da sociedade socialista. As tentativas de se obter clareza nesse assunto não precisam de justificativas adicionais.

    A solução é acabar com esse estado burocrático que intervem funestamente na educação, pelo bem da liberdade e das gerações futuras. Chega de mais estado Gílber.

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