TRABALHO E DIGNIDADE, TERMOS CORRELATOS?

Um cidadão deixa o coro no serviço, trabalhando duro na lavoura e usando o máximo de suas forças, ao final da semana, recebe cento e vinte reais. Outro cidadão, talvez por possuir mais experiência, mais força física, ou estar melhor habituado ao trabalho pesado, consegue um ganho maior, cento e cinquenta reais. O primeiro cidadão é vagabundo, o segundo é esforçado. Já o latifundiário, proprietário da imensa propriedade rural, de valor inestimável, naquela mesma semana, depois de pagar os cento e vinte e os cento e cinquenta reais para o vagabundo e para o esforçado, lucrou cinco milhões de reais: este “batalhou na vida para ter tudo que tem, trabalhou demais”.

O vagabundo e o esforçado, caso votem em algum candidato que lhes proporcionou algum benefício, serão considerados ignorantes que votam em troca de cesta básica. O latifundiário obviamente irá votar no candidato que brigará no congresso para manter seus privilégios: nesse caso, ele estará buscando seus interesses. Assim está configurada a mentalidade de parte de nossa sociedade.

JOÃO PAULO DA CUNHA GOMES – FEUC – Faculdade Euclides da Cunha

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Sobre socialistalivre

Esse Blog está a serviço da Luta pelo Socialismo. Defendemos a plena liberdade do ser humano, mas somos radicalmente contra a liberdade de explorar, como a burguesia faz, e contra a liberdade de oprimir como os machistas fazem, os racistas fazem, os homofóbicos fazem, os praticantes de bullying fazem, os preconceituosos fazem, os possessivos fazem e os autoritários de plantão fazem. Assim, defendemos que cada corpo-consciência deve ter liberdade de ser o que ESCOLHE SER, desde que esta liberdade não oprima e explore os outros! Defendemos a plena liberdade de postura crítica e a plena democracia operária, todos devem ter o direito de expressar o que pensam! Defendemos a Revolução Socialista e a necessidade de libertação da classe trabalhadora do jugo do capitalismo. No entanto,somos contra comandos de hierarquias políticas ou de figuras públicas mais poderosas no seio dos lutadores que travam a batalha pelo socialismo. Defendemos que cada militante deve ousar pensar por si mesmo, cada militante deve ter o direito de concordar, mas também de discordar daquilo que julga equivocado, por isso nos definimos como Socialistas Livres e esse Blog está a serviço dos que desejam militar de acordo com essa concepção. Convidamos a todos a conhecerem nosso jeito diferente de entender e de praticar a política socialista, com liberdade, democracia operária, direito de crítica e respeito ao diferente. Saudações Socialistas Livres.
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10 respostas para TRABALHO E DIGNIDADE, TERMOS CORRELATOS?

  1. TRABALHO ESCRAVO CUBANO: objetivo dos progressistas (SOCIALISTAS/COMUNISTAS)alcançado.
    Trabalho e escravidão socialista TERMOS CORRELATOS?

    As esquisitices que os médicos cubanos sofrerão não são acidentes no planejamento progressista (Socialista/Comunista): o trabalho escravo é seu objetivo inescapável.

    A palavra mais odienta a ser pronunciada no país ainda é “capitalismo”. Este sistema de iniciativa privada, sem controle estatal da economia, foi o sistema que mais enriqueceu os pobres – na análise de Thomas Sowell, se um americano hoje nasce entre os 20% mais pobres, ele tem mais chances de terminar a vida entre os 20% mais ricos do que continuar entre os mais pobres. Todavia, sempre que for citado, deve ser “admitido” a contragosto, como alguém espiando a esposa do amigo: “é, o capitalismo até deu uma vencida no comuno-fascismo, sim…”

    O intelectual de esquerda Vladimir Safatle (este estranho conceito do que a esquerda chama de “intelectual”), ao criticar a democracia durante o movimento Occupy Wall Street, é taxativo: “a democracia parlamentar é incapaz de impor limites e resistir aos interesses do sistema financeiro”. Ou seja, a democracia, como diz Slavoj Žižek, é o problema, e o que a esquerda quer, mesmo sabendo que o capitalismo é melhor, é impedir trocas comerciais e financeiras livremente.

    A esquerda, que já transitou de Rousseau e Karl Marx a Marcuse e Pol-Pot, é pródiga em se reinventar para se livrar de termos que, historicamente, demonstraram seu caráter totalitário e miserável. Apenas dos termos, e não do conteúdo, claro. Basta ver como partidos de extrema-esquerda com nítida inspiração trotskysta (PSTU, PSOL, PCO) ou mesmo flertes pouco disfarçados com o stalinismo (PCB, PCdoB) não usam a palavra “comunismo”, hoje consabidamente mais assassino do que o nazismo. A própria presidente Dilma Rousseff, em campanha, numa entrevista a José Luiz Datena (que tem quadros de Che Guevara em sua casa), fala esquisitamente que lutava por uma sociedade “socialista, e não comunista”, como se isso fizesse sentido.

    A esquerda, reinventada hoje sob a égide do “progressismo”, é ainda o mesmo movimento (talvez o único movimento no Ocidente com continuidade histórica, reconhecimento de seus líderes passados e com o mesmo projeto futuro), tanto é que seu lado mais “democrata”, como o da presidente Dilma Rousseff, nunca rompe seus laços de amizade com ditaduras decrépitas do meio da Guerra Fria, como o totalitarismo de Cuba, uma das ditaduras mais longevas do planeta, causadora da morte de cerca de 100 mil pessoas em mais de meio século.

    Não há nenhuma ruptura, nenhum “progresso”, nenhuma mudança nessa seara: o PT continua com seus laços socialistas no Foro de São Paulo (expulsando a imprensa que não concorde obedientemente com as atas), continua fazendo parte do mesmo projeto de poder transcontinental, continua acreditando no sonho cubano. No máximo, seus quadros mais abertamente socialistas (vide José Dirceu, Aldo Rebelo, Tarso Genro, Celso Amorim, Maria do Rosário etc) não ficam mais no Executivo central, aquele que precisa ganhar eleições com marketing.

    Quem não se lembra de Lula defendendo o socialismo? Que tal a propaganda partidária venezuelana que Lula fez para o proto-ditador Nicolás Maduro? E do PCdoB, principal partido aliado da base governista do PT, declarando seu apoio (?!) ao ditador da Coréia do Norte Kim Jong-un? Que tal Lula chamando o trânsfuga Muammar Kadafi de “meu amigo, meu irmão, meu líder” (sic), sem que nenhuma voz na imprensa cobrasse um pronunciamento de Lula após o próprio povo se rebelar contra o “grande líder” totalitário? Por que os setores “progressistas” defendem o totalitário homofóbico Mahmoud Ahmadinejad e as feministas, durante a campanha para eleger Dilma, se calam sobre este mesmo ditador matar mulheres “adúlteras” (por “traírem” maridos mortos) por apedrejamento, senão por um continuísmo histórico, que sabe que o PT nasce do socialismo, e seu objetivo final ainda é o mesmo, numa continuidade histórica?
    Quando o governo socialista de Dilma Rousseff importa médicos, ninguém se escandaliza. Pessoas, numa sociedade livre, são livres para trabalhar onde bem quiserem. Analistas políticos do Brasil, por exemplo, devem ser livres para trabalhar diretamente da Suíça, sendo financiados para tal, abanados e tendo cotas de Ovomaltine suíço quentinho todo dia. Apenas se surpreendeu quando os médicos que vieram ao Brasil não-livremente foram médicos cubanos.

    O discurso unificado “progressista” funciona como uma seita: todos devem pensar o mesmo. Para tal, veículos de comunicação, reproduzindo a ladainha oficial (a hegemonia faz com que, cada vez mais, imprensa e governo se imiscuam), lançam o chamado dog whistle: o apito que só a militância ouve, e que faz com que todas as críticas ao governo sejam respondidas em uníssono de uma mesma maneira. Como se viu nas redes sociais nos últimos dias, todas as críticas à importação de médicos cubanos foram pechadas de “racismo”, sem que nenhum progressista pensasse o mesmo quando a blogueira cubana dissidente Yoani Sánchez foi até agredida no aeroporto por estes mesmos que hoje enaltecem o tráfico humano do governo petista.
    Ninguém criticou médicos cubanos, e sim o ato do governo de importá-los. Pior: importá-los como gado, como mercadoria que pertence a uma ditadura totalitária que ficará com 3/4 do seu salário, não liberará seus passaportes, não lhes permitirá conversar com a imprensa e, caso queiram ter outro emprego livremente no país, como todo ser humano pode depois de viajar com bolsa de trabalho ao estrangeiro, será impedido por um acordo ditatorial entre Cuba e o PT, que lhes nega asilo político já de cara.

    Mas essas esquisitices que só acontecem com os médicos cubanos (ninguém ouviu sobre algum modelo de gestão humana parecido a respeito de médicos portugueses, espanhóis ou bolivianos) são vistas apenas como um desvio, um acidente de percurso pelo fato de Cuba ser uma ditadura (e culpa-se sempre a América por isso, como se a culpa da ditadura norte-coreana também fosse… do Ocidente). São analisadas como notas de rodapé que ninguém lê antes de assinar.

    Na verdade, não é um acidente no projeto “progressista”, e sim sua consubstanciação mais inescapável. Os progressistas, que odeiam o mercado (“imperialista” e “desigual”, embora queiram acabar com o embargo comercial a Cuba para salvá-la da miséria que é viver sem mercado, sem perceber a contradição), não podem suportar a idéia de que as pessoas trabalhem para quem quiserem, que circulem livremente (basta pensar em Cuba, ou no Muro de Berlim, quando não há um mar de tubarões ao redor), que ajam por seus próprios desejos individuais, ao invés de subordiná-los à força estatal.

    Como o progressista quer uma sociedade programada, centralizada, dirigida, com um projeto único a ser obedecido, sem liberdade de ação autônoma para fora do que foi previamente mandado, é uma conseqüência óbvia de que é a favor da estatização completa não apenas da economia, mas da própria vida humana – que perde seu poder de livre associação, sendo obrigada, sempre, a só obedecer ao Estado.

    É assim que o progressista acaba com as variações do mercado, com a “desigualdade”, com o desemprego – no dizer de P. J. O’Rourke, a Constituição soviética garante a todos um emprego. Uma idéia bastante assustadora, eu diria. Se essa sociedade planejada “para o bem de todos” não pode conter “acidentes”, desigualdade, concentração, exploração e outras palavras de forte apelo emocional, mas que só mascaram a realidade com uma interpretação insana, esses médicos que vieram para cá, fazendo teatrinho já no aeroporto (como descer do avião de jaleco e estetoscópio no pescoço depois de uma viagem transcontinental), é insofismável que essas pessoas poderão apenas trabalhar para o Estado. E para quem o Estado original, o dono de sua força de trabalho, permitir.

    Se há a possibilidade de livre associação em uma sociedade liberal, os médicos cubanos são a prova de que, na sociedade “progressista”, há a hierarquia, o controle, a disciplina e a obediência. O trabalho de médicos que serão obrigados a mais-valiar para a ditadura cubana, sem direito a ter por aqui uma vida normal, que todo progressista que elogia o ato do governo tem, é prova de que a escravidão é o destino dessa sociedade com política e economia “planejada” pelo Estado para o bem-estar social.

    O relato de um médico cubano em nosso Congresso
    Esse médico cubano sabe das coisas. E vai direto ao ponto: quem apóia a ditadura cubana suja as mãos de sangue! O médico trabalha 60 a 70 horas para receber R$ 70! São explorados pelos irmãos Castro. Mas a esquerda liga para isso? Afirma que esses médicos vêm porque são solidários. E eles, os esquerdistas que defendem Cuba: são solidários aos pobres cubanos?

    • Professora Antonia disse:

      Repasso esse texto esclarecedor:
      Um Pedido de Desculpas Formal aos Colegas Médicos de Cuba e ao Povo Cubano em Geral

      Eu, médico e cidadão brasileiro, nascido e formado na região sudeste, atualmente residente no Estado do Tocantins pude acompanhar de perto a primeira experiência ocorrida no Brasil, quanto a imigração de médicos estrangeiros cubanos para trabalhar em nosso país sem revalidação de diplomas.

      Há aproximadamente 13 anos atrás, me deparei com um cenário complexo, desconfortante, indefinido mas que era ao mesmo tempo desafiador e intrigante.

      O estado do Tocantins representava naquele tempo, uma boa opção de mudanças e de novas e boas oportunidades, o estado parecia um canteiro de obras, com todas as lentes das grandes emissoras voltadas para o mais novo estado da união.

      Parecia que a era de Juscelino Kubischek tinha voltado e que uma nova Brasília estava sendo construída. Não podemos negar que foi uma vitória construir uma capital como Palmas no meio do nada. Dificuldades mil foram enfrentadas por todos que apostaram naquele empreendimento.

      Havia no campo da saúde pública um conflito imenso, muito semelhante ao que ocorre hoje no Brasil atual, quanto a importação de médicos cubanos sem a revalidação dos diplomas.

      O conflito era enorme e as vezes nos colocava em situações constrangedoras, pois corríamos o risco de perdermos os nossos CRM’s caso entrássemos em algum procedimento médico com um profissional estrangeiro, e houvesse alguma complicação técnica com o paciente.

      Era ao mesmo tempo constrangedor e triste essa situação. Ficávamos envergonhados de ter que conviver de forma desigual com um “igual” colega médico cubano.

      Não vou me ater a esses problemas loco-regionais do passado que hoje estão tão presentes a nível nacional, pois o objetivo deste texto é outro.

      O real objetivo deste texto é pedir desculpas aos colegas cubanos que hoje trabalham de forma regular em nosso país, principalmente no Estado do Tocantins, que tiveram a coragem de revalidarem os seus diplomas e que hoje prestam um grande e bonito serviço ao povo de nosso estado , pelos comentários que as vezes ouvem com relação aos seus colegas médicos cubanos que entram em nosso país de forma “irregular”.

      Eu como médico brasileiro, que trabalha no SUS, que é pai de uma filha que faz medicina e que como professor universitário, vejo as dificuldades de muitos alunos de medicina para se formarem e a igual dificuldade de seus pais em pagarem os seus cursos, sou um ativista, um militante incansável contra essa política demagógica e venal deste governo, que teima em iludir a população brasileira com medidas demagógicas e eleitoreiras, sem nenhum efeito prático que realmente beneficie a população, já fui pego algumas vezes, falando mal dessa leva de “escravos de branco” que são traficados para o nosso país, na presença de amigos e colegas legalizados cubanos. Sempre foi muito constrangedor.

      Não o fiz por insensibilidade ou por provocação. Se tivesse visto a presença desses colegas com certeza, naquele momento, teria contido minha indignação e revolta. E quando isso aconteceu, tive a humildade de pedir desculpas aos meus queridos amigos.

      Existem médicos cubanos ruins e despreparados ? A resposta a esta pergunta é sim. Da mesma forma que existem médicos brasileiros de baixa qualidade. A questão não é essa.

      O que se pede é que tenhamos a oportunidade de verificarmos a qualidade dos profissionais que estão sendo trazidos para cuidar de nossa população carente, através de uma prova honesta e justa; não uma prova ridícula e elaborada com o objetivo de tentar passar a todos, como esta que o governo federal diz que aplica, na tentativa de dourar a pílula de veneno e mais uma vez enganar a opinião pública. Para não falarmos no desrespeito a legislação brasileira e aos conselhos de classes regionais e federal.

      Finalizando, gostaria de deixar bem claro aos médicos cubanos legalizados, e ao povo cubano em geral, que eu e a classe médica brasileira, respeitamos muito o povo daquele bonito, porém sofrido país.

      Que repudiamos qualquer tipo de ditadura de esquerda ou de direita e que ficamos envergonhados de ver nosso governo, utilizar o seu povo de forma tão humilhante, como instrumento para perpetuarem-se no poder.

      Que ficamos envergonhados de ver as autoridades trabalhistas brasileiras, os direitos humanos, os grupos de defesa afro-descendentes fazerem vistas grossas a esta absurda situação que representa sem sombra alguma de dúvidas, uma verdadeira escravidão em pleno século XXI.

      São a essas aberrações a que nos referimos e que tanto repudiamos e criticamos.

      Se alguns comentários as vezes respingam no seu povo, é porque alguns de seus compatriotas descem dos aviões, como Zumbis, carregando bandeiras de Cuba, do MST e do Brasil, como se tudo fosse e representassem a mesma coisa. Isso nos afronta.

      Apesar de sabermos que esta atitude não é espontânea e nem muito menos voluntária, ela nos ofende e desrespeita nossa democracia e nossa soberania.

      Vivemos em um país onde a democracia agoniza, mas ainda sobrevive, não sei por quanto tempo, cabe a nós médicos brasileiros, mantê-la na UTI.

      Se vão desligar ou não os aparelhos isso não depende apenas de nós. Neste caso, o aparelho ventilador, conhecido como respirador, não é o principal responsável pela sobrevivência desta tão encantadora” senhora”, mas sim a velha e corrupta URNA ELETRÔNICA, sim ela mesma, aquela urna, que digitamos e não sabemos para onde vão os nossos votos.

      Grande abraço e mais uma vez pedimos desculpas a vocês por algum mal entendido.

      Nós médicos brasileiros sonhamos em ver algum dia vocês serem tratados com o respeito que vocês merecem.

      Viva a democracia e abaixo a ditadura, venha de onde ela vier .

      Roberto Corrêa R. Oliveira. Tocantins, Brasil.

    • Professora Leila disse:

      Abusando da desculpa de que o Brasil precisa de pelo menos seis mil profissionais de saúde para atender a população em áreas e regiões carentes, o governo Diilma-Lula vai promover o seu “maior salto” rumo a um regime dito socialista – que, na verdade, pretende mesmo é perpetuar o PT no poder. A prometida contratação de seis mil médicos cubanos atende mais a uma tática ideológica do que a uma real necessidade do setor de saúde.

      O modelo de adotar pregadores ideológicos do socialismo, enquanto prestam serviços comunitários de medicina, foi a mais recente decisão tomada pelo Foro de São Paulo, na reunião realizada em Havana. A cúpula da esquerda na América Latina e Caribe resolveu que é hora de o Brasil acelerar o tal “salto ao socialismo”, pela via da propaganda. O “comercial” televisivo do PT, nas inserções eleitoreiras da televisão, a ofensiva da mentirosa Comissão da Verdade (para intimidar os militares como guardiões da soberania) e os ataques diretos ao Poder Judiciário e agora a promessa de contratar “médicos” cubanos fazem parte do pacote ideocrático.

      No Brasil, o Foro de São Paulo quer implantar a experiência ideológica bem sucedida na Venezuela de Hugo Chávez. Se a medicina cubana não foi capaz de curar o comandante do socialismo bolivariano do século 21, os médicos formados na linha ideológica dos irmãos Castro tiveram um importante papel no atendimento à população carente. Não só na prestação de serviços de saúde, mas, principalmente, como formadores de opinião e líderes ideológicos nas comunidades, propagandeando e fortalecendo as ideias chavistas.

      Já ficou definido que a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) – um daqueles organismos multilaterais da Nova Ordem Mundial – vai gerenciar a contratação dos médicos cubanos para o Brasil. O Ministério da Educação Capimunista e o Ministério da Saúde já têm um esqueminha montado para validar os diplomas dos médicos cubanos. De imediato, os cubanos que vierem para cá numa primeira leva ganham uma “validação provisória”. Um acordo neste sentido já foi selado entre o chanceler brasileiro Antônio Patriota e seu “companheiro” cubano Bruno Rodriguez.

      A chiadeira contra a vinda dos médicos cubanos já começou. No entanto, a gritaria inicial segue apenas o tom “corporativista”. O Conselho Federal de Medicina soltou uma nota classificando a intenção do governo Dilma-Lula de “programa político-eleitoral”. O CFM “condena veementemente qualquer iniciativa que proporcione a entrada irresponsável de médicos estrangeiros e de brasileiros com diplomas de medicina obtidos no exterior sem sua respectiva revalidação”. Tal crítica “técnica” deve ser inócua, já que o governo tem os “caminhos legais” para dar validade aos diplomas – principalmente dos “companheiros” cubanos.

      O Brasil tem hoje cerca de 371 mil médicos ativos – porém mal distribuídos entre as regiões. A média é de 1,73 médicos por grupo de mil habitantes. Na Argentina, a média é de 2,3. O baixo indicador é usado pelo governo como desculpa para trazer os estrangeiros. Além disso, o plano oficial se aproveita do fato de que a grande maioria dos médicos não quer atuar em periferias. Os cubanos aceitam tudo. Até porque qualquer salário aqui – em condições de mais liberdade – será sempre muito mais alto que o pago na Ilha da Fantasia Comunista.

      Em tese, o Brasil não precisaria importar médicos. Nossas 197 escolas de medicina formam, anualmente, uma média de 16 mil médicos. O problema é a má qualidade, já que a metade dos formados não passa nos exames de avaliação dos Conselhos de Medicina. A meta já anunciada pelo Governo Dilma-Lula é que o número chegue a 20 mil formados, em 2020. No papel, os quatro mil formados a mais seriam usados na ampliação do Sistema Único de Saúde em seu modelo de “medicina pública de intervenção cotidiana”.

      O grande problema é que os “médicos” cubanos farão essa tal “intervenção cotidiana” com o cunho estrategicamente ideológico, segundo a visão retrógrada e farsante do socialismo – que seduz os incautos e ignorantes com muita facilidade, principalmente nas regiões pobres já adestradas pelos bolsa-famílias da vida. A combinação entre clientelismo assistencialista e a pregação ideológica, enquanto se presta algum serviço de saúde, com total proximidade entre o médico-pregador-ideológico e o seu alvo político, é mais uma etapa do tal “salto” que o PT anuncia em sua propaganda institucional.

      A vinda dos médicos cubanos só não representa mais uma gravíssima ameaça à soberania porque a nossa soberania brasileira já foi para o ralo há muito tempo, sem que a maioria dos cidadãos-eleitores-contribuintes daqui percebam ou se importem realmente com tal problema e suas perigosas consequências. Tudo sob o comando geral do Foro de São Paulo – cujo comandante maior no Brasil, entre os petistas, é o super aspone Marco Aurélio Garcia – personagem com grande trânsito no Instituto Tavistoc de Relações Humanas, de Londres, onde um filho dele trabalha…

    • Fernando Pereira Silva Morais disse:

      Cuba é aqui
      Presidente do CRM do Paraná renuncia ao cargo e acusa a truculência do governo federal, que impõe o desrespeito à lei no “Mais Médicos”. Leia a sua dura carta
      Não conheço o médico Alexandre Gustavo Bley, que já é, a esta altura, ex-presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná.
      Ele renunciou ao cargo nesta segunda-feira.
      E o fez, entendo eu, por respeito às leis, aos princípios do regime democrático, à dignidade do seu cargo, à ética de sua profissão.
      Não estou aqui a dizer que outros devam segui-lo.
      Talvez o ministro Alexandre Padilha até sonhe com isso — restaria a possibilidade de entregar os conselhos à companheirada.
      Sempre há um “companheiro” de olho numa boquinha. Se a gente se distrai, eles aparelham festa de batizado, churrascada, reunião da Tupperware e visita de vendedora do Avon. A leitora pensa que vai comprar um batom e pimba! Cai vítima da abdução.
      Bley renunciou. Não aceitou ceder às pressões do governo. E escreveu uma carta que merece ser lida com cuidado. Abre com uma epígrafe.
      Leiam o que vai abaixo.
      *
      A covardia coloca a questão: É seguro?
      O comodismo coloca a questão: É popular?
      A etiqueta coloca a questão: É elegante?
      Mas a consciência coloca a questão: É correto?
      E chega uma altura em que temos de tomar uma posição que não é segura, não e elegante, não é popular, mas temos de fazê-lo porque a nossa consciência nos diz que é essa a atitude correta.
      Martin Luther King

      Caros colegas Conselheiros,

      Há 10 anos iniciei minha vida dentro do Conselho Regional de Medicina do Paraná. Confesso que foi nesse ambiente que aprendi o real significado da palavra ÉTICA. Um conceito que possibilita o convívio entre as pessoas e traduz o conjunto de valores morais e princípios de uma sociedade. Portanto, é plural, mas auxilia cada um nas decisões cotidianas do que queremos, podemos e/ou devemos fazer. Da mesma forma, as leis norteiam o cidadão no caminho da justiça, o que, a principio, seria eticamente aceito. O grande problema é quando a lei se dissocia da ética.
      No momento em que o governo federal emitiu a Medida Provisória 621/13, que instituiu o Programa Mais Médicos, criou-se um “arcabouço legal” para que o programa existisse, inclusive passando por cima de leis já consagradas. Já se passaram 70 dias, após a exposição de inúmeras incongruências da medida, modificações foram propostas, e dois decretos foram emitidos na tentativa de legitimar a ação do governo. Portanto as “leis” estão postas, mas será que todo esse processo é ético? Aos meus olhos, não.
      O diagnóstico feito pelo governo de que o Brasil necessita de um maior número de médicos no sistema público é correto, para não dizer óbvio, mas, desde o inicio, os Conselhos de Medicina, criados legalmente para proteção da sociedade, têm alertado que a causa apontada e o tratamento instituído são absolutamente incorretos. A MP 621/13 passa ao largo da solução definitiva de um acesso à saúde, tanto em quantidade quanto em qualidade, condizente com as demandas do povo. Já de muito tempo se denuncia o subfinanciamento da saúde e a má gestão, porém, como de praxe, o governo federal varre para baixo do tapete sua própria sujeira, tentando se eximir da responsabilidade que lhe cabe e colocando a culpa em toda classe médica.
      A vinda de profissionais formados no exterior rende manchetes diariamente, seja pela nacionalidade ou agora pelos documentos de inscrição. O vergonhoso envio de dinheiro público para a ilha de Cuba, através da contratação de profissionais subjugados, expõe a moral deste governo. Na mesma linha, a forma autoritária e açodada com que os registros provisórios nos conselhos estão sendo tratados demonstra a falta de zelo com a segurança da saúde do povo. Inúmeros problemas foram encontrados e já noticiados, como documentos trocados, falta de autenticações, falta de diplomas, falta do local de trabalho, nome do supervisor responsável, entre outros.
      Após ampla celeuma, a Advocacia Geral da União admitiu em ação civil pública proposta pelo Cremers, que os requisitos dispostos na MP 621/13 podem e devem ser observados, porém o governo não tem corno atendê-los agora. Tal situação ensejou o CFM a “liberar” os CRMs da exigência de ter o nome dos supervisores, tutores e locais de trabalho, concedendo o registro e dando um prazo de 15 dias para regularização. Penso que é uma atitude no mínimo temerária, pois, uma vez liberado o registro, como voltar atrás ? Aguardar esses poucos dias para, de posse de todos os documentos, proceder o registro seria o mais sensato, como noticiamos abertamente para toda a nação durante vários dias. Lembro que há exatos 56 anos os Conselhos de Medicina foram criados e se tornaram responsáveis pela inscrição dos médicos, habilitando o exercício profissional seja definitivo ou provisório, o que possibilita a fiscalização e o julgamento dos possíveis desvios éticos cometidos. A mesma medida é tomada para qualquer médico que vem se inscrever, seja brasileiro ou estrangeiro, formado no exterior ou não. Tudo isso com o intuito de levar segurança à população; logo, penso que não podemos e não temos o direito de abrir mão do nosso dever legal.
      Entretanto a pressão do governo sobre os Conselhos já passou o campo da argumentação e de forma clara passou à intimidação, colocando em risco a existência destas instituições, bem corno a moral dos conselheiros que procuram contribuir para a representação de nossa instituição. Por isso entendo que a medida tomada na plenária, de inscrever esses profissionais e aguardar o restante dos documentos, conforme orientação do CFM, pode ter sido a forma mais sensata para se evitar um mal maior. Não tenho dúvida de que sem a presença do Conselho a sociedade ficará mais desprotegida. Entretanto, essa obrigatoriedade de inscrição, ao arrepio da lei, do próprio contexto da MP 621 e da ética, me incomoda e me faz tomar uma atitude. A luta é árdua, pois a força governamental é infinitamente superior, e a preservação da instituição tem que ser priorizada. As pessoas passam, mas as instituições devem ficar.
      Todos sabem que, ao longo de minha gestão, primei pela retidão de conduta e me expus demasiadamente na defesa do que entendemos ser o correto para a saúde. Devido à grande visibilidade, não me sinto nem um pouco confortável em assinar uma carteira de habilitação sem que TUDO esteja na mais absoluta correção, conforme o zelo e a isenção que sempre norteou as ações do CRM. Caros colegas, não se trata de intransigência de minha parte, mas sim de coerência. O governo, de forma unilateral, me diz que eu devo fazer, porém não posso, pois minha consciência e minha historia não permitem.
      A decisão que estou tomando está sendo muito dolorosa, pois sei das implicações que traz. Pensei e pesei a minha atitude, abri mão da vaidade e me despi de qualquer apego a cargo ou status. Gostaria de pedir desculpas a vocês, meus colegas de conselho, aos funcionários, à classe médica e ao povo do Paraná, mas a situação está insustentável para a minha pessoa.
      Diante do exposto, renuncio ao posto de Presidente do CRM-PR, mas não da luta pela definição de políticas de estado para que o acesso à saúde saia do patamar vexatório em que se encontra e faça jus ao que a Constituição Brasileira traz em seu texto, qual seja, um real direito de cada cidadão. Saio da representação e retorno para junto dos milhares de médicos que jamais se furtaram de participar desse debate, pois somos forjados nos bancos da escola para, acima de tudo, salvaguardar a vida das pessoas.
      Confesso a todos que prefiro a vergonha da renúncia a ter que conviver com a vergonha de ter traído a minha consciência, pois, quando um indivíduo abre mão de suas convicções, perde sua identidade e o significado de sua existência.
      Atenciosamente e com profundo respeito,
      Alexandre Gustavo Bley

  2. Leo disse:

    Com a palavra o Socialista livre.

  3. Fernando Pereira Silva Morais disse:

    Estes críticos sarcásticos são irritantes e digno de pena ao mesmo tempo,pois o dia em que eles abrirem uma empresa e vivenciarem as dificuldades do dia a dia ai eu quero ver eles falarem bobagens de burguês safado e coisa tal…

  4. Professora Antonia disse:

    Eis a diferença entre Socialismo e Comunismo

  5. Professora Leila disse:

    Você não tem nada a contestar sobre os post acima??? Estou aguardando um debate a respeito do assunto.

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