Por que o marxismo continua incomodando tanto?

A burguesia bem que queria apagar de vez o marxismo da história da humanidade. As deteriorações dos estados operários vigentes na História (Rússia, Alemanha Oriental, China, Coréia do Norte, Cuba, etc.), levadas a cabo por direções burocráticas e autoritárias que se recusaram lutar pelo socialismo mundial, apostando em regimes estatais autoritários localizados em cada país, coibindo a liberdade de crítica, coibindo a liberdade de expressão, coibindo a liberdade de organização política dos próprios trabalhadores, enfim, tais deteriorações políticas constituídas em nome do projeto marxista fizeram, por um tempo, a burguesia capitalista acreditar que a história tinha acabado e que o capitalismo reinaria para toda a eternidade. Mas eis que as contradições inevitáveis e insuperáveis do capitalismo burguês voltam assombrar, novamente, o suposto berço eterno esplêndido da burguesia e o marxismo volta a ser a filosofia mais atual dos nossos dias.

Em uma sociedade dividida em classes, em uma sociedade dividida entre explorados e exploradores, em uma sociedade dividida entre oprimidos e opressores, em uma sociedade dividida entre incluídos e excluídos, em uma sociedade dividida entre os que trabalham (trabalhadores) e os que vivem do trabalho alheio (burguesia), o marxismo continua e continuará produzindo seus efeitos vivos e arrebatadores, porque é a única filosofia não conformista consequente que postula que mudar o mundo é possível. Todos os detratores e inimigos do marxismo agem no conservadorismo, labutam por permanências ocas cada vez mais ineficientes no quesito “docilizar as massas”. Os inimigos do marxismo não querem mudar o mundo, porque participam ou esperam participar das regalias da sociedade burguesa, mesmo sabendo que essas tão desejadas regalias se dão à custa da miséria, da exploração e da fome de muitos. Na lógica burguesa, entretanto, injustiça e desigualdade social são dádivas quase que naturais: não há espaço para construção de uma ética política socializante e simétrica na ideologia burguesa, pois o que interessa a essa classe social é seguir nadando em seus privilégios econômicos obtidos à custa da mais-valia (trabalho não pago) dos operários. Temem o marxismo como o diabo teme a cruz, pois este coloca o dedo nas feridas do capitalismo.

O fato é que a luta de classes continua encarniçada como sempre o fora e apenas o marxismo, enquanto filosofia política, discute caminhos possíveis para superar essas contradições tão horríveis que pairam sobre a vida dos trabalhadores, oprimidos e excluídos desse planeta. A pergunta fatídica volta a ser feita na atualidade: qual tipo de governo e qual tipo de modo de produção seriam possíveis para colocar fim em tamanhas desigualdades econômicas e em tamanhas injustiças sociais? Há saída Para além do Capital, como problematizaria István Mészáros?

Sim, há saída. Estudando Marx, estudando as falhas das revoluções operárias que já ocorreram, procurando-se evitar os mesmos erros políticos já cometidos, e sempre colados à luta dos explorados e oprimidos do mundo, com criatividade revolucionária, é possível reinventar o socialismo marxista, em termos do Socialismo Livre, garantindo estatização dos meios de produção e democracia operária, com plena liberdade de crítica, plena liberdade de expressão, plena liberdade de imprensa, plena liberdade de ir e vir, plena liberdade científica-religiosa-cultural-artística-intelectual, sendo, contudo, radicalmente contra a liberdade de explorar e contra a liberdade de oprimir, base do capitalismo e de todas as ditaduras até hoje existentes, inclusive, as ditaduras dos estados operários burocratizados.

A grande lição marxista da atualidade é: por dentro do capitalismo, as crises mundiais atuais não serão superadas em direção a algo melhor. Guerras, fome, desemprego é tudo o que o capitalismo pode oferecer. O desejo de mudar o mundo, portanto, volta a fazer parte do ideário dos lutadores mundiais. E quando nasce o desejo de mudar o mundo, o marxismo volta a ser atual e vivo, pois é a filosofia política mais consequente dos últimos tempos. E então, por que o marxismo passa a incomodar tanto? Exatamente porque os explorados e os oprimidos do mundo, perdidas as ilusões no capitalismo e seu modo excludente de ser, percebem que não há nada mais a escutar das falsas promessas das ideologias burguesas insossas: nesse ínterim, explorados e oprimidos escutam cada vez mais os marxistas. E com o aumento da escuta aos marxistas, o Socialismo Livre deixa de ser uma mera utopia de loucos libertários e passa a ser algo totalmente possível. É por isso que tudo que é pensado “para além do capital” é tão odiado pelos sujeitos identificados com ideologia burguesa! Marx incomoda, porque o marxismo vive. That is the question!

Por: Gílber Martins Duarte – Socialista Livre – Conselheiro do Sindute-MG e diretor da subsede do Sindute em Uberlândia – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Doutorando em Análise do Discurso/UFU – Membro da CSP-CONLUTAS.

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Sobre socialistalivre

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35 respostas para Por que o marxismo continua incomodando tanto?

  1. Ciência prova que Esquerdismo é doença mental incurável – Sintomas para se identificar um comunista.
    Ceticismo e dinâmica social na investigação da religião política
    O psiquiatra Lyle Rossiter nos comprova que o esquerdismo é uma doença mental.
    direita como um “louco da direita”, e daí por diante. O problema é que a crença da direita é coerente até com o que a teoria da evolução tem a nos dizer. Enquanto isso, a crença esquerdista é baseada em quê? É isso que começamos a investigar de uma forma mais clínica a partir do livro The Liberal Mind: The Psychological Causes of Political Madness, de Lyle Rossiter, lançado em 2011.

    Conforme a review da Amazon, já notamos a paulada que será dada nos comunistas:

    Liberal Mind traz o primeiro exame profundo da loucura política mais relevante em nosso tempo: os esforços do comunista radical para regular as pessoas desde o berço até o túmulo. Para salvar-nos de nossas vidas turbulentas, a agenda comunista recomenda a negação da responsabilidade pessoal, incentiva a auto-piedade e outro-comiseração, promove a dependência do governo, assim como a indulgência sexual, racionaliza a violência, pede desculpas pela obrigação financeira, justifica o roubo, ignora a grosseria, prescreve reclamação e imputação de culpa, denigre o matrimônio e a família, legaliza todos os abortos, desafia a tradição social e religiosa, declara a injustiça da desigualdade, e se rebela contra os deveres da cidadania. Através de direitos múltiplos para bens, serviços e status social não adquiridos, o político de comunista promete garantir o bem-estar material de todos, fornecendo saúde para todos, protegendo a auto-estima de todos, corrigindo todas as desvantagens sociais e políticas, educando cada cidadão, assim como eliminando todas as distinções de classe. O comunista radical, assim, ataca os fundamentos da liberdade civilizada. Dadas as suas metas irracionais, métodos coercitivos e fracassos históricos, juntamente aos seus efeitos perversos sobre o desenvolvimento do caráter, não pode haver dúvida da loucura contida na agenda radical. Só uma agenda irracional defenderia uma destruição sistemática dos fundamentos que garantem a liberdade organizada. Apenas um homem irracional iria desejar o Estado decidindo sua vida por ele, ao invés e criar condições de segurança para ele poder executar sua própria vida. Só uma agenda irracional tentaria deliberadamente prejudicar o crescimento do cidadão em direção à competência, através da adoção dele pelo Estado. Apenas o pensamento irracional trocaria a liberdade individual pela coerção do governo, sacrificando o orgulho da auto-suficiência para a dependência do bem-estar. Só um louco iria visualizar uma comunidade de pessoas livres cooperando e ver nela uma sociedade de vítimas exploradas pelos vilões.

    O que temos aqui, na obra de Rossiter, é o tratamento do comunismo de forma clínica, por um psiquiatra forense. (Um pouco mais no site do autor do livro, e um pouco mais sobre sua prática profissional)

    O modelo de mente comunista

    O livro é bastante analítico, e, por vezes, até chato de se ler. Quem está acostumado a livros de fácil leitura de autores conservadores de direita, como Glenn Beck e Ann Coulter, pode até se incomodar. Outro livro que fala do mesmo tema é Liberalism Is a Mental Disorder: Savage Solution, de Michael Savage. Mas o livro de Savage é também uma leitura informal, embora séria. O livro de Rossiter é acadêmico, de leitura até difícil, sem muitas concessões comerciais, e de um rigor analítico simplesmente impressionante. Se não é sua leitura típica para curar insônia, ao menos o conteúdo poderoso compensa o tratamento seco e acadêmico dado ao tema.

    Segundo Rossiter, a mente esquerdista tem um padrão, que se reflete tanto em um padrão comportamental, quanto um padrão de crenças e alegações. Portanto, é possível “modelar” a mente do esquerdista a partir de uma série de padrões. A partir daí, Rossiter investiga uma larga base de conhecimento de desordens de personalidade, e usa-as para modelar os padrões de comportamento dos esquerdistas. Segundo Rossiter, basta observar o comportamento de um esquerdista, mapear suas crenças e ações, e compará-los com os dados científicos a respeito de algumas patologias da mente. A mente esquerdista pode ser classificada como um distúrbio de personalidade por que as crenças e ações resultantes deste tipo de mentalidade se encaixam com exatidão no modelo psiquiátrico do distúrbio de personalidade. As análises de Rossiter são feitas tanto nos contextos individuais (a crença do cidadão esquerdista em relação ao mundo), como nos contextos corporativos (ação de grupo, endosso a políticos profissionais, etc.).

    Rossiter nos lembra que a personalidade é socializada pelos pais e pela família, como uma parte do desenvolvimento infantil. Mesmo com a influência do ambiente escolar, são os pais que preparam a criança para o futuro. A partir disso, ele avalia o que é um desenvolvimento sadio, para desenvolver uma personalidade apta a viver em um mundo orientado a valorização da competência, dentro do qual essa personalidade deverá reagir. Uma personalidade sadia reagiria bem a esse mundo já sem a presença dos pais, enquanto uma personalidade com distúrbio não conseguiria o mesmo sucesso. Em cima disso, Rossiter avalia a personalidade desenvolvida com os itens da agenda esquerdista, demonstrando que muitos itens dessa agenda estão em oposição ao desenvolvimento sadio da personalidade.

    Para o seu trabalho, Rossiter classifica os esquerdistas em dois tipos: benignos e radicais. Os radicais são aqueles cujas ações (agenda) causam dano a outros indivíduos. De qualquer forma, os esquerdistas benignos (seriam os moderados) dão sustentação aos esquerdistas radicais.

    Rossiter define o homem como uma fonte autônoma de ação, ao mesmo tempo em que está envolvido em relações, como as econômicas, sociais e políticas. Isto é definido por Rossiter como a Natureza Bipolar do Homem, pois mesmo que ele seja capaz de ação independente, também é restrito pelo contexto social, na cooperação com os outros. A partir dessa constatação, tudo o mais flui. Para permitir que o homem seja capaz de operar com sucesso em seu ambiente natural, deve existir um desenvolvimento adequado da personalidade. Este desenvolvimento da personalidade surge a partir dos outros, idealmente a mãe e a família.

    Outro ponto central: toda a análise de Rossiter é feita no contexto de uma sociedade livre, não de uma sociedade totalitária. Portanto, ele avalia o quão alguém é sadio em termos de personalidade para viver em uma sociedade democrática, e não em uma sociedade formalmente totalitária, como Coréia do Norte, Cuba ou China, por exemplo.

    Competência em uma sociedade livre

    Fica claro que não devemos esperar de Rossiter avaliação sobre um modelo de personalidade para toda e qualquer sociedade, pois ele é bem claro em seu intuito: desenvolver e estudar personalidades competentes para a vida em uma sociedade livre. A manutenção de tal sociedade requer regras para existir, que devem ser codificadas em leis, hipóteses, assim como regras do senso comum.

    Nesse contexto, as habilidades a seguir são aquelas de um adulto competente em uma sociedade com liberdade organizada:

    Iniciativa – Fazer as coisas acontecerem.
    Atuação – Agir com propósito.
    Autonomia – Agir independentemente.
    Soberania- Viver independentemente, através da tomada de decisão competente.
    Rossiter define os direitos naturais do homem, para uma pessoa adulta vivendo em uma sociedade de liberdade organizada. Estes compreendem o exercício, conforme qualquer um escolher, das habilidades selecionadas acima, todas elas sujeitas às restrições necessárias para uma sociedade com paz e ordem. Assim, direitos naturais resultam da combinação de natureza humana e liberdade humana. Natureza humana significa viver como alguém quiser, sujeito as restrições necessárias para paz e ordem.

    Considerando estes atributos humanos, Rossiter define como uma ordem social adequada, aquela que possui os seguintes aspectos:

    Honra a soberania do indivíduo
    Respeita a liberdade do indivíduo.
    Respeita a posse de propriedade e integridade dos contratos.
    Respeita o princípio da igualdade sob a lei.
    Requer limites constitucionais, para evitar que o governo viole os direitos naturais.
    Os aspectos acima são avaliados na perspectiva do indivíduo, não de grupos ou classes, em um processo relacionado à individuação, conceito originado em Jung. Neste processo, o ser humano evolui de um estado infantil de identificação para um estado de maior diferenciação, o que implicará necessariamente em uma ampliação da consciência. A partir daí, surge cada vez mais o conhecimento de si-mesmo, em detrimento das influências externas. Eventuais resistências à individuação são causas de sofrimento e distúrbios psiquícos.

    Segundo Rossiter, o indivíduo adulto que passou adequadamente pelo processo de individuação assume de forma coerente seu direito a vida, liberdade e busca da felicidade. Mesmo assim, isso não significa que ele pode fazer o que quiser, pois deve respeitar o individualismo dos outros e interagir com eles através da cooperação voluntária. Assim, o individualismo deve ser associado com mutualidade, para o desenvolvimento de um adulto competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada.

    Rossiter estuda com afinco as características de desenvolvimento do invidíduo, de acordo com regras pelas quais ele pode viver em uma sociedade de liberdade organizada, e lista sete direitos individuais do cidadão comum, dentro dos quais ele pode exercitar sua autonomia, livre da interferência do governo:

    Direito de auto-propriedade (autonomia)
    Direito de primeira posse (para controlar propriedade que não tenha sido de posse de ninguém antes)
    Direito de posse e troca (manter, trocar ou comercializar)
    Direito de auto-defesa (proteção de si próprio e da proriedade)
    Direito de compensação justa pela retirada (a partir do governo)
    Direito a acesso limitado (a propriedade dos outros em emergências)
    Direito a restituição (por danos a si próprio ou propriedade)
    Estes são normalmente chamados de direitos naturais, direitos de liberdade ou direitos negativos. O governo deve ser estruturado para proteger estes direitos, e precisa ser estruturado de forma que não infrinja-os. A obrigação do governo em uma sociedade de liberdade organizada envolve implementar e sustentar estas regras para proteger o cidadão de infrações cometidas tanto por outros como pelo próprio governo.

    Eis que surge o problema da mente esquerdista, que quer atacar basicamente todos os pilares acima. Em cima disso, Rossiter levanta as crenças da mente esquerdista, que, juntas, dão um fundamento do modelo da mente deles:

    Modelos sociais ideais tradicionais estão ultrapassados e não se aplicam mais.
    A direção do governo é melhor do que ter os cidadãos tomando conta de si próprios.
    A melhor fundação política de uma sociedade organizada ocorre através de um governo centralizado.
    O objetivo principal da política é alcançar uma sociedade ideal na visão coletiva.
    A significância política do invidíduo é medida a partir de sua adequação à coletividade.
    Altruísmo é uma virtude do estado, embutida nos programas do estado.
    A soberania dos indivíduos é diminuída em favor do estado.
    Direitos a vida, liberdade e propriedade são submetidos aos direitos coletivos determinados pelo estado.
    Cidadãos são como crianças de um governo parental.
    A relação do indivíduo em relação ao governo deve lembrar aquela que a criança possui com os pais.
    As instituições sociais tradicionais de matrimônio e família não são muito importantes.
    O governo inchado é necessário para garantir justiça social.
    Conceitos tradicionais de justiça são inválidos.
    O conceito coletivista de justiça social requer distribuição de riqueza.
    Frutos de trabalho individual pertencem à população como um todo.
    O indivíduo deve ter direito a apenas uma parte do resultado de seu trabalho, e esta porção deve ser especificada pelo governo.
    O estado deve julgar quais grupos merecem benefícios a partir do governo.
    A atividade econômica deve ser cuidadosamente controlada pelo governo.
    As prescrições do governo surgem a partir de intelectuais da esquerda, não da história.
    Os elaboradores de políticas da esquerda são intelectualmente superiores aos conservadores.
    A boa vida é um direito dado pelo estado, independentemente do esforço do cidadão.
    Tradições estabelecidas de decência e cortesia são indevidamente restritivas.
    Códigos morais, éticos e legais tradicionais são construções políticas.
    Ações destrutivas do indivíduo são causadas por influências culturais negativas.
    O julgamento das ações não deve ser baseado em padrões éticos ou morais.
    O mesmo vale para julgar o que ocorre entre nações, grupos éticos e grupos religiosos.
    Como tudo na vida, o aceite de crenças tem consequências. No caso do aceite das crenças esquerdistas, consequências incluem:

    Dependência do governo, ao invés de auto-confiança.
    Direção a partir do governo, ao invés da auto-determinação.
    Indulgência e relativismo moral, ao invés de retidão moral.
    Coletivismo contra o individualismo cooperativo.
    Trabalho escravo contra o altruísmo genuíno.
    Deslocamento do indivíduo como a principal unidade social econômica, social e política.
    A santidade do casamento e coesão da família prejudicada.
    A harmonia entre a família e a comunidade prejudicada.
    Obrigações de promessas, contratos e direitos de propriedade enfraquecidos.
    Falta de conexão entre premiações por mérito e justificativa para estas premiações.
    Corrupção da base moral e ética para a vida civilizada.
    População polarizada em guerras de classes através de falsas alegações de vitimização e demandas artificiais de resgate político.
    A criação de um estado parental e administrativo idealizado, dotado de vastos poderes regulatórios.
    Liberdade invididual e coordenação pacífica da ação humana severamente comprometida.
    Aliás, eu acho que Rossiter esqueceu de consequências adicionais como: (15) Aumento do crime, devido a tolerância ao crime, e (16) Incapacidade de uma base lógica para que a sociedade sequer tenha condição de julgar o status em que se encontra.

    Por que a mente esquerdista é uma patologia?

    Para Rossiter, a melhor forma de avaliar a mente do esquerdista é a através dos valores que ele tem, e os que ele rejeita. Mais:

    Como todos os outros seres humanos, o esquerdista moderno revela seu verdadeiro caráter, incluindo sua loucura, nos valores que possui e que descarta. De especial interesse, no entanto, são os muitos valores sobre os quais a mente esquerdista não é apaixonada: sua agenda não insiste em que o invidívuo é a principal unidade econômica, social e política, ele não idealiza a liberdade individual em uma estrutura de lei e ordem, não defende os direitos básicos de propriedade e contrato, não aspira a ideais de autonomia e reciprocidade autênticas. Ele não defende a retidão moral ou sequer compreende o papel crítico da moralidade no relacionamento humano. A agenda esquerdista não compreende uma identidade de competência, nem aprecia sua importância, e muito menos avalia as condições e instituições sociais que permitam seu desenvolvimento ou que promovam sua realização. A agenda esquerdista não compreende nem reconhece a soberania, portanto não se importa em impor limites estritos de coerção pelo estado. Ele não celebra o altruísmo genuíno da caridade privada. Ele não aprende as lições da história sobre os males do coletivismo.

    Rossiter diz que as crianças não nascem com este “programa”, que é adquirido especialmente durante o aprendizado escolar. Em resumo: um adulto, competente para operar em uma sociedade de liberdade organizada, na maior parte das vezes adquire estes valores dos pais e da família, mas um esquerdista radical não.

    Basicamente, o esquerdismo pode ser caracterizado como uma neurose, baseada nos traumas do relacionamento com a família durante o desenvolvimento da personalidade. Sendo uma neurose de transferência, ela compreende as projeções inconscientes das psicodinâmicas da infância nas arenas políticas da vida adulta. É o resultado de uma falha no treino da criança nos elementos psicodinâmicos básicos de um adulto, competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada. (Obviamente, um esquerdista jamais irá reconhecer as “fendas” em seu desenvolvimento de criança até um adulto)

    Rossiter nos diz mais:

    Sua neurose é evidente em seus ideais e fantasias, em sua auto-justiça, arrogância e grandiosidade, na sua auto-piedade, em suas exigências de indulgência e isenção de prestação de contas, em suas reivindicações de direitos, em que ele dá e retém, e em seus protestos de que nada feito voluntariamente é suficiente para satisfazê-lo. Mais notadamente, nas demandas do esquerdista radical, em seus protestos furiosos contra a liberdade econômica, em seu arrogante desprezo pela moralidade, em seu desafio repleto de ódio contra a civilidade, em seus ataques amargos à liberdade de associação, em seu ataque agressivo à liberdade individual. E, em última análise, a irracionalidade do esquerdista radical é mais aparente na defesa do uso cruel da força para controlar a vida dos outros.

    Agora fica mais fácil entender por que os esquerdistas são tão frustrados e raivosinhos em suas interações, não?

    Os cinco déficits principais do esquerdista

    Um esquerdista apresenta, segundo Rossiter, cinco principais déficits, cada um mais evidente nas diversas fases do desenvolvimento, desde os primeiros meses após o nascimento, até a entrada da fase adulta.

    Confiança básica: O primeiro déficit relaciona-se a confiança básica. Isto é, a falta de confiança nos relacionamentos entre pessoas por consentimento mútuo. Por isso, o esquerdista age como se as pessoas não conseguissem criar boas vidas por si próprios através da cooperação voluntária e iniciativa individual. Por isso, colocam toda essa coordenação nas mãos do estado, que funciona como um substituto para os pais. Se a criança não consegue conviver com os irmãos, precisa de pais como árbitros. Este déficit inicia-se no primeiro ano de vida. As interações positivas de uma criança com a mãe o introduzem a um mundo de relacionamento seguro, agradável, mutuamente satisfatório e a partir do “consentimento” entre ambas as partes. Mas caso exista um relacionamento anormal e abusivo na infância, algo de errado ocorre, e essa aquisição de confiança básica é profundamente comprometida. Lembremos que a ingenuidade é problemática, mas o esquerdista é ingênuo perante o governo, que tem mais poder de coerção, enquanto suspeita dos relacionamentos humanos não abitrados pelo governo.

    Autonomia: Após os primeiros 15 meses, uma criança começa a incorporar os fundamentos de autonomia, auto-realização, assim como fundamentos de mutualidade, ou auto-realização (assim como realização dos outros). A partir dessa fase, a criança começa a agir por si própria para ter suas necessidades satisfeitas, de acordo com aqueles que cuidam dela. Junto com a ideia de autonomia, surgem ideias como auto-confiança, auto-direção e auto-regulação. A criança “mimada”, que cresce dependente do excesso de indulgência dos pais é privada das virtudes de auto-confiança e auto-controle e de atitudes necessárias para cooperação com os outros.

    Iniciativa: No desenvolvimento normal, esta é a capacidade de se iniciar bons trabalhos para bons propósitos, sendo desenvolvida nos primeiros quatro ou cinco anos da vida de uma criança. No caso da falta de iniciativa, há falta de auto-direção, vontade e propósito, geralmente buscando relacionamentos com os outros de forma infantil, sempre pedindo por condescendência, ao invés de lutar para ser respeitado. Pessoas como esta personalidade normalmente assumem um papel infantil em relação ao governo, votando para aqueles que prometem segurança material através da obrigação coletiva, ao invés de votar naqueles comprometidos com a proteção da liberdade individual. A inibição da iniciativa pode ocorrer por culpa excessiva adquirida na infância, surgindo, por instância, do completo de Édipo.

    Diligência: Assim como a iniciativa é a habilidade de iniciar atos com boas metas, diligência é a habilidade para completá-los. A criança, no seu desenvolvimento escolar, se torna apta a completar suas ações de forma cada vez mais competente. Na fase da diligência, a criança aprende a fazer e realizar coisas e se relacionar de formas mais complexas com pessoas fora de seu núcleo familiar. A meta desta fase é o desenvolvimento da competência adulta. É a era da aquisição da competência econômica e da socialização. Nessa fase, se aprende a convivência de acordo com códigos aceitos de conduta, de acordo com as possibilidades culturais de seu tempo, de forma a canalizar seus interesses na direção da cooperação mútua. Quando as coisas não vão muito bem, surgem desordens comportamentais, uso de drogas, ou delinquência, assim como o surgimento de ações que sabotam a cooperação. A tendência é a geração de um senso de inferioridade, assim como déficits nas habilidades sociais, de aprendizado e identificações construtivas, que deveriam ser a porta de entrada para a aquisição da competência adulta. Atitudes que surgem destas emoções patológicas podem promover uma dependência passiva comportamental como uma defesa contra o medo diante das relações humanas, vergonha, ou ódio.

    Identidade: O senso de identidade do adolescente é alterado assim que ele explora várias personas, múltiplas e as vezes contraditórias, na construção de seu self. Ele deve se confrontar com novos desafios em relação ao balanço já estabelecido entre confiança e desconfiança, autonomia e vergonha, iniciativa e culpa, diligência e inferioridade. Esta fase testa a estabilidade emocional que foi desenvolvida pela criança, assim como sua racionalidade, sendo de adequação e aceitabilidade, superação de obstáculos, e o aprofundamento das habilidades relacionais. O desenvolvimento desta identidade adulta envolve o risco percebido de acreditar nas instituições sociais. O adulto quer uma visão do mundo na qual possa acreditar. Isto é especialmente importante se ele sofreu formas de abuso anteriormente. Sua consciência ampliada de quem ele é facilita uma integração entre suas identidades do passado e do presente com sua identidade do futuro. Nesta fase do desenvolvimento o jovem pode ser vítima das ofertas ilusórias do esquerdismo. É a fase “final” da escolha.

  2. Ciência prova que comunismo é doença mental incurável – Sintomas para se identificar um comunista. Ceticismo e dinâmica social na investigação da religião política.

    O psiquiatra Lyle Rossiter nos comprova que o comunismo é uma doença mental. Geralmente vemos comunista se referirem a quem é da direita como um “louco da direita”, e daí por diante. O problema é que a crença da direita é coerente até com o que a teoria da evolução tem a nos dizer. Enquanto isso, a crença comunista é baseada em quê? É isso que começamos a investigar de uma forma mais clínica a partir do livro The Liberal Mind: The Psychological Causes of Political Madness, de Lyle Rossiter, lançado em 2011.

    Conforme a review da Amazon, já notamos a paulada que será dada nos comunistas:

    Liberal Mind traz o primeiro exame profundo da loucura política mais relevante em nosso tempo: os esforços dos comunistas radical para regular as pessoas desde o berço até o túmulo. Para salvar-nos de nossas vidas turbulentas, a agenda esquerdista recomenda a negação da responsabilidade pessoal, incentiva a auto-piedade e outro-comiseração, promove a dependência do governo, assim como a indulgência sexual, racionaliza a violência, pede desculpas pela obrigação financeira, justifica o roubo, ignora a grosseria, prescreve reclamação e imputação de culpa, denigre o matrimônio e a família, legaliza todos os abortos, desafia a tradição social e religiosa, declara a injustiça da desigualdade, e se rebela contra os deveres da cidadania. Através de direitos múltiplos para bens, serviços e status social não adquiridos, o político de esquerda promete garantir o bem-estar material de todos, fornecendo saúde para todos, protegendo a auto-estima de todos, corrigindo todas as desvantagens sociais e políticas, educando cada cidadão, assim como eliminando todas as distinções de classe. O comunismo radical, assim, ataca os fundamentos da liberdade civilizada. Dadas as suas metas irracionais, métodos coercitivos e fracassos históricos, juntamente aos seus efeitos perversos sobre o desenvolvimento do caráter, não pode haver dúvida da loucura contida na agenda radical. Só uma agenda irracional defenderia uma destruição sistemática dos fundamentos que garantem a liberdade organizada. Apenas um homem irracional iria desejar o Estado decidindo sua vida por ele, ao invés e criar condições de segurança para ele poder executar sua própria vida. Só uma agenda irracional tentaria deliberadamente prejudicar o crescimento do cidadão em direção à competência, através da adoção dele pelo Estado. Apenas o pensamento irracional trocaria a liberdade individual pela coerção do governo, sacrificando o orgulho da auto-suficiência para a dependência do bem-estar. Só um louco iria visualizar uma comunidade de pessoas livres cooperando e ver nela uma sociedade de vítimas exploradas pelos vilões.

    O que temos aqui, na obra de Rossiter, é o tratamento do esquerdismo de forma clínica, por um psiquiatra forense. (Um pouco mais no site do autor do livro, e um pouco mais sobre sua prática profissional)

    O modelo de mente comunista

    O livro é bastante analítico, e, por vezes, até chato de se ler. Quem está acostumado a livros de fácil leitura de autores conservadores de direita, como Glenn Beck e Ann Coulter, pode até se incomodar. Outro livro que fala do mesmo tema é Liberalism Is a Mental Disorder: Savage Solution, de Michael Savage. Mas o livro de Savage é também uma leitura informal, embora séria. O livro de Rossiter é acadêmico, de leitura até difícil, sem muitas concessões comerciais, e de um rigor analítico simplesmente impressionante. Se não é sua leitura típica para curar insônia, ao menos o conteúdo poderoso compensa o tratamento seco e acadêmico dado ao tema.

    Segundo Rossiter, a mente comunista tem um padrão, que se reflete tanto em um padrão comportamental, quanto um padrão de crenças e alegações. Portanto, é possível “modelar” a mente do esquerdista a partir de uma série de padrões. A partir daí, Rossiter investiga uma larga base de conhecimento de desordens de personalidade, e usa-as para modelar os padrões de comportamento dos esquerdistas. Segundo Rossiter, basta observar o comportamento de um esquerdista, mapear suas crenças e ações, e compará-los com os dados científicos a respeito de algumas patologias da mente. A mente esquerdista pode ser classificada como um distúrbio de personalidade por que as crenças e ações resultantes deste tipo de mentalidade se encaixam com exatidão no modelo psiquiátrico do distúrbio de personalidade. As análises de Rossiter são feitas tanto nos contextos individuais (a crença do cidadão esquerdista em relação ao mundo), como nos contextos corporativos (ação de grupo, endosso a políticos profissionais, etc.).

    Rossiter nos lembra que a personalidade é socializada pelos pais e pela família, como uma parte do desenvolvimento infantil. Mesmo com a influência do ambiente escolar, são os pais que preparam a criança para o futuro. A partir disso, ele avalia o que é um desenvolvimento sadio, para desenvolver uma personalidade apta a viver em um mundo orientado a valorização da competência, dentro do qual essa personalidade deverá reagir. Uma personalidade sadia reagiria bem a esse mundo já sem a presença dos pais, enquanto uma personalidade com distúrbio não conseguiria o mesmo sucesso. Em cima disso, Rossiter avalia a personalidade desenvolvida com os itens da agenda esquerdista, demonstrando que muitos itens dessa agenda estão em oposição ao desenvolvimento sadio da personalidade.

    Para o seu trabalho, Rossiter classifica os esquerdistas em dois tipos: benignos e radicais. Os radicais são aqueles cujas ações (agenda) causam dano a outros indivíduos. De qualquer forma, os esquerdistas benignos (seriam os moderados) dão sustentação aos esquerdistas radicais.

    Rossiter define o homem como uma fonte autônoma de ação, ao mesmo tempo em que está envolvido em relações, como as econômicas, sociais e políticas. Isto é definido por Rossiter como a Natureza Bipolar do Homem, pois mesmo que ele seja capaz de ação independente, também é restrito pelo contexto social, na cooperação com os outros. A partir dessa constatação, tudo o mais flui. Para permitir que o homem seja capaz de operar com sucesso em seu ambiente natural, deve existir um desenvolvimento adequado da personalidade. Este desenvolvimento da personalidade surge a partir dos outros, idealmente a mãe e a família.

    Outro ponto central: toda a análise de Rossiter é feita no contexto de uma sociedade livre, não de uma sociedade totalitária. Portanto, ele avalia o quão alguém é sadio em termos de personalidade para viver em uma sociedade democrática, e não em uma sociedade formalmente totalitária, como Coréia do Norte, Cuba ou China, por exemplo.

    Competência em uma sociedade livre

    Fica claro que não devemos esperar de Rossiter avaliação sobre um modelo de personalidade para toda e qualquer sociedade, pois ele é bem claro em seu intuito: desenvolver e estudar personalidades competentes para a vida em uma sociedade livre. A manutenção de tal sociedade requer regras para existir, que devem ser codificadas em leis, hipóteses, assim como regras do senso comum.

    Nesse contexto, as habilidades a seguir são aquelas de um adulto competente em uma sociedade com liberdade organizada:

    Iniciativa – Fazer as coisas acontecerem.
    Atuação – Agir com propósito.
    Autonomia – Agir independentemente.
    Soberania- Viver independentemente, através da tomada de decisão competente.
    Rossiter define os direitos naturais do homem, para uma pessoa adulta vivendo em uma sociedade de liberdade organizada. Estes compreendem o exercício, conforme qualquer um escolher, das habilidades selecionadas acima, todas elas sujeitas às restrições necessárias para uma sociedade com paz e ordem. Assim, direitos naturais resultam da combinação de natureza humana e liberdade humana. Natureza humana significa viver como alguém quiser, sujeito as restrições necessárias para paz e ordem.

    Considerando estes atributos humanos, Rossiter define como uma ordem social adequada, aquela que possui os seguintes aspectos:

    Honra a soberania do indivíduo
    Respeita a liberdade do indivíduo.
    Respeita a posse de propriedade e integridade dos contratos.
    Respeita o princípio da igualdade sob a lei.
    Requer limites constitucionais, para evitar que o governo viole os direitos naturais.
    Os aspectos acima são avaliados na perspectiva do indivíduo, não de grupos ou classes, em um processo relacionado à individuação, conceito originado em Jung. Neste processo, o ser humano evolui de um estado infantil de identificação para um estado de maior diferenciação, o que implicará necessariamente em uma ampliação da consciência. A partir daí, surge cada vez mais o conhecimento de si-mesmo, em detrimento das influências externas. Eventuais resistências à individuação são causas de sofrimento e distúrbios psiquícos.

    Segundo Rossiter, o indivíduo adulto que passou adequadamente pelo processo de individuação assume de forma coerente seu direito a vida, liberdade e busca da felicidade. Mesmo assim, isso não significa que ele pode fazer o que quiser, pois deve respeitar o individualismo dos outros e interagir com eles através da cooperação voluntária. Assim, o individualismo deve ser associado com mutualidade, para o desenvolvimento de um adulto competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada.

    Rossiter estuda com afinco as características de desenvolvimento do invidíduo, de acordo com regras pelas quais ele pode viver em uma sociedade de liberdade organizada, e lista sete direitos individuais do cidadão comum, dentro dos quais ele pode exercitar sua autonomia, livre da interferência do governo:

    Direito de auto-propriedade (autonomia)
    Direito de primeira posse (para controlar propriedade que não tenha sido de posse de ninguém antes)
    Direito de posse e troca (manter, trocar ou comercializar)
    Direito de auto-defesa (proteção de si próprio e da proriedade)
    Direito de compensação justa pela retirada (a partir do governo)
    Direito a acesso limitado (a propriedade dos outros em emergências)
    Direito a restituição (por danos a si próprio ou propriedade)
    Estes são normalmente chamados de direitos naturais, direitos de liberdade ou direitos negativos. O governo deve ser estruturado para proteger estes direitos, e precisa ser estruturado de forma que não infrinja-os. A obrigação do governo em uma sociedade de liberdade organizada envolve implementar e sustentar estas regras para proteger o cidadão de infrações cometidas tanto por outros como pelo próprio governo.

    Eis que surge o problema da mente esquerdista, que quer atacar basicamente todos os pilares acima. Em cima disso, Rossiter levanta as crenças da mente esquerdista, que, juntas, dão um fundamento do modelo da mente deles:

    Modelos sociais ideais tradicionais estão ultrapassados e não se aplicam mais.
    A direção do governo é melhor do que ter os cidadãos tomando conta de si próprios.
    A melhor fundação política de uma sociedade organizada ocorre através de um governo centralizado.
    O objetivo principal da política é alcançar uma sociedade ideal na visão coletiva.
    A significância política do invidíduo é medida a partir de sua adequação à coletividade.
    Altruísmo é uma virtude do estado, embutida nos programas do estado.
    A soberania dos indivíduos é diminuída em favor do estado.
    Direitos a vida, liberdade e propriedade são submetidos aos direitos coletivos determinados pelo estado.
    Cidadãos são como crianças de um governo parental.
    A relação do indivíduo em relação ao governo deve lembrar aquela que a criança possui com os pais.
    As instituições sociais tradicionais de matrimônio e família não são muito importantes.
    O governo inchado é necessário para garantir justiça social.
    Conceitos tradicionais de justiça são inválidos.
    O conceito coletivista de justiça social requer distribuição de riqueza.
    Frutos de trabalho individual pertencem à população como um todo.
    O indivíduo deve ter direito a apenas uma parte do resultado de seu trabalho, e esta porção deve ser especificada pelo governo.
    O estado deve julgar quais grupos merecem benefícios a partir do governo.
    A atividade econômica deve ser cuidadosamente controlada pelo governo.
    As prescrições do governo surgem a partir de intelectuais da esquerda, não da história.
    Os elaboradores de políticas da esquerda são intelectualmente superiores aos conservadores.
    A boa vida é um direito dado pelo estado, independentemente do esforço do cidadão.
    Tradições estabelecidas de decência e cortesia são indevidamente restritivas.
    Códigos morais, éticos e legais tradicionais são construções políticas.
    Ações destrutivas do indivíduo são causadas por influências culturais negativas.
    O julgamento das ações não deve ser baseado em padrões éticos ou morais.
    O mesmo vale para julgar o que ocorre entre nações, grupos éticos e grupos religiosos.
    Como tudo na vida, o aceite de crenças tem consequências. No caso do aceite das crenças esquerdistas, consequências incluem:

    Dependência do governo, ao invés de auto-confiança.
    Direção a partir do governo, ao invés da auto-determinação.
    Indulgência e relativismo moral, ao invés de retidão moral.
    Coletivismo contra o individualismo cooperativo.
    Trabalho escravo contra o altruísmo genuíno.
    Deslocamento do indivíduo como a principal unidade social econômica, social e política.
    A santidade do casamento e coesão da família prejudicada.
    A harmonia entre a família e a comunidade prejudicada.
    Obrigações de promessas, contratos e direitos de propriedade enfraquecidos.
    Falta de conexão entre premiações por mérito e justificativa para estas premiações.
    Corrupção da base moral e ética para a vida civilizada.
    População polarizada em guerras de classes através de falsas alegações de vitimização e demandas artificiais de resgate político.
    A criação de um estado parental e administrativo idealizado, dotado de vastos poderes regulatórios.
    Liberdade invididual e coordenação pacífica da ação humana severamente comprometida.
    Aliás, eu acho que Rossiter esqueceu de consequências adicionais como: (15) Aumento do crime, devido a tolerância ao crime, e (16) Incapacidade de uma base lógica para que a sociedade sequer tenha condição de julgar o status em que se encontra.

    Por que a mente esquerdista é uma patologia?

    Para Rossiter, a melhor forma de avaliar a mente do esquerdista é a através dos valores que ele tem, e os que ele rejeita. Mais:

    Como todos os outros seres humanos, o esquerdista moderno revela seu verdadeiro caráter, incluindo sua loucura, nos valores que possui e que descarta. De especial interesse, no entanto, são os muitos valores sobre os quais a mente esquerdista não é apaixonada: sua agenda não insiste em que o invidívuo é a principal unidade econômica, social e política, ele não idealiza a liberdade individual em uma estrutura de lei e ordem, não defende os direitos básicos de propriedade e contrato, não aspira a ideais de autonomia e reciprocidade autênticas. Ele não defende a retidão moral ou sequer compreende o papel crítico da moralidade no relacionamento humano. A agenda esquerdista não compreende uma identidade de competência, nem aprecia sua importância, e muito menos avalia as condições e instituições sociais que permitam seu desenvolvimento ou que promovam sua realização. A agenda esquerdista não compreende nem reconhece a soberania, portanto não se importa em impor limites estritos de coerção pelo estado. Ele não celebra o altruísmo genuíno da caridade privada. Ele não aprende as lições da história sobre os males do coletivismo.

    Rossiter diz que as crianças não nascem com este “programa”, que é adquirido especialmente durante o aprendizado escolar. Em resumo: um adulto, competente para operar em uma sociedade de liberdade organizada, na maior parte das vezes adquire estes valores dos pais e da família, mas um esquerdista radical não.

    Basicamente, o esquerdismo pode ser caracterizado como uma neurose, baseada nos traumas do relacionamento com a família durante o desenvolvimento da personalidade. Sendo uma neurose de transferência, ela compreende as projeções inconscientes das psicodinâmicas da infância nas arenas políticas da vida adulta. É o resultado de uma falha no treino da criança nos elementos psicodinâmicos básicos de um adulto, competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada. (Obviamente, um esquerdista jamais irá reconhecer as “fendas” em seu desenvolvimento de criança até um adulto)

    Rossiter nos diz mais:

    Sua neurose é evidente em seus ideais e fantasias, em sua auto-justiça, arrogância e grandiosidade, na sua auto-piedade, em suas exigências de indulgência e isenção de prestação de contas, em suas reivindicações de direitos, em que ele dá e retém, e em seus protestos de que nada feito voluntariamente é suficiente para satisfazê-lo. Mais notadamente, nas demandas do esquerdista radical, em seus protestos furiosos contra a liberdade econômica, em seu arrogante desprezo pela moralidade, em seu desafio repleto de ódio contra a civilidade, em seus ataques amargos à liberdade de associação, em seu ataque agressivo à liberdade individual. E, em última análise, a irracionalidade do esquerdista radical é mais aparente na defesa do uso cruel da força para controlar a vida dos outros.

    Agora fica mais fácil entender por que os esquerdistas são tão frustrados e raivosinhos em suas interações, não?

    Os cinco déficits principais do esquerdista

    Um esquerdista apresenta, segundo Rossiter, cinco principais déficits, cada um mais evidente nas diversas fases do desenvolvimento, desde os primeiros meses após o nascimento, até a entrada da fase adulta.

    Confiança básica: O primeiro déficit relaciona-se a confiança básica. Isto é, a falta de confiança nos relacionamentos entre pessoas por consentimento mútuo. Por isso, o esquerdista age como se as pessoas não conseguissem criar boas vidas por si próprios através da cooperação voluntária e iniciativa individual. Por isso, colocam toda essa coordenação nas mãos do estado, que funciona como um substituto para os pais. Se a criança não consegue conviver com os irmãos, precisa de pais como árbitros. Este déficit inicia-se no primeiro ano de vida. As interações positivas de uma criança com a mãe o introduzem a um mundo de relacionamento seguro, agradável, mutuamente satisfatório e a partir do “consentimento” entre ambas as partes. Mas caso exista um relacionamento anormal e abusivo na infância, algo de errado ocorre, e essa aquisição de confiança básica é profundamente comprometida. Lembremos que a ingenuidade é problemática, mas o esquerdista é ingênuo perante o governo, que tem mais poder de coerção, enquanto suspeita dos relacionamentos humanos não abitrados pelo governo.

    Autonomia: Após os primeiros 15 meses, uma criança começa a incorporar os fundamentos de autonomia, auto-realização, assim como fundamentos de mutualidade, ou auto-realização (assim como realização dos outros). A partir dessa fase, a criança começa a agir por si própria para ter suas necessidades satisfeitas, de acordo com aqueles que cuidam dela. Junto com a ideia de autonomia, surgem ideias como auto-confiança, auto-direção e auto-regulação. A criança “mimada”, que cresce dependente do excesso de indulgência dos pais é privada das virtudes de auto-confiança e auto-controle e de atitudes necessárias para cooperação com os outros.

    Iniciativa: No desenvolvimento normal, esta é a capacidade de se iniciar bons trabalhos para bons propósitos, sendo desenvolvida nos primeiros quatro ou cinco anos da vida de uma criança. No caso da falta de iniciativa, há falta de auto-direção, vontade e propósito, geralmente buscando relacionamentos com os outros de forma infantil, sempre pedindo por condescendência, ao invés de lutar para ser respeitado. Pessoas como esta personalidade normalmente assumem um papel infantil em relação ao governo, votando para aqueles que prometem segurança material através da obrigação coletiva, ao invés de votar naqueles comprometidos com a proteção da liberdade individual. A inibição da iniciativa pode ocorrer por culpa excessiva adquirida na infância, surgindo, por instância, do completo de Édipo.

    Diligência: Assim como a iniciativa é a habilidade de iniciar atos com boas metas, diligência é a habilidade para completá-los. A criança, no seu desenvolvimento escolar, se torna apta a completar suas ações de forma cada vez mais competente. Na fase da diligência, a criança aprende a fazer e realizar coisas e se relacionar de formas mais complexas com pessoas fora de seu núcleo familiar. A meta desta fase é o desenvolvimento da competência adulta. É a era da aquisição da competência econômica e da socialização. Nessa fase, se aprende a convivência de acordo com códigos aceitos de conduta, de acordo com as possibilidades culturais de seu tempo, de forma a canalizar seus interesses na direção da cooperação mútua. Quando as coisas não vão muito bem, surgem desordens comportamentais, uso de drogas, ou delinquência, assim como o surgimento de ações que sabotam a cooperação. A tendência é a geração de um senso de inferioridade, assim como déficits nas habilidades sociais, de aprendizado e identificações construtivas, que deveriam ser a porta de entrada para a aquisição da competência adulta. Atitudes que surgem destas emoções patológicas podem promover uma dependência passiva comportamental como uma defesa contra o medo diante das relações humanas, vergonha, ou ódio.

    Identidade: O senso de identidade do adolescente é alterado assim que ele explora várias personas, múltiplas e as vezes contraditórias, na construção de seu self. Ele deve se confrontar com novos desafios em relação ao balanço já estabelecido entre confiança e desconfiança, autonomia e vergonha, iniciativa e culpa, diligência e inferioridade. Esta fase testa a estabilidade emocional que foi desenvolvida pela criança, assim como sua racionalidade, sendo de adequação e aceitabilidade, superação de obstáculos, e o aprofundamento das habilidades relacionais. O desenvolvimento desta identidade adulta envolve o risco percebido de acreditar nas instituições sociais. O adulto quer uma visão do mundo na qual possa acreditar. Isto é especialmente importante se ele sofreu formas de abuso anteriormente. Sua consciência ampliada de quem ele é facilita uma integração entre suas identidades do passado e do presente com sua identidade do futuro. Nesta fase do desenvolvimento o jovem pode ser vítima das ofertas ilusórias do comunismo. É a fase “final” da escolha.

    • A classe trabalhadora que luta contra a exploração e a opressão agora tem de parar no psicólogo? Piada, não é Gladimir? O mundo é uma contradição só e não apostar em transformá-lo, através da luta, como propõe o marxismo, é, no mínimo, uma covardia política.

      • Professor Gílber!

        Fazer cortesia com chapéu alheio, fanatismo, fazem tudo pelo poder, não importa quais meios sejam, como se seguissem a filosofia de Maquiavel!!!

        Como o Estado comunista segundo seu ídolo Marx controla sua vida?

        Em primeiro lugar é preciso criar no meio cultural uma sensação que todos são inimigos entre si. Movimentando um clima de inimizade permanente em todos os grupos e setores sociais. Assim a mulher é inimiga do homem, o branco é inimigo do negro, o trabalhador é inimigo do patrão, o jovem é inimigo do velho etc.(resumo de seus temas)

        Se utilizado dessa engenharia social o Estado “Iluminado” impõe ser o único capaz de controlar essas intrigas com seus mecanismos opressores. Logo, o Estado alimenta artifícios e legislações que a todo custo tenta controlar pensamentos, palavras e atos de todos os indivíduos como se fossem crianças.

        Com o seu dinheiro o Estado esquerdista tenta controlar sua vida semelhante ao livro 1984 de George Orwell.

        Longe de esgotar o assunto, o marxista é aquele sujeito cuja figura externa é enormemente maior que a própria realidade. Sintetiza o cavaleiro solitário no deserto do absurdo, cuja ambição diabólica é querer “mandar” no mundo.

      • E por você, Gladimir? Se você é contra o marxismo, está claro que o capitalismo te agrada. Você, então, é a favor das atrocidades que a classe burguesa capitalista dominante faz? Liberdade para explorar, liberdade para oprimir? Aqui está a grande diferença entre os marxistas e os conservadores capitalistas de todos os matizes. Nós somos inconformados com as injustiças e as desigualdades do mundo. Os conservadores as aplaudem.

  3. Vídeo mostra passo a passo como um professor comunista doutrina seu filho, é isso que me incomoda, viu professor Gílber. Esses professores pagos com o dinheiro dos altos impostos, para doutrinar o seu filho a uma doutrina totalitária, isso sim me incomoda. Retardado, é a unica definição cabível a este “professor ” ! http://www.youtube.com/watch?v=sV4JlAbhmVQ

  4. Você pode estar sendo vítima de doutrinação ideológica quando seu professor:
    denuncie doutrinação para
    http://www.escolasempartido.org
    – se desvia frequentemente da matéria objeto da disciplina para assuntos relacionados ao noticiário político ou internacional;

    – adota ou indica livros, publicações e autores identificados com determinada corrente ideológica;

    – impõe a leitura de textos que mostram apenas um dos lados de questões controvertidas;

    – exibe aos alunos obras de arte de conteúdo político-ideológico, submetendo-as à discussão em sala de aula, sem fornecer os instrumentos necessários à descompactação da mensagem veiculada e sem dar tempo aos alunos para refletir sobre o seu conteúdo;

    – ridiculariza gratuitamente ou desqualifica crenças religiosas ou convicções políticas;

    – ridiculariza, desqualifica ou difama personalidades históricas, políticas ou religiosas;

    – pressiona os alunos a expressar determinados pontos de vista em seus trabalhos;

    – alicia alunos para participar de manifestações, atos públicos, passeatas, etc.;

    – permite que a convicção política ou religiosa dos alunos interfira positiva ou negativamente em suas notas;

    – encaminha o debate de qualquer assunto controvertido para conclusões que necessariamente favoreçam os pontos de vista de determinada corrente de pensamento;

    – não só não esconde, como divulga e faz propaganda de suas preferências e antipatias políticas e ideológicas;
    – omite ou minimiza fatos desabonadores da corrente político-ideológica de sua preferência;

    – transmite aos alunos a impressão de que o mundo da política se divide entre os “do bem” e os “do mal”;

    – não admite a mera possibilidade de que o “outro lado” possa ter alguma razão;

    – promove uma atmosfera de intimidação em sala de aula, não permitindo, ou desencorajando a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus;

    – não impede que tal atmosfera seja criada pela ação de outros alunos;

    – utiliza-se da função para propagar ideias e juízos de valor incompatíveis com os sentimentos morais e religiosos dos alunos, constrangendo-os por não partilharem das mesmas ideias e juízos.

    • Tudo nessa vida é ideológico, Gladimir. Não discutir política com os alunos também é doutrinação ideológica, é deixá-los apenas com a versão político-ideológica do Estado Burguês. Nessa vida temos de discutir tudo, com plena liberdade de crítica. Cada qual que acredite nas práticas sociais que mais são convincentes.

      • Discutir política??? Ou doutrinando??? Utilizando o pouco tempo destinado as disciplinas, para utilizar-se da função para propagar ideias e juízos de valor incompatíveis com os sentimentos morais e religiosos dos alunos,e orientações dos pais, constrangendo-os por não partilharem das mesmas ideias e juízos.Engraçado que esses comunistas (esquerdistas em geral, na verdade), adoram falar em democracia, em como a direita é bitolada, etc., mas na hora de adotar livros dos dois lados (esquerdistas e outros mais conservadores), é só literatura típica do marxismo cultural! Quanta democracia!!! Tive vários professores de história, todos comunistas assumidos, porém as idéias deles só existiam na teoria, na prática vemos coisas como http://pesadelochines.blogspot.com.br/, ou como vi hoje mesmo em reportagem sobre a China Comunista: a doação compulsória de órgãos seguida de morte para religiosos e opositores da ditadura – fonte abaixo. Os crimes que os nazistas cometeram aos judeus estão de repetindo ainda pior na China, em Cuba e na Coréia do Norte e ninguém faz nada. Acho importante respeitar crenças, religiões alheias e até mesmo ideologias. Por isso, eu até respeitaria as idéias comunistas se elas na prática respeitassem primeiro os direitos humanos básicos como a vida, a liberdade, o direito a ter uma religião ou ideologia, entre muitos outros direitos violados. Infelizmente é um rio de sangue + escravidão moderna, o qual o PT e seu PSTU cego faz questão de seguir, só vêem um lado e isso é perigoso. Afinal não queremos que os massacres nazistas, cubanos ou chineses se repitam.

        http://www.epochtimes.com.br/estados-unidos-deviam-assumir-lideranca-contra-extracao-ilegal-de-orgaos-na-china-diz-medico/

      • O conceito de Socialismo Livre que defendo deve garantir a plena liberdade de crítica, a plena liberdade de expressão, a plena liberdade de imprensa, a plena liberdade científica, a plena liberdade cultural, a plena liberdade religiosa ou não religiosa, a plena liberdade intelectual, a plena liberdade artística, etc, porém, sou radicalmente contra a liberdade de explorar e a liberdade de oprimir. Concordo com suas críticas, Gladimir, às ditaduras estalinistas que ocorreram na Rússia, China, Coréia, Cuba, etc. Nessas revoluções operárias, infelizmente, a burocracia dirigente não permitiu a construção do Socialismo Livre. A princípio foram atacados pela burguesia, entendo aí a necessidade de defender o Estado Socialista contra a classe burguesa que queria voltar a tomar o poder do Estado para impor a exploração e a opressão. O problema é que, passado as crises de tomada do poder, nesses países em que houve estatização dos meios de produção, a burocracia governamental dirigente, ao invés de garantir os princípios do Socialismo Livre, transformou-se em um ditadura contra o próprio povo, impedindo a liberdade de crítica, impedindo a liberdade de expressão, impedindo a liberdade de imprensa, impedindo a liberdade religiosa, impedindo a liberdade de organização política: marxistas honestos foram perseguidos e mortos por esses dirigentes. Isso não quer dizer que o capitalismo seja o melhor, ao contrário, o capitalismo é o lugar da liberdade de exploração de mais-valia para enriquecer meia dúzia e o luga da liberdade de opressão (racismo, machismo, homofobia, bullying, desemprego, fome, miséria). O desafio do marxismo, portanto, é construir o Socialismo Livre, único jeito de mudar de fato o mundo. Esse Blog Socialista Livre é um exemplo de como se constrói o Socialismo Livre, garantindo plena liberdade de expressão, plena liberdade de crítica, plena liberdade de discordância política. Se os Socialistas Livres fossem ditadores, Gladimir, e você é prova disso, faríamos como as filosofias políticas autoritárias fazem, silenciam e apagam todas as críticas das vozes discordantes. Seus comentários seriam censurados, apareciam apenas a voz unilateral nossa. Você, Gladimir, é testemunha de como não censuramos nenhum tipo de crítica. Com os socialista livres não tem essa de doutrina política, as ideias são defendidas com argumentos, um mundo melhor tem de ter liberdade de crítica, se não for assim é ditadura. Você escreve os mais diversos comentários aqui criticando a filosofia marxista, como se tudo o que se fez, em Estados Operários, em nome do marxismo fosse próprio do marxismo e fosse verdade. Não é verdade. O marxismo é uma filosofia libertária e da construção do bem comum. O marxismo honesto deseja transformar o mundo em um lugar melhor para todos e não apenas para uma meia dúzia de burgueses. Se nos países comandados pelo estalinismo, não houve possibilidade de construir o Socialismo Livre, é que aqueles dirigentes carregaram para dentro do Estado Operário os mesmos vícios e defeitos do autoritarismo burguês opressor. Não houve uma revolução de fato no sentido de transformar radicalmente o mundo. O Socialismo Livre é a única saída para humanidade: nem capitalismo e nem socialismo estalinista burocrático. O socialismo burocrático morreu e o capitalismo também terá de morrer. Nós, lutamos pelo Socialismo Livre: plena liberdade de ser o que se quiser ser, menos a liberdade de explorar e oprimir os outros, o que a burguesia faz, o que os estalinistas fizeram. Lutamos contra a burguesia e contra os dirigentes operários burocratizados que carregam a mesma sede opressora da burguesia. Nós, socialistas livres, praticamos a política Socialista Livre, Gladimir.

  5. O pensamento Marxista tem sim ligação com o movimento romântico que se iniciou no final do século XVIII e início do século XIX. O pensamento de Rousseau e posteriormente, Hegel e Marx estão inseridos nos movimentos intelectuais “contrários” ao iluminismo e ao positivismo. O marxismo é um pensamento ideológico extremamente apaixonado; basta analizar seus chavões mais clássicos e apelativos como “luta de classes”. Enfim, é uma ideologia que gruda e manipula com muita facilidade pessoas as vezes bem intencionadas e consequentemente as cegam quanto as terriveis consequencias práticas tão recorrentes na história (Lênin, Stalin, Casto, Mao…)
    A maioria dos livros sobre dialética vai confirmar o que estou dizendo. Outro livro interessante é a História do Pensamento Ocidental de Bertrand Russel .

  6. Allyne Bisinotto disse:

    …aplaudidos…

  7. Professor Gílber!

    Na primeira oportunidade vou para Uberlândia, em sua companhia vou comer um feijão tropeiro, tomar umas pingas e pernoitar na sua residência. Quem sabe um debate nosso, a respeito do tema acima, com seus alunos na Escola Estadual Teotônio Vilela. Tenho certeza que vou ser muito bem recebido, Fiquei mal acostumado querer dialogar com você achando que pensa diferente pq não entendeu. Só que não é que não entendeu, entende e odeia o que entendeu, pois demonstrou isso em vários comentários seus, ao me chamar de intolerante, burgues, capitalista etc…Me aguarde.
    Embora você seja um marxista que prega a teofobia, meu amigo virtual, tenha uma boa noite!
    Que Deus ilumine a sua vida. Pax et bonum.
    n nomine Jesu somne genuflectatur coelestium, terrestrium ET infernorum. Et omnis língua confiteatur quis Dominus noster Jesus Christus in gloria est Dei Patris.

    • Gladimir, eu, intolerante? Você trata os socialistas-marxistas como o câncer da humanidade e eu ainda te aguento, risos. Quanto ao papel danoso dos estalinistas na história, praticado em nome do socialismo marxista, tenho clareza disso e também sou contra esse tipo de política autoritária. Como digo, nem capitalismo, nem socialismo burocrático-estalinista e sim Socialismo Livre. Vindo à Uberlândia, pode aparecer! Continuamos nossos debates e nossas discordâncias, risos. Acredito sinceramente que mudar o mundo para melhor é possível, por isso sou marxista revolucionário e por isso defendo meus pontos de vista. Uma provocação: Criticar os equívocos conservadores da igreja é Teofobia? Qual o problema em questionar, Gladimir? Isso significa inteligência e não teofobia. Fé cega não serve para nada. PAZ! E que você acorde dando razão aos socialistas livres qualquer dia desses, risos!

      • Leia novamente o meu texto, não falei que vc é intolerante, mas sim que vc me tachou de intolerante, burgues, capitalista…etc. Uai! Marxista não é ateu? Que contradição é essa? O PSTU, não segue a Cadernos do Cárcere, de Gramsci? Para Gramsci, mais ainda do que para Maquiavel, os fins justificam os meios e qualquer ato só pode ser julgado a partir de sua utilidade para a revolução comunista. Nesse sentido, certamente, Gramsci é um dos maiores teóricos do totalitarismo [do regime político autoritário] de todos os tempos introduz uma nova e sofisticada técnica para conquistar o poder. Essa técnica é a lavagem cerebral. Essa falta de clareza do PSTU, do socialismo livre (“livre”?? Marx pregou isso?), feito FHC, Dilma, José Dirceu e outros comunistas, cheios de boas intenções que preocupa, eles promovendo o genocídio MORAL E MENTAL do povo brasileiro. Não há mais duvidas de que o brasileiro está “PSICOTIZADO”, com reações irracionais, sem capacidade de articular idéias, formular pensamentos e “defender-se”. Poucos mantém a lucidez, porque ser lúcido é doloroso, extremamente doloroso, assim a maior parte infantiliza-se, regride , cala-se. Vamos debater com seus alunos, e prepara-se para debater com os meus alunos burgueses rsrsrsrsrsrsrs…..Porque eles foram formados para pensar com imparcialidade veja o discurso do paraninfo da turma.
        (….) Vocês têm o direito de sair dessa Faculdade sem saber coisa alguma do Universo Jurídico … tudo bem, tudo bem… levar o aluno a não saber coisa alguma é previsão do PPC, do Plano de Aula, do Programa de Ensino, das Reuniões Pedagógicas, do Núcleo de Prática Jurídica, das Visitas das Comissões do MEC e OAB, da Logística e da Biblioteca (digo, do espaço originalmente destinado a alguma biblioteca) … tudo bem …
        Mas, vocês não têm o direito – nenhum – de sair dessa “experiência” quinquenal com suas mentes fechadas, bloqueadas e, principalmente, impermeáveis. Devem pensar e pensar, (de pensare/por em balança) a fim de que possam existir ou, ao menos, achar que existem… Entenderam? Va bene … pensar depende apenas de vocês, já que isso não está previsto em nada….(…)
        Menos mal que vc se diz contra regimes totalitário, pelo menos pensa, mas é contraditório.
        Abraços

      • O marxismo respeita a liberdade de fé e de não fé: não prega o ateísmo. A maioria é ateu ou agnóstico, mas existem marxistas cristãos, místicos, etc… O sujeito não é uma coisa só: o marxismo pode andar de mãos dadas com a teologia cristã, por exemplo, ou com o misticismo, desde que essa religião não seja uma barreira para a transformação do mundo. Essa não é a questão definidora: o que define o marxismo é ser contra a exploração e a opressão. O marxismo também é uma filosofia viva, não parou em Marx. O marxismo expressa uma filosofia viva que luta para transformar o mundo, avaliando seus erros e seus acertos. Se o marxismo fosse uma doutrina morta não serviria para nada. Marx nunca falou em Socialismo Livre, por exemplo. A maioria da esquerda não fala em Socialismo Livre. Temos o PSOL que fala em Socialismo e Liberdade, mas não fala em Socialismo Livre. Falo em Socialismo Livre. Esse conceito nasce da necessidade de fazer a revolução socialista sem cair nos erros das ditaduras estalinistas que sufocaram a liberdade de crítica do povo. Estamos na luta, ninguém sabe qual será o futuro dessa humanidade: luto para que seja melhor, não pior.

  8. Professor Gílber!
    Respondendo o Comentário as 0:36 h? Estou tirando seu sono? Tadinho do moço que se diz lutador da classe oprimida! O professor que se diz injustiçado, que ganha somente R$ 1.500,00 do estado, mas omite que é professor universitário. Quem é mesmo ” burgues” ? Vamos confrontar nossos contra-cheques? Quem é mesmo capitalista, que recebe de duas fontes? Omite que apoia a Revolução Bolivariana (Foro de São Paulo, como mentor Chaves, Lula e Fidel Castro), que hoje falta até papel higiênico. Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/disseram/falta-de-papel-higienico-na-venezuela-e-explicado-as-pessoas-estao-comendo-mais/
    Esqueceu do que falou na Mesa Redonda “Venezuela: Os Rumos da Revolução Bolivariana” No dia 27 de junho, no Anfiteatros C/D do Bloco 5R, Campus Santa Mônica?
    Nas suas entrelinhas: ” O marxismo expressa uma filosofia viva que luta para transformar o mundo” “desde que essa religião não seja uma barreira para a transformação do mundo” ou seja:
    Contra a família, contra religião, contra classe média e principalmente o controle social, cultural e político tem sido o que se conhece como correção política, dentro do próprio PSTU. Fonte do próprio Marx: no Manifesto Comunista, dentre elas Marx escreveu:
    “Abolição da família!
    Até os mais radicais ficam indignados diante desse desígnio infame dos comunistas.”
    “Sobre que fundamento repousa a família atual, a família burguesa?
    No capital, no ganho individual. ”
    Em 1962, José Dirceu, FHC, Brizola, e milhares de comunistas, em seus discursos inflamados, e com maior riqueza do que vc escreve a respeito do paraíso terrestre. a grande diferença do passado e hoje é a troca da palavra proletariado pelo “burgues”. O que realmente aconteceu??? Deu certo?
    Lembra: Da célebre frase de Lukacs: “Quem irá nos salvar da cultura ocidental ?
    Dai surgiu o “marxismo cultural”, que passou a atuar nas universidades e escolas em geral, na mídia, no meio artístico, e produziu toda uma série de “lutas” no seio da sociedade ocidental.
    Ai entra Gramsci que inventou a revolução cultural, com o objetivo de mudar o senso comum da humanidade. E nas suas entrelinhas como na resposta acima, vc e o PSTU deixam claro que seguem a teoria de Gramsci.

    # Sobre a teoria de Gramsci aplicada no governo do FHC, Lula, Dilma e defendida por vc e PSTU:
    Nos Cadernos do Cárcere, uma obra monumental que foi editada em seis volumes, Gramsci descreve como foi sua dura vida nas prisões do regime fascista na Itália. Entretanto, estes Cadernos tornaram-se famosos por outro motivo. O fato é que neles Gramsci desenvolve técnicas para que a esquerda comunista pudesse conquistar o poder. Ele não abandona as tradicionais táticas de terrorismo empregadas pela esquerda, tais como: sequestro de empresários, assassinato de políticos e altos funcionários públicos e destruição do patrimônio público. Entretanto, ele introduz uma nova e sofisticada técnica para conquistar o poder. Essa técnica é a lavagem cerebral.
    Segundo ele, ao invés da esquerda lutar diretamente contra o Estado e a sociedade, ela deve procurar convencer as pessoas que sua ideologia está correta e é a única possibilidade da espécie humana atingir a prosperidade e a felicidade. Para tanto, deve apresentar suas idéias, por mais absurdas e desumanas que sejam, de forma atraente e procurar, sempre que possível, desqualificar as idéias dos oponentes. Ele recomenda que se use a técnica de modificar o sentido original das palavras. Dessa forma, algo que é ruim pode passar a ser bom e algo bom passar a ser visto como ruim. Essa técnica deve ser utilizada em toda a população, mas principalmente dentro das escolas e com o púbico jovem. Justamente o jovem que ainda está formando o seu caráter e conhecendo as normas e o funcionamento correto da vida social. Em outras palavras, o que Gramsci propõe, nos Cadernos do Cárcere, é que seja utilizada em ampla escala dentro da sociedade o processo de lavagem cerebral. Só assim o que antes era percebido como negativo, ruim, mau, pecaminoso e odioso, pode passar a ser percebido como positivo, bom, agradável e saudável, até mesmo os seus supostos assaltos que foi vitima. Né professor Gílber?
    De acordo com o jornalista italiano Alex Sardenha, que escreveu um livro chamado Gramsci: uma biografia, “Gramsci promoveu o casamento das idéias de Marx com as de Maquiavel, considerando o Partido Comunista o novo “Príncipe”, a quem o pensador florentino renascentista dava conselhos para tomar e permanecer no poder.
    Para Gramsci, mais ainda do que para Maquiavel, os fins justificam os meios e qualquer ato só pode ser julgado a partir de sua utilidade para a revolução comunista. Nesse sentido, certamente, Gramsci é um dos maiores teóricos do totalitarismo [do regime político autoritário] de todos os tempos”.
    Como é público a esquerda totalitária e autoritária representada por Gramsci nunca conseguiu impor sua ideologia ao mundo. Essa ideologia é o regime socialista dito livre.
    Entretanto, apesar do fracasso da ideologia do socialismo as idéias de Gramsci continuam obtendo adeptos em todo mundo. Na sociedade contemporânea a mídia é um desses adeptos. Constantemente ela utiliza as técnicas de lavagem cerebral desenvolvidas por Gramsci para conseguir vender produtos, idéias e serviços que, a princípio, a população considera ruim, de baixa qualidade e desnecessários.
    Outra corrente adepta das idéias de Gramsci é o movimento favorável ao aborto ou pró-aborto, ou seja, o movimento que defende que um feto, um bebê ainda no ventre da mãe seja assassinado.Né professor Gílber?
    A ideia de assassinar um feto é terrível. Dificilmente um cidadão, gozando de suas plenas faculdades mentais, concordaria com ela. O mesmo se dá com a sociedade. Ela tende a rejeitar totalmente essa ideia.
    Para tornar essa macabra ideia agradável e aceitável, tanto pelo cidadão como também pela sociedade, entra em cena, mais uma vez, as técnicas de lavagem cerebral de Gramsci.
    O movimento favorável ao aborto ou pró-aborto se utiliza, basicamente, de duas grandes técnicas desenvolvidas por Gramsci. A primeira técnica é o esquecimento. Essa técnica se dá da seguinte forma: como esse movimento possui alta penetração na mídia, ele consegue lentamente retirar a imagem da gravidez e do feto de circulação. Nos diversos meios de comunicação como, por exemplo, TV, cinema, jornal e revistas, a imagem da gravidez e do feto está, cada vez mais, desaparecendo. É comum aparecer apenas indivíduos adultos. Se um extraterrestre chegasse ao planeta terra e tivesse contato com a programação da mídia, pensaria que os seres humanos nascem todos adultos e que são gerados por árvores ou algum outro objeto. Este extraterrestre jamais pensaria que um ser humano nasce de outro ser humano e que leva nove meses para crescer no ventre de sua mãe antes de nascer.
    Atualmente, existe em curso um grande processo que tem por objetivo fazer a população esquecer que existe a gravidez e o feto, ou seja, o bebê no ventre da mãe. A gravidez e o feto estão deixando de ser algo natural, para se transformar em algo estranho e desconhecido pelas pessoas.
    A segunda técnica utilizada é procurar modificar o sentido original das palavras.
    Uma palavra que antes tinha um sentido positivo, após passar pela técnica de lavagem cerebral torna-se negativa e ruim. Para tanto, utiliza-se do procedimento de substituição de palavras. Uma palavra “X” passa a ser substituída por outra “Y”. O movimento favorável ao aborto ou pró-aborto se utiliza largamente dessa técnica.
    Por essa técnica a palavra “feto”, o bebê no ventre da mãe, justamente uma palavra carregada de sentidos positivos e otimistas passa a ser substituída por palavras que tenham sentidos contrários, ou seja, negativos e pessimistas. Entre as palavras que o movimento favorável ao aborto ou pró-aborto utiliza para substituir a palavra “feto” encontram-se “amontoado de células”, “indesejado”, “pedaço de carne”, “massa”, “bife”, “alienígena”, “tumor”, “estrangeiro”, “estranho”, “monstro”, “vírus”, “doença”, “erro”, “resto”, “sobra”, “castigo” e “pacote”. Já imaginou o estrago mental que ocorre na consciência de uma adolescente quando ela ouve na escola, na TV ou em qualquer ambiente social que um feto é um “amontoado de células”, um ser “indesejado”, um “erro”, um “tumor”, um “pedaço de carne” ou qualquer uma das palavras acima citadas?
    Além da palavra “feto” o movimento favorável ao aborto ou pró-aborto procura modificar o sentido de outras palavras. Entre elas estão à palavra “gravidez”, “casamento”, “aborto” e as expressões “movimento favorável ao aborto ou pró-aborto” e “movimento em defesa da vida e contra o aborto”.
    No tocante a palavra “gravidez” o movimento favorável ao aborto ou próaborto procura modificá-la para “imprevisto”, “inconveniente”, “doença”, “erro”, “acidente”, “punição” e “irregularidade”. Imagine o estrago causado na consciência de uma jovem ao saber que gravidez é um “acidente”, um “inconveniente”, uma “irregularidade” ou uma “punição”?
    Já a palavra “casamento”, uma das mais odiadas pelo movimento favorável ao aborto ou pró-aborto, é substituída pela palavra “morte”, “sepultura”, “tumulo”, “depressão”, “decadência”, “submissão”, “infelicidade”, “erro”, “prisão” e “castigo”
    Além dessas palavras são utilizadas as seguintes expressão para se referir ao casamento: “instituição social”, “valor masculino e machista”, “valor social superado” e “punição social”. Imagine um jovem casal de namorados após ter contato com essas palavras e expressões, esse casal vai querer se casar e ter filhos(as)? Uma adolescente vai querer se casar e ter filhos(as)?
    A expressão “movimento favorável ao aborto ou pró-aborto” é substituída por palavras e expressões, tais como: “inovador”, “consciente”, “liberal”, “livre escolha”, “transgressor”, “transformador” e “libertador”. Qual é o jovem ou o cidadão que após anos ouvindo essas palavras e expressões vai pensar que o movimento favorável ao aborto ou pró-aborto é um movimento que defende o assassinato em massa de fetos? É um movimento que promove o genocídio de fetos?
    Já a expressão “movimento em defesa da vida e contra o aborto” é ridicularizada e sofre todas as formas de preconceito. Isso fica patente nas palavras e expressões que são atribuídas a esse movimento. Entre elas citam-se: “conservador”, “antiquado”, “alienado”, “quadrado”, “ignorante”, “analfabeto”, “iletrado”, “defensor de valores sociais superados”, “submisso”, “infeliz”, “selvagem”, “retrogrado” e “superado”. Qual é o cidadão que vai querer aderir a um movimento social que possua características tão negativas? Como se pode ver a técnica da substituição de palavras é muito eficiente.
    Outra palavra que o movimento favorável ao aborto ou pró-aborto procura desesperadamente substituir é a palavra “aborto”, ou seja, o assassinato do feto ainda no ventre da mãe. Historicamente, a palavra “aborto” tem um forte teor negativo. Em algumas regiões do planeta ela é até proibida de ser pronunciada. Entretanto, o movimento favorável ao aborto ou pró-aborto procura lhe dá um sentido positivo, afável e agradável. Para tanto, propõe substituir a palavra “aborto” por “esvaziamento do conteúdo do útero” (Qual é o conteúdo do útero, senão a criança por nascer?), “antecipação terapêutica do parto”, “terapia”, “regulação menstrual” (Aborto nos primeiros dias de gravidez. Este tipo de aborto geralmente é feito por aspiração), “livre escolha”, “ato de liberdade”, “cura de uma doença”, “libertação social”, “ato transformador”, “independência da mulher”, “proteção social”, “avanço social” e “projeto de sociedade”, “qualidade de vida” e “bem-estar”.
    Qual é a pessoa que após anos ouvindo na TV, lendo nos jornais e tendo contato, em diversos ambientes sociais, com essas palavras e expressões vai pensar que por traz de um sentido tão positivo e otimista há em curso um massacre de fetos? Um genocídio de fetos? Quem pensará o contrário? Quem pensará que por traz da palavra ou expressão como, por exemplo, “terapia”, “antecipação terapêutica do parto”, “esvaziamento do conteúdo do útero”, “livre escolha” e “ato de liberdade” encontra-se o assassinato de bebês inocentes?
    Longe de esgotar o assunto, vou tomar meu vinho de BURGUES, conquistado de um um segundo grau, trabalhando de servente de pedreiro e uma graduação, feita através de lavagem de carros nos estacionamentos, com remuneração através de gorjetas e dormindo em colchonete, na casa dos estudantes clandestinamente.
    Finalizando: Esse é um momento sério, onde grupos que sempre foram marginalizados e silenciados na sociedade brasileira vêem a ameaça de um retrocesso político-ideológico. Por isso precisamos nos unir, reunir, articular e focar nos pontos em comum das lutas diversas a favor de uma sociedade mais justa e igualitária. Portanto faça a sua revolução com idéias novas e não obsoletas e impraticáveis. Começa a frequentar um centro espirita, siga o exemplo do grande Chico Xavier, pratique a caridade, não com esmolas, mas sim no sentido literal da palavra, trabalhe e muito em serviços voluntários, ai sim vc vai começar uma revolução com esses que vc se doar de corpo e alma. Quem sabe ai posso te assessorar em uma nova doutrina, como cooperativismo solidário, agricultura solidária, conheço na prática, pois implantei no norte do pais, em várias comunidades. Experiencias que até hoje estão dando certo.Portanto se reinventa, realmente vc vai encontrar a verdadeira felicidade, deixando de se enganar, ou então acredito mesmo no psiquiatra rsrsrsrsrsrsrsrs…
    Enfim a gente ensina filhos e alunos (discípulos ou não) por toda uma vida a como usar a enxada, o enxadão, a pá, o arado, a fim de que sulquem a terra, plantem e colham coisas boas.
    A cada filho que nasce ou a cada nova turma, a alegria e a esperança se renovam e os olhos se enchem, neste momento, do verde, da terra sulcada e da alegria da colheita em potencial!
    Mas, uma profunda tristeza, uma dor sem medida, invade a alma, o corpo e tudo, ao ver que usaram – e usam – as enxadas, enxadões e a pá apenas para cavar sepultos, entre os quais, o seu próprio!
    Vou seguindo tomando meu vinho Burgues….Saúde!
    Fraternal abraços

    • Já fui professor substituto na UFU de 2000 a 2002, Gladimir, você toma as frases que eu disse no facebook, a respeito de uma foto antiga minha, e quer adivinhar omissão de minha parte. Cadê a parresia (fala franca)? Hoje sou professor efetivo na Rede Estadual de Minas Gerais em um cargo e só. Tenho orgulho de ser professor da rede estadual, apesar de achar que receber um salário de 1500,00, sendo já Mestre, é uma vergonha. Só o governo Anastasia / Aécio Neves (PSDB) para pagar um salário de vergonha desses para profissionais da educação. Não preciso omitir nada, Gladimir. Quanto à luta pelo socialismo livre, ah, essa eu travo com o maior orgulho. Um mundo melhor virá das lutas dos trabalhadores e oprimidos. Quanto à religião, ótimo, meu sentimento religioso é ter alegria em ser ligado ao mistério da existência e fico imensamente feliz de saber que a existência é um mistério: quem diz que conhece os segredos desse mistério, não os conhece, faz política em nome da religião, nunca sentiu nada de religioso dentro de si. Religião é um direito individual de cada um e assim deve ser exercido, respeito isso. Mas o Estado deve ser laico e ponto. E sempre que se usar da religião para impor ideias políticas, aí sim eu critico a política que se verbaliza como se vontade de Deus. E polêmica continua, risos.

      • Gilber!
        Confesso, que iria dar uma folga, com a celebre frase de Epicuro:” Na discussão, o vencido obtém maior proveito, pois aprende aquilo que não sabia” Aprende que discutir com comunista é absoluta perda de tempo. Risos….
        Ok! voltei para o combate, tendo em vista que concordo plenamente, que devemos lutar juntos, primeiro por uma reforma do ensino, depois a remuneração de nossos professores, em nível nacional, realmente é uma vergonha. Discordo que o socialismo/comunismo vai melhorar algo para assalariados. Seguindo…
        Entre Sócrates e os sofistas havia um diálogo, uma discussão, porque um e outro admitiam valores comuns, pelo menos um valor, – o valor da verdade. A sofística de hoje, continuando embora a empregar a linguagem dos valores tradicionais, eliminou a substância de qualquer valor, até o valor da verdade, pois a sua significação passou a ser exatamente o contrário, o valor da verdade não consistindo a rigor na verdade, mas naquilo que, não sendo a verdade, funciona, entretanto, como verdade (…) A idéia de Marx não é verdadeira, mas, aceitada como verdade, constitui o único instrumento capaz de conduzir a grande revolução. Convém, portanto, cultivar a idéia de luta de classes e forjar um instrumento intelectual ou, antes, uma imagem dotada de grande carga emocional, destinada a servir de polarizador das idéias ou, melhor, dos sentimentos de luta e de violência, tão profundamente ancorados na natureza humana. Essa imagem é um mito. Não tem sentido indagar, a propósito de um mito, do seu valor de verdade. O seu valor é de ação. O seu valor prático, porém, depende, de certa maneira, da crença no seu valor teórico, pois um mito que se sabe não ser verdadeiro deixa de ser mito para ser mentira. Na medida, pois, em que o mito tem um valor de verdade, é que ele possui um valor de ação, ou um valor pragmático.” FRANCISCO CAMPOS (Francisco Luís da Silva Campos, político, jurista,1891-1968), como se vê, percebeu com lucidez a barbárie fundada no marxismo.
        E muitos utilizam até a “máscara de filósofos”, baseados num catecismo de estereótipos e abstrações de cunho marxista-leninista, quando não da ‘técnica’ do cinismo e da escatologia, sem nenhum compromisso com a verdade.
        Concluindo meu professor! Discutir com comunistas é sempre a mesma coisa:
        Você monta um raciocínio lógico e eles respondem com alguma frase pronta que ele aprendeu em algum lugar ( Marx, Gramsci etc..). A exemplo do meu comentário sobre a teoria de Gramsci.
        Quando vcs assumirem o mundo, vou me candidatar a ser o Ministro da Defesa, ai vamos mandar fazer cassetetes de macacaúba, vamos escrever direitos dos manos e bom senso nos cassetetes e descer o cacete nos Burgueses, para servir de exemplo aos demais. Né Professor…..kkkkkkkkkkkkkkk…….

      • Não estamos discutindo para derrotar ninguém, Gladimir. Debater é bom, aprofunda. O marxismo só existe porque existem desigualdades profundas na sociedade, exploração e opressão. Foi a realidade que gerou o marxismo. O marxismo não foi uma invenção sofística do pensamento. Se a sociedade fosse justa, não haveria lugar para o marxismo na sociedade. Estaríamos em outro patamar filosófico. Aqui está minha diferença com o seu modo de pensar ou com sua tese. Nem perder, nem ganhar, no final estaremos todos mortos, mas dialogar nas diferenças é importante. Agora reflita: acho que você tem uma queda pelo socialismo livre, Gladimir, risos. Gostou da piada? Boa noite. Terça-feira eu volto, porque viajo para um local que não tem internet. E a luta continua, risos.

  9. SOBRE A OCUPAÇÃO DA CASA DO POVO. (Câmera de vereadores de Porto Alegre).
    Socialismo Livre é isso??? O PSTU, estava presente, com seus militantes, veja vídeo via facebook para comprovar. Não foi esse o recado dado por milhões de brasileiros nas ruas em junho? Então entendam, ora bolas. A democracia representativa é a única forma de nos protegermos, tanto deles quanto de vocês. Por isso, protestem e façam a luta política que desejarem, mas saibam que não são os porta-vozes da sociedade e que é às leis dela que estão submetidos, não ao contrário. Como alguém minimamente informado pode se querer a voz dos novos tempos e da comunicação instantânea, mas continue reproduzindo o autoritarismo típico de uma eleição de DCE e as táticas da propaganda de guerrilha de um MST? Com levar a sério quem permanece regurgitando a mesma retórica que há tantas décadas criminaliza a criatividade e o empreendedorismo, tanto no ensino médio quanto nas universidades. Como respeitar quem oferece uma mistura explosiva de coitadismo e repúdio ao contraditório em nome de um “outro mundo possível”? Democracia popular? Representatividade horizontalizada? Contem outra! Prefiro os vereadores boçais a uma cidade ou um país tomado de assalto por e para “apenas quem é do movimento”. Foi exatamente isso o que foi feito na Câmara dos Vereadores de Porto Alegre. Sim, transformaram a “casa do povo” em uma espécie de área VIP de qualquer boate rastaquera do interior do estado. E depois de tudo, ainda se querem vítimas do capitalismo e da imprensa? Me poupem, filhotes de uma transa doida entre o autoritarismo soviético e as propagandas da United Colors of Benneton. https://www.facebook.com/photo.php?v=389432401158759&set=vb.140140766087925&type=2&theater

  10. Professor Gílber!
    Tendo em vista seu sumiço, vou resumir tudo isso que debatemos:
    Os comunistas são as pessoas que leram Marx e Engels, os anti-comunistas são os que entenderam. Socialista: INTENÇÃO ao poder e ESSÊNCIA do ateísmo para a negação de todas as éticas do valor humano.

    • Gladimir, se o comunismo fosse uma possibilidade morta não o incomodaria tanto, risos. Pense nisso.

      • Vocês (socialistas) e suas políticas, são a causa de 70 anos de miséria, e são culpados de levar muitos países à beira do colapso. Vocês acreditam na redistribuição, que é uma das razões para a pobreza. Vocês querem nacionalizar o universo para poder controlar todas as atividades humanas. Vocês destroem o incentivo do homem, até mesmo para cuidar de sua família, o que é um crime contra a natureza e contra Deus. Esta vossa ideologia cria mais pobres do que todas as empresas que vocês classificam de diabólicas.
        – As pessoas dominadas pelos socialistas precisam saber que não têm que ser pobres.
        O império da dependência foi criado na Venezuela por Hugo Chávez, com falsas promessas e mentindo para que se ajoelhem diante de seu governo. Dando peixe ao povo, sem lhes permitir pescar. Se na América Latina alguém aprende a pescar é punido e seus peixes são confiscados pelos socialistas. A liberdade é castigada.
        – Você fala de progresso e eu falo de pobreza. Temo pela América Latina. Toda a região está controlada por um bloco de regimes socialistas, como Cuba, Argentina, Equador, Bolívia, Venezuela, Nicarágua. Quem vai salvá-los (a América Latina) dessa tirania?
        – Se pensarmos que o capital é necessário para construir fábricas, escolas, hospitais, igrejas, talvez eu seja capitalista. Você se opõe a este raciocínio?
        Eu acho que as pessoas, através de suas escolhas econômicas, devem decidir que parte do seu capital vai para esses projetos. O uso do capital deve ser voluntário. Só quando os políticos se apropriam (confiscam) esse capital para construir obras públicas e para alimentar a burocracia é que surge um problema grave. O capital investido voluntariamente é legítimo, mas o que é investido com base na coerção é ilegítimo.
        A verdade pode ser dolorosa. Vocês (os socialistas) criaram o estado de bem-estar que consiste apenas em atender às necessidades dos pobres, pobres esses que foram criados por vocês mesmos, com a vossa política. O estado interventor retira da sociedade, a sua responsabilidade. Graças ao estado assistencialista, as famílias deixam de cumprir seus deveres para obterem o seu bem-estar, incluindo as igrejas. As pessoas já não praticam mais a caridade e veem os pobres como um problema de governo.
        Não há pobres a ajudar, porque foram empobrecidos permanentemente e agora são propriedade dos políticos. E algo que me irrita profundamente, é o fato dos meios de comunicação observarem o problema sem conseguir analisar o que o causa. O povo empobrece e logo em seguida, vota em quem os afundou na pobreza

      • Gladimir, se você estudasse O Capital de Marx, acho que você perderia suas ilusões no seu purismo capitalista. Quem produz o capital, Gladimir? O trabalho humano. Os trabalhadores produzem a riqueza do mundo. São esses trabalhadores que devem ficar com as riquezas. Essa é a essência do marxismo. Se os trabalhadores do mundo todo fizessem uma greve geral mundial, em uma semana, todas as empresas capitalistas quebrariam. Por que? Porque é o trabalho a raíz da sociedade. Socialismo é socialização dos frutos do trabalho. Burguês não trabalha, vive do trabalho alheio. Burguês não produz nada. Estude O Capital de Marx sem preconceito, Gladimir. Vai te fazer bem.

  11. Já estudei o capital de Marx, e entendi muito bem veja o resumo abaixo do que realmente ele prega:
    I. O QUE É O COMUNISMO E O QUE ELE ENSINA

    Catecismo Anticomunista
    1. Que é o comunismo?

    O comunismo e uma seita internacional, que segue a doutrina de Karl Marx, e trabalha para destruir a sociedade humana baseada na lei de Deus e no Evangelho, bem como para instaurar o reino de Satanás neste mundo, implantando um Estado ímpio e revolucionário, e organizando a vida dos homens de sorte que se esqueçam de Deus e da eternidade.

    2. Qual é a doutrina que a seita comunista ensina?

    A seita comunista ensina a doutrina do mais completo materialismo.

    3. Que ensina o materialismo comunista a respeito de Deus?

    O materialismo comunista ensina que Deus não existe, e que só existe a matéria.

    4. Contenta-se a seita comunista em ensinar que não há Deus e que só existe a matéria?

    A seita comunista dá grande importância a um materialismo prático, em que o homem não cogita se Deus existe ou não, mas procede, pensa e organiza sua vida sem se incomodar com Deus nem se lembrar dEle. Assim, aos poucos chega também ao materialismo teórico. O comunista verdadeiro é materialista teórico e prático, para poder levar seus prosélitos ao caminho aludido.

    5. Que pensa a seita comunista a respeito da alma?

    Para a seita comunista o homem é só matéria, e a alma não existe.

    6. Que pensa a seita comunista a respeito da eternidade?

    Para a seita comunista o homem desaparece totalmente após a morte. Não há Céu nem inferno, não há felicidade nem castigo depois desta vida.

    7. Que pensa a seita comunista a respeito da natureza humana?

    Para a seita comunista o homem é um simples animal; embora mais evoluído do que o boi e o macaco, não passa de animal.

    8. Qual e a primeira conseqüência prática desta doutrina?

    A primeira conseqüência prática deste materialismo é que o homem deve procurar sua felicidade somente nesta terra, e no gozo dos prazeres que a vida terrena oferece.

    9. O homem, segundo o comunismo, depende de Deus e da sua lei?

    Não. Uma vez que só há matéria, o homem não depende de Deus, que não existe; ele é supremo senhor de si mesmo.

    II. ATITUDES DO COMUNISMO PERANTE A RELIGIÃO

    Dom Geraldo de Proença Sigaud
    D. Sigaud: a Religião Católica é inimiga mortal do comunismo. O católico não pode ser socialista!
    10. A seita comunista dá importância à Religião?

    Embora negue a existência de Deus, e afirme que a Religião é coisa quimérica, o comunismo dá grande importância ao fato de que existe a Religião no mundo, porque vê nela o seu maior inimigo. Lenine a chama de “ópio do povo”.

    11. Por que a Religião é inimiga do comunismo?

    A verdadeira Religião, que é a Religião Católica, é inimiga mortal do comunismo, porque ensina exatamente o contrário do que ele ensina, e inspira os fiéis a preferirem a morte às doutrinas e ao regime comunista.

    12. Que faz o comunismo com a Religião?

    Com a Religião Católica a luta do comunismo é de morte: só poderia cessar se chegasse a destruir em todo o mundo a Igreja verdadeira (o que é impossível). Quanto às outras religiões, a seita usa de duas táticas: quando sente que uma delas é um empecilho para a sua vitória, ataca-a; mas se vem a perceber que se pode servir de alguma religião para se propagar, ou mesmo para matá-la, então a tolera e até favorece na aparência, para a destruir mais radicalmente.

    13. Para conquistar o poder, que faz a seita comunista com referência à Igreja Católica?

    Para conquistar o poder, a seita comunista procede da seguinte maneira com relação à Igreja Católica:

    a) Procura persuadir os católicos de que não há oposição entre os objetivos da seita e a doutrina da Igreja. Procura até apresentar as idéias comunistas como a realização da doutrina do Evangelho.

    b) Procura criar uma corrente intitulada de “católicos progressistas”, “católicos socialistas” ou “católicos comunistas”, para desorientar e desunir os católicos.

    c) Procura atirar as organizações católicas contra os outros adversários naturais do comunismo, como os proprietários, os militares, as autoridades constituídas, para dividir e destruir os que se opõem à conquista do poder pelo Partido Comunista.

    d) Favorece as modas e costumes imorais para minar a família e portanto a civilização cristã da qual a família é viga mestra.

    e) Mantém nas nações cristãs a sociedade em constante agitação, fomentando antagonismo entre as classes, as regiões do mesmo país, etc.

    14. Depois de conquistado o poder, que faz a seita comunista com a Igreja Católica?

    Sua tática com a Igreja Católica, depois de conquistado o poder, varia de acordo com as circunstâncias. Mas os passos da luta em geral são os seguintes:

    a) envolver os católicos nos movimentos promovidos pelo Partido Comunista;

    b) afastar os Bispos, Sacerdotes e Religiosos que resistem; se preciso, matá-los;

    c) liquidar os líderes católicos;

    d) separar a Igreja do país, da obediência ao Santo Padre.

    15. Pode um católico colaborar com os movimentos comunistas?

    A coisa que os comunistas mais desejam é que os católicos colaborem com eles. Quem começar a colaborar, terminará comunista. “Colaborou? Morreu!”

    16. Se o comunismo ensinasse que Deus existe, e tolerasse a Religião, os católicos poderiam ser comunistas?

    No dia em que o comunismo admitisse que Deus existe, e que ele é Senhor nosso, já não seria propriamente comunismo.

    III. PONTOS BÁSICOS DA DIVERGÊNCIA ENTRE COMUNISMO E CATOLICISMO

    17. Então a divergência entre a seita comunista e o Catolicismo se verifica só no campo religioso?

    Não. Além do campo religioso, há muitos outros campos em que as divergências entre a seita comunista e o Catolicismo são irredutíveis.

    18. Em que outros pontos fundamentais existe esta divergência radical?

    Esta divergência existe em todos os pontos. Mas ela é mais fundamental em relação à verdade e à moral, à família, à propriedade e à desigualdade social.

    19. Que ensina o comunismo a respeito da verdade?

    Ensina a Igreja que Deus criou o mundo e criou a alma humana, que é inteligente. A alma conhece a verdade das coisas. Ela afirma que uma coisa é idêntica a si mesma, dizendo o que é, é; o que não é, não é.

    O comunismo ensina que não há verdade. Uma coisa pode ser e não ser, ao mesmo tempo. Uma coisa é ela e o contrário dela.

    20. Então o comunismo não admite a verdade?

    Não. Para o comunista não interessa que uma afirmação corresponda à realidade ou não. Para ele, “verdade” é o que ajuda a fazer a Revolução. A mesma afirmação pode ser hoje e amanhã, sucessivamente, “verdade” e “mentira”, de acordo com a conveniência do Partido. Assim, houve tempo em que Stalin era um herói para a seita comunista. Hoje é um bandido declarado. Não há verdade objetiva.

    21. Que outra grande divergência existe entre o comunismo e o Catolicismo?

    O Catolicismo ensina que Deus é absolutamente santo. E por isto, as ações humanas que estão de acordo com Deus são boas; e as que vão contra a ordem que Ele estabeleceu são más.

    O comunismo, que é materialista, ensina que não existe moral. Quando uma ação é útil ao Partido, é boa; quando prejudica o Partido, é má.

    22. Dê um exemplo.

    Para o católico as boas relações dos filhos com os pais constituem um bem.

    Para o comunista, essas boas relações podem ser um bem, e podem ser um mal. Se os pais se opõem à Revolução, o filho deve odiá-los, denunciá-los, e, se for preciso, depor nos processos contra eles e até matá-los. Se os pais trabalham para a Revolução, o filho deve mostrar-lhes amor e colaborar com eles.

    23. Poderia dar outro exemplo?

    Outro exemplo seria o seguinte. Se o Brasil entrar em guerra contra a Rússia, o comunismo ensina que os brasileiros deverão trair sua Pátria, trabalhar para que os nossos soldados sejam derrotados e o Brasil dominado pelos soviéticos. Mas, se por desgraça o Brasil passar a aliado da Rússia, os brasileiros deverão mudar de orientação e lutar pela vitória do Brasil.

    Em resumo: é bom o que ajuda a Revolução, é mau o que a combate ou prejudica.

    24. O comunismo ensina a respeitar as famílias?

    Como o homem é um animal, a família vale tanto como um casal de bichos. Por isto o comunismo ensina a dissolver as famílias, a violentar as mulheres dos povos que não são comunistas, e a respeitar as “famílias” dos que o são.

    25. Que aconteceria às nossas famílias católicas se o comunismo dominasse o Brasil?

    Os pais que resistissem à profanação do seu lar poderiam ser mortos; as filhas e esposas ficariam expostas à violação; as famílias perderiam suas propriedades e seriam arruinadas e destruídas.

    26. O comunismo acha que o Direito é sagrado?

    Como não admite a existência de Deus nem da alma, o comunismo não reconhece a dignidade do homem e nega que o Direito exista. Somente reconhece a força.

    27. Pode dar um exemplo?

    Se eu der um osso a um cão, este não adquire um direito ao osso. Posso lhe tirar o osso sem ferir nenhum direito. A razão é a seguinte: não tendo alma, o cão não é uma pessoa. Não sendo pessoa, não tem direito. Uma vez que para o comunismo o homem não é pessoa, e sim animal, ele não tem direito. O Estado lhe dá o que quiser, e quando quiser lhe tira. O homem é menos que um escravo; é uma rês.

    IV. A ESSÊNCIA DO HOMEM É SER TRABALHADOR

    28. Qual é a definição do homem?

    Para o católico: o homem é um animal racional, dotado de personalidade e de direitos.

    Para o comunista: o homem é um animal trabalhador.

    29. Qual é o papel do trabalho na vida?

    Para o católico; o trabalho é meio de conseguir certos recursos que possibilitam ao homem gozar dos bens que Deus criou para ele. O trabalho existe para o homem.

    Segundo o comunismo, o homem existe para o trabalho. O trabalho é o fim da vida.

    30. Se o homem é um animal trabalhador, deve ele trabalhar sempre?

    Para a seita comunista quem não trabalha não é homem. Quanto mais o homem trabalha, mais homem é. Assim, ele pode mudar a sua própria natureza, vivendo somente para o trabalho.

    31. Então o homem não tem uma natureza estável, que Deus lhe deu?

    Segundo a doutrina católica, tem. Deus constituiu a natureza humana imutável.

    Para o comunista, uma lei universal levou a matéria até a forma humana. Esta forma está em evolução. É o homem que dá a si mesmo a sua natureza, mediante o trabalho. O homem é o criador de si próprio.

    32. Quem deve, então, ser adorado?

    Para o católico, Deus deve ser adorado, porque é o Criador do céu e da terra.

    O comunista recusa adoração a Deus. Em vez de adorar ao Criador, ele adora o Estado comunista e totalitário.

    V. A REVOLUÇÃO E A CRISTANDADE

    33. Qual é para o comunismo o critério supremo da verdade, da moral e do direito?

    O critério supremo da verdade, da moral e do direito é para o comunismo a ação revolucionária. Assim como para o católico o fim supremo é a vida eterna, para o comunista o fim supremo da vida é a Revolução.

    34. Que é a Revolução?

    Revolução, com maiúscula, é a rejeição de Deus, de Cristo, da Igreja, e de tudo o que deles provém; é a organização da vida humana somente segundo a razão humana e as paixões humanas. Seu ideal é a Cidade do homem sem Deus, oposta à Cristandade e à ordem natural, que é a Cidade de Deus.

    35. Que é a Cristandade?

    Cristandade é a sociedade temporal organizada segundo Deus, isto é, de acordo com o direito natural e a palavra de Deus, revelada por Jesus Cristo, transmitida, interpretada e aplicada à vida pela Igreja Católica.

    36. Quais são os fundamentos da Cristandade?

    Os fundamentos da Cristandade são dois: o direito natural e a Revelação, trazida por Jesus Cristo e transmitida pela Igreja Católica.

    VI. VIRTUDES QUE FUNDAMENTAM A CRISTANDADE E PAIXÕES QUE MOVEM A REVOLUÇÃO

    37. Sobre que virtudes se baseia a Cristandade?

    A Cristandade se baseia principalmente sobre as seguintes virtudes: a fé, a castidade e a humildade.

    38. Que paixões desordenadas são a mola da Revolução?

    O orgulho, que rejeita a fé; a sensualidade que rejeita a castidade; a soberba, que rejeita a humildade, são as molas principais da Revolução.

    39. Quais são as conseqüências destas paixões?

    Do orgulho, que rejeita a fé, nasce a negação da vida eterna como fim da existência terrena, bem como a negação de Deus, e de Cristo como Senhor do homem.

    Da sensualidade, que rejeita a castidade, nasce o desejo de gozar esta vida de todas as formas, e em conseqüência ela conduz ao desprezo e a dissolução da família.

    E da soberba, que rejeita a humildade, nasce a revolta contra a autoridade divina e humana, e contra todas as limitações que o homem pode sofrer. De modo especial ela conduz ao igualitarismo, isto é, ao ideal comunista de uma sociedade sem classes.

    40. Que se entende aí por classe social?

    Classe social é um conjunto de pessoas — e suas respectivas famílias — cujas funções na sociedade são diversas, porém iguais em dignidade. Exemplo: advogados, médicos, engenheiros, fazendeiros, oficiais das Forças Armadas, apesar da diversidade de suas funções, constituem com suas famílias uma mesma classe social.

    Todas as classes sociais são dignas, mas não iguais em dignidade. Por exemplo: o trabalho manual é digno e foi até exercido pelo Verbo Encarnado; todavia, a dignidade do trabalho intelectual é intrinsecamente maior: o espírito é mais do que a matéria.

    41. A que título a família faz parte da classe social?

    De acordo com a lei natural e a doutrina da Igreja, a família participa de algum modo, não só do patrimônio, como da dignidade, honra e consideração de seu chefe, com o qual forma um só todo e a cuja classe social pertence. Sendo inerente à família a transmissão aos filhos, não só do patrimônio dos pais, como também, de certo modo, da honra e consideração que se prende ao nome paterno, a presença da família na classe social dá a esta um certo caráter de continuidade hereditária.

    42. Então uma pessoa não pode passar para uma classe a que não pertence a sua família?

    Pode. Não se deve confundir classe social com casta. No regime pagão das castas existe entre estas uma barreira intransponível. Cada pessoa pertence necessariamente, por toda a vida, à casta em que nasceu. Isto, quaisquer que sejam suas ações, boas ou más. Na civilização cristã, não há castas impermeáveis, mas classes sociais permeáveis. Ou seja, a pessoa pertence à classe em que nasceu, mas pode elevar-se a outra se tiver um mérito saliente. Bem como pode decair, em razão de seu mau procedimento. Assim, o princípio da hereditariedade se harmoniza com o postulado da justiça.

    O comunismo, ao invés, quer uma sociedade sem classes, em que todos sejam iguais, no que contraria o princípio natural da hereditariedade e as exigências da justiça.

    VII. O PROLETÁRIO É O ÚNICO HOMEM IDEAL, SEGUNDO O COMUNISMO

    43. Se não há Direito, como pode, segundo os comunistas, existir a sociedade?

    A sociedade, segundo os comunistas, existirá sem Direito: existirá pela força.

    44. Em mãos de quem ficará a força na sociedade?

    Aqueles que representam o homem mais perfeito hão de ter em suas mãos a força na sociedade.

    45. Quem representa o homem mais perfeito, de acordo com o comunismo?

    Segundo o comunismo, os proletários não tem nenhuma raiz que os prenda ao passado ou à sociedade presente, e portanto são os homens mais livres de limitações; são eles que, unidos, constituem a maior força revolucionária. Para a seita comunista o proletário é, pois, o homem mais perfeito. De fato, em sua mentalidade não existem os “entraves” e as “degenerescências” que ligam as outras classes à ordem social vigente. Por isso mesmo, a seita o considera como o instrumento ideal da Revolução.

    46. Que devem fazer os proletários, de acordo com o comunismo?

    De acordo com o comunismo, os proletários devem mover guerra às outras classes, e implantar a ditadura do proletariado, que pela violência extermine a Igreja, o Clero, os nobres, os ricos, os proprietários, os que se realçam pela inteligência, todos os homens independentes, e assim destrua tudo o que se opõe à Revolução.

    VIII. A LUTA DE CLASSES

    47. Como se chama esta oposição entre os proletários e os demais cidadãos?

    Esta oposição se chama luta de classes.

    48. Esta luta durará muito?

    Para os comunistas, esta luta não terminará senão quando no mundo inteiro só houver a classe dos proletários, isto é, dos trabalhadores que não têm nada de próprio.

    IX. A PROPRIEDADE, A VIDA HUMANA E A ESCRAVIDÃO DO OPERARIADO

    49. O indivíduo, no regime comunista, não pode possuir nada?

    No regime comunista o indivíduo não é dono de nada. Tudo é do Estado.

    50. O comunismo não admite por vezes o direito de propriedade?

    Quando está no poder, o comunismo às vezes concede o uso de algum imóvel a um ou outro trabalhador. Mas não reconhece o direito de propriedade, pois pode tomar tudo a todos, quando quiser. O homem, no regime comunista, não tem sequer direito ao fruto do seu trabalho.

    51. No regime comunista ninguém é, então, dono de nada?

    No regime comunista ninguém é dono de nada: nem do dinheiro, nem da fábrica, nem do campo, nem da casa, nem da profissão, nem de si mesmo. Tudo é do Estado, tudo depende do Estado.

    52. Então o regime comunista é de escravidão?

    O regime comunista estabelece a mais completa escravidão, pois não reconhece ao homem nenhum direito.

    53. O comunismo respeita a vida humana?

    Não. Uma vez que o homem não passa de animal, o comunismo trata a vida humana como nós tratamos a dos bois. Se fôr preciso, mata-se. Assim, para dominar a Rússia foi preciso assassinar cerca de 20 milhões de russos, ou fuzilando-os, ou deixando-os morrer de fome. Nos campos de concentração da União Soviética, ao tempo de Stalin, calcula-se que havia 16 milhões de homens e mulheres de todas as categorias, padres, intelectuais, operários, que trabalhavam como escravos e acabaram morrendo de miséria. Para conquistar o poder, os comunistas chineses assassinaram vários milhões de pessoas. Para dominar os católicos da Espanha, as milícias bolchevistas mataram onze Bispos e 16.852 Sacerdotes e Religiosos, bem como muitos milhares de pais de família.

    54. No regime comunista, o operário pode se queixar, fazer greve, trocar de serviço?

    Não. O Partido marca onde o operário deve trabalhar. Neste trabalho ele deve produzir o máximo. Não pode reclamar, e nem é bom pensar em greve, porque quem pensar vai para o degredo na Sibéria, para um campo de concentração ou para a forca. No regime comunista o operário não tem direito algum.

    55. Os comunistas mantêm sempre os operários na miséria?

    Até hoje a situação material dos operários em todos os países comunistas é em geral miserável. Todavia, a Rússia promete que no ano 2000 os trabalhadores russos terão a mesma situação que têm atualmente os seus colegas ocidentais. O comunismo não se interessa pelo bem-estar dos operários senão enquanto ele é útil para a Revolução, por isso, se os operários, obtido o bem-estar, começam a desobedecer, volta de novo a miséria. O comunismo trata os trabalhadores como reses, ou como escravos. O senhor de escravos dava-lhes comida porque lhe interessava que eles fossem fortes e sadios, para poderem trabalhar. Mas, se em dado momento parecer necessário às autoridades comunistas reduzir gravemente o padrão de vida da classe trabalhadora, em favor do desenvolvimento das industrias do Estado ou do seu poderio militar, fá-lo-ão sem hesitação, pois para elas o operário é escravo e o escravo não tem direito.

    56. Nos países não comunistas, o comunismo quer melhorar a situação dos operários?

    Não. Nos países não comunistas o comunismo quer que os operários fiquem tão miseráveis, que cheguem ao desespero, e assim provoquem greves e desordens, as quais os comunistas aproveitarão para derrubar o governo legítimo e implantar a sua ditadura.

    57. Nos países dominados pelos comunistas não há diferenças de riqueza e de classe social?

    O comunismo promete abolir as diferenças de riqueza e de classe. Mas isto é contra a natureza humana. Destruindo a moral e o direito, o comunismo favorece um grupo de dirigentes e de membros do Partido, que dispõem de grandes riquezas e vivem com fartura e luxo em casas suntuosas, enquanto o operário em geral passa privações, e obrigado a trabalhar onde o Partido manda, tem para morar somente um quarto, onde se amontoam os pais, os filhos e todos os membros da família, sem cozinha, nem banheiro próprios. A diferença entre os que mandam e os outros é muito maior que entre os capitalistas e os operários.

    X. O PAPEL DE SATANÁS

    58. Quem inventou este regime?

    Quem inventou este regime foi Satanás, que sabe que o melhor meio de levar os homens à perdição eterna é fazê-los rebelarem-se contra a ordem constituída por Deus.

    59. Como que Satanás consegue adeptos para este regime?

    Prometendo aos homens o paraíso na terra se eles renunciarem a Deus e ao Céu, Satanás consegue enganá-los como o fez a nossos primeiros pais, e o resultado é o inferno na terra e na eternidade.

    XI. A VIOLÊNCIA E A LIBERDADE

    60. Como se implanta o regime comunista?

    O regime comunista é implantado, em geral, pela violência. Os comunistas procuram chegar ao poder de qualquer modo: por eleições, por pressão de tropas estrangeiras, por golpes armados. Uma vez no poder, destroem toda oposição, e implantam a ditadura, em nome do proletariado.

    61. Então são os operários que passam a mandar?

    Não. Os operários não mandam. Eles passam à situação de escravos, trabalham onde o governo os manda trabalhar, não podem se afastar dali; recebem o salário que o governo quer e, se reclamam, podem até ser fuzilados.

    62. O comunismo admite direito à greve?

    Nos países que quer dominar, o comunismo exige que a lei estabeleça o direito de greve; e organiza paredes para desmantelar a economia nacional. Mas, uma vez dominado o país, não tolera a greve em nenhuma hipótese, e sujeita o operário à mais tirânica escravidão.

    63. É somente pela violência que o comunismo é implantado?

    Em geral o comunismo é implantado pela violência; mas ele é preparado por muitas atitudes dos cristãos.

    XII. O MATERIALISMO DO OCIDENTE PREPARA O CAMINHO DO COMUNISMO

    64. Que atitudes dos cristãos preparam a vitória do comunismo?

    Como o comunismo nasce do materialismo, da sensualidade e do orgulho, o materialismo prático dos cristãos que vivem como se não houvesse a eternidade cria o caldo de cultura em que o bacilo comunista prolifera.

    65. Dê alguns exemplos destes materialistas práticos.

    Posso dar os seguintes exemplos: quem só se preocupa com ganhar dinheiro; quem procura gozar dos prazeres da vida, embora lícitos, sem se interessar pela prática da oração e da penitência; quem se entrega ao jogo; quem freqüenta lugares suspeitos; quem se veste com sensualidade, sem modéstia; quem dança as danças modernas; quem lê revistas obscenas ou sensuais; os freqüentadores do cinema e da televisão imorais; quem se desinteressa pela graça santificante, pecando como se não houvesse pecado.

    XIII. A IGREJA E OS OPERÁRIOS

    66. Que tem feito a Igreja pelos pobres e operários?

    A Igreja, ao longo da Historia, aboliu a escravatura, defendeu os fracos e pobres, ensinou os ricos e poderosos a amparar os humildes, difundiu a justiça e a caridade. Organizou os trabalhadores em grandes sociedades chamadas corporações, que cuidavam de sua formação técnica, de sua prosperidade material, do bem espiritual deles e de sua família, lhes davam assistência na doença e cuidavam dos seus filhos em caso de morte. Estas associações sofreram um golpe de morte com a Revolução Francesa, mas duraram em muitos países até as agitações do ano de 1848; na Alemanha elas ainda existem.

    67. Depois de 1848 a Igreja não fez mais nada pelos operários?

    O individualismo introduzido pela Revolução Francesa destruiu as corporações católicas e deixou os operários entregues à própria sorte. Então a Igreja empreendeu um grande trabalho em favor deles, simultaneamente em três pontos.

    68. Qual foi a primeira frente que a Igreja atacou?

    A Igreja Católica procurou, de início, principalmente minorar a miséria das pessoas. Para este fim multiplicou as Santas Casas, os orfanatos, asilos para velhos, Oratórios festivos, creches, e obras de assistência social. Assim é que, para dar um exemplo, no Estado de São Paulo, atualmente, de cada cem instituições de caridade ou de assistência, oitenta são mantidas pela Igreja Católica. Os comunistas não mantêm nenhuma. As vinte restantes pertencem a outras igrejas, às organizações leigas e ao Poder público. Nos outros Estados do Brasil, a proporção de obras mantidas pela Igreja é ainda maior. E note-se que as instituições de caridade e assistência mantidas e dirigidas pela Igreja funcionam admiravelmente. Basta ver um hospital dirigido por Religiosas.

    69. Qual foi a segunda frente que a Igreja atacou?

    Enquanto fundava e organizava instituições de caridade e de assistência, a Igreja lutava para corrigir os defeitos da sociedade que geravam tanta miséria. Desde o Papa Pio IX, e principalmente no pontificado de Leão XIII, Ela insistiu com os ricos, os patrões, o Estado e os trabalhadores para que se lembrassem da ordem social que Deus quer e Jesus Cristo fundou, e se aplicassem a melhorar as condições de vida do operário. Os Papas ensinaram que o trabalho não é mercadoria, e que o homem que trabalha tem direito a um salário nas seguintes condições: a) que lhe permita viver com dignidade; b) que dê para criar e educar os filhos; c) que possibilite ao trabalhador diligente e econômico formar um pecúlio que melhore a sua situação e lhe garanta o futuro.

    70. Os ensinamentos dos Papas tiveram resultado?

    Os ensinamentos dos Papas já modificaram completamente, em muitos países, a mentalidade dos patrões e dos operários, e melhoraram felizmente as condições destes últimos. Mas a Igreja continua a insistir, e o atual Pontífice, Sua Santidade o Papa João XXIII, publicou há pouco a Encíclica “Mater et Magistra”, em que ensina mais uma vez como os patrões devem tratar os trabalhadores, para que haja justiça, caridade e paz.

    71. Qual foi a terceira frente em que a Igreja empreendeu o grande trabalho em favor dos operários?

    A Igreja, enquanto atendia as misérias mais gritantes e imediatas, e ensinava aos patrões e operários como deviam ser as suas relações de acordo com a justiça e a caridade, promovia a organização destes e daqueles em associações, que se chamam corporações, círculos operários, etc. Estas organizações formam nos vários países grandes confederações, como na França a Confederação dos Trabalhadores Cristãos, na Itália a Associação Católica dos Trabalhadores Italianos, no Brasil a Confederação dos Círculos Operários etc.

    72. Em que mais os Papas insistiram?

    Os Papas insistiram em que os operários se unam, para juntos defenderem os seus direitos, respeitando, porém, os direitos dos patrões. Os Papas aconselham a estes que, na medida do possível, melhorem o salário e as condições dos trabalhadores, dando-lhes mais do que o estritamente justo.

    73. Quais os Papas que mais se salientaram , na ação em favor dos direitos do operário, e da justiça e harmonia entre as classes sociais?

    Todos os Papas se têm desvelado pela melhora da dura situação que começou para os operários com a Revolução Francesa. De um modo especial devem-se mencionar os seguintes Pontífices: Leão XIII, autor da Encíclica “Rerum Novarum”; Pio XI, autor da Encíclica “Quadragesimo Anno”; João XXIII, autor da Encíclica “Mater et Magistra”.

    74. Que Papas se salientaram na luta contra o comunismo?

    Todos os Papas, de Pio IX a João XXIII, tem condenado o comunismo. A Encíclica “Divini Redemptoris” de Pio XI trata especialmente do assunto, com grande, clareza e vigor. Durante o pontificado de Pio XII, a Suprema Sagrada Congregação do Santo Ofício fulminou com a pena de excomunhão quem pertence ao Partido Comunista ou colabora com ele.

    75. Quais as conseqüências práticas desta excomunhão?

    Os membros do Partido Comunista e os que com ele colaboram não podem receber os Sacramentos nem ser padrinhos de batismo, confirmação e casamento, ficam privados de enterro religioso e sepultura eclesiástica, e não se pode celebrar em público missa em sufrágio de suas almas.

    76. Os comunistas têm direito de divulgar suas doutrinas, de viva voz, ou pela imprensa, rádio e outros meios de propaganda?

    Não. Segundo a doutrina católica o erro não tem direito de ser difundido. Cumpre ao Poder Público proibir-lhe a propaganda.

    XIV. O SOCIALISMO

    77. Haverá outro meio de preparar os homens para o comunismo?

    Outro meio de preparar os homens para o comunismo é o socialismo.

    78. Que vem a ser o socialismo?

    O socialismo é o sistema que professa que todos os meios de produção, de transporte, o ensino, a assistência, toda a propriedade, devem pertencer ao Estado.

    79. Para o socialismo, qual é o papel do indíviduo?

    Para o socialismo o individuo é meio e não fim da sociedade. Por isto o Estado deve se ocupar de tudo, e cuidar do indivíduo em todos os setores, deixando a este somente aquilo que o Estado mesmo não pode fazer.

    80. Neste caso, o socialismo é o mesmo que o comunismo?

    Não. O fim de um e outro é o mesmo o estabelecimento de uma sociedade sem classes, a abolição da propriedade privada e da iniciativa privada, e a entrega ao Estado de todos os meios de produção. A diferença está em que o socialismo procura alcançar estes objetivos com meios brandos, usando da propaganda doutrinária e das eleições, enquanto que o comunismo prefere recorrer à violência. Os meios são diferentes, mas o fim é o mesmo. O socialismo é como uma rampa pela qual o mundo desliza suavemente da ordem natural e divina para o comunismo.

    81. Há formas moderadas de socialismo?

    Há formas moderadas de socialismo. Tais formas existem sempre que se exagera, em medida maior ou menor, a ação do Estado, em detrimento da iniciativa individual ou da propriedade privada.

    82. Pode o católico ser socialista?

    O católico não pode ser socialista, porque o socialismo contradiz a doutrina da Igreja, que estabelece o seguinte princípio: o Estado existe para realizar as tarefas de bem comum de que nem os indivíduos, nem as famílias, nem as sociedades intermediárias são capazes por si mesmos. Este princípio defendido pela Santa Igreja, e de modo especial pelo Santo Padre João XXIII na Encíclica “Mater et Magistra”, chama-se o “princípio da subsidiariedade”.

    83. Que dizem os Papas sobre o socialismo moderado?

    Os Papas dizem que, consistindo o socialismo, ainda que moderado, no exagero da ação estatal, é sempre condenado, porque incompatível com a justiça e a ordem natural estabelecida por Deus. Por isto disse Pio XI que o socialismo — mesmo quando moderado — “não pode conciliar-se com a doutrina católica” (Encíclica “Quadragesimo Anno”).

    84. Que dizer então do chamado “socialismo cristão” ou “católico”?

    O chamado “socialismo cristão” ou “socialismo católico” é uma aberração tão grande como se alguém falasse de um protestantismo católico ou de um círculo quadrado.

    XV. A CONQUISTA DO POVO — AS ELITES E A MASSA

    85. Qual a técnica que o comunismo usa para conquistar as elites?

    A técnica usada pelo comunismo para conquistar as elites consiste em promover o convívio e a colaboração delas com núcleos da seita. Os comunistas aos poucos as vão levando a pensar à maneira materialista. Levam-nas primeiro a agir como materialistas, para terminarem pensando como materialistas.

    Os comunistas usam também um processo de mudança da maneira de pensar, em geral sem discutir, que denominam de “lavagem cerebral”.

    86. Que meios usa o comunismo para conquistar as massas?

    Os grandes meios utilizados pelos comunistas para conquistar as massas são a revolta e as promessas. Pela revolta, o comunismo açula a classe operária contra os ricos. Pelas promessas desperta nos corações a inveja e a cobiça. Para conquistar as inteligências do povo usa da propaganda, menos para convencer do que para saturar os cérebros com as idéias que convêm ao Partido, e tirar as que lhe são contrárias. Ao Partido não interessa se a propaganda diz verdades ou mentiras: o que interessa é martelar até que a idéia pegue.

    XVI. OS PONTOS MAIS VISADOS — A REFORMA AGRÁRIA

    87. Quais são os pontos mais visados pela seita comunista em sua campanha para dominar um país?

    Os pontos mais visados pela campanha comunista no primeiro período, que é o da destruição da sociedade católica, são os seguintes: direito de propriedade, forças armadas, pátria, família, e sobretudo a Religião. Para quebrar todas as resistências, procura-se encher o povo de ódio contra tudo isto.

    88. Que reformas o comunismo apregoa, para dominar um país?

    Para dominar um país o comunismo apregoa a necessidade de várias reformas. A primeira é a reforma agrária, depois vem a reforma urbana, a comercial e a industrial, todas elas de caráter mais ou menos acentuadamente expropriatório e socialista.

    89. Em que consiste a reforma agrária que os comunistas querem?

    Os comunistas, tomando por pretexto a situação não raras vezes lamentável do trabalhador rural, e a conveniência de favorecer-lhe o acesso à condição de proprietário, promovem o confisco das propriedades rurais grandes e médias. Desde que haja só propriedades pequenas, caem todas sob o controle absoluto do Estado.

    90. De que maneira uma tal reforma agrária prepara a Revolução desejada pelo comunismo?

    De tal reforma agrária o comunismo tira diversas vantagens:

    a) ela destrói as elites rurais, coluna indispensável da ordem social;

    b) cria uma grande desordem no campo, com lutas, violências, homicídios;

    c) daí nasce uma grande penúria e grande fome no campo e na cidade;

    d) assim se enfraquece a nação e se leva o povo ao desespero. Com isto as resistências anticomunistas ficam prejudicadas, e o Partido pode dar o golpe da Revolução.

    91. A Igreja concorda com uma reforma agrária que viole o direito de propriedade?

    A Igreja condena toda reforma agrária que não respeite como sagrado o direito da propriedade, seja do grande fazendeiro, como do pequeno sitiante. Em ambos os casos este direito é sagrado.

    92. Que reforma agrária a Igreja abençoa?

    A Igreja abençoa uma reforma agrária que atenda aos seguintes pontos fundamentais:

    a) respeito pela legítima propriedade, qualquer que seja o seu tamanho;

    b) fornecimento por parte do Estado, de assistência técnica, social e financeira ao lavrador;

    c) colonização da imensa reserva de terras inaproveitadas da União, Estados e Municípios;

    d) concessão de crédito aos grandes proprietários que queiram dividir e colonizar suas terras;

    e) concessão de crédito a juros baixos e prazo longo, para os agricultores que queiram adquirir terras, montar suas fazendas ou sítios;

    f) assistência religiosa e educacional aos homens do campo;

    g) facilitar a formação de cooperativas agrícolas, livres, de iniciativa particular;

    h) facilitar o armazenamento e transporte dos produtos da agricultura.

    93. A Igreja proíbe a expropriação de uma gleba para fins sociais?

    A Igreja admite a expropriação de uma gleba para fins sociais, mas com grandes cautelas:

    a) é preciso que se trate de alcançar um bem comum proporcionadamente grande, ou de afastar um mal proporcionadamente grande;

    b) é preciso que não haja outra solução que não seja dispor da gleba;

    c) é necessário que se tenha antes tentado, sem êxito, a aquisição amigável do imóvel;

    d) é necessário que o dono receba, no ato da desapropriação, e em dinheiro, o preço justo, correspondente ao valor real e atual do imóvel, seja esse valor grande ou pequeno.

    94. Há casos especiais de desapropriação?

    Sim. Por exemplo, se a finalidade da obra a ser executada em determinada gleba o exigir, o Estado poderá desapropriar, além desta, as glebas vizinhas, a fim de que a obra aproveite ao maior número de pessoas.

    XVII. O IDEAL DO COMUNISMO: A SOCIEDADE SEM CLASSES; O IGUALITARISMO

    95. Qual o ideal remoto da sociedade comunista?

    A sociedade comunista ideal, diz a seita, será, depois dos horrores da ditadura do proletariado, uma sociedade sem classes nem proprietários, onde todos serão iguais, todos trabalharão, cada qual segundo as suas forças, e cada um receberá da sociedade tudo o de que precisar. Será este o paraíso na terra.

    96. Este ideal corresponde à vontade de Deus?

    Este ideal é oposto à vontade e aos planos de Deus em pontos essenciais:

    a) Deus não quer que este mundo seja um paraíso, e sim um lugar em que ao lado de puras alegrias nós encontremos grandes sofrimentos, e assim, carregando a nossa cruz, nos santifiquemos. Nosso paraíso nos espera na outra vida.

    b) Deus quer que cada indivíduo procure o seu bem-estar por seu esforço pessoal, amparado pelo Estado, mas não substituído por ele.

    c) Deus quer que entre os homens haja desigualdades, as famílias formem classes distintas, umas mais altas que as outras, sem hostilidade recíproca, com caridade, e sem exagerada diferença: não deve haver alguns miseráveis, e outros excessivamente ricos.

    97. Deus quer então que haja pobres e ricos, nobres e plebeus?

    Está de acordo com os planos de Deus que existam pobres e ricos, gente humilde e gente importante, mas baseada toda esta hierarquia na justiça e na caridade.

    98. Qual a última causa da desigualdade entre os homens?

    A última causa da desigualdade entre os homens é a sua liberdade. Dada a natural desigualdade de talentos e virtudes entre os homens, estes só podem ser mantidos num mesmo nível econômico mediante uma ditadura de ferro, que suprima toda liberdade e toda iniciativa.

    99. Como se chama a tendência que leva o homem a odiar as diferenças sociais, a querer uma sociedade sem classes?

    A tendência que leva a querer que todos sejam iguais e a odiar as diferenças de classe chama-se: igualitarismo.

    100. Quais são os vícios que alimentam o igualitarismo?

    Os vícios que alimentam o igualitarismo são:

    a) a inveja, que não tolera que o próximo seja melhor, ou mais sábio, ou mais rico;

    b) o orgulho, que não tolera ninguém acima de nós;

    c) a soberba, que não se conforma com os planos de Deus.

    101. Que manda a justiça social?

    A justiça social manda que o Estado providencie que cada família possa conseguir por seu trabalho o necessário para seu sustento, educação de seus filhos e formação de uma reserva para o futuro, de modo que haja o menor número possível de miseráveis, e os ricos não sejam demasiadamente ricos. Assim a sociedade será como uma pirâmide: com pessoas que vivem só de seu trabalho, pequenos proprietários, pessoas remediadas, ricos, e alguns muito ricos.

    102. A justiça social manda que todos sejam iguais em fortuna e posição social?

    Não. Que todos os indivíduos e famílias fossem iguais seria uma injustiça social, porque importaria na destruição da liberdade, da iniciativa privada e do direito dos filhos a herdar dos pais.

  12. O fim da família pelos Socialistas

    Gramsci no Globo Repórter?

    O programa “Globo Repórter” dessa sexta-feira mostrou que todo tipo de família é o máximo, a coisa mais linda do mundo. “Família é aquilo que cada um diz que é”, afirmou a psicóloga entrevistada. Mães sem pais, pais sem mãe, pai solteiro sozinho, vários agregados misturados vivendo sob o mesmo teto, casal separado super amiguinho onde o ex tem a chave da casa dela (e os filhos, por algum motivo, vivem alimentando a ideia de que eles podem reatar), tudo apresentado pela Zileide Silva. Bem progressista e moderno.

    A única formação que ficou parecendo ultrapassada, retrógrada, reacionária, chata e careta é a de papai, mamãe e filhos. Revolução cultural gramsciana? Imagina… Para quem não conhece bem o que seja a estratégia de Gramsci para a tomada do poder pelos comunistas.

    Muitos preferem acreditar inclusive no óbito da ideologia socialista depois da queda do Muro de Berlim e da União Soviética. Doce ilusão! O moribundo apenas recuou um pouco, fez algumas plásticas superficiais, mudou a embalagem, mas continua bastante vivo. As idéias de Gramsci serviram justamente para esta mudança tática, para a adaptação dos socialistas à nova realidade. Mas a meta continua a mesma: conquistar o poder e criar o “novo homem” e o “novo mundo”, onde a necessidade é coisa do passado burguês, as classes desaparecem e todos vivem felizes para sempre. Pode parecer incrível para alguns que esta utopia ainda possa conquistar tantos adeptos. Mas basta um olhar mais atento em volta para constatar que isso é fato: o socialismo ainda encanta muita gente. E com os instrumentos estratégicos fornecidos por Gramsci, o perigo aumenta exponencialmente.

    […]

    Será criado na sociedade um novo senso comum, que irá destruir a capacidade individual de bom senso. Alguns velhos conceitos podem ser preservados se forem “instrumentais”, bastando aprimorá-los para contribuírem também para a formação da nova mentalidade. Os meios de comunicação social (imprensa, radio e televisão) serão os principais canais de difusão do novo senso comum. Além destes, o setor editorial, a cátedra, o magistério, a expressão artística e o meio intelectual tradicional serão importantes veículos dessa transformação. Assim como a estratégia atribuída a Goebbels no nazismo, os argumentos serão repetidos ad nauseam, através de uma “orquestração”.

    O sistema defensivo da burguesia deverá ser neutralizado. Entre as principais instituições alvos, estão os partidos políticos, o parlamento, a classe empresarial, a Igreja, as forças armadas, o aparelho policial e a família. Como explica o autor, “o empreendimento de neutralização é complexo e é conduzido pelo amplo trabalho psicológico, político e ideológico que realiza o esvaziamento do moral do elemento humano das organizações burguesas, de tal modo que elas perdem o seu valor funcional e ético perante a sociedade civil”. Serão utilizadas táticas como o “denuncismo”, isolamento, constrangimento e inibição, patrulhamento, penetração ideológica e infiltração de intelectuais. Trata-se de uma batalha longa, que exige paciência, mas que cria as condições necessárias para a tomada do poder.

    […]

    Ao término do livro, o general Avellar Coutinho oferece alguns sinais do avanço da estratégia gramscista no Brasil, que não podem fugir aos olhares mais atentos. Os mais jovens não notam a mudança cultural porque não conheceram os valores antigos, e os mais velhos encaram as modificações como “naturais” ou “espontâneas”, ignorando a “penetração cultural” bem conduzida pelos intelectuais orgânicos. Em primeiro lugar, temos o conceito de “politicamente correto”, que passou a dominar qualquer debate e ofuscar a livre opinião ou independência intelectual. Trata-se de “socialização” da opinião, e o patrulhamento ideológico é uma poderosa arma nesse sentido. Além disso, o conceito de legalidade está sendo substituído pelo de “legitimidade”, esvaziando as normas e leis em troca das “reivindicações justas”. Invadir terras ou saquear estabelecimentos passam a ser atos “legítimos”, pois representam um passo na luta pela “justiça social”.

    Existem outros exemplos, como o ataque aos valores familiares tradicionais, o uso manipulado da questão racial para negar a tolerância multirracial burguesa, o uso dos “direitos humanos” como proteção ao criminoso, identificado como vítima da “sociedade burguesa”, enquanto a vítima real é tratada com indiferença por ser identificada geralmente como burguês privilegiado, a “satanizarão” do “bandido de colarinho branco”, identificado como burguês corrupto e fraudador do povo, a utilização da “opinião pública” como critério de verdade maior que a própria lógica, o uso da ecologia como projeto superior ao desenvolvimento econômico ou mesmo o ecoterrorismo para atacar o progresso capitalista, etc.

    O diretor do Instituto Liberal, Bernardo Santoro, capturou bem o espírito da crítica:

    Eu cresci em uma família de pais separados e sempre digo que acho qualquer modelo diferente do tradicional algo péssimo pros filhos. Eu sou um defensor da liberdade de casamento e da liberdade das formas de família por achar que não tenho o direito de impor meu modelo de vida pras pessoas, mas achar bonito esses modelos que apareceram na globo, não acho não.

    Uma coisa é defender a liberdade de formas familiares, outra coisa é glamourizar esses modelos. Acho que a Globo errou a mão.

    Exato. Como liberal, eu defendo o direito de as pessoas viverem de forma diferente. Claro, desde que respeitados os direitos dos outros, principalmente os interesses das crianças envolvidas. Mas esse não é o ponto em questão. O problema é essa glamourização do “diferente”, só por ser diferente. E quanto mais diferente, mais legal, pois não podemos ser “intolerantes”, “preconceitusos”. Essa perda da capacidade de julgar de forma minimamente objetiva é a desgraça de nosso tempo.

    E os maiores prejudicados, como sempre, não são os membros da elite relativista, e sim os mais humildes da periferia, que pagam um preço bem elevado por essa degradação moral e esse relativismo disseminado de cima para baixo. A família tradicional sempre foi, com todos os seus possíveis defeitos, um obstáculo aos avanços do estado totalitário. Por que será que a esquerda bate tanto nessa instituição?

  13. MARXISMO – O MÉTODO MAIS FÁCIL PARA DOMINAR O POVO:

  14. O Keynesianismo, teoria econômica elaborada no século XX pelo economista John Maynard Keynes, defende entre outras coisas a intromissão estatal na liberdade de mercado, emissão descontrolada de papel moeda bem como endividamento público, como forma de promover crescimento. Este modelo já havia sido praticado anteriormente por diversas nações sempre com resultados catastróficos.
    Karl Marx acaba por reconhecer isto em sua obra, e literalmente zomba do keynesianismo mesmo antes de ele existir, uma prova da debilidade dos argumentos de Keynes, bem como socialistas fieis seguidores deste modelo.
    Se vc é um marxista e defensor dos pobres para que eles tenham acesso a serviços de qualidade, defenda o livre mercado, pois somente assim, com o povo tendo influencia sobre as empresas, as mesmas prestarão serviços com qualidade a preços mais justos.

  15. ”Capitalismo” tupiniquim é Socialismo 2.0

    O que é liberalismo econômico?
    (vulgo: “capitalismo”)

    Segue abaixo algumas aulinhas para todos aqueles esquerdistas ORTODOXOS, reacionários de EXTREMA ESQUERDA, que são contra o verdadeiro PROGRESSO social.

    Aprenda o que é liberalismo (“capitalismo”), e deixem de ser enganados.


    O socialismo 2.0 em voga no Brasil (e no mundo)














    Os esquerdolóides não sabem o que falam
    É tudo culpa do capitalismo ?
    http://averdadequeamidianaomostra.blogspot.com.br/2011/02/culpa-e-do-capitalismo.html
    Qual a solução para países de economia capitalista?
    http://averdadequeamidianaomostra.blogspot.com.br/2011/05/qual-solucao-para-paises-de-ecomia.html
    Economia Marxista é um ENGODO pra enganar TROUXAS.
    http://averdadequeamidianaomostra.blogspot.com.br/2011/03/economia-marxista-e-um-engodo-pra.html
    ESFREGANDO A VERDADE NA CARA DOS SOCIALISTAS
    http://averdadequeamidianaomostra.blogspot.com.br/2011/01/esfregando-verdade-na-cara-dos.html
    Canal de Formação Política
    Excelente!

    Pra quem deseja ter uma formação sólida, consistente, para não ser enganado pelas falácias e mentiras propagadas pela esquerda, pela mídia, e pela falsa literatura, e pelos “intelectuais” marxistas.

    http://www.youtube.com/user/formacaopolitica/videos

    Repasse, compartilhe, e ajude a melhorar o nível moral e intelectual do povo brasileiro.

    Vamos todos juntos, melhorarmos a nós mesmos, e em seguida ajudar a sanear a consciência política de nossa nação.

    O fundamentalismo ideológico marxista leninista, com sua sanha, com sua gana descomunal pelo poder, pelo desejo de hegemonia, através do marxismo cultural da estratégia gramsciana, destruiu a moral, a consciência e a inteligência de nosso povo.

    REVOLUÇÃO CULTURAL GRAMSCIANA
    http://averdadequeamidianaomostra.blogspot.com.br/2013/07/revolucao-cultural-gramsciana.html
    CONTAMINAÇÃO ESCOLAR
    http://averdadequeamidianaomostra.blogspot.com.br/2013/05/contaminacao-escolar.html
    A IMPRENSA É USADA PRA NOS ENGANAR
    http://averdadequeamidianaomostra.blogspot.com.br/2011/08/imprensa-e-usada-pra-nos-enganar.html

    Vamos reparar o DANO, ou minimizar os efeitos NEFASTOS causados por todos esses anos de hegemonia cultural esquerdista, que acabou com a cultura, com a educação, e que controla a produção literária e artística nacional e toda a imprensa.

  16. Leo disse:

    Para um libertário, não importa se os elementos que você citou são alvo do marxismo cultural ou não. Defende-se que o Estado não tem o direito de intervir na vida do indivíduo, determinando com quem ele pode ou não se casar e quais drogas pode ou não usar e ponto. Quanto ao aborto, no meu caso, a questão permanece em aberto, mas as outras são muito simples: A escolha cabe ao indivíduo e ninguém mais tem nada a ver com isso, muito menos o Estado.
    Querer impôr a própria moral aos demais através da força coercitiva do Estado é tão ruim quanto querer impôr a coletivização dos bens. Autoritarismo do mesmo jeito.

  17. EDSON VARGAS DE OLIVEIRA disse:

    Certamente nenhum dos debatedores passou realmente fome e/ou teve serias privações na sua vida, pois só falam em resolver os problemas da humanidade com suas ideologias mas, o que vemos na realidade, é o mundo cada vez mais pobre, com fome, com sofrimento e dor de toda a ordem e, do outro lado, uma minoria que se locupleta e vive as maravilhas da vida. A igreja Católica, por outro lado, quer que as pessoas permaneçam pobres e famintas para que os seus dogmas tenham efeito na vida dessas pessoas, pois o próprio PAPA disse outro dia que defender os pobres é privilégio da Igreja e não dos comunistas ou outra ideologia política qualquer. Então, ao invés de defenderem suas ideologias procurem estudar formas de melhorar a vida das pessoas de forma objetiva, pois todas essas ideologias só servem para manter o status quo daqueles que estão, naquele momento histórico, na direção dessas organizações ideológicas, já que nunca resolveram nada para a maioria absoluta dos humanos, já que se dizem pessoas do bem e bem formadas moral e intelectualmente.

  18. anonimo disse:

    GENTE,REVOLUÇÃO FRANCESA FOI UM SONHO CONCRETIZADO DA BURGUESIA,
    QUEM FICOU NO PODER FOI A BURGUESIA NO FINAL DA REVOLUÇÃO.AGORA
    OS MARXISTAS PREGAM CONTRA A BURGUESIA? MAS QUANTA HIPOCRISIA!
    REVOLUÇÃO FRANCESA NÃO VEIO SALVAR NINGUÉM,CONVERSA FIADA! VEJA SE
    OS LIVROS DO MEC MOSTRA O OUTRO LADO DA REVOLUÇÃO QUE É MONSTRUOSA?
    NINGUÉM PRESTA,NEM DIREITA E NEM ESQUERDA.REPUBLICA DE FALSA DEMOCRACIA!

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