Da importância de avaliar-criticar o pretensamente verdadeiro.

Uma das razões de nossa escrita política é fundamentalmente esta: através da análise dos discursos e das respectivas práticas sociais que estes produzem-reproduzem, enunciamos possibilidades outras em relação ao que comumente é tido como sendo pretensamente o verdadeiro, o correto, o inquestionável, quando, no fundo, trata-se de práticas discursivas e práticas sociais construídas ideológica e politicamente.

Obviamente, ao enunciarmos possibilidades outras para o modo de ser das práticas sociais que se apresentam como as verdadeiras, as corretas, estamos sendo também políticos, ou seja, estamos dizendo que ao invés de se praticar x, ao invés de se praticar y, talvez fosse mais relevante praticar z.

A pergunta então é: já que não existe escrita neutra, existiria algum mérito nessa escrita político-crítica? Em nossa concepção, sim. Trata-se da única possibilidade de fazer com que discursos e práticas sociais tidas como as verdadeiras, as absolutas, as inquestionáveis , etc., sejam relativizadas em suas pretensões.

E qual a importância política de relativizar o supostamente verdadeiro, o supostamente correto, o supostamente inquestionável? Justamente a potencialização do espírito crítico da sociedade que, caso não faça esse exercício crítico cotidianamente, acaba se conformando com supostas pretensões de verdade que muitas vezes são contraditórias com a construção de uma vida social mais justa e mais igualitária enquanto campo de oportunidades.

Com esse exercício político-crítico-intelectual, contudo, não temos a pretensão de postular a visão política verdadeira, a visão política correta, a visão política inquestionável, a visão política única. Apostamos no questionamento crítico e na palavra livre, porque só através do debate crítico coletivo pode-se aproximar um pouco mais do socialmente justo. Não é à toa que governos socialmente injustos ou autoridades unilaterais, ditatoriais, etc., odeiam todas as formas de debate crítico coletivo, claro, não é o objetivo deles a promoção do bem comum.

Portanto, se incentivarmos em cada um que nos lê o desejo de também querer investigar-avaliar por si mesmo o teor das diversas práticas discursivas e sociais em construção, eis que atingimos a essência do diálogo crítico que procuramos potencializar. Essa prática crítica multiplicada aos milhares pode mudar o mundo.

Por: Gílber Martins Duarte – Socialista Livre – Conselheiro do Sindute-MG e diretor da subsede do Sindute em Uberlândia – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Doutorando em Análise do Discurso/UFU – Membro da CSP-CONLUTAS.

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Sobre socialistalivre

Esse Blog está a serviço da Luta pelo Socialismo. Defendemos a plena liberdade do ser humano, mas somos radicalmente contra a liberdade de explorar, como a burguesia faz, e contra a liberdade de oprimir como os machistas fazem, os racistas fazem, os homofóbicos fazem, os praticantes de bullying fazem, os preconceituosos fazem, os possessivos fazem e os autoritários de plantão fazem. Assim, defendemos que cada corpo-consciência deve ter liberdade de ser o que ESCOLHE SER, desde que esta liberdade não oprima e explore os outros! Defendemos a plena liberdade de postura crítica e a plena democracia operária, todos devem ter o direito de expressar o que pensam! Defendemos a Revolução Socialista e a necessidade de libertação da classe trabalhadora do jugo do capitalismo. No entanto,somos contra comandos de hierarquias políticas ou de figuras públicas mais poderosas no seio dos lutadores que travam a batalha pelo socialismo. Defendemos que cada militante deve ousar pensar por si mesmo, cada militante deve ter o direito de concordar, mas também de discordar daquilo que julga equivocado, por isso nos definimos como Socialistas Livres e esse Blog está a serviço dos que desejam militar de acordo com essa concepção. Convidamos a todos a conhecerem nosso jeito diferente de entender e de praticar a política socialista, com liberdade, democracia operária, direito de crítica e respeito ao diferente. Saudações Socialistas Livres.
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7 respostas para Da importância de avaliar-criticar o pretensamente verdadeiro.

  1. Allyne Bisinotto disse:

    muito bem…

  2. Escreve maravilhosamente bem!
    Parabéns.

  3. Um rude golpe em todos os idiotas que ainda acreditam no comunismo. Né professor Gílber?

    A ditadura comunista, realmente é um atraso de vida.Todos vagabundos que acreditam que podem viver às custas dos outros!
    Eles confundem a divisão da miséria com a divisão da riqueza.
    Se você analisar cada um deles, vai ver que é aquele tipo de pessoa que não quer fazer nada para melhorar, mas faz tudo para que quem esteja melhor fique pior para ficar igual a ele. Não faz ideia de que no comunismo ele também se ferra!
    Ele pensa que comunismo é o contrário de capitalismo. Não sabe que comunismo é o contrário de democracia. O capitalismo é tão somente uma das liberdades democráticas, que é o direito à propriedade.
    Comunismo é uma doutrina de poder e não uma teoria econômica. Só os idiotas úteis do comunismo, aqueles meninos ricos que andam de rasta e não tomam banho, acreditam nessa conversa de economia totalmente planeada e igualitarismo. O próprio Lenine, que sabia melhor do que ninguém como se toma e consolida o poder, foi o primeiro a provar o que digo. Bastará estudar a NEP – ou a China nos últimos trinta anos – para saber do que falo.
    Quando o próprio Fidel Castro admite que o modelo econômico cubano já nem aos próprios serve. E uma ironia do destino que impede norte-americanos de participarem na experiência de mercado-livre que os cubanos estão a desenvolver, devido à política de embargo dos próprios EUA. Jeffrey Goldberg, da The Atlantic:
    “I initially was mainly interested in watching Fidel eat – it was a combination of digestive problems that conspired to nearly kill him, and so I thought I would do a bit of gastrointestinal Kremlinology and keep a careful eye on what he took in (for the record, he ingested small amounts of fish and salad, and quite a bit of bread dipped in olive oil, as well as a glass of red wine). But during the generally lighthearted conversation (we had just spent three hours talking about Iran and the Middle East), I asked him if he believed the Cuban model was still something worth exporting.

    “The Cuban model doesn’t even work for us anymore,” he said.

    This struck me as the mother of all Emily Litella moments. Did the leader of the Revolution just say, in essence, “Never mind”?

    I asked Julia to interpret this stunning statement for me. She said, “He wasn’t rejecting the ideas of the Revolution. I took it to be an acknowledgment that under ‘the Cuban model’ the state has much too big a role in the economic life of the country.”

    Julia pointed out that one effect of such a sentiment might be to create space for his brother, Raul, who is now president, to enact the necessary reforms in the face of what will surely be push-back from orthodox communists within the Party and the bureaucracy. Raul Castro is already loosening the state’s hold on the economy. He recently announced, in fact, that small businesses can now operate and that foreign investors could now buy Cuban real estate. (The joke of this new announcement, of course, is that Americans are not allowed to invest in Cuba, not because of Cuban policy, but because of American policy. In other words, Cuba is beginning to adopt the sort of economic ideas that America has long-demanded it adopt, but Americans are not allowed to participate in this free-market experiment because of our government’s hypocritical and stupidly self-defeating embargo policy. We’ll regret this, of course, when Cubans partner with Europeans and Brazilians to buy up all the best hotels).”

    • Gladimir, idiota seria a classe trabalhadora, ad eterno, aceitar ser explorada por capitalistas sedentos de dinheiro, ambiciosos incuráveis, que adoram ter privilégios à custa do roubo de mais-valia dos operários. O socialismo livre é a única possibilidade de por fim a essa exploração da classe burguesa que tem horror às práticas políticas socializantes, pois isso pressupõe o fim de seus privilégios econômicos. Desqualificar os comunistas, os socialistas livres não tem outro motivo senão pautar a reprodução do capitalismo selvagem que, mais cedo ou mais tarde, nesse século ou em outros, à semelhança de outros modos de produção (feudalismo, escravagismo, etc) irá fazer parte do pó da história humana. Marx é o filósofo mais odiado pelos ideólogos da burguesia. E esse ódio mostra o quanto Marx ainda está vivo: a necessidade de transformação do mundo bate nas bases frágeis do capitalismo contraditório e oco, enquanto modelo de sociedade fracassado.

      • Professor Gílber Martins Duarte, provavelmente candidato, se o Sr. declarar que é um comunista, pelo voto, jamais conseguira ser eleito. Seu discurso falacioso, de que o comunismo traria o paraíso. Porém temos que ser sérios, a propriedade privada não faz surgir a agressividade, ela simplesmente torna essa pulsão em exploração, ou seja, soma o poder concentrado na mão de poucos à pulsão natural e primitiva que é a agressividade. Isso a URSS também fez, mas aquilo era um Capitalismo de Estado, era o Estado, dito falsamente Comunista, que explorava a população.
        O Comunismo é os homens gerindo coletivamente as coisas e a humanidade nunca esteve perto disso, talvez nunca esteja, mas é preferível lutar e seguir nesse sentido do que reforçar um estado de coisas que gera a coisificação das relações. A Revolução Burguesa fez com que se desenvolvesse a subjetividade, porém a sociedade de hoje massifica os desejos, podemos falar em subejetividade na sociedade em que todos usam jeans, tomam Coca-cola e comem no McDonalds? Não podemos falar nem em cultura local.
        Nessa sociedade subjetividade tem somente os 10% da população que podem escolher para onde ir e o que fazer da própria vida, “pobre não tem subjetividade”. O comunismo é uma utopia. Uma ideologia que jamais passará à realidade, pois o poder na sociedade civil sempre fala mais alto e por isso sempre haverá injustiça. A história tem mostrado que aquelas nações que anseiam o comunismo são as mais opressoras da liberdade e da democracia, do direito do cidadão. O comunismo jamais acontecerá, pois o socialismo, que é seu útero, já mostra a horrível face dessa ideologia desastrosa.

      • Socialismo sem liberdade de crítica, sem liberdade de expressão, sem liberdade de imprensa, sem liberdade de organização política não funciona, torna-se de fato em capitalismo de estado. O capitalismo, por sua vez, baseia-se na liberdade de explorar e na liberdade de oprimir. Essa é a essência da liberdade capitalista: ser livre para explorar o trabalho dos outros, ser livre para oprimir os outros, via machismo, homofobia, racismo, etc. O Socialismo Livre ainda não existiu, porque as revoluções operárias existentes se deterioram em ditadura sobre os trabalhadores. É legítimo impedir a liberdade de exploração e a liberdade de opressão praticada pela lógica privatista do capitalismo, porém, usar o estado dito socialista para explorar o povo e para oprimir o povo também é outro erro político grave. Defendemos, portanto, o socialismo livre: estatização dos meios de produção, mas garantindo plena liberdade para as pessoas expressarem, criticarem, opinarem, terem sua cultura, sua ciência, suas teorias, etc. Porém, no socialismo livre, explorar o trabalho de outros em função de privilégios pessoais de poucos é proibido, e também oprimir outras pessoas é crime. Sem imaginar o novo, não construiremos um mundo novo. Nós, socialistas livres, ousamos lutar pelo novo. Ah, e não sou candidato, Gladimir, porque o Socialismo Livre é uma filosofia política engajada, não é um partido político específico. Apoiamos os partidos da esquerda socialista, participamos das lutas da classe trabalhadora e da juventude, mas nos reservamos o direito de manter nossa liberdade de crítica em relação a qualquer que seja o P de plantão. A classe trabalhadora com senso crítico mudará o mundo com atitudes revolucionárias, não simplesmente com votos recebidos em determinada sigla partidária, apesar de, particularmente, eu considerar legítimo os trabalhadores críticos votarem nos partidos da esquerda socialista.

  4. “A ambição diabólica do comunista é querer mandar no mundo”

    O comunista é um doente mental que precisa de ajuda e não sabe. Um sujeito miserável que necessita da piedade humana. Mas cuidado com ele. Por ser um ser desprezível, abjeto, infame, torpe, vil, mísero, malvado, perverso e cruel, todos sinônimos é verdade, mas insuficientes para definir seu verdadeiro perfil, ele é perigoso e letal.

    É um sociopata camuflado, um psicótico social que imagina ser Deus e centro do mundo. Na sua imaginação acha que é capaz de solucionar todos os problemas da humanidade e do mundo manifestado, mas que na verdade quer solucionar os seus próprios, que projeta nos outros para iludir-se de ser altruísta.

    É um invejoso. A inveja é a sua marca registrada. Sente ódio doentio e permanente pelas pessoas de sucesso, notadamente aquelas realizadas financeira e economicamente. O sucesso alheio corrói suas entranhas. É aquele sujeito que passa pelo bosque e só vê lenha para alimentar a fogueira de seu ódio pelo sucesso alheio.

    É um fracassado em todos os sentidos. Para justificar o seu fracasso busca desesperadamente culpados para a sua incompetência pessoal, profissional e humana. No seu conceito, a culpa é sempre dos outros, nunca atribuída a ele mesmo. É um sujeito que funciona como uma refinaria projetada para transformar insatisfações pessoais e sociais em energia pura para promover a revolução proletária.

    É um cínico. Não no conceito doutrinário de uma das escolas socráticas, mas no sentido de descaramento. Portanto, um sujeito sem escrúpulos, hipócrita, sarcástico e oportunista. Para justificar seu fracasso e sua incompetência pessoal, se coloca na condição de defensor do bem-estar da sociedade e da humanidade, quando na verdade busca atender aos seus interesses pessoais, inconfessos. Para isso, se coloca na postura de bom samaritano e entra na vida das pessoas simples e desprovidas da própria sorte, com seu discurso mefistofélico.

    É um ateu. Devido a sua psicose, já comentada anteriormente, destitui Deus e se coloca no lugar d’Ele para distribuir justiça, felicidade e bem-estar social, solucionar todos os problemas do mundo e da humanidade, dentre outros que-jandos. É um indivíduo que tem a consciência moral deformada e deseja, acima de tudo, destruir todos os valores cristãos e construir um mundo novo, segundo suas concepções paranóicas.

    É um narcisista. A sua única paixão é por si mesmo, embora use da artimanha para parecer um sujeito preocupado com os outros, no fundo não passa de um egoísta movido pelo instinto de auto conservação.

    É um niilista. Um sujeito que renega os valores metafísicos divinos e procura demolir todos os valores já estabelecidos e consagrados pela humanidade para substituí-los por novos, originários de sua própria demência. Assim, ele redireciona a sua força vital para a destruição da moral, dos valores cristãos, das leis etc. Sua vida interior é desprovida de qualquer sentido, ele reina no absurdo. É o “profeta da utopia” e o “filósofo do nada”.

    É um genocida cultural. Na sua vasta ignorância da realidade do mundo manifestado, o esquerdista acha que o mundo é a expressão das idéias nascidas de sua mente deformada e assim se organiza em grupos para destruir a cultura de uma sociedade, construída a custa de muitos sacrifícios e longos anos de experiência da humanidade.

    Agora que você conhece algumas características do comunista, fica um conselho: jamais discuta com um deles, porque a única coisa que ele consegue falar é chamá-lo de reacionário, nazista, capitalista e burguês. Ele repete isso o tempo todo e para todos que o contradizem, pois a única coisa que sua mente deformada consegue assimilar, são essas palavras. Com muito custo ele consegue pronunciar mais um ou dois verbetes na mesma linha aos já descritos, todos para desqualificá-lo e assim expressar a sua soberba.

    Os conceitos atribuídos ao esquerdista se aplicam em gênero, número e grau aos socialistas, marxistas, leninistas, stalinistas, trotskistas, comunistas, maoístas, gramscistas, fidelistas, chevaristas, chavistas e especialmente aos membros da família dos moluscos cefalópodes.

    Para finalizar, porém longe de esgotar o assunto, o comunista é aquele sujeito cuja figura externa é enormemente maior que a própria realidade. Sintetiza o cavaleiro solitário no deserto do absurdo, cuja ambição diabólica é querer mandar no mundo.

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