Impressões sobre Cuba – Parte I – embargo econômico norte-americano!

O “Grupo de Pesquisa Estado e Capitalismo na América Latina – GPESTADO”, coordenado pelo Prof. Dr. Aldo Duran, grupo de pesquisa de que faço parte, trouxe como palestrante, na Universidade Federal de Uberlândia, a cubana Profa. Dra Caridad Massón, Historiadora do Centro de Investigación y Desarrollo de La Cultura Cubana Juan Marinello, para discutir a conjuntura de Cuba, em meio às reformas dos últimos tempos.

Como Analista do Discurso, de viés marxista, que sabe que, na linguagem de qualquer sujeito, aparecem as contradições do processo econômico-jurídico-político-ideológico-histórico-cultural, pretendo, pois, tecer algumas considerações a partir dos depoimentos da professora e deputada Caridad Massón, trazendo à tona algumas contradições e desafios da luta povo cubano, com vistas a contribuir com a reflexão no terreno marxista da luta socialista. Vamos começar hoje pela denúncia feita pela professora em relação ao embargo econômico orquestrado pelos Estados Unidos.

Na fala da professora/deputada, pudemos depreender mais ou menos o seguinte dizer, lembrando que essa é uma reconstituição resumida que recortamos de momentos da fala dela: “Os Estados Unidos não permitem a entrada de nenhum produto fabricado nos Estados Unidos em território cubano. Se alguma empresa desafiar a ordem e vender algum produto, a multa é milionária, o que faz com que nenhum empresário ligado aos Estados Unidos venda mercadorias para Cuba. O arroz, por exemplo, que poderia ser comprado nos Estados Unidos, saindo muito mais barato, já que geograficamente Cuba e Estados Unidos são vizinhos bem próximos, tem de ser importado da Argentina, por exemplo, fazendo com esse alimento chegue bem mais caro para os cubanos, diminuindo o poder de compra do salário do povo cubano. Remédios, por exemplo, feitos por laboratórios norte-americanos também são proibidos de entrar no país, o que faz com que algumas doenças, já tratadas em outros países, não possam ser tratadas em Cuba, o que gera questionamento da população. A aposta do imperialismo norte-americano, então, é que, com o embargo econômico, o povo cubano se rebelaria contra seus dirigentes políticos e derrotaria a revolução em Cuba. Mas Cuba resiste há 50 anos, apesar de, nos últimos 20 anos, padecer uma grave crise econômica por conta de ter de importar produtos mais longínquos ou por conta de carecer de determinados produtos como remédios de ponta”. Aqui a professora revela que “a Ilha de Cuba não tem recursos naturais, tem uma produção mínima de petróleo e destaca mais na produção de açúcar, mercadoria esta que tem um preço muito baixo no mercado mundial”.

Que conclusões poderíamos tirar a partir dessas explicações aqui reconstituídas a partir da fala da professora? Primeiro: que, de fato, o imperialismo capitalista burguês, com esse embargo econômico, dificulta, e muito, a vida do povo cubano. Um dos motivos da pobreza econômica da ilha, portanto, está diretamente ligada ao enfrentamento político que a política do governo cubano historicamente fez à burguesia norte-americana. Porém, outra conclusão que salta aos olhos está relacionada ao próprio erro de condução política criada pelo estalinismo e que seduziu também o castrismo. Qual erro? O erro grave de dizer que o socialismo seria possível em um só país. Sejamos categóricos, o socialismo não é possível em um só país. Não há saída para a economia de um país, se ela vive isolada da economia de outros países, porque ela padecerá de avanços econômicos e tecnológicos desenvolvidos em outros países, além de ter de pagar mais caro para importar produtos. O socialismo econômico só é possível desenvolver se ocorrer em esfera mundial. Essa manipulação política grave, criada pelo estalinismo russo e exportada para os outros países em que a classe operária assumiu o controle do estado, infelizmente, também conduz Cuba ao estado econômico sem perspectivas de prosperidade, já que, em uma ilha carente de recursos naturais, o estado é forçado a deixar os trabalhadores viverem com uma economia bem abaixo do nível mundial, mesmo se comparada a níveis de consumo de trabalhadores que vivem em países capitalistas de terceiro mundo.

O embargo econômico norte-americano, portanto, apesar de não ter curvado o povo cubano, cria uma crise econômica permanente para Cuba. Só a revolução socialista mundial poderia reaquecer a economia cubana. Em nossa hipótese, a volta lenta ao capitalismo que se tem promovido no país, nos últimos anos, permitindo a abertura de pequenas empresas privadas, não fará com que o estado operário socialista cubano supere sua crise. Ao contrário, tende a aprofundá-la, porque alguns pequenos burgueses começarão a se destacar e aparecer no país como pessoas mais abastadas e isso gerará cada vez mais inveja social e problemas sociais como violência, drogas, insatisfação econômica tenderão a se iniciar de forma mais tensa em Cuba.

Com as reformas atuais em Cuba, trabalham-se “oito horas por dia” e muitos “estão dobrando turnos para aumentar seus rendimentos”, revelou-me a professora, em conversa pessoal que tive com ela em off, aliás, diferente do otimismo político dela durante a palestra, senti certa angústia da professora, quando ela me revelou esse fato dessa tão extensa jornada de trabalho, dobrando turno para ganhar mais, ainda mais em se tratando de um país socialista que teoricamente as pessoas teriam a chance de trabalhar menos. Ou seja, em minha interpretação política-marxista, é muito tempo da vida sob o controle do estado para se ganhar tão pouco e para se viver em privação. Essa é a primeira impressão que deixo aqui.

Diante desses fatos, julgo também relevante reforçar a tese marxista: o socialismo, para dar certo, precisa ser mundial e acrescento, precisa ser livre para que o conjunto da sociedade possa se desenvolver, se autocriticar e se engajar no trabalho em prol da melhoria de toda a sociedade, e esse estímulo está fraco em Cuba, o que não quer dizer que em Cuba não há um avanço interessante nas áreas de medicina (exportam médicos), de educação (há muitos intelectuais universitários no país), e na quase ausência de assassinatos, fato este tão corriqueiro em países como o Brasil. Volto, na parte II, a falar sobre o “desestímulo para trabalhar” que ocorre em Cuba, “gerando baixo índice de produtividade nas empresas estatais”, conforme frisou a própria professora. Esse é um fato que gera paralisia na economia. Aguardem-nos. Acompanhem nosso Blog. Como socialista livre, apoiamos o que é correto na luta socialista, mas criticamos as falhas e inclusive os erros graves: essa é a única forma de superar as contradições!

Por: Gílber Martins Duarte – Socialista Livre – Conselheiro do Sind-UTE / MG e diretor da subsede do Sind-UTE em Uberlândia – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Doutorando em Análise do Discurso/UFU – Membro da CSP-CONLUTAS.

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Sobre socialistalivre

Esse Blog está a serviço da Luta pelo Socialismo. Defendemos a plena liberdade do ser humano, mas somos radicalmente contra a liberdade de explorar, como a burguesia faz, e contra a liberdade de oprimir como os machistas fazem, os racistas fazem, os homofóbicos fazem, os praticantes de bullying fazem, os preconceituosos fazem, os possessivos fazem e os autoritários de plantão fazem. Assim, defendemos que cada corpo-consciência deve ter liberdade de ser o que ESCOLHE SER, desde que esta liberdade não oprima e explore os outros! Defendemos a plena liberdade de postura crítica e a plena democracia operária, todos devem ter o direito de expressar o que pensam! Defendemos a Revolução Socialista e a necessidade de libertação da classe trabalhadora do jugo do capitalismo. No entanto,somos contra comandos de hierarquias políticas ou de figuras públicas mais poderosas no seio dos lutadores que travam a batalha pelo socialismo. Defendemos que cada militante deve ousar pensar por si mesmo, cada militante deve ter o direito de concordar, mas também de discordar daquilo que julga equivocado, por isso nos definimos como Socialistas Livres e esse Blog está a serviço dos que desejam militar de acordo com essa concepção. Convidamos a todos a conhecerem nosso jeito diferente de entender e de praticar a política socialista, com liberdade, democracia operária, direito de crítica e respeito ao diferente. Saudações Socialistas Livres.
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6 respostas para Impressões sobre Cuba – Parte I – embargo econômico norte-americano!

  1. Retornando de Cuba hoje, vou repassar a impressão que tive de uma forma sarcástica:

    A turma de alfabetização da escola recebeu a visita do Secretário de educação de Minas Gerais, e o professor Gílber esta preocupadíssimo com o Gladimir que é sempre o desbocado. Gladimir, atenção, não vai me envergonhar na presença do secretário, hein? É melhor ficar de boca fechada. Tá bem, professor Gílber! O Secretário chega e conversa com os alunos, pergunta se já sabem ler, se gostam da professor Gílber etc e tal. Dirigindo-se ao Gladimir, fala: – E você, já lê bem? – Leio sim senhor. – E qual a palavra mais bonita que você aprendeu? O professor Gílber gela, e Gladimir responde: – Cubanos. Ele respira aliviada. O Secretario insiste: – E por que? – Porque começa com CU, acaba com ANUS, e ninguém me tira da cabeça que esse B do meio não seja de BOSTA.

    • Leo disse:

      Doutor e Coronel Gladimir!
      Boa essa.
      Os latino americanos e esses socialistas livres de meia tigela, conseguem cagar até em coisas obvias. Esta mais do que provado que o “sucesso” da URSS se deveu aos altos investimentos de Wall Street naquele pais, e Cuba, essa ruína em forma de pais, tem evitado essa intervenção da elite financeira ocidental por puro orgulho castrista.
      Esses desgraçados tem que aprender que não existe economia socialista.

  2. Desculpe, mas esse vídeo é muito importante ser assistido. Um só não vai ficar pesado Gílber.

    • Leo disse:

      HAHAHAHAHAHA!!! Não é assim, este vídeo é uma farsa, ele mostra um ser carregando peso, trabalhando. Militantes comunistas não fazem isto, eles apenas falam merda!

  3. O relato de um médico cubano em nosso Congresso
    Esse médico cubano sabe das coisas. E vai direto ao ponto: quem apóia a ditadura cubana suja as mãos de sangue! O médico trabalha 60 a 70 horas para receber R$ 70! São explorados pelos irmãos Castro. Mas a esquerda liga para isso? Afirma que esses médicos vêm porque são solidários. E eles, os esquerdistas que defendem Cuba: são solidários aos pobres cubanos?

    Vale notar o pequeno quórum no plenário e o menor ainda apoio dado ao convidado. O Brasil é mesmo um país muito atrasado ainda. Por aqui ainda se debate se o modelo cubano merece elogios ou críticas. Atraso assim não é improvisado; é obra de décadas de lavagem cerebral e muito esforço da esquerda. É hora de reverter esse quadro. É hora de expor que somente um pulha, um canalha pode defender Cuba e o socialismo em pleno século 21. Tenho dito!

    Isso deveria passar todo dia no Jornal Nacional. Vejam:

  4. Trabalho escravo cubano: objetivo dos progressistas alcançado
    As esquisitices que os médicos cubanos sofrerão não são acidentes no planejamento progressista: o trabalho escravo é seu objetivo inescapável.

    A palavra mais odienta a ser pronunciada no país ainda é “capitalismo”. Este sistema de iniciativa privada, sem controle estatal da economia, foi o sistema que mais enriqueceu os pobres – na análise de Thomas Sowell, se um americano hoje nasce entre os 20% mais pobres, ele tem mais chances de terminar a vida entre os 20% mais ricos do que continuar entre os mais pobres. Todavia, sempre que for citado, deve ser “admitido” a contragosto, como alguém espiando a esposa do amigo: “é, o capitalismo até deu uma vencida no comuno-fascismo, sim…”

    O intelectual de esquerda Vladimir Safatle (este estranho conceito do que a esquerda chama de “intelectual”), ao criticar a democracia durante o movimento Occupy Wall Street, é taxativo: “a democracia parlamentar é incapaz de impor limites e resistir aos interesses do sistema financeiro”. Ou seja, a democracia, como diz Slavoj Žižek, é o problema, e o que a esquerda quer, mesmo sabendo que o capitalismo é melhor, é impedir trocas comerciais e financeiras livremente.

    A esquerda, que já transitou de Rousseau e Karl Marx a Marcuse e Pol-Pot, é pródiga em se reinventar para se livrar de termos que, historicamente, demonstraram seu caráter totalitário e miserável. Apenas dos termos, e não do conteúdo, claro. Basta ver como partidos de extrema-esquerda com nítida inspiração trotskysta (PSTU, PSOL, PCO) ou mesmo flertes pouco disfarçados com o stalinismo (PCB, PCdoB) não usam a palavra “comunismo”, hoje consabidamente mais assassino do que o nazismo. A própria presidente Dilma Rousseff, em campanha, numa entrevista a José Luiz Datena (que tem quadros de Che Guevara em sua casa), fala esquisitamente que lutava por uma sociedade “socialista, e não comunista”, como se isso fizesse sentido.

    A esquerda, reinventada hoje sob a égide do “progressismo”, é ainda o mesmo movimento (talvez o único movimento no Ocidente com continuidade histórica, reconhecimento de seus líderes passados e com o mesmo projeto futuro), tanto é que seu lado mais “democrata”, como o da presidente Dilma Rousseff, nunca rompe seus laços de amizade com ditaduras decrépitas do meio da Guerra Fria, como o totalitarismo de Cuba, uma das ditaduras mais longevas do planeta, causadora da morte de cerca de 100 mil pessoas em mais de meio século.

    Não há nenhuma ruptura, nenhum “progresso”, nenhuma mudança nessa seara: o PT continua com seus laços socialistas no Foro de São Paulo (expulsando a imprensa que não concorde obedientemente com as atas), continua fazendo parte do mesmo projeto de poder transcontinental, continua acreditando no sonho cubano. No máximo, seus quadros mais abertamente socialistas (vide José Dirceu, Aldo Rebelo, Tarso Genro, Celso Amorim, Maria do Rosário etc) não ficam mais no Executivo central, aquele que precisa ganhar eleições com marketing.

    Quem não se lembra de Lula defendendo o socialismo? Que tal a propaganda partidária venezuelana que Lula fez para o proto-ditador Nicolás Maduro? E do PCdoB, principal partido aliado da base governista do PT, declarando seu apoio (?!) ao ditador da Coréia do Norte Kim Jong-un? Que tal Lula chamando o trânsfuga Muammar Kadafi de “meu amigo, meu irmão, meu líder” (sic), sem que nenhuma voz na imprensa cobrasse um pronunciamento de Lula após o próprio povo se rebelar contra o “grande líder” totalitário? Por que os setores “progressistas” defendem o totalitário homofóbico Mahmoud Ahmadinejad e as feministas, durante a campanha para eleger Dilma, se calam sobre este mesmo ditador matar mulheres “adúlteras” (por “traírem” maridos mortos) por apedrejamento, senão por um continuísmo histórico, que sabe que o PT nasce do socialismo, e seu objetivo final ainda é o mesmo, numa continuidade histórica?

    karl marx democratic party 600×333 Trabalho escravo cubano: objetivo dos progressistas alcançado

    Quando o governo socialista de Dilma Rousseff importa médicos, ninguém se escandaliza. Pessoas, numa sociedade livre, são livres para trabalhar onde bem quiserem. Analistas políticos do Brasil, por exemplo, devem ser livres para trabalhar diretamente da Suíça, sendo financiados para tal, abanados e tendo cotas de Ovomaltine suíço quentinho todo dia. Apenas se surpreendeu quando os médicos que vieram ao Brasil não-livremente foram médicos cubanos.

    O discurso unificado “progressista” funciona como uma seita: todos devem pensar o mesmo. Para tal, veículos de comunicação, reproduzindo a ladainha oficial (a hegemonia faz com que, cada vez mais, imprensa e governo se imiscuam), lançam o chamado dog whistle: o apito que só a militância ouve, e que faz com que todas as críticas ao governo sejam respondidas em uníssono de uma mesma maneira. Como se viu nas redes sociais nos últimos dias, todas as críticas à importação de médicos cubanos foram pechadas de “racismo”, sem que nenhum progressista pensasse o mesmo quando a blogueira cubana dissidente Yoani Sánchez foi até agredida no aeroporto por estes mesmos que hoje enaltecem o tráfico humano do governo petista.

    littlerock yoani 255×338 Trabalho escravo cubano: objetivo dos progressistas alcançado

    Ninguém criticou médicos cubanos, e sim o ato do governo de importá-los. Pior: importá-los como gado, como mercadoria que pertence a uma ditadura totalitária que ficará com 3/4 do seu salário, não liberará seus passaportes, não lhes permitirá conversar com a imprensa e, caso queiram ter outro emprego livremente no país, como todo ser humano pode depois de viajar com bolsa de trabalho ao estrangeiro, será impedido por um acordo ditatorial entre Cuba e o PT, que lhes nega asilo político já de cara.

    Mas essas esquisitices que só acontecem com os médicos cubanos (ninguém ouviu sobre algum modelo de gestão humana parecido a respeito de médicos portugueses, espanhóis ou bolivianos) são vistas apenas como um desvio, um acidente de percurso pelo fato de Cuba ser uma ditadura (e culpa-se sempre a América por isso, como se a culpa da ditadura norte-coreana também fosse… do Ocidente). São analisadas como notas de rodapé que ninguém lê antes de assinar.

    Na verdade, não é um acidente no projeto “progressista”, e sim sua consubstanciação mais inescapável. Os progressistas, que odeiam o mercado (“imperialista” e “desigual”, embora queiram acabar com o embargo comercial a Cuba para salvá-la da miséria que é viver sem mercado, sem perceber a contradição), não podem suportar a idéia de que as pessoas trabalhem para quem quiserem, que circulem livremente (basta pensar em Cuba, ou no Muro de Berlim, quando não há um mar de tubarões ao redor), que ajam por seus próprios desejos individuais, ao invés de subordiná-los à força estatal.

    Como o progressista quer uma sociedade programada, centralizada, dirigida, com um projeto único a ser obedecido, sem liberdade de ação autônoma para fora do que foi previamente mandado, é uma conseqüência óbvia de que é a favor da estatização completa não apenas da economia, mas da própria vida humana – que perde seu poder de livre associação, sendo obrigada, sempre, a só obedecer ao Estado.

    É assim que o progressista acaba com as variações do mercado, com a “desigualdade”, com o desemprego – no dizer de P. J. O’Rourke, a Constituição soviética garante a todos um emprego. Uma idéia bastante assustadora, eu diria. Se essa sociedade planejada “para o bem de todos” não pode conter “acidentes”, desigualdade, concentração, exploração e outras palavras de forte apelo emocional, mas que só mascaram a realidade com uma interpretação insana, esses médicos que vieram para cá, fazendo teatrinho já no aeroporto (como descer do avião de jaleco e estetoscópio no pescoço depois de uma viagem transcontinental), é insofismável que essas pessoas poderão apenas trabalhar para o Estado. E para quem o Estado original, o dono de sua força de trabalho, permitir.

    Se há a possibilidade de livre associação em uma sociedade liberal, os médicos cubanos são a prova de que, na sociedade “progressista”, há a hierarquia, o controle, a disciplina e a obediência. O trabalho de médicos que serão obrigados a mais-valiar para a ditadura cubana, sem direito a ter por aqui uma vida normal, que todo progressista que elogia o ato do governo tem, é prova de que a escravidão é o destino dessa sociedade com política e economia “planejada” pelo Estado para o bem-estar social.

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