Dirigente burguês italiano exporta… racismo!

Em plena Europa, coração do capitalismo, os dirigentes burgueses brancos direitistas, de vez em sempre, deixam escapar suas intolerâncias, seus preconceitos, suas faces opressoras. Dessa vez, o burguês direitista exportador de racismo foi o senador italiano Roberto Calderoli que chamou a Ministra da Integração Cécile Kyenge de “orangotango”.

A mídia burguesa trata o caso como se fosse algo isolado, como se fosse um racismo próprio apenas do senador italiano: não é. Ele é apenas um representante do que a burguesia italiana direitista e a burguesia mundial direitista pensam. Para essa burguesia branca direitista, que se julga superiora, dona do mundo, só os brancos ricos deveriam ser considerados cidadãos e seres humanos nesse planeta e, obviamente, ter seus infinitos privilégios de classe: os brancos pobres, os brancos trabalhadores, os não brancos, os negros, estes deveriam ser tratados como animais de carga. Não é a toa que ao longo da história, esses mesmos brancos burgueses direitistas – opressores, exploradores e preconceituosos – escravizaram os africanos e exploraram seu trabalho para enriquecerem ilicitamente. Da mesma forma, sempre exploraram também a mais-valia, o trabalho não pago, dos brancos pobres, dos mulatos pobres, dos morenos pobres, etc, como se essa atitude político-econômica fosse a mais natural, a mais legítima, a mais inevitável do universo.

Essa mesma burguesia branca europeia, direitista e racista, se acha no direito de explorar o trabalho de todos imigrantes que chegam naqueles países como se estes pertencessem à “raça dos orangotangos”, enquanto a burguesia branca direitista seria a representante única da raça humana na Terra. O ataque à ministra negra italiana, portanto, cujo país de origem é o Congo, é antes de tudo um ataque a todos os afrodescendentes, mas também é um ataque a toda a classe trabalhadora do mundo que, quando luta por dias melhores, seja na Europa, seja em outro país do mundo, é desqualificada: ora é chamada de orangotango, ora de terrorista, ora de vândala, ora de bandida, ora de baderneira.

Hipocritamente o senador italiano direitista, depois da repercussão internacional do caso, pediu desculpas por sua declaração racista. A própria ministra, como não é uma socialista livre, e como aceita o papel político de ajudar a gerenciar o capitalismo, aceitou publicamente as desculpas do burguês direitista. Mas, no fundo, nós sabemos que esses teatros de pedidos de desculpa são apenas teatros das classes dominantes para abafarem suas profundas contradições. Ora, racismo, exploração, opressão não tem desculpas: tem de ser banido da face do planeta. Abaixo à liberdade de oprimir decantada na voz política dessa burguesia branca direitista-racista-fascista!

Por: Gílber Martins Duarte – Socialista Livre – Conselheiro do Sindute-MG e diretor da subsede do Sindute em Uberlândia – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais – Doutorando em Análise do Discurso/UFU – Membro da CSP-CONLUTAS.

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Uma resposta para Dirigente burguês italiano exporta… racismo!

  1. jr disse:

    Vale lembrar que o racismo não é exclusividade de burgueses, vale lembrar do socialista Hitler.

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