Terceirizar para pulverizar/precarizar a classe trabalhadora: não ao PL 4330!

É sabido que, no capitalismo, a terceirização é uma política econômica da burguesia que descobriu que, ao dividir cada vez mais a organização do trabalho, no fundo, ajuda a pulverizar ainda mais a classe trabalhadora em várias empresas, enfraquecendo, assim, a sua possibilidade de organização sindical e, por conseguinte, facilitando ainda mais a precarização dos contratos com os trabalhadores. O Governo Dilma, juntamente com o Congresso Nacional, em conluio com a burguesia, traz o PL 4330-2004 de volta à cena política justamente para facilitar ainda mais a exploração do trabalhador, aumentando a pulverização da classe trabalhadora para os empresários lucrarem mais. Ou seja, o Estado Burguês sempre descobre um jeitinho de dar uma forcinha a mais para os capitalistas.

Qual o grande problema da legitimação-eternização-naturalização da terceirização sob a ótica da classe trabalhadora? Ora, empresas terceirizadas tendem a pagar menores salários; empresas terceirizadas possuem mais dificuldades de cumprirem com suas obrigações trabalhistas em caso de falência ou demissão de trabalhador; empresas terceirizadas contratam número menor de funcionários, dificultando organização sindical e greves no setor, explorando o trabalho não pago (mais-valia) aos trabalhadores de forma mais intensa e mais brutal; empresas terceirizadas são usadas como desculpas para os estados e municípios fugirem de suas responsabilidades públicas, contratando estas empresas como prestadoras de serviço, de modo a gastar menos com o salário dos trabalhadores e impedindo greves massivas no setor público. Resumindo, a terceirização é boa para os patrões, é boa para o Estado Burguês, é boa para as grandes empresas gastarem menos encargos trabalhistas. A terceirização é uma forma de se extrair ainda mais mais-valia/trabalho não pago aos trabalhadores, aumentando o lucro dos capitalistas.

Enfim, a terceirização somente não é boa para a classe trabalhadora que, atomizada e pulverizada em milhares de empresas terceirizadas, além de ser mais explorada, ainda possui mais dificuldades de identificar e de lutar contra a classe que o explora: a grande burguesia capitalista. Dia 30 de Agosto, diga não ao PL 4330!

Por: Gílber Martins Duarte – Socialista Livre – Conselheiro do Sind-UTE / MG e diretor da subsede do Sind-UTE em Uberlândia – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Doutorando em Análise do Discurso/UFU – Membro da CSP-CONLUTAS.

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8 respostas para Terceirizar para pulverizar/precarizar a classe trabalhadora: não ao PL 4330!

  1. No mundo globalizado, poucos assuntos despertam tanta paixão quanto a transferência de setores industriais de um país para outros — transferência essa que é feita com o intuito de se aproveitar os baixos salários vigentes nesses outros países, particularmente os da Ásia. O termo técnico utilizado para essa realocação é offshoring ou “terceirização estrangeira”. Além das lamúrias típicas sobre a perda de postos de trabalho, tal fenômeno provoca também queixas quanto ao aumento das importações em relação às exportações, isto é, o agravamento da chamada balança comercial “desfavorável”.

    Aqui vai um exemplo que vai ajudar a dar uma perspectiva adequada a ambas as questões.

    Imagine que uma determinada empresa do país X esteja contemplando um investimento de capital da ordem de $10 milhões para construir uma fábrica. Desses $10 milhões, $5 milhões serão utilizados para materiais de construção, equipamentos de construção e, principalmente, para todo o maquinário a ser instalado na fábrica. Os outros $5 milhões terão de ser utilizados para cobrir os salários e os benefícios trabalhistas dos 100 operários que trabalharão nas obras durante um ano, a um custo de $50.000 por homem.

    Entretanto, em um país pobre da Ásia o custo de operários igualmente capazes é de apenas $1.000 por homem. Em outras palavras, o custo trabalhista total será de $100 mil ao invés de $5 milhões. Os materiais de construção, os equipamentos de construção e o maquinário para a fábrica podem todos ser enviados para lá. Para simplificar as coisas, vamos ignorar os custos de transporte e quaisquer outros custos associados à burocracia de se construir no exterior. Assim, o custo total de se construir essa planta na Ásia seria de apenas $5,1 milhões, ao invés de $10 milhões. Trata-se, obviamente, de um poderoso incentivo para se construir a planta na Ásia. Consequentemente, assim que essa planta estiver pronta, qualquer que seja o número de trabalhadores necessário para sua operação, estes poderão ser encontrados localmente a uma fração comparativamente menor do custo de se empregar trabalhadores do país X.

    São exatamente essas considerações que explicam, por exemplo, por que várias indústrias americanas deixaram os EUA e foram para outros países, principalmente pra a Ásia. É simplesmente bem mais barato.

    Os comentaristas econômicos, que quase sempre são críticos, enxergam apenas esse movimento de capitais para o estrangeiro; eles estranhamente não percebem que tal processo é muito mais do que apenas um movimento de uma dada quantia de capital de um lugar para outro. Em termos monetários, o valor chega a ser desprezível quando comparado à real riqueza física — no caso, capital físico — em jogo. Quando colocado nesses termos, é possível perceber que há um aumento substancial na riqueza de todos. Afinal, o fato de se poder obter por $5,1 milhões algo que de outra forma requereria $10 milhões, faz com que seja possível comprar praticamente duas vezes o mesmo tanto pelos mesmos $10 milhões. Essa empresa em questão pode construir praticamente duas fábricas na Ásia pelo preço de uma no país X.

    Uma empresa do país X que investisse dessa forma poderia oferecer aos seus clientes aproximadamente dois produtos pelo preço de apenas um, pois ela transferiu suas operações de manufatura para Ásia ao invés de ficar em X. Mesmo sendo verdade — como é frequentemente alegado — que os trabalhadores dessa fábrica que saiu do país X terão agora de se contentar com trabalhos mais insatisfatórios — como, por exemplo, no McDonald’s —, o sistema econômico de X ainda assim terá dobrado a sua produção. Com o benefício adicional de todos os hambúrgueres extras que esses trabalhadores deslocados agora produzirão.

    Para mim, parece ter havido um ganho geral para todo o sistema econômico do país X.

    Entendendo mais especificamente, o ganho entra na economia do país X na forma de importações. Basicamente, os cidadãos de X poderão usufruir os bens produzidos por duas fábricas na Ásia ao invés de apenas uma fábrica em X, e esses bens duplicados estão entrando na economia de X na forma de importações. Absurdamente, esse ganho de riqueza para X é chamado de “desfavorável”. Certamente não é desfavorável para os consumidores de X. A única coisa que eu poderia imaginar como sendo mais favorável — e que, ao mesmo tempo, seria estupidamente denunciada como ainda mais desfavorável — seria se essas importações simplesmente surgissem do nada e de graça no litoral de X, porém sendo computadas pela alfândega como tendo um valor substancial.

    O offshoring não gera o declínio do sistema econômico de um país; na realidade, ocorre exatamente o oposto. Ele fornece às pessoas do país que fez essa terceirização estrangeira acesso a uma capacidade de fabricação amplamente mais ampla, a qual é capaz de fornecer uma quantia muito maior de bens a preços muito menores. E caso o país X não esteja inflando sua moeda, tal benefício será ainda mais perceptível.

    Graças ao offshoring, o país X poderá ser suprido com sapatos e roupas, aparelhos de televisão, computadores, laptops, tocadores de CD e DVD, fornos microondas, e vários outros bens em quantidades sem precedentes e a preços extremamente baixos. O fato de que essa abundância virá ao país X na forma de importados é simplesmente uma decorrência da natureza do arranjo. E mais ainda: a mão-de-obra de X poderá ser liberada para exercer outras atividades mais produtivas, com o benefício de que agora os preços de seus bens de consumo estarão muito menores, o que faz com que seus salários reais sejam maiores.

    Mas qual o real problema econômico de tudo isso?

    Eu digo problema “econômico” porque posso imaginar o surgimento de algo que poderia causar problemas: a perda dessas fábricas offshore e das importações que elas proporcionam. Isso poderia acontecer em decorrência de confiscos realizados por governos estrangeiros, de uma burocracia caótica e inepta imposta pelos governos de ambos os lados, ou simplesmente pela adoção de medidas protecionistas pelo país que justamente mais se beneficia com tal arranjo. Isso sim seria uma catástrofe.

    Portanto, nunca é demais enfatizar: o problema não está na terceirização estrangeira ou nas importações; o problema está em qualquer coisa que venha a ameaçar esse fenômeno e as importações que ele proporciona.

  2. Por que a ideia de que o capitalista explora o trabalhador é inerentemente falsa.

    O desejo declarado das várias escolas socialistas, desde os marxistas linha-dura até os social-democratas defensores do estado de bem-estar social, sempre foi o de levar justiça às relações econômicas de uma sociedade. Em sua visão de mundo, justiça significa proteger os interesses dos trabalhadores contra os extorsivos capitalistas que supostamente não produzem nada, mas são capazes de colher formosos lucros.

    Os social-democratas, não obstante, estão dispostos a trair seus princípios pelo simples fato de que uma sangrenta guerra civil em conjunto com uma economia centralmente planejada poderia ser ainda pior do que a contínua exploração dos trabalhadores. Ainda assim, eles têm a impressão de que são os trabalhadores os proprietários supremos dos produtos porque foram eles que labutaram e suaram, isto é, que estiveram diretamente envolvidos na produção física dos bens.

    O economista austríaco Eugen von Böhm-Bawerk defendia a existência de lucros bastante altos por causa da necessária função exercida pelos capitalistas. Entretanto, mesmo Böhm-Bawerk explicitamente reconhecia o direito básico dos trabalhadores a ter todo o valor dos bens por eles produzidos. Porém, sua análise positiva era para tentar convencer o leitor de que a existência do capitalista é importante e de alto valor mesmo para os trabalhadores. A função do capitalista, de acordo com Böhm-Bawerk, é fornecer aos trabalhadores os meios com os quais eles poderiam comprar bens (de consumo).

    Os trabalhadores precisam dos capitalistas porque eles não podem ou não estão dispostos a esperar até que os produtos do seu trabalho amadureçam até atingir o valor completo dos bens de consumo. Visto por esse prisma, a função básica de um capitalista parece ser meramente a de um bom vendedor que troca bens presentes (salários pagos) por bens de consumo futuros e ainda não terminados. Assim, os trabalhadores recebem apenas um valor descontado — o qual ainda é supostamente igual ao valor de seu produto marginal — daquilo que, no final, irá se tornar bens presentes com completo valor de mercado. E os capitalistas ficam com a diferença — chamada de taxa de retorno.

    O argumento de que os trabalhadores não estão dispostos a esperar até que os produtos do seu trabalho finalmente amadureçam até o valor completo dos bens que produzem pode parecer um tanto insensível. Afinal, esperar vários anos até ser pago integralmente o valor daquilo que produzem significaria a fome e a inanição para muitos trabalhadores e suas famílias. Portanto, nas circunstâncias em que se encontram, os trabalhadores podem ser simplesmente incapazes fisicamente de esperar por um grande período de tempo para viver sob um estado de permanente dureza. Por isso eles têm de aceitar esse arranjo.

    E por que, nesses casos, a taxa de retorno depende da preferência temporal dos capitalistas e não da dos trabalhadores?

    Essas perguntas e lamúrias são válidas apenas se supusermos que os trabalhadores de fato são os proprietários legítimos dos bens produzidos. A afirmação de que os trabalhadores recebem apenas uma fração daquilo que produzem significa essencialmente que os lucros são deduções dos salários.

    Nesse artigo vou apresentar a dedução de George Reisman e argumentar que, de acordo com a própria natureza das coisas, os trabalhadores não podem legitimamente requerer qualquer posse sobre os produtos de seu trabalho. Muito pelo contrário: os empreendedores e capitalistas é que podem. Ademais, são os salários que são deduzidos dos lucros.

    A questão sobre o que vem primeiro

    A proposição de que os salários são deduções dos lucros irá, muito certamente, parecer simplesmente inacreditável, quando não manifestamente errônea. Pois, afinal, quem trabalha nas indústrias e está envolvido na imediata criação de bens e serviços? Entretanto, o fato de que os trabalhadores estão envolvidos no processo de produção física não possui, virtualmente, nenhuma relevância quando o que se quer é aprofundar essa questão e tentar entender as interdependências econômicas que existem em um sistema econômico baseado na divisão do trabalho (capitalismo).

    O primeiro fator essencial a ser compreendido é que nem todo indivíduo que executa uma produção física recebe um salário. Para ver um exemplo, imagine um criador de ovelhas, autônomo, em algum lugar das estepes do Cazaquistão, cem anos atrás. Suponha que esse nosso criador de ovelhas não seja autossuficiente, de modo que ele precisa adquirir roupas, pães e uma variedade de outras coisas que ele pode comprar no mercado da cidade mais próxima. Ademais, suponha que a economia do Cazaquistão é desenvolvida o suficiente a ponto de utilizar moedas de ouro como dinheiro.

    Quando ele precisa adquirir bens, nosso criador de ovelhas vai até o mercado e vende algumas de suas ovelhas por, digamos, dez moedas de ouro. E aqui vem a pergunta crucial: podemos dizer que essas dez moedas de ouro que ele recebe pela venda de suas ovelhas representam seu salário? Não, não podemos. Não obstante o fato de nosso criador de ovelhas ser um pobre coitado que acorda muito cedo e trabalha diariamente longas jornadas, sob condições muito desagradáveis, as dez moedas de ouro não podem ser consideradas seu salário, pois, para receber um salário, um indivíduo precisa antes de tudo ser o empregado de alguém. Por definição, um assalariado — ou, equivalentemente, um proletário — é alguém que não é o proprietário de nenhum meio de produção exceto seu próprio corpo e quaisquer outras habilidades excepcionais que ele porventura possua.

    Nosso criador de ovelhas, em contraste, é o seu próprio patrão e pode decidir o que fazer com sua propriedade — o rebanho de ovelhas. O dinheiro que ele recebe após vender algumas ovelhas é apenas a receita das vendas de seu produto. Agora estamos chegando perto da natureza da relação exata entre salários, receita da venda de produtos e lucro. Daqui a pouco iremos ver que, para que os salários possam existir, antes é preciso haver lucros.

    Para compreender isso, é preciso entender o fato de que, em uma economia de mercado, as pessoas executam atividades produtivas com o propósito único de ganhar dinheiro. Ganhar dinheiro é de importância literalmente vital porque, via de regra, a única maneira de alguém adquirir (moralmente) os bens que consome é por meio do gasto do dinheiro que possui. Assim sendo, ganhar dinheiro se torna o foco decisivo de todas as atividades produtivas da economia. Indivíduos e empresas poderão ganhar dinheiro somente se eles oferecerem bens e serviços pelos quais terceiros estão dispostos a trocar seu dinheiro.

    Além disso, na economia de mercado, ganhar mais dinheiro ou até mesmo uma quantia mínima definida de dinheiro não é algo que vem fácil, pois um cliente em potencial sempre tem a liberdade de escolher gastar sua renda limitada em outros lugares. Somente por meio do contínuo aprimoramento da qualidade ou por meio da contínua oferta de bens a preços baixos, ou de uma combinação de ambos, é que é possível vencer permanentemente a concorrência e, com isso, garantir um fluxo contínuo de renda para si próprio.

    Porém, melhorias na qualidade e preços mais baixos são metas realizáveis apenas com a ajuda de mais e melhores ferramentas e materiais, bem como de mão-de-obra cada vez mais preparada. Nesse ponto, temos de introduzir as espécies de empreendedores/empresários que de fato tomam as decisões relevantes no que tange aos investimentos em ferramentas, materiais e mão-de-obra.

    Nosso criador de ovelhas adquire o status de empreendedor/empresário se ele considera que o propósito de sua atividade produtora — criação de ovelhas — é o de lhe propiciar receitas de venda. Da perspectiva do nosso criador de ovelhas, a receita das vendas de seu produto é um meio em potencial para sua sobrevivência — ou, alternativamente, é a sua renda.

    Se ele decidir investir uma parte dela, digamos, empregando um trabalhador e pagando a ele uma quantia definida de dinheiro — em termos mensais, por exemplo —, então ele estará agora tendo custos empresariais. Seu investimento na forma de salários mensalmente pagos diminui regularmente a fração da receita que antes era considerada lucro — ou seja, o salário pago diminui a diferença entre a receita da venda de produtos e os custos.

    Observe que, quando nosso criador de ovelhas não está incorrendo em custos na forma de pagamentos salariais mensais, a receita total obtida com a venda de seus produtos é o seu lucro!

    A análise abstrata feita acima confirma a proposição de que os lucros, e não os salários, são a forma original de renda.

    Para compreender a questão mais claramente, vamos ampliar nosso exemplo inicial e supor que nosso criador de ovelhas contrata seu vizinho de nome Murat, que não é proprietário de nada, para ajudá-lo a cuidar de suas ovelhas, protegendo-as contra eventuais ataques de lobos famintos. Eles voluntariamente acordam que Murat receba uma moeda de ouro por mês de serviços.

    Agora, o cenário ficou totalmente diferente. Temos agora um assalariado e um empreendedor/capitalista.

    Será que podemos dizer que, nesse caso, Murat tem o direito de ser o dono de todas as ovelhas apenas porque ele cuidadosamente as protege contra o ataque de lobos? Não, ele não tem esse direito! Certamente é verdade que a produtividade marginal do rebanho aumentou desde que Murat foi contratado, mas esse fato por si só não significa que Murat tem agora o direito de reclamar o produto marginal (ovelhas salvas dos lobos) para si próprio só porque ele foi contratado.

    O que ele recebe como salário não é o produto marginal de seus serviços de vigília, mas apenas uma moeda de ouro. Observe o papel crucial desempenhado aqui pelo proprietário do rebanho.

    O salário de Murat — a moeda de ouro que ele recebe — existe unicamente porque o dono das ovelhas é sábio e prudente o bastante para poupar uma moeda de ouro de sua receita de vendas e utilizá-la para pagar Murat.

    Ao empregar Murat, o criador de ovelhas espera, naturalmente, ganhar mais moedas de ouro do que ele gasta como salário de Murat. Entretanto, ainda assim, a verdade é incontestável: Murat só ganha a moeda e só contribui para uma maior produtividade marginal — o que justifica seu salário — por causa da poupança e das sábias decisões empresariais do criador de ovelhas! Tivesse o criador de ovelhas consumido essa moeda, digamos, comprando frutas deliciosas para sua esposa, Murat teria permanecido desempregado e, como consequência, haveria menos ovelhas para os humanos consumirem.

    Podemos generalizar esse exemplo. O surgimento de assalariados como uma classe econômica distinta ocorre somente porque existem, e continuam existindo, empreendedores/capitalistas que estão dispostos a pagar salários com recursos retirados de suas poupanças.

    Podemos ir ainda mais fundo e ver mais claramente o papel crucial desempenhado pelo sistema de trocas monetárias.

    Como Ludwig von Mises demonstrou, sem a existência de dinheiro e do cálculo econômico expressado em termos monetários, nenhum método de produção complexo e indireto/capitalista seria possível. Os métodos de produção complexos e indiretos/capitalistas, por sua vez, podem ser implementados somente porque empreendedores e capitalistas pouparam — isto é, não consumiram — seu capital.

    O capital que foi poupado e consequentemente utilizado no processo de produção pode ser denominado como ‘despesas produtivas’, pois estas são feitas com o propósito de produzir bens e serviços que serão subsequentemente vendidos por uma quantia de dinheiro maior do que a soma originalmente gasta na compra dos fatores de produção.

    As despesas produtivas dos empreendedores e capitalistas na forma de pagamento de salários e compras de bens de capital não apenas criam uma classe distinta de assalariados, como também, ao mesmo tempo, criam as condições necessárias para uma maior produtividade física de um dado número de pessoas dispostas a trabalhar por salários — o que faz com que os salários reais desses trabalhadores sejam elevados.

    As instituições criadas pelo capitalismo, tais como o sistema econômico monetário e o sistema de propriedade privada, permitem que aqueles indivíduos que são mais inteligentes, produtivos e prudentes apliquem sua própria mão-de-obra, bem como a mão-de-obra alheia, na tarefa da produção, desta forma melhorando suas próprias vidas e também, e de modo muito mais sensível, as vidas daqueles outros indivíduos que são menos capazes.

    Gostaria de concluir com uma pergunta: quem de fato “explora” quem? Os empreendedores e capitalistas exploram os trabalhadores, ou os trabalhadores basicamente vivem da inteligência, produtividade e prudência dos empreendedores e capitalistas?

    • Piada de capitalista: “a ideia de que capitalista explora trabalhador é inerentemente falsa”. Quer enganar quem aqui, Gladimir? Estou de bom humor, vou rir da sua piada, risossssssssssssssssssssssssssssssss.

      • Gílber!
        Quem engana quem? Quem é o piadista aqui, quem defende a tese de um autor de época,e de uma obra inacabada??? Confirmo o que eu temia: sou um total imbecil. Afinal, como pode alguém não achar a tanta graça nos textos humorísticos desse senhor Gílber ou não tomar como respeitáveis e sapientíssimas as suas opiniões? Pois é. O cara que não acha graça no Socialismo Livre. Que leu os textos dele e o achou deprimente… Esse cara sou eu! Ao final da leitura, do comentário acima, a despeito da ignorância do autor sobre acontecimentos históricos recentes de todos os regimes socialistas, temos o exemplo do típico intelectual oriundo da fábrica esquerdista: um ser despido de qualquer parâmetro moral e impregnado até a medula óssea de relativismo.
        Escritores e intelectuais como o Gílber além de se constituírem na imensa maioria, são justamente os mais respeitáveis e influentes. Para eles, as atitudes pessoais e o valor da vida ou da dignidade humana não são valores absolutos: dependem do lado ao qual pertencem o agressor e a vítima.
        Vejam o ódio do socialismo :
        A filósofa Marilena Chaui diz em evento do PT que odeia a classe média, que a classe média é estupidez, reacionária, conservadora, ignorante, terrorista, fascista.
        Matéria do Jornal da Cultura exibida em 20/05/2013 com comentários de Marco Antonio Villa e Airton Soares. Vejam o vídeo, de uma professora universitária socialista, LAMENTÁVEL: VOCÊS LEITORES DO BLOG, TIREM SUAS CONCLUSÕES.

      • Seu ódio burguês ao socialismo fará mal ao seu fígado, Gladimir. Mas entendo, nós, marxistas, colocamos os dedos nas feridas do sistema explorador que você professa. É claro, não cai bem para empáfia da classe dominante mostrar-lhe os podres.

      • Meu ódio burgues??? Assalariado é burgues, agora cara pálida??? Quem não tomar como respeitáveis e sapientíssimas as suas opiniões agora é burgues???? Começou acabar seus argumentos??? Meu objetivo é proclamar a verdade e combater a mentira, de Marx, para seus leitores, somente isso. Você é um caso perdido, tem que provar do próprio veneno (socialismo) para aprender.
        Chegam a ser tragicômicos alguns trechos dos ensinamentos Marx em seus textos, embora, nos pareça, na realidade, um poderoso instrumento desnorteador da lógica e do bom senso inerentes aos seres humanos.
        E o objetivo dessa retórica filosófico-fantasiosa serve bem aos objetivos do SOCIALISMO LIVRE: Confundir, iludir, enganar e destruir.

        “Pereci, pereci. O meu tempo se esgotou.
        O relógio parou, a pequena construção ruiu.
        Logo abraçarei a eternidade, e com um grito,
        Proferirei gigantesca maldição para toda a humanidade.”
        Karl Marx, Oulanem (já leu né Gílber, pois já demonstrou “teofobia” típicos dos marxistas em seus textos)

        A História também registra que Karl Marx era um indivíduo devasso e que vivia afundado em dívidas e que vivia constantemente embriagado. Ao mudar-se para a França, lhe foi oferecido um emprego em um jornal chamado de Anais Franco-Germânicos, onde trabalhavam Michael Bakunin, um anarquista russo, e Friedrich Engels, filho de um industrial alemão. Foi por essa época que Marx passou a se autodenominar comunista, alegando ter ficado impressionado com a pobreza do povo parisiense. Afundado em dívidas, Marx passou a ser sustentado por Engels, podendo dedicar seu tempo à elaboração de suas conhecidas e bizarras teorias econômicas e sociais. De suas concepções mirabolantes e notavelmente anticientíficas surgiu o famoso Manifesto Comunista, uma obra influenciada pelos rascunhos de Engels em seu Princípios do Comunismo. O Manifesto Comunista foi publicado em fevereiro de 1848. Em 1867 Karl Marx publica Das Kapital (O Capital), um dos maiores embustes em termos de teorias econômicas jamais concebidos.

        Karl Marx, o pai do Comunismo. O homem que queria se vingar contra Deus
        “Assim, o Céu eu perdi, e sei disso muito bem. Minha alma, que já foi fiel a Deus, está escolhida para o Inferno.”
        “Nada, senão a vingança, restou para mim.”
        “Eu desejo me vingar contra Aquele que governa lá em cima.”
        (Karl Marx 1818-1883)

        Não há registro, em toda a História, de um século mais sangrento do que o século vinte. E muito desse sangue derramado se deveu a um dos mais diabólicos regimes políticos jamais concebidos, o Comunismo. Fazendo as contas, e por baixo, podemos verificar pelos dados históricos que pelo menos 120 milhões de pessoas foram mortas em consequência direta da atuação desta ideologia anticristo, mais especificamente durante o período dos carniceiros Lênin na União Soviética e Mao Tse Tung na China. Esta é também a ideologia mãe do Partido dos Trabalhadores, o PT, do monstruoso regime cubano e de tantas outras ideologias utópicas e atéias filhas das funestas concepções do prussiano Karl Marx.

        Os Símbolos do Comunismo
        .A Foice simboliza a Morte
        .O Martelo a Destruição
        .A Estrela vermelha, o Pentagrama Satânico
        .O vermelho, o sangue dos adversários

        Socialismo é também a ideologia mãe do Partido dos Trabalhadores, o PT, do monstruoso regime cubano e de tantas outras ideologias utópicas e atéias filhas das funestas concepções do prussiano Karl Marx. Vejam no vídeo os comunistas do PT:

  3. Allyne Bisinotto disse:

    O PROBLEMA NO BRASIL É A CORRUPÇÃO. TUDO PODE NESSE PAÍS (COM CARA QUE NÃO PODE). Acredito que para DIMINUIR TAL REAL SITUAÇÃO, brasileiro deve conhecer de fato e de direito a realidade do país dele (muitos conhecem, mas não sabem o que fazer com seus conhecimentos. Atrapalham ou ajudam, ou nenhum dos dois). Essa situação real do mundo…hum…. complicado dizer num planeta onde cabem até 10 bi de pessoas, já somos quase, acho, 8 bilhões…. (Hoje acomodo por aqui).

  4. Allyne Bisinotto disse:

    comentários com problemas de escrita rsrsrs, desculpem-me (gosto do que escrevem).

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