Professora Rosimeire consegue liminar na justiça, mas…

Continua sendo vítima da burocracia, do descaso, do empurra e empurra… Absurdamente, em Minas Gerais, há uma portaria proibindo que as Regionais do IPSEMG, como o caso da Regional de Uberlândia, possam receber uma liminar mesmo em regime de extrema urgência, como o caso de Rosimeire. Esse foi o argumento usado pelo Diretor Regional do IPSEMG em Uberlândia para não receber a liminar que concedeu cirurgia imediata para Rosimeire. Para que essas burocracias? Claro, para dificultar ao máximo o atendimento aos direitos dos trabalhadores. De qualquer modo, a Central do IPSEMG em Belo Horizonte, mesmo sabendo, via telefone e e-mail, da existência da liminar por meio do seu Diretor Regional do IPSEMG de Uberlândia, não demonstrou a menor boa vontade de, politicamente, cumprir a determinação judicial sem passar por todos os trâmites burocráticos. Pela burocracia, o caminho é demorado, pois implica despachar a liminar na Comarca de Uberlândia até chegar ao Fórum de Belo Horizonte e depois esperar outros tantos trâmites até chegar ao Presidente Geral do IPSEMG. Ora, por esse caminho, o caráter de urgência da liminar será totalmente descaracterizado. Em nosso entendimento, a palavra “urgência” significa “para hoje” e não para “daqui uma semana, daqui um mês, daqui um ano”.

Em outras palavras, a Central do IPSEMG, através das informações de seus representantes regionais, já sabe da existência da liminar, mas não tem a mínima vontade política, em conjunto com os agentes chefes do governo, de fazer cumprir a cirurgia da companheira Rosimeire em regime de URGÊNCIA. Priorizam cumprir à risca a política de corte de gastos com a saúde e com a educação, conforme determina o Governo de Anastasia/Aécio Neves, mas não priorizam a saúde dos conveniados, não priorizam a saúde dos trabalhadores. Por conta disso, pessoas como a nossa professora Rosimeire padece há 22 dias com o ombro fraturado em três lugares, internada no Hospital MADRECOR que presta serviço para o convênio do IPSEMG que, diga-se de passagem, não é gratuito, ao contrário, é um convênio pago e bem pago por todos os funcionários públicos do Estado de Minas Gerais.

A liminar foi concedida nos seguintes termos pelo Juíz João Ecyr Mota Ferreira “A documentação juntada aos autos comprova que a autora necessita realizar cirurgia com implante de placa e parafusos específicos, não sendo possível a utilização do material convencional. Outrossim, verifico que há urgência na realização do aludido procedimento cirúrgico, vez que a impetrante se encontra internada no hospital e sentindo dores desde o dia 15/09/13. Assim, defiro o pedido de liminar, a fim de determinar à impetrada que autorize a realização dos procedimentos necessários ao tratamento da impetrante, na forma como lhe foi prescrita pelo médico que lhe assiste.” A cópia da sentença encontra-se em mãos dos advogados de Rosimeire.

A pergunta, então, que precisa ser respondida é: o que mais falta para o Estado de Minas Gerais e o IPSEMG autorizar a cirurgia imediata de Rosimeire Costa Araújo Maximiano? Um simples e-mail ou telefonema entre IPSEMG, MADRECOR e Governo do Estado, em um ato de boa vontade política das partes envolvidas, não deveria ser o suficiente para se cumprir uma sentença de URGÊNCIA que implica possibilidades de sequelas graves? Cadê o bom senso das chefias? Cadê a ética para com a vida? Cadê a responsabilidade das instituições? Parece que essas coisas andam esquecidas em terras mineiras.

Ora, se no Estado de Minas Gerais uma pessoa sofre tamanha humilhação e negação de atendimento, como está sofrendo Rosimeire, sinceramente, não há outra palavra para definir esse sistema: é uma “lástima”. Ademais, pode parecer uma luta individual ou um caso isolado o caso de Rosimeire, conforme estamos discutindo aqui e cotidianamente acompanhando via Sind-UTE/MG, mas não é. Salta aos nossos olhos que o Sistema de Saúde nesse Estado e também no Brasil, lamentavelmente, coloca o dinheiro, a economia de gastos e o lucro acima da vida das pessoas. Por conseguinte, por conta dessa lógica de se colocar o dinheiro acima da vida e da saúde das pessoas, tudo para economizar, por exemplo, R$6.000,00, a professora Rosimeire pode vir a perder seu braço direito para sempre. Se isso ocorrer, como ela vai escrever no quadro e continuar exercendo sua bela profissão de professora? Não poderia ser diferente essa política de assistência à saúde?

Enfim, esse caso de Rosimeire não é apenas dela. O caso de Rosimeire é o meu caso e o seu caso, trabalhador e trabalhadora desse Estado e desse país. Os ricos não passam por esse desprezo: eles pagam e pronto. Os trabalhadores, porém, precisam implorar, mendigar, suplicar tratamentos: uma vergonha. Continuem mandando e-mail para os responsáveis pelo IPSEMG e MADRECOR, conforme lista de e-mail divulgada nesse blog http://www.socialistalivre.wordpress.com.
Cirurgia Já! Chega de enrolação! Cumpram a Liminar! Somos todos Rosimeire!

Por: Gílber Martins Duarte – Socialista Livre – Conselheiro do Sind-UTE / MG e diretor da subsede do Sind-UTE em Uberlândia – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Doutorando em Análise do Discurso/UFU – Membro da CSP-CONLUTAS.

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Sobre socialistalivre

Esse Blog está a serviço da Luta pelo Socialismo. Defendemos a plena liberdade do ser humano, mas somos radicalmente contra a liberdade de explorar, como a burguesia faz, e contra a liberdade de oprimir como os machistas fazem, os racistas fazem, os homofóbicos fazem, os praticantes de bullying fazem, os preconceituosos fazem, os possessivos fazem e os autoritários de plantão fazem. Assim, defendemos que cada corpo-consciência deve ter liberdade de ser o que ESCOLHE SER, desde que esta liberdade não oprima e explore os outros! Defendemos a plena liberdade de postura crítica e a plena democracia operária, todos devem ter o direito de expressar o que pensam! Defendemos a Revolução Socialista e a necessidade de libertação da classe trabalhadora do jugo do capitalismo. No entanto,somos contra comandos de hierarquias políticas ou de figuras públicas mais poderosas no seio dos lutadores que travam a batalha pelo socialismo. Defendemos que cada militante deve ousar pensar por si mesmo, cada militante deve ter o direito de concordar, mas também de discordar daquilo que julga equivocado, por isso nos definimos como Socialistas Livres e esse Blog está a serviço dos que desejam militar de acordo com essa concepção. Convidamos a todos a conhecerem nosso jeito diferente de entender e de praticar a política socialista, com liberdade, democracia operária, direito de crítica e respeito ao diferente. Saudações Socialistas Livres.
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9 respostas para Professora Rosimeire consegue liminar na justiça, mas…

  1. Prezado Gíber,você retratou a incapacidade do estado, e você defende mais estado, que contradição é essa?.Se você se refere aos os hospitais públicos, então a sua reivindicação será eterna. Dado que o estado é incapaz de gerenciar qualquer setor que seja de maneira racional — e este é um argumento puramente científico, e não ideológico –, a conclusão é que os profissionais da medicina pública sempre estarão sujeitos às mesmas condições degradantes de trabalho. E é daí pra pior. Não adianta revindicar 10% do PIB para a saúde, se o estado é incompetente. Medidas simples que poderiam ser implementadas pelo menos em parte. Mas há sempre jogos de poder interessados na continuidade de situações problemáticas. Isso demonstra não uma falha de mercado, mas, sim, uma falha de governo. A cura do problema não requer uma diferenciada regulamentação governamental, tampouco mais regulamentações ou burocracias, ou mesmo invenções mirabolantes, como políticos interesseiros querem fazer-nos crer. A cura do problema requer simplesmente a eliminação de todos os atuais controles governamentais.
    É urgente levarmos a sério uma reforma do sistema de saúde. Créditos tributários, vouchers e privatização já ajudariam muito na meta de descentralizar o sistema e remover encargos desnecessários sobre as empresas. Chega de mais estado e política opressora governamental.

  2. Professora Leila disse:

    “A PARTE SEM O TODO NÃO É PARTE”

    Tomei de empréstimo um verso de Gregório de Matos Guerra para título deste artigo.Poeta do século XVII conhecia tão bem as vilezas ‘petistas’ da época, que recebeu a alcunha de “Boca do Inferno” por denunciarem sátiras a imoralidade dos políticos e a hipocrisia da Igreja de seu tempo.
    Críticas limitadas ao domínio literário, por faltar sutileza de espírito aos contemporâneos para entenderem a quem endereçava suas flechas.Continuarão os brasileiros,vítimas desse atavismo negativo como marca de pobreza intelectual, senão tiverem fibra em substituir a mal fadada corrupção mental pelos caminhos iluminados da reação, livrando-os da cangalha doutrinária e dos antolhos ideológicos.
    Em 64, o todo participou da “Marcha da Família”, imbuído de consciência,de inspiração cívica, quando repeliu a orgia de desmandos dos fanáticos amestrados nos moldes alienígenas do terror. A palavra ‘Família’designa a unidade composta de pais e filhos, de jovens e velhos, três ou quatro gerações que a constituem.O grito uníssono do todo brasileiro fez o Gigante acordar e malograr o ato final dos traidores,que por descuido da natureza aqui nasceram, maculando a Nação.
    Este todo, formado ainda na tradicional Educação, por meio da qual recebera ensinamentos de civilidade, de respeito às leis, mantivera íntegro os patrimônios público e privado na ação em defesa da liberdade contra o caos.Desta integração populacional,mantêm-se as demais: territorial, linguística, política, resultando desta perfeita união, um Estado soberano.
    A Educação desapareceu. Desprezando os símbolos nacionais, delinquentes políticos adicionaram a foice, de maneira afrontosa, à Bandeira Brasileira pelas mãos dos ‘inocentes inúteis’ da prevaricadora presidente, no dia da Data Magna da Independência. Numa sujeição ignominiosa à pocilga cubana, postaram-na ao lado da profanada representação daquele desgraçado país.
    Esta é uma das partes da população desprovida das qualidades indispensáveis à formação de um Povo, na acepção da palavra. As demais do todo amorfo são os “anônimos”, os “ninjas”, os subdesenvolvidos ’bléquiblóquis’.Desequilibrados pela ação da ideologia que os move, recolheram-se aos guetos no aguardo do sinal para novos ataques.
    Destilam uma inveja mórbida às Forças Armadas Brasileiras, enquanto babam de satisfação ante a sanguinária figura do animal do Caribe, que só se impôs ao colar ao corpo, por décadas afora, uma segunda pele verde, à guisa de uniforme. Um pseudo militar seguidor dos manuais da matança em série.
    Essas partes são as que têm nas artérias arruinadas o gene mais pernicioso do todo inerte, dirigidas pela cúpula do governo.
    Chamadas em redes sociais e vídeos de convocação fizeram o estrago desejado: a ausência do público no Dia da Independência, para, pela intimidação da população ordeira, eliminá-lo do calendário nacional.Dentro em pouco, nada haverá para ser comemorado. O Brasil será um país sem passado, com um presente de atraso e, em consequência, sem futuro definido. Encontra-se neste lastimável estado de decadência, pela omissão do todo que não deseja tomar a si a responsabilidade da mudança.
    Mais uma cilada em que, credulamente,deixou-se cair por ter as suas partes individualizadas, sem a agregação indispensável à luta pelos mesmos objetivos. Mais uma vez, o coletivo inimigo, conhecedor da frouxidão das partes ditas conciliadoras, ganhou o jogo no grito.
    Os militares, guardiões da memória histórica do país, colaboraram na manobra política da ordinária comandante em chefe ao reduzir o desfile, retirando contingentes sempre esperados, principalmente pelas crianças, alvo principal do aviso oficial para não comparecerem. Querem retirar delas o direito de comemorarem a Independência, assistindo aos grupamentos preferidos?
    Esta é mais uma adesão dos Comandantes das Forças, figuras decorativas que levam a parte consciente desse todo embrutecido, a morrer de vergonha.
    Que esses Chefes ‘Supremos’reflitam sobre a opção de servirem a mercenários e, portanto, a apátridas, tornando-se cúmplices de quem os desmoraliza.Mais além, no tempo, serão considerados, igualmente,traidores de suas Corporações. Como as Forças e o Brasil são, historicamente, um todo indivisível, logo…
    Como permitir publicidade do partido no palanque, onde se enroscou a predadora víbora, em lugar das Armas da República? Outra omissão desse trio que já não se indigna de o governo, à força, impor-se ao Estado. O que importa mesmo, como três humilhados servidores, é grudarem-se ao cargo.
    A diferença entre o rugir do Gigante na “Marcha da Família” e o bocejo que deu nas tão decantadas manifestações de junho, é que antes, as Famílias – a parte sólida da sociedade, onde se agrupam todas as gerações se uniram com vistas a um ideal comum: o respeito às instituições e àqueles aos quais está destinada a defesa da Nação.
    Nos agrupamentos“só de estudantes”, “só de juventude”, com cartazes com rima e sem rima, com mascarados, sempre cópias estrangeiras, nada mais fizeram do que um ‘Róquin Rio’ antecipado.
    Conclui-se, então, que a parte, sem o todo do qual faz parte, não é mais do que uma fração do povo inteiro, isto é, absolutamente, nada. Por isso, recolheu-se à sua insignificância.

    • Bom artigo, mas discordo em partes: ” Que esses Chefes ‘Supremos’reflitam sobre a opção de servirem a mercenários e, portanto, a apátridas, tornando-se cúmplices de quem os desmoraliza.Mais além, no tempo, serão considerados, igualmente,traidores de suas Corporações. Como as Forças e o Brasil são, historicamente, um todo indivisível, logo…”
      Os militares de hoje NÃO QUEREM ESSA ENCRENCA. Em 1964 o contesto era outro. A presidente foi eleita pelo voto. É no voto que tem que tirar esses PTralhas. Caso contrário, estaremos encrencados.

      Assim como as guerras, ditaduras necessariamente são um malefício. Como as guerras, uma ditadura só pode ser justificada quando é absolutamente necessária para impedir um malefício excepcionalmente maior do que a própria ditadura e contra o qual não restam mais medidas de curto prazo. No caso brasileiro, o malefício excepcionalmente maior era a imposição de uma outra ditadura permanente, muito mais abrangente e severa: a ditadura comunista. O que ainda não é o caso.

      A ditadura é a mais perigosa das instituições políticas e facilmente produz resultados catastróficos. Isso porque um ditador não está restringido por nenhuma discussão ou debate público, o que facilmente o permite levar o país a desastres que poderiam ter sido evitados caso houvesse a liberdade de se criticar suas ações e de se fazer oposição a elas. E mesmo quando suas políticas parecem estar certas, o fato de que elas são impostas contrariamente à opinião pública apenas faz aumentar a impopularidade delas, dificultando ainda mais qualquer necessidade de mudança permanente.

      Por que o socialismo jamais pode ser aplicado consensualmente? Por que os comunistas chilenos tiveram de implantar seu sonhado modelo à força?

      Comecemos considerando os meios empregados para se alcançar o socialismo. De imediato, observamos dois fenômenos que não são dissociados um do outro. Primeiro: onde quer que o socialismo tenha sido implantado, como nos países do bloco comunista e na Alemanha nazista, métodos violentos e sanguinários foram utilizados para impô-lo e mantê-lo. Segundo: nos países onde partidos socialistas chegaram ao poder mas se abstiveram de violência e derramamento de sangue, como na Grã-Bretanha, em Israel ou na Suécia, eles não implementaram o socialismo de fato, mas conservaram a chamada economia mista, a qual eles não alteraram radicalmente nem fundamentalmente. Consideremos as razões para esses fatos.

      Mesmo que um governo genuinamente socialista fosse eleito democraticamente, seu primeiro ato de governo ao implantar o socialismo teria de ser um ato de enorme violência, qual seja, a expropriação a força dos meios de produção. A eleição democrática de um governo socialista não alteraria o fato de que o confisco de propriedade contra a vontade dos proprietários é um ato de força. Uma expropriação à força da propriedade baseada no voto democrático é tão pacífica quanto um linchamento também baseado no voto. Trata-se de uma violação primordial dos direitos individuais. A única maneira de o socialismo realmente ser implantado por meios pacíficos seria com os donos de propriedade voluntariamente doando sua propriedade ao estado socialista. Porém, pense nisso. Se o socialismo tivesse de esperar que os donos de propriedade doassem voluntariamente sua propriedade para o estado, este certamente teria de esperar para sempre. Logo, se o socialismo tem de ser implementado, então ele só pode existir por meio da força — e força aplicada em escala maciça, contra toda a propriedade privada.

      Ademais, no caso da socialização de todo o sistema econômico, em contraposição à socialização de uma indústria isolada, é impossível criar alguma forma de compensação para os donos das propriedades confiscadas. No caso de uma estatização isolada, o governo pode compensar os proprietários destituídos simplesmente tributando o restante dos donos de propriedade. Mas se o governo confisca todas as propriedades, e simplesmente abole a propriedade privada, então não há nenhuma possibilidade de compensação justa. O governo simplesmente rouba a propriedade de todos, por completo. Nessas circunstâncias, os donos de propriedade irão quase que certamente resistir e tentar defender seus direitos — pela força, se necessário —, e estariam totalmente corretos em agir assim.

      Isso explica por que apenas os comunistas conseguem implantar o socialismo, e por que os social-democratas sempre fracassam em suas tentativas. Os comunistas, com efeito, sabem que têm de ir a campo e roubar toda a propriedade dos homens. E sabem também que, se quiserem ser bem sucedidos nessa empreitada, é melhor irem armados e preparados para matar os donos de propriedade, os quais certamente tentarão defender seus direitos (daí a importância de se desarmar a população para se implantar um estado totalitário). Os social-democratas, por outro lado, são hesitantes e acabem sendo contidos pelo medo de tomar essas medidas necessárias para se chegar ao socialismo.

      Em suma, os fatos essenciais são esses. O socialismo necessariamente deve começar com um enorme ato de confisco. Aqueles que querem seriamente roubar devem estar preparados para matar aqueles a quem eles planejam roubar. Assim sendo, os social-democratas são meros vigaristas e batedores de carteira, que se ocupam em proferir palavras vazias sobre o dia em que finalmente implantarão o socialismo, mas que saem em desabalada carreira ante o primeiro sinal de resistência oferecido por suas almejadas vítimas. Os comunistas, por outro lado, levam muito a sério a implantação do socialismo. Eles são assaltantes armados preparados para matar. É por isso que os comunistas conseguem implantar o socialismo. Dentre esses dois, apenas os comunistas estão dispostos a empregar os meios sanguinolentos necessários para implantar o socialismo.

      Portanto, torna-se claro por que todos os livros, palestras e protestos pacíficos do mundo são incapazes de algum dia implantarem o socialismo: eles jamais irão persuadir o número necessário de pessoas a doarem voluntariamente sua propriedade ao estado socialista. Portanto, todas essas medidas “intelectuais” serão necessariamente fúteis, pelo menos até o ponto em que tudo descambe em ação violenta.

      A implicação de tudo isso é que, a menos que os marxistas possam se tornar satisfeitos com a atual situação, assim como os social-democratas aparentemente aprenderam a ser — com medidas econômicas apenas parciais rumo ao seu objetivo, tais como a criação e a expansão do estado assistencialista, regulador e vorazmente tributador —, eles estarão fadados à frustração permanente. Ao mesmo tempo, aqueles dentre eles que continuarem comprometidos com a realização do seu objetivo — isto é, o real socialismo — certamente não irão tolerar tal frustração permanentemente. Pela lógica, é de se supor que, em algum momento, quase que inevitavelmente, eles irão descambar para a ação violenta, pois essa é a única maneira na qual eles podem de fato realizar seu objetivo.

    • Loremarie Minnegard Hoffmann Schäfer disse:

      Não estou aqui para defender teses corporativistas, estou aqui para defender indivíduos que lutaram contra o totalitarismo e livraram a América Latina de um destino semelhante ao de Cuba. Como isso parece que não voltará a acontecer, caminhamos a passos largos junto com Venezuela, Bolívia e cia para o socialismo do século XXI.
      Aqueles que acreditam que o Estado será destruído pela internet… É preciso dar a devida consideração aos que lutaram contra o comunismo e hoje são perseguidos e execrados. Não que os presidentes militares e seus governos tenham sido modelos de liberalismo, mas é preciso reconhecer o serviço que prestaram aos seus países e para isso basta observar o estado da economia no período anterior às revoluções militares e mesmo o caminho que tomam atualmente. Há uma lição aqui, que já me tinha vindo a mente por ocasião das palavras de Videla durante seu “julgamento”: ainda que lutemos com todos os meios possíveis, a vitória é incerta; se nada fizermos ela é completamente impossível.

    • Devaneando com a ditadura burguesa, “professora fake”?

      • Professora Leila disse:

        Socialista Livre, sou sim uma professora, porém uso o pseudônimo de uma cidadã que, cercado de Socialistas Livres por todos os lados, e já conhecendo o tratamento que eles dão a quem ouse contrariá-los no local de trabalho, tem bons motivos para desejar permanecer incógnita. Desvaneio é o seu com esse socialismo, que agora o intitulou de livre. Sendo um marxista, jamais seu socialismo será livre.
        Vc confunde socialismo com comunitarismo (algo como “distribuição voluntária de renda entre as pessoas com quem se vive numa vila”).
        Socialismo se baseia sempre na distribuição involuntária.
        Marxistas, como os socialistas (PSOL, PSTU, PT,PCdoB…)- os sérios e dedicados – não são de modo algum santos ou mártires incriticáveis, mas sim pessoas perigosas e com uma mentalidade criminosa.Sendo assim, como sociopatas, as idéias de tais pessoas devem ser postas fora de circulação. Não se deve matar essas pessoas, evidentemente, por publicarem livros e fazerem manifestações contra a liberdade e a propriedade privada, mas não se deve permitir que se manifestem. Serei acusada de ser reacionária e de não me preocupar em defender a liberdade alheia. Aí é que está a armadilha. Pessoas como Marx e Lênin escreveram livros, artigos e fizeram manifestações contra o capitalismo e a favor do comunismo antes que se efetuassem ações para que isso fosse alcançado. Eles tiveram toda a liberdade para fazer isso. Ninguém os incomodou porque os consideravam homens inofensivos com idéias utópicas. Mas suas idéias se espalharam e se transformaram no monstro estatal totalitário comunista, responsável pela morte de milhões de pessoas. E esse monstro estatal que vocês querem para o nosso Brasil, e vai de encontro do que vc esta pregando, pois não tem liberdade. Se esta ruim vocês não viram nada ainda, que não possa ser piorado.
        Por que é crime espalhar idéias nazistas, mas não é crime espalhar idéias comunistas? Qual ideologia é a mais assassina das duas? Todos aqui sabemos que é o comunismo. Todas as duas ideologias são igualmente assassinas. Não se deveria permitir a doutrinação tanto do nazismo quanto do comunismo. Mas o comunismo matou mais porque existe até hoje. Já o nazismo, como regime político, durou apenas alguns anos. Se tivesse continuado a existir, teria sido tão mortífero quanto o comunismo. Pergunto novamente: por que é crime usar ou defender símbolos nazistas, como a suástica, mas não é crime usar símbolos comunistas, como a foice e o martelo? Todos esses símbolos são emblemas de regimes de terror. O que acontece é que o regime nazista foi derrotado com a ajuda do regime soviético comunista, e isso porque Hitler rompeu o pacto de não agressão assinado por Ribentrop e Molotov, invadido a União Soviética. Mas pesquisem e vocês verão que foi Stalin quem deu subsídios para o rearmamento do exército alemão. Stalin foi um dos criadores de Hitler. Loucura? Pesquisem a respeito antes e tirem suas próprias conclusões.
        Por isso não concordo com Reisman quando diz:
        “Sendo assim, torna-se claro por que todos os livros, palestras e protestos pacíficos do mundo são incapazes de algum dia implantarem o socialismo: eles jamais irão persuadir o número necessário de pessoas a doarem voluntariamente sua propriedade ao estado socialista. Portanto, todas essas medidas “intelectuais” serão necessariamente fúteis, pelo menos até o ponto em que tudo descambe em ação violenta.”
        A questão é que Reisman não percebeu que revoluções violentas, como a Revolução Russa de 1917, ou o regime nazista, são precedidas por livros, palestras e protestos, a fim de criar um ambiente cultural propício que gere a revolução. Sem O Capital e O Manifesto Comunista dificilmente teria havido o comunismo soviético. Sem Mein Kamp dificilmente teria havido o nazismo. Tudo começou com os livros. Tudo começa com a palavra. Não é à toa que a Bíblia diz que o Universo foi criado pela palavra.
        Os comunistas gostam de falar em respeito à liberdade de opinião a fim de semearem suas sementes do mal, e propagarem livremente o vírus revolucionário. Eles não querem ser incomodados enquanto fazem o seu nefasto e maligno trabalho, por isso clamam por liberdade nessa etapa. Eles usam a liberdade a fim de destruírem a liberdade. São como sanguessugas: se alimentam da liberdade propiciada pelo sistema de mercado para depois roubarem a liberdade dos outros. Por isso, não se deveria permitir que tais pessoas inoculassem livremente suas idéias pérfidas em mentes incautas. A revolução comunista é sempre precedida de doutrinação comunista. Para se evitar a revolução comunista deve se esmagar a doutrinação comunista. O revolucionário comunista sedento por sangue “burguês” é sempre precedido pelo aparentemente inofensivo e pacífico intelectual comunista com seu canto de sereia. Assim como é crime alguém infectado por um vírus letal espalhar esse vírus para outras pessoas, de modo consciente, deveria ser crime a doutrinação comunista. Isso é o mesmo que espalhar, conscientemente, o vírus do comunismo para outras pessoas. Para se evitar o contágio, é necessário agir sobre o foco da infecção. E nesse caso, o foco da infecção revolucionária do comunismo é a doutrinação comunista. Assim como o foco da infecção nazista foi a doutrinação nazista. Se não se tivesse permitido a doutrinação nazista não haveria regime nazista. Se não houvesse doutrinação comunista, idem. Querem evitar futuras revoluções comunistas? Então comecem por lutar por proibir a doutrinação comunista, principalmente em nossas crianças indefesas. Tem enquadramento no Estatuto da Criança e do Adolescente. Nossas crianças não podem ficar recebendo doutrinas marxistas e ateias, nas escolas, por esse sociopatas.

      • Leo disse:

        Opa! Ditadura burguesa???
        Socialista Livre! Quando o inimigo bate à sua porta, armado até os dentes e com a clara intenção de matá-lo, como você acha certo reagir? Com palavras de carinho?
        Eu também concordo que métodos pacíficos e diplomáticos sempre são preferíveis ao recurso à violência, porém o que fazer quando seu inimigo não pensa assim?
        Dê exemplos de ações factíveis, por favor. Nada de fantasias.
        Os marxistas adoram aparecer como santos e idealistas, mas são todos terroristas vez que equiparam usam a violência para atingir seus fins políticos.
        Vocês tem que ser combatidos e expostos de todas as formas possíveis.
        Definitivamente, precisamos de um Pinochet(civil ou militar) para salvar o Brasil, porque não vejo outra saída para o país. Além do Aeroporto Internacional. Pode terem sido violentos os regimes militares na América do Sul mas, evitaram que nos tornássemos uma Cuba gigante e principalmente, fizeram o Chile -e em menor grau, o Uruguai- serem os únicos países sul-americanos que se pode chamar de desenvolvidos.
        Todo marxista FDP, critica duramente os regimes autoritários latino-americanos, mas se silencia sobre Cuba, Coreia do Norte, China, União Soviética e outros regimes grotescos pelo mundo, o que considero uma postural intelectual desonesta.
        É melhor um mal menor que um mal maior e existe uma tolerância exagerada para com os socialistas. Não podemos fazer concessões a pessoas que tem a mentalidade doentia feito esses Socialistas Livres.

      • Fernando Pereira Silva Morais disse:

        Viva a ditadura burguesa, abaixo seu comunismo de merda seu socialista livre.
        O artigo da professora Leila acima são claríssimos e não permitem interpretações dúbias. Permitem apenas inquietação — como a sua — frente a ideias tão politicamente incorretas expressadas de maneira tão direta e sem rodeios. Algo compreensível. Adicionalmente, impossível um texto ser mais claro e direto do que isso.
        “Como ele sabe que “é algo incontestável”?”
        Tipo, comunistas querem tomar o poder para fazer o quê? Brincar de ciranda-cirandinha? Propiciar concertos de oboé? E como eles pretendem tomar o poder e expropriar pessoas? Esperando que elas voluntariamente entreguem sua propriedade? E aqueles reacionários que não estiverem muito a fim de se desfazerem de tudo que construíram durante a vida? Serão tratados com cortesia?
        Se você estivesse em meio a um levante comunista, você provavelmente diria a seus conterrâneos: “Esperem aí, vamos com calma. Quem sabe essa galera armada até os dentes, invadindo terras e expropriando pessoas, aceite conversar? É possível. Não vamos oferecer resistência. Vamos combatê-los utilizando palavras de carinho.”
        Artigo da professora Leila, irretocável e perfeito para desentocar os politicamente corretos, os quais sempre se entregam nos detalhes. Qualquer movimento que exija coragem, postura e disposição não pode ter tais pessoas em suas fileiras. Elas afinam nos momentos decisivos. Fora PT e todos os comunistas de merda.

  3. Sophia Emma Schmidt Hartmann disse:

    Vocês ainda não perceberam duas questões essenciais:

    1) Não importa a porcentagem de pessoas a favor do socialismo: elas sempre terão de confiscar os bens dos que são contra. Sem o consentimento destes últimos, não há socialismo voluntário.
    2) O sujeito que não quer viver no capitalismo é aquele que, por definição, quer viver à custa de terceiros — ou seja, quer viver da agressão praticada contra terceiros. Ele precisa expropriar estes para poder se manter vivo.

    Isso é indefensável.

    Rothbard: …For short-run optimism, being unrealistic, leads straightway to disillusion and then to long-run pessimism; just as, on the other side of the coin, long-run pessimism leads to exclusive and self-defeating concentration on immediate and short-run issues. Short-run optimism stems, for one thing, from a naive and simplistic view of strategy: that liberty will win merely by educating more intellectuals, who in turn will educate opinion-molders, who in turn will convince the masses, after which the State will somehow fold its tent and silently steal away. Matters are not that easy. For libertarians face not only a problem of education but also a problem of power, and it is a law of history that a ruling caste has never voluntarily given up its power. (Egalitarianism as a Revolt Against Nature and Other Essays, p. 52)

    Ayn Rand também vai na mesma direção de Mises e Rothbard:

    … Just as the Witch Doctor [the man of feelings] is impotent without Attila [the man of force], so Attila is impotent without the Witch Doctor; neither can make his power last without the other. (For the New Intellectual, p. 18)

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