Governo Federal privatiza rodovias e petróleo!

Cai por terra a tese de que apenas o PSDB é o maior partido privatizante da história desse país. Temos visto o governo do PT realizando as maiores privatizações de nossa história como se isso fosse a prática mais natural, mais legítima e mais inevitável do planeta. É claro que o governo do PT está usando outras palavras para privatizar. Ao invés de “privatização”, o governo fala que se trata de uma “concessão pública para o setor privado”. Ora, no caso das rodovias, as concessões são de trinta anos, nem um minutinho a menos, para as empresas privadas cobrarem pedágios caros, aumentando o custo das mercadorias que chegarão mais caras na mesa da população trabalhadora e depois, ao final dos trinta anos, é feita a revisão da concessão. No caso do petróleo, está prestes a ser leiloado, para a iniciativa privada, um dos maiores poços descoberto em mares brasileiros, o leilão do Campo de Libra, em Santos, uma entrega literal de nossas riquezas. Enfim, em 2014, o governo do PT vai falar o quê, para se diferenciar dos tucanos? Difícil ter argumentos, não é verdade? Na prática, esses dois blocos políticos governam alegremente e sem críticas para o capitalismo.

Por: Gílber Martins Duarte – Socialista Livre – Conselheiro do Sind-UTE / MG e diretor da subsede do Sind-UTE em Uberlândia – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Doutorando em Análise do Discurso/UFU – Membro da CSP-CONLUTAS.

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9 respostas para Governo Federal privatiza rodovias e petróleo!

  1. Saudações burguesas! Risos…..
    Boa Noite!
    Para uma economia ser desenvolvida e funcionar bem, ela tem de ter uma infraestrutura de qualidade. É uma infraestrutura de qualidade que irá facilitar o fluxo de bens, de pessoas, de informação e de energia. É uma infraestrutura de qualidade que permitirá o escoamento da produção, fazendo com que oferta e demanda estejam sempre no mesmo compasso. Consequentemente, portos, estradas, pontes, ferrovias, aeroportos, redes de comunicação, linhas de transmissão de energia, sistemas de fornecimento e distribuição de água, gás encanado, metrô e vários outros sistemas de infraestrutura representam insumos essenciais para uma economia.
    Uma infraestrutura ruim — tanto em termos de quantidade quanto em termos de qualidade — não somente aumenta os custos da produção e da distribuição, mas também pode literalmente deixar uma economia de joelhos. Grandes economias como Índia, Brasil e várias nações da Ásia e da América Latina têm sido severamente afetadas por sua pobre infraestrutura, que é majoritariamente gerida pelo estado.

    Mesmo a nação mais rica do mundo tem problemas de infraestrutura. Nos EUA, por exemplo, o número de veículos dobrou desde 1980, mas a capacidade viária total do país aumentou apenas 6%. O resultado foi um dramático aumento dos custos gerados pelos congestionamentos (tempo perdido, combustível extra etc.).

    Em todo o mundo, os gastos com manutenção e com investimentos em infraestrutura são de 2% do PIB. Europa e Ásia gastam mais (quase 7% do PIB) e a América Latina e o Caribe gastam menos (3,02% do PIB). Países ricos podem se dar ao luxo de direcionar mais recursos para infraestrutura do que países pobres, que direcionam seus gastos (ineficientes, como todos os gastos do governo) para outras prioridades.

    O que nos leva a uma pergunta crítica: a infraestrutura deve ser ofertada e gerenciada pelo setor público ou pelo setor privado?

    Adam Smith já havia respondido a esta pergunta em seu livro A Riqueza das Nações (1776). Ele concluiu que: “Não há personagens mais incompatíveis do que o comerciante e o soberano”, uma vez que as pessoas são mais esbanjadoras e imprevidentes com a riqueza dos outros do que com a riqueza própria.

    Ele acreditava que a propriedade e a gerência estatais eram negligentes e dispendiosas porque burocratas e funcionários públicos não possuem um interesse direto no resultado comercial de suas ações.

    Análises comparativas dos custos do fornecimento privado e do fornecimento público de bens e serviços dão suporte à conclusão de que empresas privadas são mais eficazes — tanto em termos de custos quanto em termos de qualidade — do que empresas estatais. E evidências consideráveis sugerem que o custo estatal incorrido pelo fornecimento de uma determinada quantidade e qualidade de serviço é aproximadamente duas vezes maior do que o fornecimento privado. Este resultado ocorre com tamanha frequência, que acabou dando origem a uma regra empírica: “a regra burocrática do dois”. Tudo custa duas vezes mais quando fornecido pelo estado.

    A privatização da infraestrutura, no entanto, pode levar a um problema: como introduzir e manter a concorrência na área privatizada. Economistas neoclássicos argumentam que projetos de infraestrutura possuem a característica do monopólio natural, de modo que a privatização destes setores traria um problema de falta de concorrência. Já economistas austríacos são desconfiados da própria tese de que existe de fato algo chamado monopólio natural.

    É claro que todos os economistas liberais defendem que a iniciativa privada possa construir e gerir serviços de infraestrutura; porém, infelizmente, tal realidade nem sempre é exequível. Afinal, dado que a infraestrutura já existe e foi majoritariamente construída pelo estado, seria desarrazoado imaginar que empresas privadas poderiam, em pé de igualdade, construir sua própria infraestrutura para concorrer em condições de igualdade com o estado. Dado que rodovias, portos, aeroportos, metrô, linhas de transmissão e sistemas de fornecimento e distribuição de água já existem, não faz sentido imaginar empresas privadas construindo sistemas paralelos para concorrer com o estado. O custo de se abrir uma nova estrada, um novo aeroporto, um novo porto ou um novo sistema de fornecimento e distribuição de água para concorrer com um já existente seria absolutamente proibitivo.

    (É claro que tal alternativa não pode jamais ser proibida. Sempre que uma empresa privada quiser construir seu próprio porto, seu próprio aeroporto, sua própria estrada, seu próprio metrô, seu próprio sistema de distribuição de água etc. ela deve ser perfeitamente livre para tal — e, neste caso, também deve ser perfeitamente livre para cobrar os preços que quiser).

    Sendo assim, seria mais prático e realista concentrarmo-nos em como melhorar a infraestrutura já existente. E isso envolve retirar do estado e entregar ao setor privado a gerência destes serviços. Só que, neste cenário, mesmo que não haja nenhuma barreira artificial à concorrência, é muito provável que a empresa privada para a qual o serviço for entregue não terá concorrência, pois, por uma questão de economias de escala, uma única empresa pode fornecer serviços de infraestrutura de forma mais barata do que várias empresas (múltiplos portos, aeroportos, rodovias, pontes, metrôs e sistema de fornecimento e distribuição de água na “mesma” localidade não são economicamente viáveis).

    Os oponentes da infraestrutura fornecida pelo setor privado são rápidos em apontar justamente para este fantasma do monopólio natural, utilizando-o para justificar a necessidade de que apenas o estado esteja neste setor.

    Felizmente, há uma maneira de solucionar este impasse. Há uma maneira de contornar a questão do monopólio natural e introduzir concorrência no fornecimento privado de serviços de infraestrutura.

    E tal maneira envolve um sistema de licitação competitiva no qual uma empresa privada irá adquirir a concessão de uma determinada infraestrutura. Embora a concorrência prática dentro de um mercado possa ser impossível, os benefícios gerados pela concorrência naquele mercado podem ser alcançáveis.

    Enquanto houver um vigoroso processo de licitação pela concessão de uma infraestrutura, o melhor dos dois mundos será possível: não haverá desperdício de recursos com a duplicação de estruturas (algo que seria supérfluo e desnecessário) e os preços cobrados serão competitivos. Em teoria, tal sistema pode garantir que os incentivos benéficos normalmente associados à gerência privada de uma empresa (por exemplo, o fato de que proprietários privados terão interesse em controlar custos e aprimorar a eficiência como forma de maximizar seus lucros) estarão presentes.

    Como funciona?

    O segredo para um processo de licitação competitiva é o seguinte: a licitação para a concessão de um serviço de infraestrutura não deve ser em termos de uma soma de dinheiro a ser paga pelo direito de explora a concessão, mas sim termos dos preços que o vencedor da concessão irá cobrar e dos serviços que irá ofertar ao público em troca do privilégio de ser o ofertante exclusivo.

    Se a concessão fosse meramente entregue ao licitante que ofertasse o maior preço por esse direito exclusivo, a própria concorrência entre as empresas iria jogar o valor dos lances no leilão para uma soma igual ao valor presente dos lucros futuros esperados para este mercado. E, vale lembrar, os lucros futuros esperados seriam lucros de monopólio.

    Tal processo de licitação iria apenas transferir os lucros monopolistas do vencedor da concessão para o governo. E, no final, os consumidores ainda pagariam preços monopolistas pelos serviços.

    Em vez disso, um leilão deve ser feito de maneira que a concessão seja entregue ao licitante que prometer a melhor combinação entre preço e qualidade para os consumidores. Neste caso, a concorrência iria derrubar os preços cobrados pelos serviços. Para cada nível de qualidade exigido haveria um preço. E este seria sempre o menor possível.

    No entanto, a teoria nem sempre vira realidade. Com efeito, vários estudiosos do assunto já manifestaram suas ressalvas quanto a este processo de licitação. Uma das preocupações está relacionada ao próprio formato do processo.

    Selecionar um vencedor (isto é, determinar uma estrutura ótima de preços e de combinação de serviços) pode ser algo extremamente complexo e subjetivo, e não há nenhuma garantia de que o processo de licitação será realmente competitivo. Por exemplo, quando um prazo de concessão estiver próximo do fim, outras empresas podem se mostrar relutantes a participar do novo processo de licitação se a concessionária atual também estiver participando do leilão, pois esta certamente estará mais bem informada do que suas rivais quanto aos verdadeiros custos e à real demanda do mercado.

    Outra preocupação está relacionada ao comportamento do vencedor da concessão durante a vigência de seu contrato. Se o contrato for para um prazo razoavelmente longo, será necessário que haja alguma fórmula que permita alterações nas tarifas cobradas à medida que o custo, a demanda e a tecnologia mudem ao longo do tempo — em última instância, renegociações de tarifa devem ser permitidas.

    O arranjo em que há uma fórmula é preferível; porém, se ele for impraticável e optar-se pela renegociação, então sugere-se que uma empresa privada — uma empresa de auditoria e contabilidade, por exemplo — seja escolhida para auditar a concessionária e confirmar se os termos do contrato estão sendo observados. A escolha desta empresa de auditoria também pode ocorrer por meio do mesmo processo de licitação: aquela que ofertar o menor preço pelo serviço de auditoria, ganha. E, desnecessário dizer, tal empresa terá todo o interesse em ser imparcial: afinal, trata-se de uma empresa privada que opera no mercado, e zelar por sua reputação é extremamente importante.

    Outros problemas podem surgir à medida que o fim do contrato vai se aproximando e a atual concessionária não tiver interesse em participar do novo processo de licitação: sendo assim, ela poderá reduzir suas operações de manutenção e deixar de investir em novos ativos, deixando para a próxima empresa a tarefa de lidar com os problemas resultantes.

    Todos estes problemas são importantes, mas não são insolúveis. As variáveis realmente cruciais são o grau de complexidade tecnológica e a rapidez em que ocorrem mudanças tecnológicas nos setores concessionados. Selecionar um licitante pode ser difícil em uma área em que a tecnologia criou incontáveis opções de serviços potenciais. Já em uma área em que é possível especificar um limitado número de serviços, bem como seu padrão, selecionar uma concessionária por meio do processo de licitação aqui defendido não traz dificuldade alguma.

    E naqueles setores em que o ritmo das mudanças tecnológicas não é muito rápido, é fácil concordar com algum tipo de fórmula que governe alterações nas tarifas, de modo que uma renegociação dos termos do contrato durante a vigência do contrato nunca seja necessária.

    Conclusão

    Este arranjo que envolve licitação competitiva, especificação antecipada de preços e de tipo de serviço ofertado, e auditoria privada em caso de renegociação de contrato é capaz de gerar o melhor dos dois mundos: a empresa vencedora da licitação poderá explorar todas as possíveis economias de escala na oferta de seus serviços ao mesmo tempo em que os preços cobrados, que foram determinados em um processo concorrencial, serão os menores possíveis. Isso impede que a empresa vencedora da concessão utilize sua posição privilegiada para cobrar preços abusivos e ofertar serviços ruins. Mais ainda: o arranjo faz com que as empresas tenham de controlar seus custos eficientemente caso queiram maximizar seus lucros.

    Para criar incentivos adicionais para que os detentores das concessões aprimorem continuamente a qualidade dos serviços, os contratos podem estipular que a concessionária faça uma espécie de depósito-caução, o qual seria dado à agência de auditoria caso a concessionária violasse os termos da concessão.

    Uma vez em prática, a concessionária teria todos os incentivos para agressivamente cortar seus custos e adotar novas tecnologias, pois cada centavo economizado representa um centavo de lucro. Se os proprietários da empresa não atentarem para o controle de custos, os lucros da empresa cairão, o valor de suas ações despencará e a empresa passará a ser o alvo favorito de uma aquisição por outros proprietários mais bem capacitados e ansiosos para auferir os ganhos resultantes de uma troca de gerência.

    São várias as nações do globo que enfrentam problemas dantescos de infraestrutura. Para solucioná-los, métodos testados e aprovados de oferta privada destes serviços devem ser adotados. Serviços de infraestrutura ofertados por franquias privadas, quando corretamente especificados e auditados, são a chave para a melhoria deste setor. E o que é melhor: a um preço baixo e sem grandes pirotecnias.

    Abraços Fraternais.

  2. jr disse:

    Maior problema é privatizar a saúde como no caso dos hospitais escolas.

    • Jr!
      É verdade que o sistema de saúde (europeu, americano ou brasileiro) está uma bagunça e é insustentável. Entretanto, isso demonstra não uma falha de mercado, mas, sim, uma falha de governo. A cura do problema não requer uma diferenciada regulamentação governamental, tampouco mais regulamentações ou burocracias, ou mesmo invenções mirabolantes, como políticos interesseiros querem fazer-nos crer. A cura do problema requer simplesmente a eliminação de todos os atuais controles governamentais.

      É urgente levarmos a sério uma reforma do sistema de saúde. Créditos tributários, vouchers e privatização já ajudariam muito na meta de descentralizar o sistema e remover encargos desnecessários sobre as empresas. Porém, quatro medidas adicionais devem ser tomadas:

      1. Eliminar todas as exigências de licenciamento para as faculdades de medicina, hospitais, farmácias, médicos e outros profissionais da área de saúde. A oferta destes itens iria aumentar de imediato, os preços iriam cair, e uma maior variedade de serviços de saúde iria aparecer no mercado.

      Agências de credenciamento, competindo voluntariamente no mercado, iriam substituir o licenciamento compulsório do governo — levando-se em conta que os fornecedores de serviços de saúde (afinal, serviços de saúde são serviços como quaisquer outros) acreditem que tal reconhecimento iria melhorar sua reputação, e que seus consumidores, por se importarem com a reputação dos fornecedores, estarão dispostos a pagar por isso.

      Como os consumidores não mais seriam ludibriados a acreditar que existe tal coisa como “padrão nacional” de saúde, eles aumentariam sua procura por bons serviços de saúde a custos baixos, e fariam escolhas mais perspicazes.

      2. Eliminar todas as restrições governamentais sobre a produção e a venda de produtos farmacêuticos e equipamentos médicos. Isso significa a extinção de agências reguladoras encarregadas de controlar remédios, vacinas, drogas e produtos biológicos (como a Anvisa, no Brasil). Atualmente, essas agências servem apenas para obstruir inovações e aumentar os custos de produção.

      Custos e preços cairiam, e uma maior variedade de melhores produtos chegaria ao mercado mais rapidamente. O mercado também forçaria os consumidores a agir de acordo com suas próprias avaliações de risco — em vez de confiar essa tarefa ao governo. E os fabricantes e vendedores de remédios e aparelhos, devido à concorrência, teriam de fornecer cada vez mais garantias e melhores descrições de seus produtos, tanto para evitar processos por produtos defeituosos como para atrair mais consumidores.

      3. Desregulamentar a indústria de seguros de saúde. A iniciativa privada pode oferecer seguros contra eventos cuja ocorrência está fora do controle do segurado. Por outro lado, uma pessoa não pode se segurar, por exemplo, contra o suicídio ou a falência, pois depende apenas dessa pessoa fazer tais eventos ocorrerem.

      Como a saúde de uma pessoa, ou a falta dela, depende quase que exclusivamente desta pessoa, muitos, se não a maioria, dos riscos de saúde não são efetivamente seguráveis. “Seguro” contra riscos cuja probabilidade de ocorrerem pode ser sistematicamente influenciada por um indivíduo depende fortemente da responsabilidade própria desta pessoa.

      Além do mais, qualquer tipo de seguro envolve um compartilhamento de riscos individuais. Isso implica que as seguradoras paguem mais a alguns e menos para outros. Mas ninguém sabe com antecedência, e com convicção, quem serão os “ganhadores” e quem serão os “perdedores”. “Ganhadores” e “perdedores” são distribuídos aleatoriamente, e a resultante redistribuição de renda não é nada metódica. Se “ganhadores” e “perdedores” pudessem ser determinados sistematicamente, os “perdedores” não iriam querer compartilhar seus riscos com os “ganhadores”, mas sim com outros “perdedores”, porque isso faria diminuir seus custos de seguridade. Por exemplo, eu não iria querer compartilhar meu risco de sofrer acidentes pessoais com os riscos incorridos por jogadores profissionais de futebol; eu iria querer compartilhar meus riscos exclusivamente com os riscos de pessoas em circunstâncias similares às minhas, a custos mais baixos.

      Devido às restrições legais impostas às seguradores de saúde, que não têm o direito de recusar certos serviços — excluir algum risco individual por este não ser segurável —, o atual sistema de saúde está apenas parcialmente preocupado em assegurar. A indústria dos seguros não pode discriminar livremente entre diferentes riscos incorridos por diferentes grupos.

      Como resultado, as seguradoras de saúde têm de cobrir uma multidão de riscos não seguráveis em conjunto com riscos genuinamente seguráveis. Elas não podem discriminar os vários grupos de pessoas que apresentam riscos de seguridade significativamente diferentes. Assim, a indústria dos seguros acaba gerenciando um sistema de redistribuição de renda — beneficiando agentes irresponsáveis e grupos de alto risco às custas de indivíduos responsáveis e de grupos de baixo risco. Como esperado, os preços desta indústria estão altos e em constante crescimento.

      Desregulamentar esta indústria significa devolver a ela a irrestrita liberdade de contrato: permitir que uma seguradora de saúde seja livre para oferecer qualquer tipo de contrato, para incluir ou excluir qualquer tipo de risco, e para discriminar quaisquer tipos de grupos ou de indivíduos. Riscos não seguráveis perderiam cobertura, a variedade de políticas de seguridade para as coberturas remanescentes aumentaria, e os diferencias de preços refletiriam os riscos reais de cada seguridade. No geral, os preços iriam cair drasticamente. E a reforma restauraria a responsabilidade individual na questão da saúde.

      4. Eliminar todos os subsídios para os doentes ou adoentados. Os subsídios sempre criam mais daquilo que está sendo subsidiado. Subsídios para os doentes e enfermos alimentam a doença e a enfermidade, e promovem o descuido, a indigência e a dependência. Se estes subsídios forem eliminados, seria fortalecida a intenção de se levar uma vida saudável e de se trabalhar para o sustento próprio. De início, isso significa abolir todos os tipos de tratamento e assistência médica “gratuitos” — isto é, financiado compulsoriamente pelo contribuinte saudável e zeloso de sua saúde.

      Apenas essas quatro medidas, conquanto drásticas, irão restaurar um completo livre mercado no fornecimento de serviços médicos. Enquanto estas medidas não forem adotadas, a indústria continuará tendo sérios problemas — afetando de maneira extremamente negativa a vida de seus consumidores.

      Ainda mantendo-nos fieis à ciência econômica, fica claro que o arranjo que melhor atenderia a todos os necessitados seria justamente um arranjo de livre mercado. As pessoas seriam liberadas dos impostos, podendo agora manter consigo boa parte daquilo que são obrigadas a dar para o governo a fim de financiar um sistema de saúde que não presta serviços decentes.

      O setor de seguros de saúde deve ser totalmente desregulamentado, havendo livre entrada no mercado e, consequentemente, livre concorrência. Os preços dos planos de saúde cairiam e os médicos agora passariam a ser remunerados de acordo com sua competência. Principalmente: haveria a livre negociação entre médicos e pacientes, sem intromissões governamentais — algo que hoje só ocorre entre médicos e pacientes ricos. A medicina socializada não mais teria motivos para existir (como nunca teve, aliás).

      Por fim, e ainda mais importante: nunca é demais enfatizar que a saúde é responsabilidade de cada indivíduo, de cada família, sendo que todos devem ter o direito de manter para si os frutos de seu trabalho e de poderem utilizar seu dinheiro da forma que quiserem, tendo a liberdade de escolher os serviços médicos que desejarem, e com a responsabilidade de encarar as consequências de suas escolhas.

      Não há nada de radical ou novo nisso: afinal, esse é exatamente o princípio que seguimos hoje quando escolhemos e compramos alimentos, roupas, carros, computadores, celulares, iPads, iPods, iPhones, passagens aéreas, apartamentos e tudo o mais. E, pelo menos até agora, tal princípio vem funcionando com enorme sucesso. O fato de esse princípio (em outras palavras, liberdade) ter sido abandonado na saúde e principalmente na educação apenas mostra as tragédias que ocorrem quando nos desviamos dele.

      Serviços médicos funcionam exatamente da mesma maneira que qualquer outro setor de serviços, por mais que as pessoas se deixem levar pela emoção. Ademais, pela lógica socialista, não faz sentido pedir intervenção em serviços médicos e deixar, por exemplo, o setor alimentício por conta do livre mercado. Afinal, existe algo mais essencial do que comer? Porém, é exatamente por causa do livre mercado que temos comida sempre disponível, para todos os gostos. Não importa a que horas você vá ao supermercado, você sempre tem a certeza de que tudo estará ali. Tanto para pobres quanto para ricos. Isso não é fascinante?

      Sempre que você quiser serviços de alta qualidade a preços baixos, você tem de ter um livre mercado, uma livre concorrência. Não há nenhuma outra opção. Quem acha que ofertar bens gratuitamente, criar uma montanha de regulamentações e impor controles de preços é a receita para bons serviços, deve se preparar para uma grande decepção. Isso nunca funcionou em lugar nenhum do mundo.

      Quem realmente quer serviços médicos de qualidade para os pobres (e quem não quer?) tem de defender um livre mercado nos serviços de saúde. Não há outra opção.

      A verdadeira ciência econômica explica.

    • Bom dia miss!
      Você por aqui também, esta nos brindando com sua beleza germânica estonteante, desconcertante….
      Abraços minha ex-aluna.

  3. Professora Leila disse:

    Você acha que vive numa Democracia?
    O governo atual é muito mais destrutivo de que se pensava. O PT está destruindo valores e corrompendo outros partidos, com lideranças que hoje estão no poder.

    Além dos inúmeros escândalos de corrupção, este partido deseja implementar uma política tirânica, similar a ditadura militar. A censura está prestes a fazer parte de nossas vidas. mas isso não podemos deixar. Quando começa a haver censura, não há liberdade. Sem liberdade somos como escravos condenados a servidão a um sistema destruidor.

    Acorde!!! Se já acordaste, comece a agir. Você não estará sozinho.

    Pelo Brasil, por nosso povo, por nosso futuro.

  4. A inflação aumentou muito nos últimos meses e ficou muito claro que o Banco Central só não aumentou a taxa básica na última reunião do Copom, porque o governo queria garantir a eleição da Dilma. provavelmente veremos os juros subirem já na próxima reunião do Copom.

    Meu medo é que o futuro estouro dessa crise, fruto da irresponsabilidade do atual governo petista, seja encoberto pela volta da crise americana.

    A análise do crescimento “verdadeiro” versus crescimento “artificial” é bem complexa.

    Me parece bastante óbvio que nos últimos 10-15 anos tivemos notável crescimento “verdadeiro”, mas também houve uma distorção econômica razoável devido à inflação monetária (60% de aumento da base em 4 anos, segundo o gráfico). Tal inflação monetária teve um efeito de penalização da população em geral em benefício dos setores que primeiramente tiveram acesso a tal dinheiro criado pelos computadores e impressoras do BC.

    No Brasil o crédito criado foi majoritariamente destinado ao crédito ao consumidor (nos últimos dois a três anos essa dinâmica têm se alterado), e portanto não há um efeito de criação de ciclos econômicos tão pronunciado como nos países centrais, onde o crédito foi direcionado à produção de longo prazo, inclusive imóveis. Afinal, o que geram os ciclos são os malinvestments, ou os investimentos nos bens de capital e ativos de longo prazo. Sofremos continuamente, no entanto, o confisco inflacionário, e a distribuição de renda da população para os amigos do governo petista.

    O aumento estúpido da base advindo da compra de dólares tem sido “esterilizado” pelo BC (que vende títulos públicos do seu balanço para retirar os reais que ele criou para comprar os dólares entrantes). Mas a esterilização é uma mera tática de “empurrar com a barriga”. O dono do dinheiro criado vai em algum momento querer utilizar o novo dinheiro recebido. Adicionalmente, a esterilização patrocina a “engorda” do triângulo invertido que representa os agregados monetários (com a base monetária representada pela ponta da pirâmide, embaixo, e o M3/M4 sendo a base da pirâmide, acima).

    Nos países centrais a pirâmide invertida é “magra”, ou seja, a relação entre M3 e base monetária é bastante menor que no Brasil. Isso significa que no Brasil há enorme pressão ou potencial de que os poupadores (M3) queiram transformar sua poupança em “dinheiro” (M1), para gastar. Quem segura e impede a conversão é a taxa de juros de curto prazo (Selic, que é muito próxima ao CDI). Porém, com a engorda da pirâmide invertida, a pressão de conversão aumenta – o M3/M4 brasileiros começam a “pingar” ainda mais no M1. Essa é minha teoria para explicar a taxa de juros alta no Brasil. Se a taxa Selic fosse mais baixa, o pinga-pinga viraria uma cachoeira inflacionária. O BC não pode deixar isso acontecer pois trabalha com metas de inflação. E como a taxa de juros é alta o suficiente para não propiciar bolhas como no mundo desenvolvido, qualquer conversão de M4 em M1 tende a criar inflação de preços ao consumidor imediatamente.

    Gílber eis o “x” da questão, os marxistas confundem dinheiro com riqueza…
    sim, claro. Basta o governo sair imprimindo papel colorido e todos ficaremos ricos.
    e achar que trabalho é um fim em si, não um meio…
    se um chinês socialista está contente fabricando sapatos praticamente de graça pra mim, por que eu seria tão imbecil a ponto de recusar este presente?

    Vamos bloquear o Sol porque isso está prejudicando os mercadores de velas!

    Eu fico imaginando amanhã surgir uma caixa mágica, na qual você digita o produto, espera 5 minutos, e ela materializa o produto dentro de si. Sujeitinhos com este tipo de pensamento certamente tentariam destruir todas as caixas mágicas existentes junto com o criador de tal maravilha. Excelente! Afinal, o que importa são os empregos, e não a qualidade de vida das pessoas.

    O que vocês marxistas não entendem é que alocação de recursos deve ser feita por alguém e esse alguém não é o governo, muito menos um burocrata, os empresários são eficientes devido a concorrência e não por protecionismo,reserva de mercado,ajuda do governo e por ai vai,simplesmente quem agrada mais o fregues(cliente)consegue ganhar a clientela e a poupança precede o investimento sim pois até os livros-textos de economia possuem essa afirmativa apesar de tudo.
    Marxismo é economia da miséria, e em pleno século XXI. Triste isso.

    E essas pessoas votam… E pagarás impostos para sempre!

    • Dinheiro é simbolicamente tempo de trabalho equivalente a mercadorias acumulado nas mãos de alguém. Você dizer que o marxismo não sabe disso, é você declarar que não conhece o marxismo, algo que eu já suspeitava, Gladimir. Enfim, o mundo financeiro das Bolsas é uma ciranda oca que só vale, enquanto a economia real vai bem. A questão é que o Brasil não vive isolado do mundo, Gladimir. E o mundo em recessão, já não importa matérias primas brasileiras com o mesmo afã do auge do governo Lula, em que houve crescimento econômico no Brasil. Isso gera queda de crescimento econômico no Brasil, que, com dificuldades de exportação, mesmo que de matérias primas e alimentos tem de produzir levando em conta apenas o mercado interno. O trânsito de multinacionais para o país também sofre com a recessão nos grandes centros, onde governos se veem obrigados a segurar empresas para não aumentar lá o caos social. Não fosse o mercado consumidor interno do Brasil, já estaríamos em recessão a muito tempo, esse meu ponto de vista. E quem iria pagar o preço? Obviamente a classe trabalhadora fica sempre com o preço mais duro, desemprego, fome, miséria, etc

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